História One Baby For Camila - Capítulo 56


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Norminah, Pally
Visualizações 324
Palavras 3.481
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OOOOOINNNNN
Peço perdão por meus momentos de surto nessa rede social, mas vai continuar acontecendo 💘

Tem musica, link nas notas finais
O cap tem pulos de tempo de MESES então não são acontecimentos seguidos.

Capítulo 56 - Anuncio meu final feliz para o mundo ouvir


-38... 39... 40... Prontos ou não, lá vou eu! -Me viro rápido piscando incontáveis vezes, acostumando a visão com a claridade do sol e vejo a paisagem em volta.

As arvores iluminadas pelo sol, a grama verdinha brilhando e o lago refletindo luz em meus olhos, nas pontinhas dos cílios, os casais andavam tranquilo e comecei a andar olhando para os lados, ouvia risadinhas baixas e logo corri para trás de uma arvore assustando Ally que logo gargalhou alto.

Corro até outra arvore e pego Ollie no colo, os latidos de 23-19 o denunciaram, ele gargalha alto e joga a cabeça para trás. Aos poucos vou achando os outros, Liv e Kyle conseguiram se salvar então agora estávamos reunidos em frente à arvore esperando Perrie aparecer.

-Ela é a melhor nisso. -Ally diz balançando a cabeça e Liv concorda imitando seus atos de uma forma fofa.

-Vocês não sabem brincar direito. -A voz dela se faz presente e começamos a olhar para os lados, até que ela gargalha e o som ecoa. Seu corpi cai como um gato, em pé e esperto, os olhos azuis acessos em adrenalina e as roupas sujas com algumas folhas espalhadas que logo Ally tratou de tirá-las.

-Você estava lá em cima? -Ela ri e dá de ombros, enquanto limpava a bunda. -Bom, agora eu quero brincar de outra coisa.

Mudamos a brincadeira, e de novo, e de novo. Até estarmos jogados na grama, respirando ofegantes, sujos de suor e folhas grudadas na testa. Ousava até dizer que estávamos com um cheiro desagradável, mas preferia deixar esse detalhe para mim. Chris e Keana aparecem, pegam os gêmeos no colo e se despedem com um aceno simpático.

-Acho que devemos ir. Sofia tem uma apresentação hoje e eu não quero perder. -Digo me levantando e ajudando Lauren a se levantar.

Vamos todos no meu carro, Ollie ia na cadeirinha enquanto Ally ia no colo de Perrie, e dormia junto com Liv que levava 23-19 no colo. A garotinha estava se adaptando muito bem as duas e já eram perceptível o quanto ela amava sua nova família. Além de sempre ajudar quando Ally não conseguia se controlar muito bem, sem cobranças ou julgamentos ela somente dizia que a amava dessa forma sem precisar mudá-la.

Lauren cantarolava a música em tom baixinho e preguiçoso, os olhos pesando de sono, mas se recusando a dormir pelo caminho. Porém quanto a pego colo dentro do elevador logo ouço seu ronco baixo em meu ouvido. Era de fundo da garganta e só aparecia quando ela realmente estava cansada demais para se manter acordada por qualquer coisa.

-Pode deixar elas dormirem por umas duas horas, vamos começar a nos arrumar pra ser mais rápido. -Digo para Perrie e Ollie que ainda parecer ter energia para correr aquele parque inteiro duas vezes.

Eu estava amando ver meu pequeno anjinho tão cheio de vida, sem a palidez preocupante em seu rosto, ou as olheiras abaixo dos olhos. Vê-lo correr e acordar animado novamente, brincando tão leve e solto que nada o podia parar. Depois de tanto tempo deitado, mal conseguindo falar, vê-lo sorrindo já me era o maior dos alívios e realizações.

Deixo Lauren deitada junto com Ally e Olívia em minha cama e começo a arrumar Ollie, que reclamou de mais uma vez ter que usar seu terno que pinicava, mas eu sabia que era só manha sua. Coloco sua touca de ursinho e o deixo sentado no sofá assistindo Gravity Falls enquanto vou tomar banho.

Deixo a agua quente levar todas as tensões que havia em meus ombros, os últimos dias, que rapidamente se transformaram em semanas, trouxeram alegrias que recompensaram os últimos meses, Dinah e Normani estavam em uma pequena Lua de Mel porquê argumentamos que não conseguiriam mais depois que o bebê nascesse.

