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História Onde Mora o Coração - Kim Namjoon - Capítulo 8


Escrita por: Suga-Bia

Notas do Autor


Hiiiiiii

Cheguei com mais um cap. Espero que gostem😘

Lembrando que essa fanfic é uma adaptação do livro "Onde Mora o Coração", de Jill Shalvis. Eu apenas mudei os personagens, e às vezes dou uma mudada na narrativa.

Capítulo 8 - Inevitável Queda


Fanfic / Fanfiction Onde Mora o Coração - Kim Namjoon - Capítulo 8 - Inevitável Queda

Namjoon acordou sentindo uma enorme pressão no peito, semelhante a um ataque cardiaco. Com certeza era consequência da noite que havia passado, ansioso, vasculhando a memoria, escavando o cérebro até o limite na tentativa de se lembrar de S/n nos tempos de escola.

Para o seu desgosto, porém, não conseguiu.

Havia sido totalmente sincero com S/n quando afirmara que várias garotas ficavam à espera dos jogadores depois dos treinos, Namjoon ignorava a maioria delas, e quando elas se recusavam a serem ignoradas, ele abria seu melhor sorriso e tentava contornar a situação até chegar ao estacionamento, fazendo o possível para não magoar ninguém.

Por isso, saber que tinha ferido S/n era insuportável para ele.

Mas a verdade era que Namjoon não parava para pensar no modo como aquelas garotas interpretavam os ridiculos e estúpidos comentários que ele fazia com a intenção de escapar delas. Depois de ingressar no ensino secundário, Namjoon perdeu um pouco da sua vergonha com relação às mulheres.

Na verdade, ele perdeu completamente a vergonha.

Namjoon havia conhecido sua primeira namorada de verdade, Jessi, no seu primeiro ano de faculdade, e os dois logo sucumbiram à insaciável luxúria característica dos jovens.

No final daquele primeiro ano, ele já não estava mais usando a cabeça para pensar, ao menos não a cabeça que ficava entre seus ombros. Pela primeira vez em sua vida, Namjoon tinha alguém que gostava tanto dele que queria estar sempre junto, e isso o enchia de prazer. Ele queria se casar com Jessi, o que agora soava ridiculo, mas na época não. Ele dizia a si mesmo que era melhor ir com calma, um passo de cada vez, mas não tinha experiência no assunto e acabou falando sobre isso com ela em um jogo de futebol regado a cerveja e sanduíche.

Quanta maturidade.

Jessi não reagiu mal a isso, e ele estava feliz, feliz de verdade, pela primeira vez na vida. Então, no final de semanas, ela simplesmente o dispensou, alegando que só havia entrado naquela relação porque Namjoon tinha um corpo legal e ela queria apenas se divertir e curtir; e disse que sentia muito, mas tinham de parar, porque ele queria muito mais do que ela poderia dar.

Nem por isso ele voltou a sentir vergonha de mulheres. Não; em vez disso, ele aceitou o fato de que não havia nascido para relacionamento duradouros, não era bom nisso. Não seria dificil aceitar essa realidade, desde que não voltasse a entregar o coração a ninguém novamente.

Por outro lado. Namjoon se dedicou a ter diversos casos, o que fez com maestria durante anos a fio. Na verdade, até conhecer S/n. Ela era diferente de todas as mulheres que ele já havia conhecido. Era intensa, inteligente, sexy... e o fazia rir.

E o sorriso dela iluminava todo o seu dia.

Namjoon não tinha muita certeza do que fazer com relação a isso, mas sabia que queria fazer alguma coisa.

O peso em seu peito havia aumentado. É, provavelmente era um ataque cardíaco mesmo. Bom, ele já estava mesmo perto dos trinta anos e sua vida até que tinha sido boa.

Não tinha motivos para se lamentar.

Certo, talvez tivesse um: ele não voltaria a beijar S/n, nem veria aquele olhar suave e chocado no rosto dela depois do beijo, aquele olhar que deixava claro que ela o queria muito, assim como ele a queria.

A pressão em seu peito mudava de ponto, e se tornava cada vez mais intensa. Namjoon abriu os olhos, e em vez de um ataque cardiaco, quase teve um derrame.

Nina estava sentada em suas costelas, a cabeça esticada e próxima da dele; nariz a nariz, ela o encarava com atenção.

