História One Mississipi - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Shawn Mendes
Personagens Shawn Mendes
Tags Magcon, Old Magcon, Romance, Shawn Mendes
Visualizações 229
Palavras 1.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Ain’t My Fault


Segunda-feira: 1º dia da detenção:

-Tem certeza de que não quer fugir? Meu carro tá logo ali, é só a gente correr. - Josy me acompanhou até a porta da biblioteca.

-Tá tudo bem amiga. Eu não posso sujar mais ainda meu histórico. Quero fazer faculdade,lembra? - respondi enquanto Josy revirava os olhos.

-Você já foi mais divertida, Ellie. Bom, te vejo mais tarde. - ela me deu um abraço e saiu.

Fiquei olhando minha prima se afastar, respirei fundo e entrei na biblioteca. Logo na entrada havia um balcão, onde a senhora responsável pelo setor fica de olho nos Alunos lá dentro, ao lado existe uma catraca para barrar a entrada de qualquer pessoa. Shawn estava encostado no balcão, conversando com a senhora.

-Está atrasada! - Shawn comentou assim que parei ao seu lado.

-Vai se ferrar. - respondi baixinho – Boa tarde! Eu sou a Ellie e…

-Primeira coisa senhorita: abaixe o seu tom de voz quando estiver aqui dentro. - Senhora Bennert, além de me interromper, já está brigando comigo. Eu mereço… - Segundo: eu já sei sobre a sua reputação, mocinha. E comigo você não vai aprontar nada. Estou de olho em você. - a essa altura, Shawn estava se contorcendo de rir ao meu lado. Dei uma cotovelada nele, recebendo um dedo do meio.

-Vou dizer onde você vai enfiar esse dedo, seu…- retruquei

-Já chega! Isso aqui vai virar um inferno nessas duas semanas. - “vovó” balançou a cabeça desacreditada. - Eu preciso do nome completo de vocês para os crachás.

-Shawn Peter Raul Mendes. - ele virou de frente para a senhora enquanto ela digitava no sistema.

-Porra de nome grande! - comentei fazendo os dois me olharem de cara feia

-Controle o seu vocabulário, mocinha. Seu nome, por favor.

-Ellie A. Thompson. Ellie com dois “L”

-O nome completo, senhorita.

-Ellie Abigail Thompson. - respondi baixinho

-Pode repetir? Mais alto dessa vez.

-Ellie Abigail Thompson. - eu odiava falar meu nome todo.

-Ellie Abigail? É sério? - Shawn estava completamente vermelho de tanto rir

-Sim, Mendes! Foi uma homenagem a minha bisavó.

-O acesso de vocês está liberado. Vou mostrar a primeira tarefa de vocês.

-E lá vamos nós, Abigail. - Shawn fez sinal para que eu entrasse na frente.

-Vai se ferrar, Shawn.

-Eu vou passar duas semanas preso aqui dentro. Eu já me ferrei e foi por culpa sua.

Apertei o passo e deixei ele para trás, correndo para seguir a senhora, para uma vovó ela até que anda bem rápido. Ela nos levou até uma sala no fundo da biblioteca, onde haviam pilhas de livros novos, usados e empoeirados.

-Hoje vocês vão trabalhar aqui. Preciso que vocês organizem e cataloguem todos esses livros.

-TUDO ISSO? - perguntei

-Fale baixo senhorita e, sim, todos os eles. Não precisa fazer todos hoje, façam o máximo possível. Vou ensinar a usar o sistema.

Os próximos 10 minutos foram os mais longos da minha vida! Toda vez que eu abria a boca para perguntar algo, a vovó me dava um fora ou me ignorava na cara dura. Mas, se fosse o príncipe, o xodó das secretárias e inspetoras, a situação mudava: qualquer pergunta, por mais idiota que fosse, era respondida com muito amor e carinho. Eu tava vendo a hora que ela iria liberá-lo do castigo e me deixar com aquela pilha de livros sozinha. Ela só faltava pegá-lo no colo e oferecer biscoitos com leite. Depois de tanta enrolação, ficamos sozinhos e eu podia finalmente começar a trabalhar.

