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História One Breath Away ( A JiGyu Fanfiction ) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Me desculpem a demora para o update, eu tive um leve bloqueio nesse cap :(

Capítulo 3 - Capítulo 3


 Eu observei enquanto Mingyu entrava no quarto com Chan logo atrás, como quem observa cada passo dado por uma criança. Me ajeitei em minha cama, sentando-me de forma que nada doesse, e fitei o médico que agora estava parado ao pé do meu leito. 
       - Seu irmão me disse que já tomou uma desição. - começou. Eu assenti. - E qual foi? - suspirei. 
        Talvez aquilo fosse precipitado demais, mas eu tinha pouco tempo de vida de acordo com meu antigo médico, então tomar uma decisão dessas tão rápido assim não faria mal, faria?
         - Eu vou aceitar a oferta. - pelo canto do olho pude ver Chan abrir um sorriso esperançoso. - Mas eu preciso de explicações. Ainda tenho dúvidas sobre o remédio, e preciso saná-las para realmente dar início a mais um tratamento de risco.
         - Certo.  - ele assentiu. - Eu posso te explicar tudo agora se quiser, mas talvez a conversa fique longa. Caso não esteja se sentindo bem o suficiente para isso, podemos conversar mais tarde. 
        - Não, eu estou bem. - disse, me ajeitando em uma posição mais confortável. 
        - Tudo bem, então. - Mingyu se sentou na poltrona que havia ali, me olhando. - O que deseja saber? 
        O assunto era realmente longo. Nós passamos horas conversando sobre o medicamento, e eu nunca pensei que fosse falar tanto com um médico como falei com ele. Todas as minhas dúvidas foram respondidas, e a surpresa era evidente em meu rosto com tantas respostas positivas. De acordo com Mingyu, o tratamento não duraria mais de 12 meses, e os efeitos colaterais seriam poucos: alguns dias de enjôo, mas que passariam rápidamente; poderia dar um enxaqueca leve, mas nada que não passasse dentro de algumas horas; e claro, talvez causasse tontura, mas isso seria devido ao meu organismo fraco. 
      O medicamento começava a fazer efeito a partir da 2° hora no organismo, então talvez todos esses efeitos colaterais pudessem ser sentidos com mais intensidade, mas passariam logo. Claro, que existiam outros, como inchaço no rosto ou nos tornozelos, e meu cabelo poderia demorar mais a crescer, mas que diferença faria para alguém que já estava quase careca? Me peguei sorrindo em meio conversa quando o médico disse que se os resultados nesses dois dias fossem positivos, eu poderia ir pra casa logo, assim como se continuassem indo bem, dentro de alguns meses eu conseguiria me ver livre do recipiente portátil de oxigênio que carregava para todo lugar. 
       Em algum momento daquela conversa, pude ver meu irmão saindo do quarto com um semblante um pouco mais aliviado, o quê me deixou de certa forma mais tranquilo. Mingyu provavelmente notou isso, visto que, pela primeira vez, o vi dando um sorriso sincero. 
         - Do que está sorrindo? - perguntei, fazendo uma careta.
         - Você não fez isso por si, não é? 
         - Não sei do quê esta falando. - desviei os olhos, me focando na janela. 
         - Não precisa ficar com vergonha. - ele riu. 
         - Eu não estou com vergonha. - disse, evitando contato visual. 
         - Está bem, então. - riu. - Mas é bonito ver que seu irmão é importante o suficiente para que tente um medicamento que só foi testado em uma pessoa. Eu faria o mesmo pela minha irmã. 
          - Você tem uma irmã? - o olhei. 
          - Sim, mas ela é mais velha. Já é até casada. - pude notar o brilho leve nos olhos dele ao falar da família, e reprimi um sorriso que se formava em meus lábios. - Mas isso não importa, já que fiquei sabendo que alguém aqui é um produtor famoso. 
         - Como soube disso? - disse, em tom de reclamação.
         - Eu tenho acesso a internet sabia? Não foi preciso nem procurar muito para saber quem você era.
         - Você procurou? 
         - Seu rosto me era familiar. - ele deu de ombros. - Você tem uma voz bonita. 
         - Eu não acredito. - me afundei na cama, claramente sentindo minhas orelhas ficarem vermelhas e pude ouvir Mingyu rindo com minha atitude. 
          - Não se preocupe, eu não vou pedir um autógrafo. - eu gruni. 
          - Você me lembra de mais alguém que conheci. 
          - E era alguém bom? - o tom de curiosidade era evidente em sua voz. 
          - Sim. Foi alguém muito importante para mim. - suspirei, fitando minhas mãos. 
          - E o quê aconteceu? 
          - A vida. - sussurrei. 
          - Algo muito grave? 
          - Não, só caminhos diferentes. Quem sabe um dia eu não te conte a história toda? - com um dar de ombros, dei um sorriso leve. 
           - Te entendo. Já passei pela mesma situação. - Mingyu suspirou, se recostando na poltrona. 
           - Deixou cicatrizes, não foi? - o olhei.
           - Na verdade, não. Mas é cansativo de lembrar? Eu não sei explicar. - pude notar que a conversa não se prolongaria muito naquele assunto, então apenas assenti, esperando que algo novo surgisse.
            Depois disso nós continuamos a conversa com assuntos aleatórios e, eu devo admitir, fiquei impressionado em como o Mingyu era não só um bom médico, como uma boa companhia. Descobri que ele havia se formado a 3 anos, não só na área de oncologia infantil, como em oncologia geral; que tem 2 cachorros em casa e, pasmem, fala 3 línguas fluentes além da materna. E, de quebra, ainda conta piadas que apesar de serem ruins, arrancam um risinho. Claro, ele também descobriu algumas coisas sobre mim, mas o ponto chave de toda a conversa foram as piadas ruins que ambos fazemos, mas que servem para rir um pouquinho.  
           Não ficamos conversando por muito tempo depois disso, visto que o mesmo tinha uma ronda no hospital para fazer por conta do seu plantão, então nos despedimos brevemente. Sozinho no quarto, aproveitei para me ajeitar e tentar dormir um pouco, sem sucesso já que meus pulmões doíam como o de costume. Não demorou muito para que Chan chegasse, e conversamos sobre assuntos como nossa tia - o quê me irritou ao descobrir que a mesma estava passando dos limites no quesito "ordens para um jovem adulto" -, e como ia a sua faculdade de medicina. Pensei em manda-lo  para casa, mas desisti quando notei que talvez só quisesse um canto onde não recebesse ordens 24 horas por dia. 
          Me ajeitando na cama em uma posição menos dolorida, fechei meus olhos, adormecendo com o bipe do maquinário ao meu lado sendo minha canção de ninar. 
 

