História One Last Time - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Taehyung (V)
Tags Bts, Drama, Kim Taehyung, One Last Time, Romance, Taetae
Visualizações 1.008
Palavras 2.250
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amoreeees!!!

Espero que gostem ^.^

Boa leitura!!!

Capítulo 2 - Entre abraços e lembranças


Fanfic / Fanfiction One Last Time - Capítulo 2 - Entre abraços e lembranças

 

BRISBANE - AUSTRÁLIA

06 DE JANEIRO DE 2018.

 

Esparramado sobre uma imensa cama de casal em seu luxuoso apartamento recém comprado, Taehyung sentia seu corpo cansado, desgastado. Seminu e com o lençol sobre sua cintura com as pernas desnudas e esparramadas sobre o colchão, a preguiça dominava cada célula do mais velho, sentindo a mínima vontade de levantar-se da cama e aproveitar seu sábado, que tinha amanhecido calorosamente quente na cidade Australiana, o que não era para menos, já que o verão estava predominando todo zona norte do país.

Por mais que adorasse se socializar, tudo que Taehyung queria fazer no dia de hoje era ficar na companhia do seu ar condicionado, mesmo que a maioria da população já deveria estar lá fora andando, conversando, tomando algo gelado, brincando com seus filhos, correndo com seus cachorros nas ruas, praças ou parques.

O mesmo não tinha nenhum bichinho de estimação – por mais que os adorasse – e muito menos filhos, por mais que já tivesse planejado tê-los com Leylah.

E por falar no problema...

 

“Apenas faça o que ela está pedindo e se divorcie, quando perceber já estará tudo acabado e você não terá o que se preocupar”

 

Foram as palavras que Hyemi o disse ontem à noite por celular. Ela não tinha gostado nenhum pouco da condição, para ela, tudo isso era uma desculpa esfarrapada para tentar segura-lo de alguma forma nesse matrimônio estragado. Para Hyemi, Leylah queria apenas abusar da companhia obrigatória de Taehyung em troca do divórcio, então quanto mais rápido ele fizesse isso e o prazo de um mês passasse, mais rápido os dois poderiam, finalmente, viverem juntos e em paz, como anseiam a meses.

Hyemi. Para Taehyung essa era a mulher que passou a ser a coisa mais importante dos seus dias, a mulher que passou ser responsável pelos seus sentimentos mais loucos e ardentes.

Hyemi agora era a mulher com quem Taehyung planejava ter seus tão desejados filhos.

Hyemi agora era a mulher com quem Taehyung queria encontrar ao seu lado todas amanhãs.

Não sabia quando tudo isso surgiu, quando os dois começaram a se envolver, foi algo espontâneo e natural e quando ambos deram contas já se atracavam no sofá da sala do apartamento dela, o que era para ser uma parceria evoluiu para noites na cama da mesma até tarde da noite, que evolui para encontros românticos e palavras repletas de pesos sentimentais.

O que era apenas para ser um trabalho evolui para um caso extraconjugal. Adultério.

Algo que era apenas noites quentes e carnais, surpreendentemente, evoluiu para o grande e complexo amor.

E nada além disso importava, muito menos um casamento de seis anos, nem mesmo a garota com quem ele prometeu amar e cuida até o fim de sua vida.

Os planos do Taehyung foram todos para o ralo como água de uma ducha fria quando o seu aparelho iphone vibrou ao mesmo tempo que tocou sobre o criado mudo. Indolentemente, esticou seu braço pegando o aparelho e o desbloqueando, vendo o ícone de mensagem brilhando na tela, preguiçosamente, abriu-a vendo que era mensagem de Leylah. Bufou antes de prestar atenção nas palavras digitadas.

 

 

Primeiro dia do mês.

Quero que me encontre hoje à tarde no South Bank Parklands, embaixo do arco de flores.

Leylah [06/01/2018: 11:30]

 

 

O acastanhado soltou uma risada seca, totalmente descrente. O que Leylah achava? Que lhe chamando para um parque eles teriam um encontro repleto de romance e que isso o faria desistir da separação? Que piada! Se humilhando para algo que não irá se modificar, que idiotice.

Taehyung jogou o celular de qualquer maneira no colchão e cobriu sua vista da claridade com seu braço direito, bufando pela segunda vez no dia.

Não acreditava que teria que se prestar ao um papel ridículo para alcançar seu objetivo principal.

Isso era algo capaz de acabar com qualquer bom humor do homem acastanhado.

 

 

 

Você não pode deixar ir

Para mim, uma última vez

Para você, uma última vez

 

 

Eram cinco horas da tarde e sol de pouquinho a pouquinho estava se pondo no horizonte australiano. O calor demasiado que fez presente durante o dia todo tinha se amenizado e o clima tropical instaurado, caindo cada vez mais conforme a noite vai ganhando presença no céu.

Debaixo de arco das flores lilás, Leylah olhava seu relógio de pulso impaciente e aflita, perguntando-se mentalmente se ele realmente viria, já que estava bastante atrasado, no total de meia hora do horário combinado.