-Você quer digitar ou ir guardando nas prateleiras? - Shawn, que estava no computador, olhou para mim.

-Prefiro ir guardando. Assim fico longe de você. - Quais são os primeiros? - perguntei

-Esses aqui – ele apontou para a pilha ao meu lado – São todos da parte de geografia.

-Ok! - coloquei os livros no carrinho e fui até a seção. Aproveitei e liguei meu ipod Pará ajudar a passar o tempo. Cinco minutos depois voltei para a sala, Shawn me passou mais uns 15 livros de diferentes seções e lá fui eu.

Quando notei já eram 15h30, a nossa “querida” senhora Bennert voltou e nos disse que estava indo embora. Eu e Shawn eramos responsáveis por fechar a biblioteca e entregar as chaves para o zelador. Já tínhamos adiantado uma boa parte dos livros, até achamos um pequeno sofá perdido em meio aos livros.

-Eu cansei! - comentei enquanto me jogava no sofá, tirando os tênis.

-É sério isso? Você vai realmente tirar os sapatos? - Shawn virou para mim, cruzando os braços.

-Qual o problema? Só tem a gente aqui mesmo. Alias, eu acho que devíamos ir embora. Fechar mais cedo e sair. - peguei um livro e coloquei embaixo da minha cabeça, fazendo de travesseiro. - Você viu meu telefone? Não to achando.

-Eu escondi! - Shawn estava digitando e não se dignou a me olhar.

-VOCÊ O QUE?

-Para de gritar! Isso aqui é uma biblioteca. Vem vamos arrumar tudo e depois podemos ir embora. - Shawn levantou, pegou sua mochila e saiu.

-Volta aqui!

-Tranca a porta quando sair. - Mendes me jogou as chaves antes de caminhar até o balcão principal.

- Eu quero meu telefone.

-Vamos organizar tudo e ai eu posso pensar em te devolver.

-Por que você pegou?

-Ele estava apitando o tempo todo! Eu desliguei e escondi, simples. - Shawn deu de ombros – Pega as estantes da esquerda, eu faço as do meio e as da direta fazemos juntos. - e nisso ele saiu.

Eu vou matar esse garoto!!!!

Respirei fundo, contei até 50 e caminhei para o lado esquerdo da sala. Procurei em todas prateleiras enquanto guardava os livros e nada de encontrar meu celular.

-Vamos para as últimas? - Shawn, parou ao meu lado, pegou o último livro da minha mão e colocou no lugar. Partimos para as estantes do meio: eu fazia as do lado esquerdo e o Shawn as da direita. Terminei a minha parte e só faltavam mais alguns livros do lado dele.

-Eu quero o meu telefone, Shawn. - virei de frente para ele com os braços cruzados.

-Quando terminarmos tudo. Agora me dá esses três livros do seu lado, só faltam esses. - ele apontou para a pequena pilha aos meus pés

-Claro! - abaixei e peguei os livros. - Aqui, Shawn. - na hora em que ele virou para mim, joguei o primeiro livro em sua direção. - CADE – outro livro – O MEU – mais um – CELULAR? - o último livro passou raspando por cima de sua cabeça.

-Porra, ficou louca? - Shawn me olhava assustado, com medo de que mais algum livro voasse sobre ele

-EU SOU LOUCA! Agora devolve meu telefone. - andei até ele e estendi a mão.

-Você me assusta! - ele tateou os bolsos da mochila e tirou meu telefone. - Aqui, esquentadinha. Vamos embora.

Shawn ando até a mesa da senhora Bennert, pegou alguns papéis, desligou a chave mestra dos computadores, apagou as luzes e trancou a porta da biblioteca quando eu sai.

-Não me chama de esquentadinha! Eu detesto além de ser uma piada muito ruim. - reclamei, ele ficou me olhando, sem entender – Esquentadinha remete a fogo. Cabelo ruivo… fogo…. Entendeu? -revirei os olhos.

