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História One is good, two is too much! - Kaisoo - Capítulo 9


Escrita por: MaryLinda02

Notas do Autor


Voltei! Todos estão firmezinha?

Boa leitura, amores! 🍁🌺❤💞🥰😘😘

Capítulo 9 - E se me beijar e gostar?


Fanfic / Fanfiction One is good, two is too much! - Kaisoo - Capítulo 9 - E se me beijar e gostar?

 

O clima estava tenso, o Kyung sofria sendo apalpado manhosamente por um cara que ele jurava ser tosco num momento como aquele. Como? Kyung já pensara no castanho em tal intimidade? Claro! A cama era seu confessionário, foi lá onde tentou desgrudar o Kim dos pensamentos, foi lá onde tirou fotos sexy na frente do espelho imaginando-se na frente dele, as mesmas fotos que Jongin viu no celular dias atrás. Foi lá também onde deu uma de pirado e por um triz não quebrou o celular. Estava enlouquecendo ao tirar aquelas fotos pensando num "garoto". 

E este garoto agora o fazia querer fugir da tentação daqueles lábios sexy entre dentes, dos olhos que faltava tirar sua roupa. Era assim que se sentia, despido com fitadas famintas deslizando do seu rosto ao corpo. O que poxa estava acontecendo? Por que ele não conseguia fugir? Uma parte sua pedia pra correr da tentação, a outra queria ficar e acabar com sua vontade de provar algo novo.

 

Jongin mesmo arrependido de perguntar se tinha chance de Kyung gostar de homem, mesmo vendo o menor se afastar de si, por conta daquela pergunta, não se arrependia de ter o corpo preso ao dele, muito menos de sentir seu perfume embriagando seu corpo. Estava disposto a beijar um homem, esperava apenas um sinal afirmativo para ter os lábios junto a boca. Já viu muitos homens bonitos, admirava e admitia a beleza de outros, aquilo não era vergonhoso, mas nenhum que chamasse seu coração como a beleza angelical do DO chamou. Que se danasse sua heterossexualidade, ele estava apaixonado e o resto não importava. Não mais! 

 

 — Você é o cara mais bonito que já tive o prazer de olhar! — soprou no ouvido alheio. Kyung estava todo arrepiado. Jongin tinha que fazer aquele joguinho sexy? Porra, o perigo de cair já havia passado, agora ele podia soltar o garoto nervoso. Suava frio mal podendo assimilar as palavras ditas. Ouviu a flertada? Talvez não, estava quase se tremendo nos braços alheios. Sentia-se horrendamente nervoso. "Um anjo perfeito que chegou para bagunçar a minha vida de uma forma perfeitamente gostosa." E os pensamentos particulares do castanho ficavam ocultos em sua cabeça.

 

 — Eu sinceramente não sei porque precisa fechar a porta. — uma voz soou abafada do outro lado da porta insistindo para entrar, a maçaneta girava apressada. 

 

 — Jung! — Kyung sussurrou amedrontado conhecendo bem a voz. Por fim, teve a chance de fugir do vacilar do seu coração. Jongin sorriu maléfico se afastando aos poucos, antes apertou carinhosamente a bochecha ruborizada alheia. 

Abriu a porta!

 

 — Seu... seu... — eles estavam em transe assim para não perceber a ária que Jung apontava sem acreditar no disparate com quê se deparava? — O que estavam fazendo? — exigiu uma resposta que não fosse a tolice que imaginava.

 

 — Isso? — Jongin por pouco não gargalhou olhando para o zíper aberto. Ao segurar Kyung evitando uma queda, não teve tempo de pensar em subir o zíper. Não pensava em sacanagem, só não se deu conta, o clima esquentou repentinamente. Como se lembraria da mera calça aberta? — Estávamos fazendo exercício para aprimorar conhecimentos. — onde estava a graça? O que estava acontecendo com o garoto que não parava de rir? A graça estava em irritar o irmão. Nem ele mesmo acreditava que o tempo todo estava com o zíper aberto. Que horror! 