Miiaaaau — ela avisou, num tom que sugeria não apenas que estava com fome, mas também que afiaria as garrinhas no rosto de Namjoon se ele não se levantasse logo e lhe desse comida.

Lembrando-se que S/n havia reclamado de que ele não se esforçava para criar vínculos com a coisinha demoníaca, ele levantou uma mão e afagou a cabeça da gata.

Nina estreitou o olhar.

— Tudo bem, você é um gato, não um cachorro. — E então, ele acariciou as costas dela. A gata se arqueou quando foi tocada, e seus olhos quase se fecharam, numa reação que parecia ser de puro prazer. — Gostou disso? —  Ele murmurou, pensando acho que acertei! Então ele fez de novo o mesmo movimento. 

Um ruído longo saiu da garganta de Nina, áspero e irregular, como um motor que é ligado pela primeira vez depois de anos.

— Uau — ele disse. — Isso é um ronronado de verdade? Melhor ter cuidado, porque você pode até começar a gostar de mim.

Na terceira vez que ele acariciou o dorso da gata, ela o mordeu. Com força. Não com força suficiente para romper a pele, mas seus dentes afundaram um pouco e assim ela permaneceu, com os olhos semicerrados.

— Sei, ainda não somos amigos. — Ele cerrou os dentes. — Vou me lembrar disso. Agora dê o fora. — Como Nina não saiu de cima de Namjoon, ele se levantou e a desalojou. Com um miado que parecia uma queixa irritada, ela pulou para a extremidade da cama e, voltando as costas para ele, começou a se lamber.

Namjoon examinou sua mão. Não havia sangue, o que era um bom sinal. Pulou para fora da cama e...

Pisou em cheio em algo desagradavelmente pegajoso e ainda quente. Era vômito de gato. Namjoon saiu pulando e praguejando pelo quarto. Depois criou coragem e foi limpar toda aquela sujeira.

E por pouco não acabou ele mesmo vomitando.

Ele viu o pequeno anticristo sentado sobre a borda do piso inacabado do sótão, olhando na direção de Namjoon, que estava na cozinha.

— Está brincando comigo, não é?

Miau.

Merda, ela estava com medo. Havia uma escada de mão encostada na parede, porque Hoseok tinha trabalhado no sótão naquela semana. Namjoon, que odiava alturas, evitara a todo custo subir lá, e nem imaginava de que maneira a gata tinha conseguido escalar aquela escada.

Reclamando, ele subiu até a metade da escada e estendeu os braços.

— Venha pra cá.

Nina ergueu a pata e começou a limpar o rosto.

Namjoon baixou a cabeça e riu. O que mais poderia fazer? A gata claramente não ligava nem um pouco para a fobia de altura dele, mas reconhecer isso não melhorava em nada a sua situação.

Ele olhou para baixo — como odiava essa merda — e se assegurou de que estava a pouco mais de dois metros de altura apenas. Então, continuou.

— Nina — ele disse quando chegou ao topo e tentou alcançá-la.

A gata pulou, mas não para seus braços. Em vez disso, ela atingiu a escada por cima do ombro de Namjoon e passou correndo por ele de maneira ágil, como se fosse a própria Fada Sininho em pleno voo.

Do alto da escada, Namjoon olhou para baixo e sentiu que começava a suar. Praguejando e rangendo os dentes, ele desceu e viu Nina olhando com desprezo para a sua tigela de ração que ainda estava cheia da comida que ele havia colocado na noite anterior.

Isso chamou a sua atenção.

— Você não comeu? Desde quando você recusa comida?

Ela abanou a cauda e respondeu com um miado que Namjoon interpretou como "essa merda é para gatos, e eu sou uma rainha, está lembrado?".

Ele a examinou atentamente, reparando que ela parecia um pouco mais magra do que o habitual. Isso era mais preocupante do que o comportamento da gata. Namjoon havia telefonado para Hyuna três vezes só naquela semana, mas a tia não lhe retornara nenhuma das ligaçoes. E se a Nina definhasse e morresse antes que ela viesse buscá-la? Como explicaria isso?

Apreensivo, ele começou a vasculhar os seus armários quase vazios à caca de algo que a gata pudesse apreciar, e encontrou uma lata de atum. Bingo.

— Gatos adoram atum, não é, peluda? Ao menos foi o que a S/n disse.