-Aaaaah. Ok, vou te chamar de Abigail, então. Ellie Abigail… - Shawn começou a rir.

-Falou o cara com um nome gigantesco. Vamos entregar isso ai logo.

Apertei o passo em direção a secretaria, Shawn veio logo atrás. Entregamos e assinamos tudo bonitinho. Estava no corredor a caminho da saída quando Shawn segura meu braço.

-Esquen… Quero dizer, Ellie Abigail, eu não..

-Só Ellie, Mendes. - arrumei a mochila nos ombros, fazendo-o soltar meu braço. Voltei a andar e ele veio atrás de mim

-Ellie, eu sinto muito por pegar seu celular. Fui uma idiotice.

-Tudo bem! Eu já te perdoei mesmo. - dei de ombros

-Sério? Nossa, eu não esperava que fosse tão rápido. - Shawn veio na minha direção para um abraço, antes que ele se desse conta tirei meu corpo do caminho, o empurrei para dentro do armário com produtos de limpeza e tranquei a porta. -QUE PORRA É ESSA?

-ISSO É A MINHA VINGANÇA POR HOJE! Até amanhã, Mendes.

-ELLIE, VOLTA AQUI! VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR TRANCADO AQUI…. ELLIE.

Deixei ele aos gritos e sai correndo da escola, encontrei Josy me esperando com o carro do lado de fora.

-VAI LOGO JOSY! DÁ A PARTIDA! - entrei correndo no carro, fazendo com que minha prima não entendesse nada mas, como sempre, ela me obedeceu e saiu cantando pneu pela rua. Eu fiquei olhando pelo retrovisor o tempo todo até ter certeza de que ele não viria atrás de mim.

-Vai me contar o motivo dessa pressa toda pra sair ou vou ter que adivinhar? - Josy olhou para mim enquanto reduzia a velocidade.

-Tranquei o Shawn no armário de limpeza.

-VOCÊ O QUE? - Josy começou a rir e eu não me aguentei. Contei como foi o meu dia e o que fez Shawn Mendes ser trancado no armário.

Shawn

EU VOU MATAR ESSA RUIVA. Por culpa dela eu to trancando em um “quartinho”, minúsculo, cheio de vassouras, rodos, esfregões e quase sem espaço para me mexer.

-Atende, merda…. ALÔ? BRIAN?

-Shawn? O que foi cara? - Brian atendeu o telefone com uma voz sonolenta.

-Vem para a escola! Preciso de ajuda.

-O que aconteceu?

-To trancado no armário de limpeza.

-O QUE?

-A Ellie me trancou aqui! - falei baixinho mas fazendo Brian ter uma crise de risos. - VAI VIR ME AJUDAR OU VAI FICAR RINDO, PORRA?

-Eu – risadas – já to – mais risadas – indo ai, cara. - eu podia jurar que ele estava chorando de tanto rir da minha cara.

Depois de 10 minutos, que pareceram uma eternidade, Brian chegou. Destrancou a porta e eu, praticamente, pulei para fora. Estava suado, nervoso e com ódio. Quando olhei para o meu amigo, ele estava vermelho tentando segurar o riso.

-Pode rir, babaca. - foi o suficiente para ele soltar a maior gargalhada e ser obrigado a se apoiar nos armários de tanto rir. - Já acabou? - perguntei, vendo-o enxugar as lágrimas.

-Por hoje já. Ela é das boas, hein? Subiu no meu conceito. Vou pedir um autógrafo amanhã – mostrei o dedo do meio para ele e comecei a andar até o protão da rua. - O que aconteceu? - entrei no carro, seguido pelo Brian. Contei a história toda e ele só fazia rir da minha cara.

-Eu vou me vingar, você vai ver! É guerra que ela quer? Então é isso que ela vai ter!


Notas Finais


Agora a história começou a ficar movimentada!

Aí? Já segue as autoras no Twitter? Podem falar com a gente por lá tbm! @camdrugs @caarinaf_


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