História One Chance - Capítulo 2


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Tags Ladynoir
Visualizações 149
Palavras 1.396
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey! Tudo bom com vocês?

E aqui estou eu, com um segundo capítulo e nenhuma criatividade para um título que combine. 😢

Boa leitura!

Capítulo 2 - Talvez um encontro?


 A manhã estava gostosa, não muito fria, mas também não muito quente, o clima perfeito. De qualquer maneira, a luz clara do Sol não fora a responsável por perturbar o sono de Marinette, como de costume fazia.

 Obviamente, como despertar alguém que sequer havia cochilado?

 Sentada em sua espreguiçadeira na pequena sacada de seu quarto, e embolada em uma manta não muito grossa, seus olhos estavam fixos no rio Sena que cintilava mais à frente, e por uns segundos imaginou que talvez fosse bom dar uma volta por lá, mais tarde. Todavia seus pensamentos centrais estavam muito, muito longes de passeios. 

 Se ontem ela mal conseguia tirar Adrien de sua cabeça, hoje ele nem ao menos havia aparecido, e se tivesse ela o teria ignorado. A noite passada se repassava várias e várias vezes em sua mente, como um CD riscado, e uma pequena chama – antes adormecida – de desespero começava a espalhar-se por seu peito.

 Por que raios ela havia feito aquilo?! Estava tão anestesiada pela adrenalina do momento e o aroma da fragrância do parceiro de batalhas que as palavras simplesmente saltaram de sua boca, sem seu consentimento? Ou talvez tivesse engolido um pouco da espuma de seu condicionador sem querer, vai saber.

 Choramingou, e deslizou pela cadeira, ficando quase deitada, um pouco torta. Tikki, que estava sentada na pequena mesinha amadeirada ao lado, repousou seus cookies em um pratinho e balançou suas anteninhas, confusa.

 — Marinette? Tudo bem aí?

 — Não. Sim. Eu não sei. – a mestiça escondeu seu rosto com as mãos, e puxou a coberta até seus ombros, as apertando contra si forte, para não caírem.

 Era estranho, mas ela gostava de dormir assim, apertada. Sua mãe costumava brincar que ela deixava seus edredons enrolados a ponto de poderem sufocar um filhote de foca.

 — Já está arrependida? Nem a um primeiro encontro você e Chat Noir foram, ainda. É hoje a noite, certo?

 — Não é um encontro. – a kwami lhe olhou, debochada. — Certo, talvez seja. Ah, isso é muito estressante! 

 — Relacionamentos são sinônimos de aborrecimentos, Mari. Mas de um tipo bom. – a avermelhada sorriu, e mordeu um dos biscoitos de chocolate.

 — Só que eu não sei se eu posso lidar com esse "tipo"! E agora, se eu resolvesse pular fora poderia me arrepender mais tarde e pior ainda, machucaria Chat Noir! Eu só faço besteira... Deveria ter ficado quieta ontem.

 Tikki sinalizou para ela parar de falar, e se aproximou do rosto da portadora. Cruzou os bracinhos, convencida, e negou com a cabeça.

 — Não pense assim, se você deu uma oportunidade para ele ontem, então deixe-o tentar, ao menos. Pense pelo lado positivo! Se der certo, vocês dois ficarão felizes. 

 — E se não der? – franziu as sobrancelhas.

 — Bem, então vocês conversam. Mas tenho certeza de que a chance de dar certo é maior do que a de dar errado. Apenas... Não o use de tapa-buracos, tudo bem?

 — Não quero um tapa-buracos, Tikki, e não vou transformar ninguém em um! – segurou a pequena entre suas mãos, e afirmou: —  E posso te garantir que nunca, nunquinha, entraria em um relacionamento sério sem estar apaixonada, hm?

 — E quer se apaixonar por ele?

 A azulada desviou o olhar, pensando, e mordeu os lábios. O loiro era uma pessoa maravilhosa – embora um péssimo piadista, que de alguma maneira ainda a fazia rir com suas tiradas bobas. E era um tanto convencido, mas isso não a incomodava mais, após quase três anos de parceria. – e ela tinha quase certeza de que poderia gostar dele de um outro modo se não tivesse alguns empecilhos no caminho. Gostar de um modo em que ele já gostava dela há tempos. Sorriu mínimo.

 — Quero.

 A kwami bateu palminhas, e deu-lhe um abraço na bochecha esquerda.

 — Ótimo! Vocês vão formar um casal tão fofo! Mas para isso você vai ter que colaborar, também. O que acha de irmos tirar os posters da parede?

 A mestiça levantou, e assentiu. Porém, antes mesmo de avisar a pequena, saiu correndo escada a baixo.

 — Quem tirar mais fotos em menos tempo ganha!

