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História Onde tudo começou - Capítulo 4


Escrita por: henri_T

Notas do Autor


pensava que não, mas consegui trazer mais um capítulo hoje. espero que gostem e desejo uma ótima leitura.😊

Capítulo 4 - Hotel Encanto da Ilha


Fanfic / Fanfiction Onde tudo começou - Capítulo 4 - Hotel Encanto da Ilha

❝As ruas são mais mal iluminadas do que me lembrava.❞ penso enquanto ia para o hotel.

Olho para o céu noturno que estava limpo e muitas estrelas brilhavam como se estivessem dando boas-vindas para mim. Observei as Três Marias, as minhas estrelas favoritas desde criança.

A lua estava muito bonita também, que em compensação às ruas escuras, banhava o céu com toda a sua luz. Era uma paisagem incrível, e se soubesse algum poema sobre a lua ou sobre amor, recitaria, só para ficar mais emocionante.

As vezes eu fico imerso em meus pensamentos e acabo, por algum tempo, esquecendo de algumas coisas. As vezes fico pensando em coisas engraçadas ou me distraindo com coisas aleatórias durante o dia, quando não estou em missões. Procuro aproveitar os momentos bons, mesmo que poucos, e esquecer dos problemas que me afligem.

Mas quando chega a noite, quando me encontro sozinho comigo mesmo, deitado em minha cama e com os olhos fechados na tentativa de dormir não há escapatória. É como se toda as noites tivesse um flashback de todas as coisas que aconteceram, de todos os meus problemas e, por alguns minutos, me sinto desesperado. Sinto que nunca superarei nada disso, me sinto fraco e impotente. Pois não existem soluções. Nem mesmo há razão para eu viver.

Nós humanos precisamos saber ou acreditar que há uma razão para tudo. O consolo é sempre assim "há um motivo; há uma razão; é um plano do Altíssimo."e por assim vai. Sempre estamos a procura de algo que faça sentido ou um lugar onde "achamos" que nos encaixemos. E um dos maiores tabus é o de "Qual o sentido da minha existência?"

Muitas pessoas se perguntam isso procurando uma resposta, muitas vezes me perguntei isso, incontáveis vezes, mas nunca cheguei a uma resposta certa. Isso é tão frustante.

Me pergunto o porquê daquilo ter acontecido com a minha família. Vi minha mãe ser morta na minha frente na tentativa de me proteger... e vi o corpo já sem vida do meu pai jogado no chão como se fosse nada.

Jamais esquecerei aquela cena e nem os rostos daqueles malditos que tiraram a vida de meus pais… queria ter tirado a vida deles com as minhas próprias mãos...                                              

Quando dou por mim já estava em frente ao Hotel. Ele ficava de frente para a praia e mesmo sendo em um lugar bem localizado poucas pessoas prefeririam ficar lá. Além de ter histórias de coisas macabras que aconteceram no local, o lugar não tinha uma estética muito boa, a tinta do muro, de cor verde musgo, assim como a de todo hotel, já estava descascando e diziam que a comida não era tão boa, assim como os quartos. 

Essas coisas acabavam espantando a freguesia, aliás, haviam opções muito melhores por perto e mais para o centro da cidade. Já que o hotel "Encanto da Ilha" ficava numa parte onde as casas ao redor eram meio que abandonadas, na realidade não eram, mas seus donos moravam em outras cidades ou na capital, sendo assim, só passavam as férias ou feriados nessas casas. Alguns até contratavam pessoas para limparem duas ou três vezes no mês, mas no resto do tempo elas ficavam desabitadas.

Olho para a faixada do hotel e bem no alto da parede onde estava escrito em uma placa desgastada pelo tempo e pela falta de manutenção:

❝ Hotel Encanto da Ilha 

Ainda era a mesma de 10 anos atrás. Olho para dentro do lugar e as luzes estavam acesas, pude ver alguém sentado atrás de um balcão de madeira olhando algo parecido com uma revista ou livro, não dava para ver direito. 

Diferente da placa, minha visão não é mais a mesma de dez anos atrás, mas igual a ela está meio desgastada...que ironia.

Finalmente abro o portão do muro e em seguida entro na recepção do hotel. Agora consigo ver com clareza quem era a pessoa que estava lá, era um senhor por volta dos 60/70 anos, seu cabelo já estava todo branco e estava um pouco cauvo na região da testa até perto do centro da cabeça e apesar de ainda ter cabelo nessa região já era possível ver o seu couro-cabeludo com clareza.

Aproximo-me  do balcão chegando mais perto do senhor.

— Boa noite, no que posso ajudá-lo? — disse o senhor olhando bem nos meus olhos. Ele tinha um olhar meio desconfiado, um pouco misterioso até.

— Boa noite, quero um quarto por uma semana, por favor!— sorri gentilmente.