Com uma blusa azul clara, listrada, caída no ombro e larga nas mangas, com uma saia branca de cintura alta justa, cabelos longos e soltos e um perfume doce e leve impregnado na pele, era dessa maneira que a mulher encontrava-se no parque. Apesar da aparência bonita, sua feição não era uma das mais belas, era facilmente perceptível sua expressão triste, aflita e angustiante.

 

 

 

Meu coração sempre estava a uma batida mais lenta do seu

Se você quisesse mudar, eu queria permanecer a mesma

 

 

 

Seus olhos fixam no ponteiro do relógio mudando constantemente. Seus lábios permitem que a respiração pesada se liberte, sua atenção foge do relógio e olha o parque ao seu redor procurando algum sinal de Taehyung.

Ela sabia que ele não estava na mais constante felicidade com esse acordo tosco dela, porém, foi a única coisa que ela pensou na noite passada, encarando aqueles papeis do seu pesadelo. Leylah não prenderia o marido, tendo ele apenas para si, não impediria que ele saísse pela porta se assim desejasse, não reagiria na ação dele larga-la, todavia, deseja ter de passar uns últimos momentos com ele, insignificantes para Kim, memoráveis para seu coração, só queria ter uma lembrança singela quando se recordasse dele.

 

 

 


Ao longo do tempo, os passos

Que andavam lado a lado perderam sincronia

 

 

Taehyung não teve nem consideração e muito menos importância em chegar no horário marcado, queria deixar claro desde o primeiro momento que as coisas não seriam do jeito que ela impõe.

 O que Leylah queria, Taehyung não daria, não importasse o quanto ela tentasse.

Despreocupadamente e sem pressa nenhuma, ele caminhava pelo parque calmamente, assobiando ali e aqui na trajetória, apreciando o contraste do sol da tarde com ambiente verde e florido.

Dentro de si, torcia para que quando chegasse no ponto de encontro, ela já não estivesse mais lá pelo seu atraso.

Esperança meramente frustrada, pois, conseguiu avista-la a metros de distância olhando em sua direção, certamente lhe procurando.

Mais ou menos vinte passos foram suficientes para chegar até ela. Dois metros era a distância entre um e outro, parado embaixo do arco, ambos se olhando fixamente.

Taehyung sem um pingo de emoção. E Leylah nervosa.

– Você pediu para vir. Aqui estou. – a voz rouca e grossa foi a primeira se pronunciar, apoiando o peso do corpo na perna esquerda, sem ânimo.

– Sim. – a garota tentava ao máximo controlar os batimentos cardíacos e o constante suor em suas mãos. – Lembra desse lugar? – questionou olhando para o arco acima dela.

O mais velho olhou para o arco coberto de flores roxas; inerte. Tentando vasculhar em sua mente alguma lembrança distante do local, porém, nada conseguiu.

– Não exatamente. – será que ela o trouxe ali só porque sua cor favorita era roxa e ela queria burlar sua intenção inventando uma lembrança inexistente? Foi o que Taehyung pensou.

– Foi aqui o nosso primeiro beijo Taehyung.

Leylah respondeu suavemente, escondendo a decepção dentro si por ele não se lembrar.

Taehyung não se recordava mais dessas coisas, dos momentos preciosos que ambos tinham passado juntos ao longo do tempo, da noite e do beijo em que ele roubou bem embaixo do arco que ambos estavam naquele momento.

 Não se lembrar dessas memórias só mostravam a frieza da parte do homem em que chamou de marido um dia, realçava que ele tinha a superado, o amor que um dia foi hóspede de seu coração tinha se dissipado como poeira ao vento, não existia nenhum resíduo de sentimento dele por si, e conseguia comprovar isso no vazio do olhar dele.

 

 

 

Eu quero persistir, mas os seus sentimentos estão se esgotando

 

 

Só ela sabia como isso destroçava-a em pedaços.

O vento soprava e trazia as velhas memórias à tona ao redor deles, mas o fato dele sequer importar-se com isso, transformava a história deles em primaveras empoeiradas.

Ele continuou impassível, sem nenhuma alteração em sua fisionomia, respondendo silenciosamente que não fazia a mínima ideia do acontecimento e que não fazia diferença alguma na situação em que os dois estavam. Porque, para Taehyung, realmente não fazia.

Leylah inclinou a cabeça para baixo, encarando seus próprios pés, sem mais coragem para sustentar o olhar contra o moreno. Na verdade, Leylah sentiu a vergonha lhe preencher, sentia-se uma criança boba, se colocando no papel de romântica bobinha quando ele só queria divorciar-se.

Ela sabia que no momento em que ele lhe desse as costas voltaria para a outra e ela retornaria para casa onde viverem por anos enquanto pensava no que poderia fazer no dia seguinte para passar algum tempo com ele.

