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História Onde quer que eu vá - Capítulo 3


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Notas do Autor


opa, voltei haha
vim com outra cena deles que definitivamente rolou beijo mas a glória perez cortou porque ela não gosta da gente.
enfim, boa leitura, espero que gostem

Capítulo 3 - Perigosamente perto


Fanfic / Fanfiction Onde quer que eu vá - Capítulo 3 - Perigosamente perto

Quando ele a viu em sua sala, o primeiro pensamento que passou por sua cabeça foi de que não era uma boa ideia. Fazia pouquíssimo tempo que ele havia conhecido Rubinho, seus ciúmes ainda estavam à flor da pele, ele poderia facilmente fazer alguma besteira — não era uma boa ideia Fabiana estar ali.

Não podia significar coisa boa a sua presença, e quando ela começou a falar do casamento dela e de seu suposto senso de vingança, ele teve certeza. Falou de Rubinho, falou do passado, e no meio da conversa os dois acabaram discutindo uma relação que nem existia mais — todos acordamos a tempo

Então Bibi disse algo que o deixou verdadeiramente irritado; especulação. Caio havia feito especulações sobre a traição. Especulou que havia sido traído, especulou que tinha sido com Rubinho. Como se ele não tivesse presenciado a cena que repetiria sem parar em sua cabeça por meses, como uma tortura sem fim. Como se ela não tivesse esmagado o que sobrou de seu coração beijando Rubinho naquela noite.

E, como se algo que aconteceu há quinze anos atrás ainda importasse, ele fez questão de se levantar para falar. 

“Eu vi.” Caio disse, próximo dela de uma maneira que há anos ele não ficava. Desnecessariamente próximo demais. 

“Viu o quê?” Bibi perguntou, ao invés de se afastar, chegando mais perto. Ele ficou mais furioso ainda, mesmo tendo consciência de que ela não sabia que ele havia presenciado a cena.

E estava entalado na garganta dele por quinze anos —  queria que ela soubesse que ele sabia, queria que ela soubesse o quanto havia feito ele sofrer, mas ao mesmo tempo não queria. Queria que ela se sentisse horrível pelo o que fez, mas pensar que ela o veria tão vulnerável o aterrorizava. Agora, ele estava com raiva, e sentiu vontade de dizer o quanto ela havia sido cruel. 

“Naquela noite, na nossa última noite…” Estremeceu ao se lembrar. Aquela noite era um pesadelo que ele era incapaz de apagar da memória. “Eu segui você. Eu vi. Eu vi você e o seu garçom.”

Por um momento, ele achou ter causado o efeito que queria. Viu os olhos dela refletirem o quão péssima se sentia por ele saber. Mas foi só por um segundo. Tão rápido quanto chegou, aquele tom diferente nos olhos dela se foi, deixando apenas um olhar ameaçador no lugar. 

“Meu garçom não. Meu homem.”

Bibi estava tão perto que ele se pegou admirando cada detalhe de sua face. Principalmente os lábios. Sentiu raiva de si mesmo por se deixar levar. Sentiu raiva dela por ser tão linda

“Seu homem?” Ele perguntou, debochado. 

“É, por quê?” Lambeu o lábio inferior, inconscientemente encarando a boca dele. “Ciúmes?”

Ela não sabia exatamente o que queria com a provocação. Estava com tanta raiva dele, do que ele fez, do seu deboche, que nem pensou. Talvez estivesse com raiva por ele não admitir que sentia ressentimento daquela noite. Admitir que ele queria vingança. Que ele ficava mexido ao se lembrar, assim como ela ficava.

“Nem um pouco.” Caio respondeu, depois de alguns segundos de indignação pela pergunta. 

Seu maxilar estava flexionado e a respiração mais pesada devido à raiva. Ele temia que Bibi percebesse a sua mentira — sabia que ela o conhecia o suficiente para isso. Estava se corroendo de ciúmes por dentro. O jeito como ela falava sobre Rubinho, como o chamava.... fazia Caio querer gritar e, ao mesmo tempo, tê-la de volta. Senti-la assim tão perto fazia seu corpo inteiro desejar por ela. Desejar mostrar que ele era melhor que aquele que ela havia escolhido. Nem que fosse só por hoje, nem que fosse só sexo.

A alma dela estava em chamas — se esqueceu do quanto seu corpo reagia a ele. Não sabia se queria estapeá-lo ou beijá-lo. Talvez um pouco dos dois.

Os olhos conversavam entre si, de vez em quando partindo para os lábios, como se estivessem presos. Presos naquele momento, naquele desejo, reféns da saudade que sentiam.

E, quando a tensão se tornou absurda, o telefone tocou. O choque de realidade os fez se afastar, Caio indo atender o telefone em sua mesa. Apoiou-se nela, encarando Fabiana.