 

Kyung correu na primeira oportunidade, não ficaria entre o olhar dos gêmeos. Jung já pensava o pior " Jongin havia roubado o garoto dos seus sonhos. Estavam transando". Putz! Onde ele estava com a cabeça para pensar numa barbaridade dessas?

Logo agora que criara coragem de agir, pega os dois naquelas intimidades toda. Ah, mas, Jongin podia muito bem estar apenas fazendo suas necessidades e não deu tempo subir o zíper. Ora, o garoto não era tolo pra cair naquele pensamento, a menos que quisesse se enganar, e o sorriso sarcástico do irmão dava respostas que sua boca se negava.

 

 — Ele não é as garotas que você usou e jogou fora. Ele não é a mulher que você fingiu não saber que estava grávida. Ele não é pra seu bico. — Jung segurou o punho do irmão ao tentar passar pela porta.

 

 — Tsc tsc tsc! — Jongin estalou a língua, balançando a cabeça negativamente, seu sorriso se desfazia ao mesmo tempo em que sua face demonstrava o quão irritado estava ao ouvir aquelas asneiras. — Suas palavras estão erradas, ele não é para o seu bico. — enfatizou a última frase — Eu não sabia que ela estava gravida, se soubesse teria assumido, véi. Posso ser um fodido, um nem aí pra vida, um lascado, pobretão, mas tenho responsabilidade, dignidade, e me orgulho disso. — voltou um passo atrás, podendo fitar os olhos do irritado — Sim, ele não é as novinhas que abandonei. Abandonei? — um semblante interrogador apossou-se na face dele — Não abandonei, porque elas não passavam de aventuras, sendo esse o caso, eu não era obrigado a assumi-las. Não sou pedreiro pra tapar buracos.

 

 — Mas, quer saber? — Jongin continuou sem dar oportunidade para o Jung falar — Essa é sua chance, se apresse e tente conquistá-lo. Quinze dias é tudo que tem. Sou bom com você, não, maninho? Você tem 15 dias para conseguir ele, durante esse tempo vou ficar na minha. Não quero levar nome de talarico. Óh, não me entenda errado, eu não estou afirmando que vou perder ele pra você, estou dizendo que você tem uma chance. Dê o melhor de si! Se é que pode. Depois de 15 dias, se ele me quiser, não vou marcar bobeira. Só quero que ele me diga "sim", e você será cunhado dele. — dito isso, saiu deixando o irmão inculcado.

Sendo bom ou não com xavecar, Jung tentaria antes que o ousado do seu irmão tomasse seu crush.

 

                            [...]

 

 — Boca bonita, me desculpe pela pergunta sem sentido que fiz. Nem sei porque agi daquela forma. — na sala de aula, sentou-se a direita dele. Kyung assentiu tranquilamente como se o fato ocorrido no banheiro não tivesse acontecido. Por dentro ele estava puro nervosismo, claro que não daria a perceber.

 

 — Livro de ciência! — o mais baixo apontou para a capa azul, balançando o livro na mão. Do outro lado Baeky assobiava chamando o Chany que entrava pela porta, sentando-se perto dele.

 

 — Tá rolando um clima! — o rosado falou mais alto que pretendia.

 

 — Dessa vez acho que você tem razão. Olha a cara do Hwhan. — Park baixou a cabeça não querendo dar a entender que estavam falando do Jung que sentava uma cadeira antes do Kyung.

 

 — Como assim tenho razão dessa vez? — questionou fazendo bico. Chany nunca contradizia o namorado, se discordasse dele, ficaria sem sexo por um mês. Baeky já havia dado tantos chutes errados quanto aos casais que se formaria na balada, que Park passou a desacreditar dos palpites dele. Assim como quando garantiu que Zitao ficaria com Yifan, eles não se desgrudavam, resultou que Zitão acabara ficando com LuHan. — Ouça o que digo, teremos uma grande briga entre esses dois.