Harry e Louis assumiram namoro, então o médico também sempre estava em minha casa – que havia meio que se transformado em um lar livre, porque até Izabelle parecia entrar aqui sem ser anunciada. Perrie decidiu que se mudaria para a casa vizinha a Dinah junto com Olívia, mas ainda discutiam sobre Ally ir ou não com elas.

Mas no fundo, nós sabíamos que ela ia.

E tantas outras coisas que eu mal podia listar, então apenas saio do banho e me visto com um vestido preto leve, que deixava um decote livre e generoso. Prendo meu cabelo numa trança e ajeito para que deixasse a nuca livre, mas com uns fios rebeldes.

A campainha toca e Perrie grita para que eu atendesse. Reviro os olhos e passo por Ollie que corria até o quarto com 23-19 falando que acordaria as meninas, pois queria chegar cedo para pegar um bom lugar, mesmo eles já estando reservados e nomeados.

-Okay... Você realmente não vai desistir. -Encosto no batente da porta encarando os olhos de cores diferentes e respiro fundo quando ele ri, daquele modo irritante e perfeito.

-Olá Camila. -Sua voz na rouquidão certa que sempre soava sexy, mesmo quando ele parecia estar falando em um tom falho. -Pode me ouvir agora?

Maneio com a mão. Ele não iria desistir então para poupar minhaa paciencia o deixaria dizer o que quer que fosse de tão importante para sua insistência, o que não era muito de seu feitio.

-Pode dizer, Dominic. -Ele suspira, percebendo que eu não seria educada o convidando para entrar e se sentar em meu sofá. Só não queria seu cheiro em meus móveis.

-Bom... Eu te peço perdão. -Franzo as sobrancelhas e ele ri de canto, mostrando as dobras nas bochechas. -Você me apelidava de “O Senhor Perfeito” e eu... Tentava ser, perfeito para você, para minha mãe, para minha família e todos a minha volta. Eu tentei ser perfeito e me apaixonar por você, criar uma vida, nós planejávamos tanto, na verdade, deixávamos nossas mães planejar. Mas nós sabemos que não era assim. Quando minha mãe me disse que você havia saído gritando que havia perdido um filho meu... Eu percebi que aquele era o momento para acabar com todo o teatro que criaram para nós, e que aquela mulher em minha cama era somente... Uma distração. Você foi uma distração, era o certo, porque eu me vi apaixonado por uma... Simples garçonete... Eu tentei de todas as formas mudar isso e ser... Perfeito. E percebi que todas essas merdas não estavam me fazendo perfeito, mas sim um simples fantoche que eles queriam que eu fosse. Você se libertou e eu... Tentei. Quando você voltou eu estava, eu estou, tentando acertar e conquistar a garota que eu quero, mesmo que eu a tenha machucado com tudo isso. -Suas mãos se moviam de forma rápida e um fio loiro caiu sobre os olhos, o azul e o castanho olhavam para o chão enquanto se explicava e eu entendi tudo.

A traição de Dominic não me doeu porque eu o amava, não me desmontou inteira porque ele era o homem da minha vida. Ele era meu melhor amigo, passávamos noites acordados fazendo planos, dizendo que iríamos viajar o mundo e ter uma casa repleta de cachorros. Comíamos pipoca enquanto assistíamos filmes românticos e ele chorava porque... Queria um amor como aquele.

Dominic, por todo o tempo que estivemos juntos, foi o meu ponto de apoio para aguentar toda a perfeição que cobravam de nós. Eu não era perfeita como ele via, e ele não era perfeito como eu citava – apesar de ser irritantemente bom em tudo – nós dois só vivíamos um teatro muito bem escrito. Que mal percebemos quando ruiu e as máscaras cairam.

-Você a conquistou? -Pergunto séria e ele me olha confuso. As mãos encaixam no bolso da calça, e dá de ombros.

-Espero que sim. -Sorrimos. E desvio o olhar. -Quando soube que você estava desafiando tanto para ser feliz, eu soube que não poderia te decepcionar mais uma vez. Então corri atrás. E todos os meus erros, os nossos, nos trouxeram até aqui, eu preciso do seu perdão... Suas desculpas pra saber que eu consigo ser tão feliz quanto você parece estar agora.

Solto uma risada pelo nariz e cruzo os braços mais uma vez. Os olhos heterogênio me olhando em súplica.

-É claro que eu te perdoo. -Sorrimos juntos novamente. -E até te agradeço, você ter feito aquilo me fez perceber que não era perfeito e que eu não deveria ser, ou ao menos tentar, para me igualar a você. É por sua causa que hoje eu estou mais feliz do que jamais fui, então... Obrigada.

