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História One Last Breath - Capítulo 13


Escrita por: Mila_Stark

Capítulo 13 - Uma Visita Ilustre


Eu me olhei no espelho uma última vez. Depois de ficar por um bom tempo pensando no que usar, decidi que um visual básico era a melhor escolha. Um vestido de cor vinho, os cabelos soltos, uma maquiagem leve e o colar dado por Luna que nunca deixava meu pescoço. Embora eu constantemente repetisse para mim mesma que era só um jantar e que Hugo Landreau era uma pessoa como outra qualquer, algo me deixava inquieta. Resolvi que eu iria comparecer ao jantar, e que agiria como uma boa anfitriã. Mary Ann tinha vindo ao meu quarto mais cedo pra me mostrar o menu do jantar para que eu pudesse aprovar, após poucas modificações ela se retirou. Eu não queria admitir, mas a verdade é que eu estava nervosa. Mesmo tentando me enganar eu sabia que o Ministro da França era um dos bruxos mais brilhantes da Europa e recebê-lo para um jantar era algo que nunca havia lhe passado pela cabeça. Suspirei encarando meu reflexo e enfim deixei o quarto.

Quando eu desci as escadas reparei que Malfoy estava no hall com um copo com whisky de fogo mão. Minha aproximação foi notada por ele que ao me ver esboçou um leve sorriso.

— Está linda - falou quando parei à sua frente.

O elogio me pegou de surpresa. Acho que foi a primeira vez que isso aconteceu.

— Ahn... Obrigada - falei um tanto sem jeito. Quis lhe dizer o mesmo, pois ele realmente estava muito bonito, mas ao invés disso apontei para seu copo - Tem um desses pra mim?

— Claro - ele se dirigiu a sala de jantar e eu o acompanhei. Enquanto caminhávamos pude reparar nele um pouco mais. Os longos cabelos loiros estavam presos em um coque que fazia ele parecer um viking estiloso, e ele usava um terno azul escuro com a camisa cinza sem gravata com os botões de cima abertos. Bem diferente de como ele se vestia antes, com aquelas roupas pretas completamente abotoadas que lhe faziam parecer uma cópia do seu pai. Agora ele parece ter encontrado seu próprio estilo, e diga-se de passagem era bem atraente.

Ele pegou um copo e serviu para mim uma dose generosa me tirando dos meus devaneios. Tomei um gole e caminhei até a mesa. Ela estava arrumada conforme Mary Ann disse que estaria. Nesse momento Vincent entrou na sala.

— O Mounsier Landreau e Mounsier Zabini - anunciou ele sendo acompanhado pelos dois homens.

— Grato por tão elegante introdução, meu caro Vincent - Zabini falou de forma intencionalmente exagerada e debochada ao atravessar a porta - avisarei sem demora a rainha Elisabeth que ela deveria roubar-te de Mounsier Malfoy.

Confesso que precisei segurar o riso. Era bom ver que eu não era a única que achava essa aristocracia uma grande bobagem, porém Vincent, que nunca demonstrava qualquer sinal de emoção alguma, não escondeu seu descontentamento ao deixar o local sem esperar que fosse dispensado.

Madame— adiantou-se o ministro - agradeço a gentileza de nós receber - Ele veio até mim e me cumprimentou com um aperto de mão - Devo chama-la de Madame Malfoy ou Madame Granger?

— Prefiro Granger, Mounsier Landreau - falei quase perdendo a voz diante do imponente Ministro - o prazer é nosso em recebê-los.

O ministro curvou os lábios em um sorriso gentil. Ele era muito alto, com sua pele escura, os cabelos curtos milimetricamente aparados eram salpicados de alguns fios brancos e os olhos eram de uma tonalidade verde oliva que pareciam estar atentos a tudo ao seu redor. Sabia que ele tinha sessenta e seis anos, mas as rugas, provavelmente resultado dos últimos anos a frente do ministério o haviam envelhecido um pouco mais. Entretanto seu porte e sua presença eram realmente intimidadores.

Depois de vários segundos se voltou para Draco.

Mounsier Malfoy - apertou a mão dele também - finalmente nos encontramos pessoalmente.

— É um prazer conhecê-lo, Ministro - cumprimentou ele cortês - espero não estar te dando muito trabalho.

Landreau soltou um riso abafado surpreendido pelo comentário. Eu, entretanto, já havia me acostumado com a forma direta com a qual Malfoy lidava com suas interações com as pessoas.