 

 — Torço pelo Hwhan. Ele já gostava do Soo antes do Jongin chegar. Isso é uma falta de respeito com o hyung dele. Ele mesmo disse que sabia que Hwhan gosta do Soo e agora quer passar na frente? Eu é que não queria um hyung desse perto de mim. — a professora tentava dar sua aula em paz, mas os sussurros não deixava. 

 

 — Quem gosta de quem? — LuHan o fofoqueiro da escola que não guardava segredos de ninguém, saiu da cadeira para ouvir a conversa.

 

 — Aiish! Vai cuidar do seu namorado. Fiquei sabendo que semana passada ele foi pego descabelando o palhaço no banheiro. Ele tá virando um  costumeiro descascador de banana. Não é a primeira vez. Foi assim no banheiro do clube, ne? Ele foi pego lá por mim mesma. Nossa, Xiao Lu, você anda mesmo fraco no boquete, hein? Não te digo mais nada. Quando ele te trocar por outro, não vem chorando como da outra vez. — Baeky sabia como colocar o chinês pra correr, e ele saiu bufando com as insinuações. 

 

 — Se masturbando no banheiro? — LuHan encruzou os braços voltando a cadeira, já investigando o namorado. 

 

 — Eu? — Zitao sabia que a briga seria feia quando chegasse em casa, fez logo uma cara de vitima — Isso só pode ter vindo dos pensamentos dum viciado em sexo. — pensou no Chany, e estava errado, não tinha ninguém mais venenoso do que o garoto que sorria agora "Baeky". — Isso é um tremendo falso que levantaram contra mim. Bebê, seu namorado é um santo. — santo porra nenhuma, o chinês pegara tantas vezes ele se masturbando no banheiro antes de namorar que duvidava daquela carinha de vítima.

                         

                      [...]

 

 — Tenho um trabalho pra vc. Pago bem, e será por pouco tempo. — Zitao era o anjo do dia, enviado para ajudar o Jongin. — Você precisa trabalhar pra sustentar seu filho e eu preciso de uma pessoa que não seja o Lu para me acompanhar num jantar com meus appa. — aos olhos dos pais do Huang, LuHan era um cantor de boteco, sonhador, que levaria o filho para o mundo da lua. O sonho do pai de Zitao era vê-lo trabalhando na empresa quando findasse os estudos, mas o chinês estava embarcando nas noites em bares.

 

 — E sua figura, não vai zonar com isso? — Jongin ajeitou o filho nos braços.

 

 — A ideia foi minha! — LuHan chegava falando de boca cheia comendo hot dog. — Ele vai pagar o dinheiro que você levaria anos trabalhando pra receber. — completou colocando o lanche na boca do chinês.

 

 — Quando? Eu topo, com uma condição. — o castanho respondeu rápido. Realmente precisava tirar o pé da lama, e além de pensar em um dinheirinho para comprar o que seu filho precisava, pensou também em algo mais — Me apresente apenas como um amigo.

 

 — Quem falou em apresentar como namorado? Será só pra eles pensar que não estou vendo o Lu. — informou virando o rosto para olhar na direção que Junyê olhava animado sacudindo-se todo nos braços do pai.

 

 — Memão, Jonyê quer ir com appa Soo. Sota eu, memão. Sota, véi, na molau. — os chineses reagiram gargalhando.

 

 — Viu? — Kyung exclamou — Ele está aprendendo isso com você. — mas antes que se aproximasse para pegá-lo, Jongin colocou ele no chão sem suportar o riso. Se curvou sorrindo soprando. Seu filho pegara tão rápido suas gírias. — Não aprenda a falar como seu appa. É feio! — levantou-o já colocando nos braços, e fazendo um carinho neste que assentia.

 

 — Puquê não, appa Soo? É muito, muito feio? — olhou para aqueles que não paravam de rir, e riu sem entender nada sobre gírias. Estava em uma fase que tudo que ouvia falava. 