Ele ri e me abraça, mesmo eu não tendo o autorizado. Aliso suas costas, ainda fortes e musculosas como eu me lembrava, mas sentindo um ponto diferente aqui ou acolá, e nos afastamos.

-Aqui, veja. -Busca a carteira no bolso e me mostra uma foto onde uma mulher ruiva e uma criança com os mesmos traços sorriam largo no meio de um piquenique. -Katherine e Clary.

Ele estava feliz. E sua família era perfeita. Como eu odiava Dominic.

-Até mais, Senhor Perfeito. -Ele gargalha e nega com a cabeça, os cabelos dourados balançando de forma natural.

-Até mais, Senhorita Perfeição. -Ele tinha um apelido para mim. Nego com a cabeça o vendo sumir dentro das portas do elevador e entro.

Perrie me olhava com a boca aberta, o macacão branco, de calças folgadas a deixava incrivelmente sexy.

-Quem era esse gostoso? -Pergunta baixinho me fazendo rir enquanto caminho até a cozinha para beber agua, ouvindo seus passos logo atrás de mim.

-Meu ex-namorado, Dominic. Ou simplesmente “Senhor Perfeito”. -Sua boca ainda estava levemente aberta, mas aos poucos parecia voltar a si.

-Oh, eu vi como ele era perfeito. -Gargalho e lhe jogo um pano de prato no rosto.

-Acredite, sua perfeição quase chegava ao limite. -Lembro-me de tudo o que ele era bom. -Boxe, fala quatro idiomas, esgrima, tem inúmeros troféus na parede por atuar no teatro, canta, é modelo... Fazia visitas à orfanatos e ajudava na distribuição de alimentos para os sem-teto do centro... Além de visitar as crianças do hospital e até sangue ele doava regularmente...

Paro de falar e a olho em choque. Meus pensamentos se conectando em apenas alguns segundos enquanto Perrie me analisava com uma careta divertida, talvez chegando a mesma conclusão que eu.

-Filho da puta.

•••

-Vocês já sabem o sexo? -Pergunto ansiosa quando vejo Dinah e Normani cruzando a porta.

A barriga da loira já se exibia numa curvatura bonita, mas não podíamos citar porquê ela chorava ou ameaçava nos bater, também não podíamos falar do quanto ela estava comendo, ou sobre como ela parecia diferente. Mas ela estava linda e o brilho que existia nos seus olhos, mais todas as vezes que passava a mão de forma inconsciente sobre o ventre me deixava sensível por acompanhar um momento tão bonito.

-Poderíamos saber... -Faço um muxoxo ao ver que elas eram daquelas que escolhiam esperar. -Mas nós temos isso. -Me entregam um envelope tamanho médio, o abro de forma rápida e vejo um pequeno carocinho, num formato ainda tímido, no papel impresso.

Meus olhos marejam e prendo a respiração tentando conter toda minha euforia.

-Nós queremos que você nos diga... De surpresa, quando achar melhor... -Dinah explica e olho para as duas, elas me olhavam em expectativa e eu pulo abraçando o pescoço da negra, pois não queria machucar o pequeno bebê em Dinah. -Você topa?

-Ai meu Deus... Obrigada, eu vou... É claro que eu quero. -Perco as palavras e ela ri.

-Camz? -Ouvimos uma voz rouca e sonolenta, me viro dando de cara com Lolo e sua carinha amassada de sono. Os cabelos bagunçados e a bochecha com marcas da coberta, me acelerando o coração por uma imagem tão pura quanto aquela, me dando cada vez mais certeza que eu estava me encaminhando para meu final feliz.

-Oi meu amor. -Pego o envelope e vou ao seu encontro voltando para nosso quarto, fechando e trancando a porta assim que entramos.

-A gente já vai voltar para casa né? -Assinto sorridente e beijo sua testa, sua bochecha e boca. -To com saudade do vovô e da vovó. -Dou risada e a deito na cama colocando as pernas ao redor da cintura dela e sentando sobre o quadril.

-E eu to com saudade de você. -Beijo sua boca e ela ri fraco, uma risada rouca e baixa que conseguiu me acender por completo.

Suas mãos seguram minha cintura, me movendo lentamente contra seu corpo e invado a blusa do seu pijama sentindo a pele quente contra a palma da mão. Seus seios desnudos fazem cócegas na palma da minha mão e beijo seu pescoço exposto, arrastando os dentes pela pele até a ouvir arfar pesado contra meu rosto.