— Confesso que sua vinda pra cá tem me dado algumas dores de cabeça, Malfoy - o mais velho admitiu sem cerimônias - mas depois do descaso que tiveram conosco nos últimos meses, não me sinto culpado por deixar os ingleses cozinhando em banho Maria, pra depois informá-los que já não podem mais tocar no senhor.

— Bom... Se esse vai ser o clima do jantar, vou precisar de uma bebida - avisou Zabini - Madame Granger, é um prazer revê-la. Mounsier Malfoy está adorável como sempre - falou em tom jocoso passando por nós. 

Sem cerimônias se serviu de uma taça de vinho. E a intervenção dele deixou o clima mais leve. Parece que trazer leveza em momentos de tensão é o superpoder de Blasio Zabini. Logo estávamos jantando e a conversa fluía bem durante a refeição.

— O seu francês é impressionante Madame Granger, quase não se nota o sotaque - dizia o ministro entre uma das conversas - onde aprendeu a falar tão bem?

— Com a minha mãe, Mounsier. Ela é francesa e insistiu no início da minha alfabetização que eu deveria aprender Francês - lembrei nostálgica das vezes que ela preparava crème brûlée pra me parabenizar por gabaritar as provas de francês.

— E ela ainda vive na Inglaterra?

Senti meu sorriso murchar nessa hora. E um conhecido aperto no peito surgiu, ele sempre estava lá quando eu pensava neles.

— Não... Eu precisei enviá-los para um lugar seguro durante a guerra e alterei as memórias deles pra que não se lembrassem de mim - todos me olharam chocados. Eram os primeiros fora o meu grupo de amigos a quem eu contava isso – era a única forma de não usarem eles pra me atingir.- expliquei.

— E com o fim da guerra nunca pensou em buscá-los? - Landreau indagou com empatia.

— Várias vezes - admiti - mas ainda não sinto que é seguro.

— É dá pra entender... Com tantos comensais da morte ainda soltos por aí - ele suspirou quase exausto - é fácil imaginar eles querendo se vingar de uma das principais responsáveis pela derrota daquela coisa.

Me espantei com a forma com que ele se referiu a Voldemort. O nojo que ele sentia era evidente.

— Se pensa assim Mounsier, por que está ajudando a refugiar os comensais da morte? - falei confusa sem conseguir segurar o questionamento só para mim.

— Não é tão simples assim Madame Granger - ele falou levemente desconfortável - Creio que tenha ouvido falar de Michel Rochette.

— Apenas o que saiu nos jornais – comentei. Rochette, após o julgamento de seu irmão Allan, ele se revoltou, deixou o Ministério e foi morar na Suíça. Ele deu declarações muito duras aos jornalistas que acompanhavam o caso, dizendo que não acreditava mais na justiça daquele país.

— Bem, ele era auror no ministério britânico e veio até mim dois meses após a derrota de Voldemort. Me implorou para interceder por seu irmão que estava sendo julgado pelo ministério Britânico por colaborar com o lorde das trevas, e que ele na verdade estava sob influência da Maldição Imperius. Ele me mostrou uma filmagem de uma câmera de segurança de uma casa de trouxas do momento exato que o irmão dele havia sido atingido com a maldição, e eu o tranquilizei dizendo que a prova era muito sólida e que não poderiam condená-lo - o ministro parou um instante de falar como que pra ter coragem de confessar algo que lhe assombrava - Eu não podia estar mais errado. O ministério Britânico alegou que aquilo não era prova suficiente e que Rochette deveria morrer por seus crimes. Quando eu soube que os julgamentos estavam tomando esse rumo, e que cidadãos franceses, meus compatriotas, estavam julgados dessa forma não pude mais ficar parado, ao mesmo tempo não podia bater de frente com o Shaklebolt.

— Então resolveu que repatriaria os comensais franceses e lhes daria o perdão por seus crimes? - comentei mais ríspida do que eu gostaria de ter soado.

Ele riu com incredulidade.

— Acha que foi isso que aconteceu? - ele olhou para Malfoy e Zabini - Você não sabe de nada minha cara criança - afirmou categórico me deixando sem ação. Falando daquela forma ele quase me fez lembrar Dumbledore - quinze comensais da morte vieram até nós. Dois deles tiveram seus crimes perdoados os outros treze foram enviados para Cabo Sunion.