 

— Sim, é muito feio. Você não pode falar essas palavras feias. — Jongin assumiu uma aparência seria respondendo antes do menor. Vivera as leis dos becos, aprendera linguajar que tentava controlar ao chegar na Coreia, e alguns deles nem usava, já que seus amigos eram todos de bercinhos de ouro, comportados. "Alguns"! E na frente do filho só falava quando se esquecia, não queria ser um péssimo exemplo. 

 

                     [...]

 

 — Que bosta é essa, Hwhan? — os dias começaram a se passar e Jung não sabia como chegar no Kyung, então, teve a ideia brilhante, "pra ele", pro Park que reprovava, era o fiasco do milénio.

 

                              Lista de cantadas!

Eu acho que a parte mais difícil de ser seu amigo é fingir que gosto de meus outros amigos tanto quanto eu gosto de você... Eu não tenho uma cor favorita, mas é muito o que você está vestindo. Eu não posso tirar meus olhos de você. A menos que você me note, então eu vou rapidamente olhar para longe e agir como se nunca tivesse acontecido. Nosso tempo juntos é como uma soneca, não dura o suficiente. Posso dar uma de Carbono e te fazer umas Ligações? Não sou de origem nobre, mas posso virar. Quer ser o elétron que completa minha camada de valência? Se você fosse um elemento, seria o Francium, porque é o mais atraente.

 

 — É ruim? — Jung coçou a cabeça também reprovando a mensagem com cantadas horrendas. Coisa de criança! Se Chany disse que estava ruim, estava péssimo. — Chany, sou um desastre nisso, me ajuda aí. 

 

 — Pra começar, não copie essas paradas ridículas da net. É chula demais. Seja você mesmo, convide ele pra ver um filme romântico, jantar, festa. Vá com calma, deixe a amizade fluir e depois joga tudo no ventilador, ou seja direto, diga que gosta dele. O que tiver que ser, será. 

 

 — Já convidei pra jantar, balada, cinema, tomar sorvete... Ele diz que tem que cuidar do Junyê, ficar com a avó, dormir cedo, estudar... — pra Jung era um caso perdido, mal sabia ele que Kyung fugia do sentimento que sentia por dois homens "Jung e Jongin".

 

Pouco depois de ouvir os conselhos de Park, encontrou o menor no quarto cuidando do Junyê enquanto o Jongin trabalhava para ganhar um dinheirinho bom. Sem perder a oportunidade ele lançou outro convite para irem ao clube com os amigos. Faltava um dia para o prazo que Jongin dera, era tudo ou nada. Por que ele tinha que esperar tanto tempo? Era fácil assim ganhar o menor? Um dia não era muito pouco? Mas a verdade é que Kyung aceitou, já havia rejeitado demais os convites e uma hora o rapaz perceberia que ele estava fugindo de algo.

 

                [...]

 

— Quero um corte bacana, parceiro. Tem como? — mas, Jongin começou a jogar sujo, trabalhou incansavelmente naquela semana, além de ir ao jantar com Zitao, fez bicos por fora a fim de juntar uma boa grana. Foi ao salão cortar o cabelo, perdendo os dreads que tanto amava.

 

 — Claro, senhor! Com um cabelão desse, dá pra fazer qualquer corte. Escolha! — o rapaz com a tesoura na mão entregou uma revista com 150 cortes de cabelos diferenciados, enquanto cortava por cima os dreads, depois de receber o pagamento por um cabelo que acabara de cortar. 

 

Era jogo sujo sim! Baeky passou os dias dando aula de moda pro castanho, falando o tipo ideal do baixinho, o corte que ele deveria usar para se livrar dos  dreads que o deixava com cara de quem não tinha se livrado da prisão —, mas, verdades sejam ditas, Kyung curtia pra caramba aquele estilo diferente. 

 

                   [...]

 

Chegara o dia da balada, e Kyung agora se encontrava sentado no balcão bebendo ao lado dos amigos. Jung estava pra lá de feliz, Kyung realmente apareceu como prometido. Mesmo que seu coração tenha ficado com o Junyê, ele tinha que manter sua promessa de estar ali. 