Era Heleninha. Mas ele não perderia a oportunidade de provocá-la também. 

“Oi, amor,” Ele disse, sorrindo, assistindo Bibi cruzar os braços e virar a cara. “Não, só tava com uma cliente, nada importante. Inclusive foi bom ter ligado, me distraiu um pouco daquela mulher inconveniente.” 

Caio viu, com enorme prazer, ela bufar e balançar a cabeça indignada. Ouviu a voz confusa da irmã do outro lado da linha, mas continuou mesmo assim.

“Você viu a surpresa que eu deixei na geladeira?” Ele perguntou com a voz mais sedutora que conseguiu fazer. Observava as expressões de nojo de Bibi, que apenas o incentivavam a prosseguir com aquele joguinho. “Então te vejo mais tarde. Beijo.” Ele pausou antes de fazer uma voz manhosa, “Não, desliga você primeiro. Não, você.”

Sentiu-se satisfeito ao vê-la revirar os olhos. Ele riu, encerrando a ligação. Permaneceu onde estava na mesa, contente com as reações que havia arrancado dela. 

Olhou para ela, que mordia o interior da bochecha com raiva, aproximando-se. “Era uma das suas vadiazinhas?”

Caio arqueou as sobrancelhas. “Uma das minhas vadias?”

“É, as mulheres que passam a noite na sua cama e no outro dia pulam fora.”

Quando ele pensou que havia revertido a situação, Fabiana o provocava de novo. Por mais que tentasse, não conseguia se manter impassível diante das farpas dela. Alguma coisa despertava dentro dele — uma coisa que ele não conseguia controlar. Uma vontade de rebater, de irritá-la de volta. 

“Você deve saber, foi uma delas.”

A constatação fez o sangue dela ferver. E, Deus, não havia verdade nenhuma em suas palavras. Ela jamais seria uma delas, uma qualquer.

“Você tá me comparando com as suas vadias, Caio?” Disse, furiosa, chegando mais perto do que antes. Chegando perigosamente perto. 

Perto o suficiente para fazer Caio desejar esquecer aquela discussão idiota de uma vez e deixar se levar pelos sentimentos. Mas ele não se daria esse luxo — pelo menos não ainda.

“Não,” Respondeu, simplesmente. “Eu gosto muito mais delas.”

Era mentira, é claro — nunca encontrou alguém que despertasse nele algo remotamente parecido com o que Fabiana despertava. Mas ver os olhos dela preenchidos pela fúria o satisfez de uma maneira que não deveria.

“Ai, Caio,” Assumiu um tom manso, arrastando as unhas pelo lado do rosto dele. Caio se arrepiou com o toque, por mais que tentasse ignorá-lo. “Você não é metade do homem que o Rubinho é.”

Também era mentira, é claro — Bibi sentiu o quão absurdas as palavras eram assim que saíram de sua boca. Estava próxima demais. Mas não recuaria, não quando seus dedos finalmente haviam encontrado a barba que tanto sentiram falta.

“Eu não poderia me importar menos.” Falou, afastando-se da mesa, quase cometendo a loucura de encostar seus lábios nos dela.

“Eu duvido… Caio.”

Com a mão dela ainda em seu rosto, os olhos dos dois os traíam. Revezavam entre encarar as bocas e os olhares, numa comunicação silenciosa na qual ambos falavam a mesma língua mas fingiam não entender o que o outro dizia. 

Já respiravam com dificuldade quando Caio decidiu acabar com a espera de algo que parecia nunca vir e a puxou pela cintura, apenas para dizer, “Eu não dou a mínima, Fabiana.” 

No segundo seguinte, ele uniu seus lábios no beijo que os dois estavam desejando que acontecesse desde que se viram na faculdade. Começou lento, os braços de Bibi envolvendo o pescoço dele. As línguas reaprendendo a sintonia, se descobrindo novamente depois de tantos anos. Um lembrando o sabor do outro.

Então Caio começou a tirar a sua blusa, obrigando-os a se separarem. Ela jogou a roupa na cadeira, voltando a olhar para o advogado. Sentiu um calor surgir dentro de si somente com aquele olhar. Ele a encarava com desejo, com raiva, com saudade, com desespero. 

O beijo que se iniciou dessa vez foi muito mais intenso e exigente. 

Caio passeava com as mãos pela pele dela, subindo pelas costas e chegando em seus cabelos, agarrando-os, arrancando gemidos e grunhidos de Bibi. Ela tocava seu peito e braços por cima da camisa, querendo mais. Mas na primeira tentativa de abrir o primeiro botão, ele a impediu, invertendo suas posições, a pressionando contra a mesa.

