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História One kingdom of women and books - Capítulo 2


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Capítulo 2 - A princesa não precisa ser salva


-Ei Mirah, o exército está em desvantagem, os exércitos de Amhlaibh estão ganhando território e sei que sua mãe não gosta de guerras, mas os vilarejos perto do mar estão arrasados, seria bom que aparecesse como futura regente do trono.- Como se o gelo dentro de si tivesse sido despertado, a princesa olhou para o melhor amigo vendo a expressão séria que ela tanto temia; mas apertou a mão, rasgando a pele com as suas unhas; afinal eram exércitos de seu pai ou diria seu progenitor, a escuridão dela tinha que ter origem e talvez fosse essa.
A herdeira sorriu com um sorriso tão assustador que Sorin quase não a reconheceu, então se preparou para o desprezo que a melhor amiga sempre tinha preparado.

-Meu progenitor está dando um show e tanto, né?! Se acalme Sorin, leve uma moça para sua cama que isso acalma.- Amirah olhou divertida para ele mas também sombria, ele se assegurou de que não deixaria ninguém ver a princesa daquele jeito, já bastava do comportamento mimado e fora do lugar da amiga; então se levantou e viu que Allrick se aproximava com seu sorriso igual ao da irmã com os olhos pronto para acalmar a irmã como sempre, isso fez com que Sorin se levantasse, dirigisse o olhar entre Amirah e Allrick, dois campeões natos quem venceria?

-Minha querida irmã, estava pensando se alguém já a teria morto, aí eu seria o primeiro no alfabeto da família, pelos vistos ainda não o sou.- Sorin viu nos olhos dourados de Allrick e na forma como agia, os seus cabelos brilhantes como a escuridão, ele seria o único a manter Amirah sobre controle, mas pensemos, ninguém a conseguiria manter sob seu controle; a princesa seria lembrada para sempre ou morreria sem ninguém se lembrar, essas eram duas questões que Sorin queria ignorar.

Nesse momento Amirah olhou para o irmão que tinha somente uns segundos de diferença dela, filho do mesmo pai mas de diferente mãe; mas a fotocópia da mãe da princesa, talvez os deuses literários o tivessem abençoado com a falta de estupidez do pai e a inteligência de um dos clássicos.

Por isso que era amado por todos, mas ela sabia mais que ninguém ele tinha a escuridão em si e talvez menos que ela mas ainda assim a tinha; esse tipo de pensamento fez Amirah se levantar com os folhos do seu vestido flutuando atrás de si e com a destreza de uma pena se colocou em frente do irmão, desafiando-o a continuar a falar.

-Ah olha só, parece que sempre será o segundo, All já devia ter-se acostumado a vida é uma droga. Mas me diga o que quer irmãozinho?- o príncipe agarrou na mão da irmã e beijou a sua mão, era aquele o símbolo deles, Confie, apenas deixe vir o que sente , eles sempre tinham sido assim, e Amirah paralisou naquele instante apenas inspirou e sabia que aquele ódio passaria para o irmão, quem era do género clássico tinha uma delicadeza e bondade que ela nunca teria, isso a destruía, com todas as suas forças ela jurava que seria melhor a cada vez que sentia o olhar do irmão mas eram aquilo simplesmente, ela a destruição e ele a vida em tudo.

O príncipe piscou para Sorin e agarrou na cintura de Amirah, a levando para a varanda do palácio; vários casais se agarravam lá, e Allrick simplesmente riu quando Amirah fez uma cara de enojada.

-Ah irmãzinha, só você pode ter quem quer na sua cama?

-Ao menos eu os tenho em minha cama, não na varanda onde existe público.

- Ah mas uma adrenalina, nunca matou ninguém,certo?- Ele olhou para a irmã, analisando-a, ela entendeu isso e se preparou para falar sobre os assaltos às Bibliotecas Sagradas, sobre a Grande Guerra com o pai dela, com o Reino do Terror ou como todos pronunciavam “Regatul terorii”; então apenas aguardou que ele começasse.

-Delaney, noite passada vigiou um grupo de noturnos que atacou uma das Bibliotecas Sagradas, estão tentando derrubar tudo isso, você sabe né? Seu pai avançou com as tropas e mais uma investida e teremos os radicais cá dentro.

-Eu sei, tenciono amanhã ir ter com Delaney, vamos reforçar as barreiras, você sabe certo, meus poderes precisam ser gastos, senão irei explodir tudo isso, então vou usá-los para reforçar a segurança e amanhã são as honras para Czarina, não podemos causar pânico e posso
pedir à Vlatka que cuide disso, ela tratará dos noturnos, eles não roubarão mais o poder dos livros.-Allrick olhou para as luzes da vila, embaixo da varanda, ela sabia o quanto o destruía ter os livros corrompidos, os de género clássico sempre pareciam afetados com tudo, ela nunca entenderia isso mesmo que tentasse, ela nunca seria uma dos clássicos, sempre seria Amirah a
princesa indefinida ou como lhe chamavam “genurile literare”; Czarina também o fora mas o
povo parecia não querer saber, géneros literários sempre descreveriam você e ser um conjunto deles te tornavam perigosa e insuficiente. Mesmo que às vezes Amirah tivesse tudo, ela sempre
seria ninguém, princesa herdeira, num reino de mulheres sem um pai e apenas submetida a quem era.

A princesa virou-se deu um beijo na bochecha do irmão e sabia que estava cometendo um erro, ninguém devia tocar em pessoas do género clássico, era contra as regras eles deviam
sempre manter as regras e apenas tocar em géneros literários definidos, mas ela nunca dera a mínima para regras, então voltou ao salão vibrante e decidiu partir durante a noite, ela não sabia quando voltava mas uma coisa sabia, bastava de controlar poderes como os dela.

Então, saiu do palácio, desceu as escadarias e decidiu que não queria mais ser a princesa que precisa ser salva, ela iria explodir o mundo e era bom que todos soubessem isso.



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