Não pude disfarçar meu espanto. A prisão de rocha do Cabo Sunion era famosa por ser impenetrável, apenas os piores criminosos eram mandados para lá. Me lembro ler nos jornais que quando houve a fuga em massa de Azkaban, tinha acontecido um ataque simultâneo a Cabo Sunion, mas a prisão francesa não sucumbiu, nenhuma pessoa enviada para lá conseguiu sair, não sem cumprir sua pena total antes. Histórias terríveis eram contadas pelos detentos que terminavam de cumprir seu tempo lá. Diziam que as paredes enfeitiçadas lhe obrigavam a sentir a dor das pessoas que foram machucadas por eles, e a noite eram obrigados encarar seus rostos que mantinham os olhares acusadores, impossíveis de se ignorar e viviam em constante agonia. Era como um purgatório na Terra. 

— Confesso que tive medo de acabar lá - Draco falou chamando nossa atenção.

— Seu caso meu amigo, era uma questão de honra para mim - o ministro falou olhando para ele - Você, ao contrário dos outros, não veio com lorotas e mentiras. Você confessou tudo sem eximir de culpa e foi Blasio que precisou trazer a público sua coragem. Eu fiquei impressionado.

— Olhando pra trás, eu gostaria de ter feito muito mais - confidenciou ele - queria ter tido a coragem que o senhor teve contra Grindelwald.

Hugo Landreau deu um sorriso sutil.

— Outros tempos, meu rapaz - falou com pesar - mas você também teve seus momentos. Não preciso dizer aqui, afinal sua família sabe das suas qualidades.

Eu não, pensei torcendo que Mounsier Landreau continuasse. Gostaria de saber mais sobre o motivo da absolvição de Malfoy, porém o assunto mudou e logo discutíamos sobre a política da França trouxa, que pra minha surpresa, eles todos tinham grande conhecimento, embora também devo ter causado boa impressão, já que por várias vezes o ministro me elogiava pelas minhas colocações. A conversa rumava pra diversos assuntos e quando o jantar acabou ela ainda se estendeu por mais um tempo.

— Já está tarde - disse o ministro levantando-se - Mounsier se incomoda se eu usar sua rede de Flu? Quero ir direto pra casa e minha propriedade tem um bloqueio pra evitar a aparatação no local. Eu teria que andar alguns quilômetros.

— Claro que não me incomoda, Mounsier— Draco falou levantando-se também.

— Excelente! Madame Granger, faria gentileza de me acompanhar? - ele se direcionou a mim - tem um assunto que eu gostaria de tratar em particular com a senhora.

— Claro Mounsier— afirmei curiosa. Depois de se despedir dos outros dois, fui com Mounsier Landreau até o escritório onde ficava a lareira.

— Está gostando da França Madame? - Landreau perguntou quando ficamos a sós.

— Sim - falei estranhando o início da conversa - é um país lindo e eu sempre tive muito carinho por ele, graças a minha mãe.

— Saiba madame, que que farei o que estiver ao meu alcance pra prender os comensais e permitir que você possa trazer os seus pais de volta em segurança - disse com convicção e senti verdade em suas palavras.

Assenti com um sorriso agradecido. Ele era uma pessoa que passava muita confiança no falar. Entendia bem o porquê de ele estar a quinze anos a frente do ministério Francês.

— Posso fazer uma pergunta, Mounsier? - era algo que estava martelando em sua cabeça desde o jantar.

— Claro!

— O que quis dizer quando falou que o caso do meu marido era uma questão de honra pro senhor?

— Bem... Creio que saiba o que aconteceu entre ele e Mounsier Zabini.

— Não exatamente - confessei - Zabini me disse que Draco o salvou, mas não me disse como.

Ele deu um suspiro parecendo estar se decidindo sobre o que dizer.

— Não creio que eu seja a pessoa certa pra lhe contar os detalhes dessa história, madame — comentou enfim — o que eu posso lhe dizer é que eu já fui o Zabini de outro Malfoy. E vi a pessoa que me ajudou morrer por isso... Não pude deixar a história se repetir — o pesar em sua voz dizia que era uma ferida que ainda doía no ministro. Ele respirou fundo e assumiu novamente a postura imponente de antes —  mas não é sobre isso que eu queria falar com a senhora.

— Tem razão - falei em tom de desculpas por ter desviado do assunto - o senhor disse que queria falar comigo em particular, do que se trata?