Nina o encarou com seus profundos olhos azuis. Era um olhar de censura.

Levou algum tempo até que Namjoon encontrasse o abridor de latas, e ele se surpreendeu ao constatar que ele já vivia ali há cerca de seis meses e, em bora aquela fosse, sem dúvida, a sua propriedade favorita, ele nem ao menos tinha se mudado para ela de verdade.

Todas as suas coisas estavam ali, mas não eram muitas. Ele havia se mudado com frequência ao longo dos anos, passando de uma propriedade para a outra enquanto as reformava e depois vendia; por isso, se acostumara a carregar pouca coisa consigo, tornando-se bom nisso.

Talvez bom até demais.

Assim que pôs as mãos no abridor de latas, Namjoon o levantou no ar e o mostrou triunfantemente para a gata, que não pareceu nem um pouco impressionada. Ele abriu a lata, despejou o conteúdo em outra tigela e a colocou diante de Nina.

Ela ficou imóvel e começou a cheirar a comida com o cuidado de um chef de cozinha francês.

— Ei, isso é coisa de primeira.

Ela deu mais uma cheirada, virou as costas e se afastou.

— Sério mesmo? — Ele olhou indignado para a gata — Você lambe a própria bunda o tempo todo mas recusa essa porra de atum!

Sem acreditar no que havia acabado de presenciar, Namjoon ainda encarava a gata quando seu telefone celular tocou.

— Kim Namjoon — ele grunhiu, sem olhar para o visor — Estou vendendo uma gata.

Ninguém respondeu por um longo tempo.

— Alô? — Ele disse.

— Você está vendendo minha gata? — A resposta veio de uma voz suave e ligeiramente tremula de uma mulher idosa.

Merda. Era a sua tia avó Hyuna.

— Perdão, foi uma brincadeira infeliz, tia — Namjoon fez uma careta e mergulhou a mão no cabelo. — Que bom ter notícias suas. Eu andei telefonando...

— Eu sei. A voz dela soou um pouco fraca. — Estou na frente da sua casa, será que posso entrar?

— Claro que sim. — Que pergunta! Ela estava ali pra levar Nina de volta, e ele estenderia um tapete vermelho para ela, se fosse preciso. — Você não precisa telefonar antes de...

— Eu não queria interromper nenhum... enfim, nenhum encontro seu. Se você estivesse recebendo uma mulher, quero dizer.

Namjoon sufocou uma risada enquanto se dirigia à porta da frente. Por que raios as pessoas pensavam que havia pencas de mulheres entrando e saindo da sua casa?

— Não se preocupe, tia, vou deixar todas as mulheres trancadas no quarto enquanto você estiver aqui — ele disse.

Ela engasgou do outro lado da linha.

— É brincadeira, tia Hyuna. Eu estou sozinho. — Mas não seria nada mau ter S/n estendida na sua cama naquele exato momento.

Ele abriu a porta. Hyuna estava toda agasalhada, com um casaco grosso, cachecol, luvas, botas e chapéu; com pouco mais de um metro e meio de altura, ela lembrava um hobbit. A velha senhora caminhou na frente de Namjoon até a sala de espera, com o chapéu se mexendo sobre sua cabeça, e parou abruptamente, com as costas voltadas para ele, como se examinasse o lugar.

— Esta linda — ela disse brandamente — O trabalho que você faz é maravilhoso. Eu nunca entendi por que seus pais desprezam as coisas que você é capaz de fazer com suas próprias mãos.

Namjoon ficou sem ação ao ouvir as palavras delas. E ela chamou a gata.

— Nina, querida, venha com a mamãe!

O bichinho apareceu correndo com os olhos brilhando, e soltande breves gorjeios que se assemelhavam a gritinhos de felicidade — o mesmo som que ela usava com S/n.

A senhora idosa e a gata se abraçaram por um longo momento, e então sua tia endireitou o corpo lentamente, ainda virada de costas para Namjoon.

Um silêncio embaraçosa caiu sobre eles, e Namjoon não sabia como quebrá-lo. Não era exagero dizer que não conhecia muito bem nem mesmo seus próprios pais. Sim, eles o haviam criado. A maneira deles. Mas a verdade era que Namjoon havia sido um garoto indiferente, desinteressado, que passava a maior parte do tempo em eventos esportivos, na companhia de amigos, ou diante de um consolo de jogo eletrônico. Seus pais demonstraram um enorme alívio quando ele saiu de casa, ao completar dezoito anos. No final das contas, eles se tornaram estranhos um para o outro, pois haviam perdido a oportunidade de se conhecerem melhor durante todos aqueles anos de convívio.