           Os próximos dias foram bem corridos. Eu iniciei a medicação, que me fez ter enxaquecas enormes a ponto da náusea virar vômito, e minha fraqueza aumentar. Mingyu parecia preocupado nas primeiras horas, mas passou ao notar que era apenas o meu organismo que estava lotado de medicamentos. Uma medicação que era dada por soro foi retirada e pronto, estava normal como antes mas, infelizmente, com a estadia no hospital estendida em mais dois dias. Chan parecia apreensivo com os resultados, mas ao passar do terceiro dia, e provavelmente de tanto me ouvir dizendo "Eu estou bem, fique tranquilo.", seu semblante melhorou. 
          Claro, nesses quatro dias as visitas de Mingyu se tornaram mais frequentes e mais longas e, obviamente, as piadinhas do meu irmão caçula também. O medicamento fazia efeito rápido, e de acordo com os exames, se os resultados continuassem positivos assim, o tratamento seria promissor. Já havia até recebido comentários das enfermeiras que cuidavam de mim dizendo que "estava mais corado" e "com mais vida"! Mas mesmo assim não deixei de ficar surpreso quando recebi alta naquele quarto dia e finalmente pude colocar minhas roupas normais e me despedir daquela cama desconfortável. 
          Obviamente, fui obrigado a ir no consultório do meu mais novo médico, e ouvir mais concelhos e cuidados que deveria tomar ao voltar para casa. 
           Suspirei. 
           - Já te disseram que, como médico,você é insuportável? - encarei Mingyu, com tédio em meus olhos.
            - Algumas vezes. - ele riu, me passando um papel. - Aqui está meu número pessoal. Qualquer coisa que sentir de estranho em seu organismo, entre em contato comigo. 
           - Um pouco cedo de mais para me dar o seu número, não acha? Nem me levou para tomar um café. - disse em tom de gozação, pegando o pequeno pedaço de papel e guardando em meu bolso. 
           - Nós já jantamos juntos, portanto eu tenho direitos. - riu, dando uma piscadela em minha direção. - Agora vá para casa. Qualquer coisa, Jihoon, entre em contato. 
         - Obrigado, Mingyu. - assenti, me levantado da cadeira e saindo dali, sorrindo comigo mesmo por finalmente estar indo para casa com uma promessa, mesmo que pouco promissora, de que talvez eu realmente melhorasse.

 


Notas Finais


Me digam o que tem achado da história, eu amo saber oq meus leitores pensam sobre oq vai acontecer hehehehhe


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