Beijando-o, ela tentou mais uma vez, mas Caio se opôs, inesperadamente deitando-a sobre os documentos espalhados pela mesa. Surpresa com a atitude dele, os lábios dela se entreabriram. Ela colocou os cotovelos na superfície, levantando-se parcialmente. O encontrou no meio do caminho.

“Caio,” Bibi disse, séria, encarando os olhos dele cheios de lascívia. “Eu não sou uma das suas vadias.”

O olhar dele tornou-se carinhoso, a mão delicadamente colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha dela. “Nunca vai ser.”

Foi o suficiente para fazê-la suspirar e deixá-lo beijá-la, as mãos indo para os curtos cabelos dele, até que suas costas tocassem a mesa novamente. Bibi tentou, pela terceira vez, desabotoar sua camisa. Ele segurou sua mão — queria que fosse só sobre ela, queria mostrar o quanto ele ainda lembrava sobre como fazê-la sentir prazer — , vendo-a ficar irritada com o ato. Pegou a outra mão dela, levando as duas até a mesa, acima da cabeça dela. Caio a beijou, encostando a boca em seu ouvido.

“Quem é teu homem agora, Fabiana?”

Ela revirou os olhos pelo prazer que a voz dele lhe causava. Quis ficar irritada com o advogado, mas ele não lhe deu tempo, passando a distribuir beijos por seu pescoço, arrancando todo o juízo que já era quase inexistente dentro dela.

Beijou seu colo, seus seios por cima do sutiã, seu abdômen, até chegar no cós de sua calça. Olhou para ela, vendo seu peito subir e descer desgovernado. Bibi ergueu a cabeça, perimitindo que ele visse suas bochechas coradas e cabelos levemente bagunçados. Com os olhos fixados nos dela, ele abriu o botão da calça jeans.

Retirou os sapatos dela, deixando-os no chão. Puxou a calça dela, lentamente, não se importando com onde iria colocá-la. 

Aproximando-se novamente, ele beijou toda a extensão das coxas dela, ficando em êxtase ao ouvir seus suspiros. Chegando muito perto de onde realmente queria, Caio passou a provocá-la, beijando em todo lugar menos no seu ponto mais sensível. 

Irritada, ela se sentou. “Caio!” 

Ele sorriu com a impaciência dela. Algumas coisas nunca mudavam. 

E antes que ela dissesse mais alguma coisa, ele afastou sua calcinha, levando a língua para onde ela tanto desejava. Bibi voltou a se deitar, arqueando as costas, tomada pelo mais puro prazer. Ele parecia ter ficado mais habilidoso depois de todos esses anos, ela percebeu. Desgraçado.

Caio não conseguia parar de saboreá-la. O gosto de Fabiana era exatamente como ele se recordava — doce e viciante. Segurava as pernas dela, mantendo-a no lugar, qualquer pensamento coerente sumindo de sua mente. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Não queria que acabasse. 

Bibi esqueceu-se onde estava, gemendo alto, deixando-o louco. A língua ágil dele não parava nem por um segundo, lambendo com volúpia a carne quente dela. Ela passou a rebolar o quadril incontrolavelmente contra a boca dele, totalmente entregue ao momento. 

Com os olhos firmemente fechados, as mãos agarrando os cabelos de Caio com força, o orgasmo a atingiu, fazendo seu corpo inteiro reagir. Seus músculos tencionaram e ela teve que se segurar para não gritar ali, no escritório de Caio. 

Sorrindo, satisfeito, ele beijou o caminho todo de volta até a boca dela. Chegou muito perto, mas não a beijou. Sua intenção era provocá-la, dizer algo sobre Rubinho, sobre como ele ainda a fazia gemer. Mas então seus olhos se encontraram com os dela, e a conexão deles era tão intensa e única que Caio não conseguiu formular nenhum pensamento, muito menos uma palavra. Viu amor nos olhos de Bibi e não conseguiu evitar admirá-la com o mesmo sentimento. 

“Eu senti muito a sua falta.” Foi o que ele acabou dizendo, antes de beijá-la, o sabor dela presente no beijo.

Em poucos minutos, Leila chegaria na sala de Caio, interrompendo o momento. Eles teriam que voltar para a realidade, Bibi se vestir e Caio se recompor. Fabiana deitada quase nua em sua mesa, gemendo devido aos seus toques, em completo êxtase, se tornaria apenas mais uma memória dela que invadiria seus pensamentos quando estivesse na cama tarde da noite. 

Mas, agora, o tempo havia parado para eles. Se permitiram sentir tudo o que guardaram para si, se permitiram se entregar um para o outro. Caio a beijou, decorando o quão delicioso era para jamais se esquecer. Bibi deixou uma lágrima cair, emocionada.

“Eu também senti sua falta, Caio.” 

Sorriram, nos braços um do outro. Nada mais importava. 


Notas Finais


então galera, o que acharam?


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