E ele conhecia a sua tia ainda menos.

— Como está se sentindo? — Ele perguntou.

Hyuna não disse nada, permanecendo mais algum tempo em silêncio.

— Você guarda mágoas da sua familia? — Ela perguntou em vez de responder. — Acha que nós não nos importamos muito uns com os outros?

Discutir sentimentos era algo que a familia Kim não fazia. Jamais. Na verdade, eles enterravam seus sentimentos o mais fundo possível e fingiam que eles não existiam. Por isso, ele apenas olhou para as costas eretas dela, com uma desconfortável sensação de secura na garganta.

— Tudo bem. — Ela suspirou. — Namjoon, eu peço desculpa por isso.

Ah, merda.

— Me diga o que há de errado, tia.

A mulher permaneceu onde estava, mas ele percebeu que seus ombros se abaixaram um pouco quando ela abriu sua grande bolsa. De dentro da bolsa ela retirou um saco plástico com fecho ziplock, cheio de brinquedos para gatos.

— Para a Nina — ela disse.

— Mas...

— Eu também trouxe o cobertorzinho dela, para quando a minha gatinha quiser tirar suas sonecas.

— Tia Hyuna? — Ele gentilmente a virou para que o encarasse. — O que está havendo?

— Eu ainda não posso levar a Nina comigo. — Seus olhos escuros estavam cheios d'água. — Preciso que fique com ela por um pouco mais de tempo. Acha que pode fazer isso sem vendê-la?

— Eu estava brincando quando falei isso. — Mas até que a ideia não era má. De qualquer maneira, quanto ao pedido da sua tia a respeito da Nina... Bem, Namjoon já havia lidado com merdas de todo tipo na vida, então ele muito provavelmente poderia tomar conta de uma gatinha.

Além do mais, embora ficar com a Nina tivesse seus inconvenientes, também trazia algumas vantagens — por exemplo, a gata seria um bom motivo para que S/n o deixasse entrar em seu pet shop, e ele tinha certeza absoluta de que precisaria dar um motivo a S/n.

— Fale comigo, tia, conte o que houve.

— Nada com que você precise se preocupar.— Ela esticou a braço a fim de passar a mão na cabeça de Namjoon como se ele fosse uma criança mas, como era muito mais baixa que ele, a senhora teve de se contentar com um afago desajeitado no antebraço dele. — Nina precisa de rotina, de regularidade.

— E do que é que você precisa?

— Eu? — Ela estremeceu ligeiramente. — Preciso cuidar para que essa transição seja feita da melhor maneira possível para a Nina.

Namjoon tomou as pequenas e frágeis mãos da tia nas suas, que eram bem maiores.

— Entendi. Mas agora falemos de você, tia Hyuna. O que eu posso fazer por você?

Ela novamente ficou em silêncio por um longo momento, e então torceu o nariz, fazendo-o suspeitar de que algo ruim estava acontecendo.

— Eu não o conheci quando você era criança — ela disse em voz baixa. — A culpa disso é toda minha. Também não me importei com você quando ficou mais velho, e só o procurei quando precisei de você. E isso me deixa envergonhada — Ela apertou os dedos de Namjoon. — Você é um bom homem, Kim Namjoon, e merecia mais da minha parte. Da parte de todos nós. Eu não tenho nenhum direito de lhe pedir isso, mas por favor tome conta da minha menina.

E então ela se foi.

Namjoon se voltou para a gata e a encarou, e ela o fitou também.

— Acho que nós estamos presos um o outro agora.

Com uma expressão de total indiferença, ela se virou, levantou a cauda no ar e saiu andando.

— Ei, chega de vomitar bolas de pelo no meu quarto, você ouviu? — Ele disse atrás dela.

Que ótimo, agora estava falando com um gato. Balançando a cabeça ele enfiou os pés nos seus tênis de corrida — seus novos tênis de corrida que duas semanas atrás a Nina tinha feito o maior cocô no seu amado par de tênis velho e surrado — e saiu para correr.