— Eu quero lhe oferecer um cargo no ministério - falou sem rodeios.

Aquilo me pegou de surpresa. Jamais pensei que esse era o assunto.

— Não entendi, Mounsier — respondi genuinamente confusa — quer me oferecer um cargo?

— Como minha assessora pessoal pra ser mais exato - continuou com firmeza.

— Mas... Por que? - eu realmente não estava compreendendo como tinham chegado a isso - tenho certeza que há muitas pessoas qualificadas a sua volta.

— De fato - admitiu Landreau - mas a verdade madame é que tenho ouvido a seu respeito há algum tempo. Sua façanhas me impressionaram muito, então mandei uma carta à Diretora McGonagall perguntando sobre suas aptidões e ela me respondeu com uma extensa carta de recomendação listando suas inúmeras habilidades. E essa noite pude confirmar que os elogios não foram exagerados – o ministro me observava da mesma forma que fez durante o jantar com seus perspicazes olhos verdes me analisando.

— Então esse jantar foi...

— Um pretexto – completou Landreau – para conhece-la e ver por mim mesmo se sua fama era justa – ele esboçou um sorriso satisfeito.

— Eu não sei o que dizer, Mounsier — falei a ele me perguntando se isso tinha alguma coisa a ver com Malfoy - a sua proposta me pegou de surpresa.

— Pense a respeito, madame Granger - Landreau falou se encaminhando para a lareira - tenho algum tempo para nomear meu próximo assessor, a senhora é minha primeira opção. Espero sua resposta até terça. Passar bem.

Quando percebi o ministro já estava sendo envolvido pelas chamas esverdeadas e partido dali. 

Sentei um instante tentando assimilar tudo o que aconteceu. Por que o ministro em pessoa lhe ofereceria um cargo? E um cargo importante, considerando que eu não tinha experiência. Poderia Malfoy ter usado seu dinheiro pra influenciar essa decisão? Landreau não parece ser o tipo de pessoa que aceitaria suborno. Ao mesmo tempo a conversa de mais cedo quando Malfoy insistiu em dizer que gostaria que eu estivesse no jantar veio à tona e depois eu senti que havia algo que ele não queria me contar. Bufei exasperada  e de repente, tive certeza que Malfoy estava envolvido nisso. Levantei e enfurecida saí do escritório. Quando descia as escadas ouvi Zabini falando algo a respeito de quadribol e percebi que estavam no hall.

— ...Não sei porque você ainda perde tempo assistindo - o loiro dizia ao amigo - enquanto não contratarem um apanhador decente no lugar daquele idiota do Harrisson os Montrose Magpies não vão ganhar mais nada.

— Malfoy – vociferei do meio das escadas sem conseguir me controlar - eu já te disse que não quero nenhum favor seu.

— Hey o que está acontecendo? - Blasio perguntou confuso.

— Como se você não soubesse, Zabini - disparei com raiva dirigindo minha fúria para ele - Você está sempre encobrindo as falcatruas desse aqui - eu estava com o sangue fervendo de raiva.

— Você está me acusando de que? O que foi que eu fiz? - Malfoy se fez de desentendido.

— Não se faça de inocente, Malfoy - falei ainda irritada - vai me dizer que você não tem nada a ver com a proposta de emprego que Hugo Landreau me fez.

— Isso - Zabini comemorou - me deve cem galeões Malfoy.

Bufei incrédula pela audácia desses dois e sem poder olhar mais na cara de pau da dupla, subi as escadas pisando duro. Não sem antes ouvir um "é melhor você ir" dito por Malfoy ao amigo. Entrei no meu quarto e bati a porta com força, assustando o Bichento que dormia na almofada dele. Andei de um lado a outro tentando controlar minha irritação. Sem se dar ao trabalho de bater na porta Malfoy adentrou o quarto.

— Qual é o seu problema, garota? - falou sem esperar pelos meus protestos por ele entrar sem ser convidado.

— Meu problema é você - respondi no mesmo tom ou talvez um pouco mais de raiva - você achando que pode interferir na minha vida. Eu achei que tinha deixado bem claro que não queria que você fizesse nada por mim. Pare de me tratar como criança.

— Então pare de agir como uma - acusou com irritação.

Eu ia retrucar questionando o que ele queria dizer, quando lembrei da visita dos Diux e senti meu rosto queimar. Não sei se por raiva ou por vergonha.