 

 — Ei, vocês acham que consigo beber meio litro de tequila e meio de Gim, sem ficar bêbado? — Chany era o cara que quando estava na balada se achava o mais foda, o que bebia mais que todos e só fazia besteira.

 

— Puta que pariu! Estamos só no início da noite e você já quer entrar em coma alcoólico? A noite é uma criança. — Yifan conclamou, fazendo careta depois de tomar do seu copo e afastá-lo pro meio do balcão, logo puxando o namorado pra dentro das pernas. 

 

— O que há de errado com você, hum? — disse Baeky, batendo o copo no alto balcão que eles dividiam e olhou pro namorado segurando as duas garrafas. Protestaria mais se o celular não atrapalhasse.  

 

 — Você é um perigo para si mesmo quando bebi. Daqui a pouco vai estar soltando álcool puro pelo nariz, vomitando o clube e nos fazendo passar vexame. — completou Suho conhecendo bem os PT do Park.

 

 — E acabará pelado fazendo strip-tease. — Xiumin acrescentou com graça.

 

 — Não comece a inventar modas. — Baeky ditou batendo a mão no bolço da calça quando o celular insistiu em vibrar. Saiu para atender a ligação, procurando um cantinho que desse para ouvir a voz do outro lado .

 

Voz\ Baeky: Espere mais um pouco!

 

E desligou o aparelho colocando no bolço da camisa, e já caminhando para chamar Kyung para dançar. Não precisava, ele já estava na pista dançando com Jung. 

 

 — Amigo, por favor, não deixe Chany beber demais. Leve ele para molhar a cabeça. Do jeito que ele está, não vai me ouvir. Chany é tão teimoso. Não vou passar a noite toda cuidando da ressaca dele. — tão falso! Falava um tom alto para não ser cortado pela música. Jung deixou a pista as 00:00 em ponto para atender o pedido de Baeky que fitava o relógio para não perder as horas.

 

 — Tá se divertindo? — movimentou o corpo na frente do Kyung. Uma música sacudia multidão, alguns já embriagados tombavam contra os corpos dos dois amigos e, enquanto o Do procurava um local mais vazio para dançar, o Baeky segurava a mão dele mantendo-o naquela ária.  

 

 — Muito! — mentia, e Baeky conhecia aquela cara frustrada de quem estava disfarçando. Conheciam-se há pouco tempo, mas Kyung não sabia mentir sem desviar os olhos.

 

Sábado à noite, aquele dia que todos procuram algo diferente pra fazer, algo que apague aquela semana cansativa, o trabalho, as aulas, os professores enchendo-os de trabalhos complicados, o fardo semanal, ou qualquer tormenta que seja. Kyung não estava muito animado, havia deixado o Junyê aos cuidados do Jongin. Não era pai do garoto, mas se aperfeiçoara de modo que não podia deixá-lo só por uma noite de curtição, e agora se via dançando desanimado com os pensamentos longe. 

 

Baeky era um pé de valsa, o rei das noitadas, o cara que reunia mulheres à sua volta, e sabendo que logo elas estariam flertando consigo, levantou o copo de bebida rodopiando um dedo para cima chamando-as. Seu grito ecoou olhando para o DJ, pedindo uma música mais agitada quê a que tocava. O homem atendeu ao seu bramido. O rosado fitou novamente a tela do celular, agora com garotas bailando fechando ele e o Do.

 

No primeiro instante que a música tocou e o jogo de luz se misturou, Kyung se sentiu cego pelas luzes ofuscantes que piscavam incessantemente. Assim que se adaptou, viu um homem abrindo espaço, passando com dificuldade entre os que dançavam. 

 

Conhecia o moço, mas, puxava na mente de onde e não recordava. 