Isso era tão injusto! Egoísta da parte dele! Sim, ela o culpava. Taehyung era seu marido, a pessoa em que fez seu refúgio, era alguém que ela podia encontrar paz em um dia ruim, alguém que compartilhava suas inseguranças e conquistas, a pessoa que se doou de corpo e alma, e agora ele simplesmente jogava tudo para alto como folhas murchas das árvores em época do outono, como se tudo fosse uma brincadeira de um chazinho da tarde, como se fosse uma folha branca que não tinha mais onde rabiscar e agora o amassava.

Isso a machucava, era um inconformismo que latejava e a deixava sem ar, todo seu tempo, dedicação e sentimentos agora escorriam pelo ralo como algo descartável, como se não valessem nada agora, como se fosse algo que ultrapassou a data de vencimento.

Leylah precisou piscar repetidas vezes para tentar afugentar as lágrimas que ameaçavam preencher seus olhos e escorrer por seu rosto. Ela não choraria em sua frente. Já era fraca por Kim Taehyng demais.

Taehyung encarava a garota atônita diante de si, parecia que tinha se transportado para outra dimensão deixando-o, em pé, parado, com cara de tacho, perdendo seu tempo em que poderia estar fazendo algo mais produtivo, e se tinha algo que Taehyung odiava mais que tudo no mundo era perder seu tempo.

Então, ele moveu seu corpo, pronto para ir embora para sua casa e ligar para Hyemi, já que esse encontro tosco não daria em nada de suma importância. Todavia, antes que realmente fizesse o que planejava, Leylah, andou em sua direção com passos firmes e rápidos, o olhando com determinação e o abraçou.

Rodeou seus braços em torno da cintura masculina e grudou seu corpo com o dele, afundando seu rosto contra o peito do maior, inebriando-se com o cheiro acolhedor que impregnava sua pele, o cheiro que poderia reconhecer a metros de distância, ouvido as batidas normalizadas de seu coração por baixo de toda camada de roupa e pele.

 

 

Lágrimas caem

Tenho medo do nosso fim

 

 

Taehyung continuava estático no lugar, sem mover um musculo sequer, fitando as flores roxeadas acima deles, engolindo seco com o contato físico que não esperava acontecer, na verdade, ele queria evitar o máximo possível ficar próximo a ela.

Ela sabia disso, sabia que ele não a queria por perto, e Taehyung não retribuindo o abraço, deixou-a sem graça pela ação inesperada, Leylah esperou que ele a empurrasse grosseiramente, mas não o fez, Taehyung apenas manteve-se quieto, por isso, ela se permitiu ser ousada.

Me abraça. Me abraça Taehyung. – murmurou abafadamente.

A expressão do mais velho se tornou mais dura. Taehyung não queria retribuir, não queria fazer nada, só queria embora, mas pela condição ele não o podia, ele precisava se separar para poder viver em paz com quem ele realmente desejava.

Hesitante, ele ergueu seu braço direito lentamente, pousando-o sobre suas costas, num meio abraço enquanto ela mantinha-se grudada em seu corpo, como se pudesse atravessa-lo.

– Me abrace corretamente Taehyung, não é como se você nunca tivesse feito isso antes, não há o que temer.

Bufou. Ele realmente não tinha o que temer. Mas, já era argumento o suficiente o fato de estar fazendo isso contra sua vontade.

Exigente. Ela estava sendo exigente demais para alguém que não podia nada. Claro, ele poderia recorrer a outros meios de finalização de matrimônio, só que Taehyung era alguém que prezava pela serenidade e paz, ele não queria confusão nenhuma.

Contrariado, ele a abraçou, verdadeiramente, firmemente, com os dois braços em torno do corpo em que muitas noites ele já tomou para si, em que muitos invernos abraçou como se fosse chama ardente que poderia lhe aquecer, como se fosse seu tudo, o seu tesouro mais precioso.

Domada pela angustia, Leylah intensificou o abraço, apertando-o contra si – se ainda fosse possível – ansiando gravar o calor do seu corpo, do toque em sua mente, do contato que ela não teria mais direito de ter, do frio que seria sem ele ao seu lado, uma lágrima teimosa escorreu, mas escondida em seu peito, Taehyung não viu.

Leylah queria gritar, implorar, suplicar para que ele não fosse embora, que não a deixasse sozinha com tudo que eles viveram, mas não podia, seria humilhante demais desde que ele já tinha total convicção de sua decisão.

Tudo que lhe restava nesse casamento acabado era memórias e mais memórias.

Por isso usaria esses momentos para eterniza-los em seu coração.

 

 

Pare o tempo

Segure a minha mão fortemente

Me deixe permanecer em seu abraço

 

 

 

 

 


Notas Finais


Eu demorei não é? Desculpe, é porque o tempo está realmente curto.

Leylah não é uma garotinha boba, não a subestimem.

Obrigada pelo imenso carinho de vocês com a história, sério, ela é minha xodó junto com Azul primavera e vocês dando apoio ao enredo me animou muito, muito em continuar postando-a, muito obrigada.

Sorry por qualquer erro, prometo que logo, logo corrijo-os.

Tenham uma ótima semana, na escola, trabalho, faculdade, em casa.

Eu amo vocês!!

Boa noite <3


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