 — Você não tem jeito. Mas eu sou mais rápida! - e, num flash, Tikki atravessou o teto, entrando direto. Mais tarde, entrariam em uma pequena discussão para ver se isso era válido ou não. 

 [...]

 — Zerou! – bateram os punhos novamente.

 Mais ou menos as sete e meia da noite, um cidadão comum, porém enraivecido, havia sido vítima de outro dos akumas de Hawk Moth. A luta tinha sido rápida, mas exaustiva.

 Ladybug encostou-se num dos postes, ofegante. O uniforme parecia ainda mais quente, e algumas gotas de suor escorriam ao lado de seu rosto. Ao seu lado, Chat Noir sentou-se no chão, com os cabelos molhados de tanto ter corrido e lutado.

 — Argh, preciso de um banho urgente.  

 Ladybug riu do jeito em que ele balançou a cabeça, como se buscasse se secar assim. 

 — Achei que gatos não gostassem muito de água.

 — Há! Mas eu sou um em um bilhão, Bugaboo. 

 — Percebe-se, gatinho. – ouviu seu miraculous apitar, e esticou os braços. — Acho que é hora de ir. Até mais tarde, Chat! 

  Porém, antes de poder enganchar seu iôiô em algum prédio, seu pulso foi levemente puxado. Ela virou o rosto, e arqueou uma sobrancelha.

 — Eu sei que nós nos encontramos sempre na Torre, mas... Eu queria te mostrar um lugar hoje, se você quiser ir. É bem legal, na verdade. – ele sorriu, sem graça.

 — Tudo bem, aonde vamos? 

 — Surpresa! A gente se encontra perto do Arco do Triunfo, no mesmo horário de sempre. Pode ser?  

 — Uhum. Até a madrugada, então. – acenou, sorrindo, e partiu. 

 [...]

 Dentro da mansão Agreste, o ar parecia sempre mais frio. Como eram muitos cômodos, quase todos praticamente vazios,  apenas os quartos eram aquecidos. O que fazia daquela sala de estar um gelo.

 Adrien estava esparramado em um dos sofás de couro, folheando um dos álbuns antigos de sua família, feito por sua mãe. Plagg, deitado em seus cabelos, reclamava que eles ainda estavam um pouco molhados e gelados devido ao recente banho que o rapaz havia tomado. 

 — Quem é esse bebê? – o kwami perguntou, apontando com uma das patinhas. — Nossa, como é gordo! O que ele comeu?

 — Sou eu, Plagg. – o modelo revirou os olhos, rindo. — E olhe só quem é que está falando.

 — Se está me chamando de gordo, saiba que eu não ligo. Além do mais, você não tem que ir se encontrar com sua namorada, não?

— Ela não é minha namorada.– corou um pouco, e deitou a cabeça no encosto do sofá. — Nem ouse comer esse queijo aí! Você deixa meu cabelo com pedacinhos dessa coisa fedida e o cheiro fica impregnado em todo canto.

 O gatinho preto apenas resmungou, voltando a deitar-se. Adrien riu, e pegou o álbum novamente. Nas fotos, sua mãe estava um pouco mais jovem do que a última vez que a vira, mas ainda sim estava linda. Suspirou, talvez quisesse a presença dela ali agora, vendo o que estava acontecendo. Provavelmente diria que seu "bebê" estava crescendo rápido demais. O loiro piscou forte; não era hora de ficar triste. Tinha um encontro.

 Era um encontro? Bem, achava que sim. Será que ela achava que era um encontro, também? 

Pegou seu celular, vendo que estava em cima do horário. Levantou, e subiu ao seu quarto. Avisou Gorila de que estava indo dormir e, quando trancou a porta atrás de si, encarou Plagg, que escapara de seus fios louros para qualquer lugar.

 — Mas já temos de ir? Deixe ela esperando um pouco, criar um suspense. As garotas gostam disso.– procurou uma desculpa, se enfiando no meio dos cobertores do portador. – E eu posso dormir mais.

 — Acho que não, Plagg. Além disso, tenho certeza de que se eu me atrasasse assim, My Lady me daria um bolo por eu ter dado um quase-bolo nela. 

 — Nah, que nada. – Adrien não pôde deixar de rir com a careta que a criaturinha fizera. Por fim, se transformou. 

 Chegar no ponto de encontro fora rápido, e ele logo percebeu que ou estava adiantado alguns minutos ou ela estava atrasada. Sentou no topo do Arco, observando a rua deserta, e ouviu quando um baque suave soou atrás de si.

 — Ei, gatinho.

 — Ei, My Lady.


Notas Finais


E acabou, pelo menos por hoje :)

Muito obrigada por todos os favoritos, vocês são incríveis 😆


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