 

 — Se me permiti! — o rapaz rompeu dois passos mais antes de segurar a mão do menor. Não precisava estar perto para ver o brilho em seus olhos, ou a maré de admiração que vinha dele naquele momento. Kyung estava surpreso!  Caminhou em direção ao moço que o cumprimentou com um grande sorriso no rosto. Uma camisa preta com quatro botões abertos, seu rosto resplandecia sempre que as luzes flertavam seu rosto.

 

 — Jongin? — não estava tão irreconhecível, contudo, a perca dos dreads, o novo visual deixara o Kyung  atônito, duvidando até mesmo se estava sonhando ou tendo visões. 

 

 — Oi? — saíam do clube pela porta dos fundo —, logo entrando num clube vizinho, mais calmo, sem grande agitação. Ele sorriu ao notar o quanto acertou pegando as dicas do rosado. — Como estou? — queria ouvir uma aprovação além daquele olhar penetrante. 

 

               [...]

 

 — Baekk, cadê o... — Jung olhou em volta — Onde está o Soo?

 

 — Foi procurar você no banheiro, ou será que foi embora? — Baeky não era um inimigo se fingindo de amigo? Não! Ele era apenas o dono das façanhas — Ah! Lembrei... — falou subitamente como se houvesse esquecido algo e agora resgatasse a tal — Ele disse que sentia falta do Junyê, então... deve ter ido vê-lo. — mentiroso — Vem, vamos dançar. — e puxou-o pelo braço, quem sabe assim conseguia desfazer aquela cara de fracasso do Jung?

 

 

                             [...]

 

 — Eu gostava daquele cabelo. Quero dizer: gostava do, do, do... — qual o problema em elogiar um cara? Para o Kyung era coisa de outro mundo. — O Junyê ficou com quem? — mudara o rumo da prosa. 

 

 — Com a babá! — puxou a cadeira convidando o menor para sentar — Ele chamou por você todo tempo. — estava sendo realista, o filho não ficava longe do Kyung — Só se acalmou quando eu disse que vinha buscá-lo. — pediu a garrafa de bebida mais fraca, não queria que o menor se embriagasse.

 

 — Então, vamos, né? — Kyung era um medroso que fugia do seu próprio coração.

 

 — Agora? Acabamos de chegar! — serviu dois corpos de bebidas. O local com pouco movimento e som baixo era excelente para conversar — Vinte minutos, no máximo meia hora, e te levo.

 

Ficaram a se fitar, Jongin queria ir fundo sem enrolar, pois, sempre fora assim. Também, não podia assustar o moço que demostrava nervosismo passando ambas as mãos no tecido da calça por cima da coxa.

 

Pousou a mão sobre à mesa deslizando-a para beber do copo que suava marcando o vidro da mesa redonda. Seu ato não foi completo, a mão foi segurada com pressa por o castanho. Do não era inocente para não perceber que ele estava gostando de si, e se tinha duvidas, agora tinha certeza dos sentimentos alheio. Sentiu sua mão sendo molhada por um beijo, seguidamente os olhos percorrendo seu rosto. O coração errou uma, duas, três... Céus, quantas batidas errou o coração do menor? Ele não sabia.

 

O que sabia era que estava sim mais envolvido com o castanho do que com o irmão. Seu coração faltava invadir a boca pulando para fora na presença do Jongin.

 

 — Boca bonita, disse pro meu filho que vinha te buscar, mas não vim aqui pra isso. Claro que depois ele vai poder vê-lo, se você não se assustar comigo. A verdade é que fui obrigado a vir aqui porque jamais me senti atraído por uma pessoa como me sinto por você. E... — tomou da bebida, procurando coragem. — Não posso perder uma pessoa especial pro meu hyung. 

 

 — Seu cérebro foi arrancado quando cortou o cabelo, ou a prancha queimou um dos seus 86 bilhões de neurônios? — fugiu! Sim, ele fugiu dali deixando Jongin na mesa. Kim pagou pela bebida, depois rompeu a porta deixando o litro cheio e copos com bebida ali.