-Você parece animada. Estamos comemorando algo? -Pergunta ofegante, olho para seus olhos, agora escuros e intensos que podiam me incendiar somente nessa encarada elétrica.

-Sim... Estamos comemorando a vida. -Beijo sua boca, molhando seus lábios com a ponta da língua. -Estamos comemorando eu ter te conhecido, comemorando a nossa paixão, nosso amor... Comemorando por todos os dias em que pensamos que não ia dar, que não íamos conseguir e agora estamos aqui... Simplesmente comemorando. -Ela agarra minha nuca, com as unhas curtas enfiadas na pele para marcar, meu corpo rebolando contra o seu a deixando quente sob a palma da minha mão.

Infelizmente o telefone toca uma, duas, três vezes ao ponto de me irritar e eu atender com um resmungo ao ouvir Harry falar algo em um tom animado, ansioso e, quase beirando os gritos, anunciar que eu havia sido indicada para um dos maiores prêmios literários dos Estados Unidos.

-Agora nós temos mais um motivo para comemorar. -Falo tirando a blusa, ficando apenas de sutiã, seus olhos me analisam e ela sorri de canto.

-Qual? -Pergunta levantando o tronco e distribuindo beijos por minha clavícula.

-Estou prestes a realizar mais um sonho.

Ela ri e inverte as posições. Dinah e Normani que me perdoem, mas entre quatro paredes a última coisa que eu me lembrava era que Lauren era um bebê fofo.

•••

Respiro fundo e inspiro novamente, sentindo o ar entrar e sair dos pulmões. Todos ali beiravam a realeza, os ternos caros e os vestidos longos combinados com grandes joias que pareciam valer uma casa. Ou duas.

Lauren quase tremia ao meu lado, assustada com tantos flashes sendo disparados em nossa direção, mas permanecia sorrindo, me deixando orgulhosa por ela ter tanta força, ter conseguido superar alguns pequenos medos somente para ficar ao meu lado. Eu já havia ido em alguns eventos do tipo, mas odiava todas aquelas luzes, pessoas gritando meu nome para uma simples foto, poses e mais poses que eu realmente não faria ideia de como fazer senão fosse por Harry.

Mas passado toda a euforia do red carpet, vinha a tensão dos anúncios dos prêmios. Minhas mãos suavam a cada entrega do troféu e Dinah ria da minha situação, a barriga quase servindo de apoio para o prato que devorava, com uma fome que pareceu triplicar depois que os enjoos passaram.

Eu olhava para o lado e via pessoas que possuíam inúmeras obras e nomes tão valiosos que mal poderia citar, me sentia como um pequeno passarinho amuado. Com medo de sair voando, mas doido para ir conhecer cada cantinho do lugar. Queria cumprimentar pessoas que li e me inspiraram a ser melhor, a passar as melhores coisas para o mundo.

Quase não percebi minha categoria sendo anunciada. Tampouco ouvi meu nome ganhando, senti empurrões no ombro, Normani me olhava ansiosa. As três mulheres riam da minha cara de tonta talvez, mas eu me sentia nas nuvens, pisando na lua onde a gravidade zero me fazia dar pulos longos até enfim alcançar o chão onde o troféu me esperava.

-Eu... Estou chocada. -Uma gargalhada é ouvida, olho para frente e vejo todos me observando em expectativa e certa admiração, na mesa do canto, quase escondida, Lauren, Dinah, Normani e Harry me observavam ansiosos, quase pulando na cadeira. -Eu poderia dizer tantos obrigados que vocês sairiam cansados de escutar, mas ao invés disso irei dizer “Eu amo vocês”, por cada oportunidade, cada esperança que em mim foi confiada, por acreditarem em mim ao ponto de me colocar aqui em cima com esse incrível prêmio em mãos. Mas eu preciso agradecer sim, à Lauren, meu amor, que me inspirou desde o primeiro segundo em que me olhou. Desde o primeiro sorriso, até agora, o sorriso lindo que me oferece e me cria ideias para ser cada vez mais pra você. Obrigada por me dar uma família, por ser quem eu preciso e por não desistir de nós, de mim. Obrigada pelas pessoas que vieram junto com você e hoje posso chamar de família... Simplesmente obrigada, por nosso filho, nossos momentos e risadas. Você tem o meu amor, meus sorrisos e minhas palavras. -Ela chorava com Normani a abraçando e sorrindo tanto que eu sabia que estava fazendo a coisa certa ali, me declarando para todos ouvirem.