— Se você está falando sobre o que aconteceu hoje cedo...

— É sobre hoje cedo - interrompeu ele - e é sobre o que está acontecendo agora - ele disse tentando sem sucesso parecer menos alterado - eu não tive nada a ver com a essa proposta de emprego.

— Claro que não - comentei com sarcasmo - e os cem galeões que você deve a Zabini? É a comissão por ter convencido o ministro?

Malfoy respirou fundo e colocou as mãos na cintura olhando pro lado tentando acalmar-se.

— Zabini e eu desconfiávamos que Landreau pretendia te oferecer um emprego - começou com a voz mais calma - mas eu achava que ele não faria isso hoje, pensei que ele tinha vindo pra analisar você - ele se sentou na cadeira da escrivaninha - aquele homem nunca toma uma decisão precipitada e eu pensei que ele iria amadurecer a ideia antes, Blasio por outro lado achava que ele já tinha vindo com a intenção de te oferecer o emprego - ele deu de ombros - foi isso que nós apostamos e por isso devo os galeões pra ele.

— Quer mesmo que eu acredite nisso? - andei nervosa até a lareira e de novo até a cama.

— O que Landreau disse a você? - perguntou enquanto eu tentava ainda me acalmar.

— Disse que quer que eu seja assessora dele, que tem acompanhado minhas façanhas e que McGonagall me recomendou a ele - enumerei os tópicos expostos pelo ministro durante nossa conversa.

Malfoy suspirou um instante e coçou o queixo.

— Acho que Landreau lhe contou meias verdades - falou pensativo.

— Como assim?

— Acho que tudo isso é verdade, mas ele não mencionou o fato de que ele quer você lá pra usar sua imagem pra dar credibilidade ao ministério.

— Do que está falando, Malfoy? - olhei confusa em sua direção.

— Landreau não é nenhum tolo... Ele sabe que sua fama vai trazer prestígio pro ministério, especialmente aos olhos da União Europeia - ele se reclinou levemente no encosto e cruzou as pernas - e ele não é um idiota influenciável como Shaklebolt ele sabe muito bem que contratar você será um trunfo, por Merlin, você é uma heroína de guerra. Ao mesmo tempo, como eu disse antes, ele é um cara cauteloso, ainda acho que ele veio conhecer você hoje, mas aparentemente você excedeu as expectativas do homem. Ele ficou tão impressionado que resolveu te oferecer cargo hoje mesmo.

Pensei um instante a respeito. Durante o jantar não tinha dado importância, mas a verdade é que Landreau prestava atenção em casa palavra que eu dizia e constantemente perguntava minha opinião sobre os assuntos dos quais conversamos. O que Malfoy disse realmente fazia sentido.

— Jura que não teve nada a ver com isso? - perguntei quase num sussurro.

— Eu juro - falou com convicção - você me acusou de estar te fazendo favores, mas a verdade é que a única pessoa a quem eu fiz um favor foi a Hugo Landreau. Ele é quem insistiu por intermédio de Blasio pra que eu e "minha senhora" o recebêssemos para jantar.

Olhei para ele e não consegui duvidar de suas palavras. Concluí que embora eu não quisesse, aparentemente estava começando a conhecê-lo bem até demais para meu gosto e eu sabia quando ele estava mentindo.

— Vai aceitar a proposta dele? - ele me olhava com curiosidade.

— Não sei - respirei fundo. Até dois minutos atrás eu tinha certeza que não, agora já não sabia ao certo – Essa semana eu me ocupei em enviar cartas à alguns lugares e eu recebi uma resposta para o currículo que enviei a Editora Papillon. Eles vão me receber para uma entrevista.

— Editora Papillon?

— Sim... Eu poderia trabalhar com escritores e bruxos das mais variadas áreas - expliquei a ele - seria uma grande experiência e no futuro poderia ser um diferencial caso eu quisesse me candidatar a uma vaga em algumas das escolas de magia da Europa.

Ele ficou em silêncio por um instante.

— E é isso que você quer? - falou me surpreendendo.

Não consegui responder de imediato e isso não passou despercebido por ele, que após uns instantes de silêncio se levantou e ficou próximo de mim. Ele pousou a mão no meu ombro.

— Eu te apoiarei no que você decidir, ok?

Dizendo isso ele deixou meu quarto.



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