— Por uma semana? Certo! — então observo o senhor pegar um caderno em baixo do balcão. Acabou que o caderno se abriu numa página onde tinha deixado a caneta pela última vez, pude ver o desenho de uma mulher feito a caneta, parecia uma deusa, suas vestes pareciam flutuar assim como o seu cabelo. Era um belíssimo desenho.

— Foi o senhor que fez?

 Pergunto me referindo ao desenho.

— Hã? Ah! Ah, sim! Fui eu quem fiz! — por um segundo ele pareceu bem confuso, parecia que já tinha até mesmo se esquecido da minha presença. — É um dos meus hobbies das horas vagas.

— Uau, um hobbie? Parece um desenho profissional! Não vejo nem um defeito. 

Afirmo observando ainda mais os detalhes do desenho.

— He, he, é que eu sou perfeccionista quando o assunto é desenho. — Dá uma piscadela se gabando um pouco, quase nunca o elogiavam e iria aproveitar o seu momento. — Mas, com essa idade, também tive bastante tempo para praticar, não acha? — Analisa a si mesmo e solta uma risada descontraída.

— Ah, sim. Mas o senhor não deve ter mais de 50 anos! — ri junto com o senhor. 

— Não me engane assim, meu jovem! — continuava a rir, colocando agora o caderno na página certa. Respira fundo para se recompor e começa a fazer suas anotações. — Então, preciso de algumas informações suas para poder cadastrá-lo como hóspede, é só um minuto. Preciso do seu nome completo, CPF, RG e número para contato.

— Claro, só um instante.— pego minha carteira e entrego minha identidade. É muito boa essa atualização que já vem o número do CPF junto, assim não tenho que dar um monte de documentos. Logo após lhe dou meu número para contato e o pagamento de uma semana.

Ele semicerra os seus olhos quando lê o nome dos meus pais e me olha rapidamente, como se estivesse comparando ou só curioso mesmo. Não entendi o por que e nem perguntei. Talvez ele só os conhecesse de vista.

— Aqui estão as chaves.— diz o senhor tirando de baixo do balcão e entregando-as para mim. Logo após ele sai de trás do balcão e caminha a minha frente. — Me siga, irei levá-lo até seu quarto.

Caminhamos pelo corredor e pude ver a sala, a cozinha e a área do quintal, eram até mais espaçosas e limpas para o que imaginava. 

Os quartos ficavam na parte de cima, contei três portas, então só haviam três quartos… E também não vi mais ninguém além daquele senhor, então acho que ele não tem funcionários.

O senhor para em frente ao último quarto e acena para mim que acabei me distraindo perto da escada olhando para a praia pela janela. A noite ela parece meio assustadora. Vou até o último quarto e para perto do senhor.

— Só são esses três quartos aqui mesmo? — pergunto olhando para as duas portas a minha frente.

— São sim. E você teve sorte que o único hospede foi embora há uma semana, apesar de ter três quartos só alugo este, por causa dos outros dois precisarem de uma boa reforma. — olha para os outros quartos e então volta novamente seu olhar para Peter.

— Ainda bem que cheguei antes de qualquer outra pessoa, então! — afirmei sorrindo. Em seguida coloquei a chave na tranca da porta e a abri, mas antes que entrasse o senhor começa a dizer algo novamente. Paro e obsevo.

— Ah, quase que me esqueço! — diz elevando a mão esquerda à cabeça.— Você deve estar aqui antes das 0:30 da madrugada e não deve sair ou chegar antes das 5:00, se for o caso de chegar ou sair nesses horários você deve me avisar. Pode parecer estranho, mas é o horário em que solto e prendo meu cachorro, e ele é bem violento com desconhecidos. Começei a soltá-lo este horário por motivo de terem roubado a casa ao lado antes. Você sabe, é melhor prevenir do que remediar. E… Ah, meu nome é Miguel, acho que ainda não me apresentei.

— Posso entender, ultimamente há ladrões por todo canto mesmo. Tudo bem, acho que já vou entrar então, Seu Miguel! — dou um sorriso e abro a porta novamente.

— Claro. Boa noite, filho. — sorri se despedindo. Observo Seu Miguel dar as costas e então descer as escadas.

Se só tem um quarto disponível então onde ele dorme? me pergunto.

De qualquer maneira não importa, consegui um lugar para ficar temporariamente, e de repente, me sinto bastante cansado. Foi uma longa viagem e a agitação veio me atingir só agora. Mal tenho tempo e disposição para observar o quarto, vou direto para o banheiro e tomo um banho, coloco meu short e minha camisa de dormir e me jogo na cama. Nem se quer apago a luz. 


Assim que me joguei na cama adormeci...




Notas Finais


cara, tô tão [email protected] pra chegar na parte da ação/aventura logokk
mas confesso que gostei deste capítulo.

se você leu esse capítulo o que está achando? tem alguma dúvida? ou alguma sugestão? i'm here!!! kkk

e peço perdão por qualquer erro na escrita.

bem, até o próximo capítulo!💗


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