Que se dane o que minha mãe queria para mim. Que se dane a perfeição que eu deveria ser.

A perfeição nunca me fez feliz. E o que eles diziam ser errado me arrancava as melhores gargalhadas, os melhores olhares e os momentos mais intensos onde eu só conseguia parar por alguns segundos e pensar “obrigada por tudo”.

-Acho que falei demais então agora vou sair daqui... -Eles dão risadas e o apresentador me guia para fora do palco, mas me lembro de algo e volto correndo segurando a saia e quase tropeçando em meus pés. -Dinah, Normani... É um garoto.

Todos batem palma.

•••

[PLAY: Lily Allen – Somewhere Only We Know]

-E eles viveram...

-Felizes... -Lauren completa em tom baixinho.

-Para sempre! -Ollie diz animado, porém sonolento. Beijo sua testa desejando um “Boa noite” baixinho e Lauren faz o mesmo enquanto eu ajeitava a coberta.

Seus cachinhos caem na testa, nem parecendo que algum dia havia sumido dali e ele sorri enquanto dormia, 23-19 em seus pés, onde já havia se acostumado a dormir. Saímos do quarto, e sorrimos cúmplices, Lauren com seu pijama de unicórnio e chupeta na boca, o olhar inocente que apesar de tudo não abandonava seu rosto e a Nala presa embaixo do braço.

-Camz... Eu quero mamar.

Descemos as escadas e fomos à cozinha, na casa ao lado eu sabia que Perrie fazia o mesmo pela luz acessa na cozinha, e pulando essa casa eu sabia que Dinah amamentava o pequeno Erick, que tinha pouco mais de um mês. Havíamos voltado para Minessota e tudo estava igual a quando partimos, um pouco mais feliz, um pouco mais nosso e completo. Onde tudo se encaixava como um quebra-cabeça que havia sido terminado depois de meses o tentando acabar.

Com assobios atravesso a cozinha de ponta a ponta preparando a mamadeira de Lauren que me observava com um sorriso fofo nos lábios. Em poucos minutos a tenho no colo, a observando em um dos meus momentos favoritos, encaixada em mim e me olhando de forma intensa, onde sem palavras conseguia me fazer a pessoa mais amada do mundo.

-Toca pra mim? -Pergunta com as bochechas rubras.

Me lembrando a primeira vez que estivemos naquela cena, naquela cena onde meu pequeno piano nos trouxe um primeiro contado para nossa historia. Deslizo pelo banco, sentindo a frieza das teclas sob a digital e deixo minha mente guiar enquanto encarava os olhinhos amorosos.

Tudo o que eu sentia, tudo o que eu havia vivido, cada pedido de perdão dado, cada eu te amo declarado. Tudo poderia acabar naquele instante porque meu feliz para sempre havia começado no segundo em que conheci Lauren. De todos os passos dados, de todas as lágrimas derramadas e surtos gritados, cada segundo em agonia e espera valia a pena porque ali, naquela sala onde o inverno começava, onde um ano já havia passado e nós voltamos ao cantar inocente, ali era o lugar onde apenas nós conhecíamos.

O olhar verde e a intensidade dos sentimentos. As teclas brancas e pretas abaixavam em notas dó-ré-mi, acompanhando de forma clássica mais um amor se encaminhando para a eternidade do minuto. Eu não pensava que poderia acabar, pouco me importava se iria, o presente me era muito melhor do que imaginar as milhares possibilidades do futuro.

Pego na mão de Lauren e a puxo para dançar, talvez sem música, talvez uma que somente nós ouvíssemos, mas nós estávamos em uma sintonia só nossa, onde tudo ao nosso redor parecia perfeito.

O porta-retratos perto da tevê que tinha nossa primeira foto em família, os carrinhos de Ollie espalhados pelo canto, alguns com marcas de mordidas porque 23-19 não resistiu a tentação. Vários detalhes que havia transformava aquela simples casa no meu palácio de contos de fadas.

E assim seria até que o para sempre viesse com um feliz.

Dando por fim ao nosso pequeno contos de fadas, com um clichê, mas que se dane, eu adorava clichês.


Notas Finais


Lily Allen - Somewhere Only We Know: https://youtu.be/mer6X7nOY_o

Calma que ainda tem mais, dependendo do número de pessoas desse aqui eu volto ainda hoje. E UAU 400 FAVS VOCÊS SÃO FODAS ❤💞💓💛❣💘💗💟❣💙💙💚💞💕💚💓💓💛 BEIJOCAS DE PAZ E ATÉ MAIS


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