 

 — Eu nunca fui homem de esconder o que sinto. — num beco com pouca iluminação encurralou o Do sem saber para onde ir. Estava tão perdido que não sabia o ponto do táxi ou o número do Uber — Nunca pensei que ia me apaixonar por um homem, também sei que você nunca ficou com um. Não quero colocar ideia errada na sua cabeça, e se me disser que não sente nada por mim, que não tenho chance nenhuma com você, te deixo ir...

 

 — É muito estranho dois homens juntos, é asqueroso. Eu... — como completar o que quer falar quando um sorriso brilha iluminando a noite como o dia? — Eu... eu... não me atrevo a beijar um homem. — precisou falar para ver os lábios do outro um pouco mais longe.

 

 — E se me beijar e gostar? Vamos se aventurar, se você não gostar, eu volto pra casa da omma, e faço o possível para esquecê-lo. — aquelas palavras sacudiram o Kyung. Ora, quanta ousadia do cara chegar bagunçando a vida dele e depois falar que vai embora. E quanto ao Junyê que ele já estava apegado?

 

 — Eu não vou gostar de beijar você. — falou, mas o coração queimava ansiando por aqueles lábios. 

 

— Então, podemos tentar? — de longe foram ouvindo diversas músicas sendo substituídas: Ariana Grande, Taylor Swift... E os corpos sendo presos como um chamar magnético dum ímã.

E por mais que Kyung tivesse lutado para não sentir toda aquela loucura por ele, nem ao menos entendia o porquê de passar as noites em claro na ansiedade de vê-lo no dia seguinte. O que exatamente acontecia com o seu corpo e sua mente agora? Por que desejava beijar um homem? Que  necessidade era aquela que surgira de querer vê-lo a todo o momento? Que tipo de sentimento era aquele? O que seu coração queria lhe falar? Talvez um sentimento desenfreado, sem parâmetros ou qualquer outra explicação plausível.

 

— Sabia que eu posso ficar a vida inteira segurando-o em meus braços? — sussurrou, com uma das mãos alisando o cabelo dele e com a outra na altura da escápula. — Será que esse beijo rola, ou pretende me castigar? — perguntou, colando os lábios no ouvido do Do e sussurrando baixinho. Ele continuou calado, o castanho deslizou uma das mãos pela omoplata, procurando estreitar ainda mais o espaço entre eles.

 

Vacilou ao sentir o castanho roçando o corpo contra o dele daquela maneira provocativa, deixando certas partes do corpo em alerta.  — Me responde! — a língua dele buscou explorar o lóbulo da sua orelha esquerda. Kyung suspirou pesado, aquilo era um "sim"? Foi o que Jongin entendeu. O calor do corpo do menor contra o seu peito seminu e o perfume que espalhou por ele deixou um calor percorrendo por várias regiões perigosas do corpo e precisou respirar fundo, mantendo a concentração apenas naquele momento, "estavam na rua". 

 

Então, o beijou lento, calmo... Sentiu ele entrar em negação quando tentou invadir sua boca, mas logo relaxou dando espaço. Foi um beijo rápido e surpreendente para ambos. Não era só Kyung quem estava com medo, Jongin também pensava em estar sendo trotado por seus sentimentos. Deslumbrou de felicidade quando os olhos se encontraram e Soo sorriu tímido tão lindamente que o coração do outro descompensou em batidas rápidas. 

 

O beijo parecia ter sido aprovado, mas saíram apressados quando Kyung disse que Jung estava do lado de fora do clube olhando para os lados, provavelmente a sua procura. Voltaram pra casa como dois bobos descobrindo o primeiro amor, desvendando o primeiro beijo, confessando o amor por a namoradinha de 5 anos da pré-escola. Claro que não tocaram no assunto enquanto estavam no táxi, mas, Jongin não desistiria mais. Não depois de ter provado o beijo do garoto. Kyung também queria mais daqueles lábios, por tanto, ainda tinha leões pra enfrentar. 

 

 


Notas Finais


Digam se gostaram, ou me deem opiniões: mudo alguma coisa? Tá bom como está? Sugestões?


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