Ele não tinha um percurso certo a seguir. Corria para desanuviar a mente e deixava que seus pés o guiassem para onde quisessem ir.

Namjoon queria falar com Jimin para ter certeza de que ele estava fazendo alguma coisa a respeito de Kwon, após o sujeito ter entrado em contato com S/n. Namjoon sabia que Jimin tomava conta das pessoas de que gostava, e ele gostava de S/n. Ele viu isso de perto no casamento canino.

Namjoon não esperava que Jimin estivesse trabalhando tão cedo. Pensou que teria de deixar uma mensagem; mas, quando chegou no escritório de Jimin, encontrou-o de pé na sala da entrada com Haeun, e ambos olhavam para a tela de um iPad.

Havia dois outros homens: um mais jovem, com um Doberman ao seu lado, e outro vestido como se tivesse acabado de retomar de uma operação, carregando mais de uma arma. Quando Namjoon entrou, Jimin falava e apontava para o iPad como se estivesse explicando alguma coisa.

Ele levantou a cabeça, com um olhar intenso e severo. Parecia irritado com o que estava vendo na tela, fosse lá o que fosse. Claramente não era um bom momento para interrompê-lo, mas Namjoon não ligava.

— É sobre o texto que a S/n recebeu do babaca do ex dela na noite passada — Namjoon disse.

Jimin trocou um demorado olhar com os outros homens. 

— Estamos cuidando disso — ele respondeu, por fim.

— Cuidando disso como? — Namjoon quis saber. — Ela não deveria ter que lidar com ele. Quero ter certeza de que ela não terá de fazer isso.

— Ela não vai — Jimin retrucou com cara enfezada. — O cara não vai entrar em contato com ela de novo.

Namjoon esperou por uma explicação mais detalhada, mas aparentemente Jimin não sentia necessidade de explicar coisa nenhuma. Haeun olhou feio para Jimin e se voltou para Namjoon.

— A propósito, bom dia. Este é o Rowoon. — Ela apontou para o sujeito bem armado. — Ele é o segundo em comando do Jimin. E o Hwiyoung. — Ela indicou o sujeito mais jovem. — E este lindo garoto de quatro patas é o Lil. — A mulher afagou a cabeça do enorme cão. — E o que Jimin quis dizer é que ele e o Hwiyoung pegaram o Kwon. E como havia um mandado de prisão contra o Kwon por agredir e roubar outra mulher, eles jogaram o bunda-mole na cadeia.

— Sério? — A surpresa de Namjoon foi tamanha que ele ficou sem saber o que dizer — Quando?

— Mais ou menos uma hora depois que ela me enviou a mensagem de texto na noite passada — Jimin respondeu.

Haeun sorriu discretamente, mas seu olhar era amigável.

— Como você sabe, a S/n é incrivelmente especial para todos nós. Nós olhamos por ela. — Ela ergueu as sobrancelhas. — E é legal saber que você também olha. Não é, Jimin?

Jimin balançou a cabeça com má vontade. Haeun lhe dirigiu o olhar novamente, e ele bufou.

— É — Jimin respondeu, enfim e então o seu olhar se endureceu novamente. — Mas não estrague tudo. Não apronte com ela.

— Tudo bem então — Haeun disse alegremente. — Vamos em frente. Bem-vindo à gangue, Namjoon. Você é um de nós agora, certo, Jimin?

— Contanto que ele não estrague tudo — Jimin repetiu.

Os dois se encararam, e Namjoon fez um leve aceno afirmativo com a cabeça. Ele não iria estragar tudo. Não poderia.

Porque já havia feito isso.

De volta à rua, andando pela calçada, Namjoon sentiu a brisa fresca das primeiras horas da manhã, quando uma densa camada de cerração conferia à paisagem um tom de azul e cinza. As luzes estavam acesas dentro da loja de S/n, mas havia um aviso de FECHADO na porta.

Olhando através da janela, Namjoon percebeu um movimento por trás dos cordões brilhantes de luzes natalinas e ramos de azevinho. S/n estava lá dentro.

Nos braços de outro homem.

...





Notas Finais


Eita🔥🔥🔥🔥🔥 claramente o Jimin não vai com a cara do Namjoon. E a forma que Namjoon queimou seu filme com tia kkkkkk

O que acharam???

Me desculpem pelo os erros, beijinhos da @Suga-Bia e até a próxima😘


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