História One Month Babysitter - Jensoo - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, EXO, TWICE
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Chaeyoung, Dahyun, Do Kyung-soo (D.O), Huang Zitao (Tao), Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jeongyeon, Jihyo, Jisoo, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Jong-dae (Chen), Kim Jong-in (Kai), Kim Jun-myeon (Suho), Kim Min-seok (Xiumin), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Lu Han (Luhan), Min Yoongi (Suga), Mina, Momo, Nayeon, Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé, Sana, Tzuyu, Wu Yifan (Kris Wu), Zhang Yixing (Lay)
Tags Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Chaelisa, Exo, Jenkai, Jenlisa, Jensoo, Jikook, Twice, Vhope, Vkook, Yoonmin, Yoonseok
Visualizações 44
Palavras 4.118
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ecchi, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei :D

Capítulo 2 - I care


Fanfic / Fanfiction One Month Babysitter - Jensoo - Capítulo 2 - I care

Jennie Kim PoV


Cheguei em casa com mais raiva do que eu realmente deveria estar e, sinceramente, já não sabia mais o motivo da raiva. Talvez tivesse somado tudo, a frustração daquele simples encontro de amigos ter virado uma festa, a festa ter me feito ficar de castigo, o castigo ter me impedido de sair com minha família e ser constantemente irritada por minha irmã, e por todos esses motivos eu estava sendo impedida, por uma garota estranha, de ir a simplesmente a melhor festa do ano. A que ponto eu fui chegar?!

Me joguei de cara na cama, com uma leve vontade de chorar, mas não o faria nem se fosse a última opção. 

Suspirei.

Eu vou nessa festa, vou garantir isso…

Peguei o celular e olhei as horas. 14h54m. Tenho muito tempo.

Me levantei da cama, bem decidida. Perder aquela festa seria o cúmulo. Peguei minha mochila e despejei tudo na cama, se eu fosse na festa, teria que pelo menos ter as minhas atividades prontas, eram muitas atividades, o que só piorou a minha situação, minha mãe provavelmente conversou com meus professores também e se eu deixar de levar alguma atividade, ela saberá e a coisa vai ficar feia para mim, não posso correr o risco. 

Decidi fazer a de matemática primeiro.

Com a ponta de trás do lápis na boca, encarei a dificuldade daqueles problemas e suspirei. Eu deveria ter prestado atenção na explicação de hoje. Embora eu admita que seja meio problemática, uma das coisas das quais posso me orgulhar, são minhas notas, sempre impecáveis, mas ultimamente não tem sido tanto, e isso não me preocupou antes, pensei que deveria ser normal, todo mundo passa por uma fase assim, não? Mas não voltou ao normal ainda, continuo sem prestar a mínima atenção nas aulas e sempre me arrependo depois, mas tinha certeza de que na aula do dia seguinte, voltaria a não prestar atenção.

Me sobressaí ao ouvir duas batidinhas na porta, e percebi que a tinha deixado aberta.

– Precisa de ajuda em algo? – Perguntou Jisoo, parada à porta. 

Fechei a cara e ajeitei a postura.

– Por que precisaria? 

– Ah, não sei… Estava parecendo que você não entendeu muito bem a lição.

– Estava me encarando? – Perguntei, com as sobrancelhas cerradas.

– N-não – Novamente ela pareceu meio constrangida e desviou o olhar

Suspirei.

– Não estou entendo como fazer essa conta. – Dei de ombros. – Já fiz e refiz essa conta centenas de vezes e mesmo assim não dá um resultado razoável! Mas não sei o que estou fazendo de errado…

Uni os dedos e os levei ao queixo, apoiando os cotuvelos nas pernas cruzadas e observei aquelas contas que pareciam não ter resultado algum, eram só símbolos, letras e números que se embolavam na minha cabeça e não davam em nada. Essa porcaria não dá em nada!

Já ia ter outro acesso de raiva, mas então senti o colchão afundar levemente do meu lado e vi Jisoo sentada ali.

– Ah, isso… – Ela sorriu levemente enquanto olhava para o meu caderno, cheio de marcas mal apagadas de lápis – Eu também tive um pouco de dificuldade nessa matéria, mas até que é fácil quando você pega o jeito.

Meus olhos estavam estranhamente congelados no rosto da mais velha, que estava tão perto do meu, mas não olhava para mim.

Senti seus dedos roçarem nos meus e logo me sobressaltei, saindo do pequeno transe ao qual tinha me metido. Ela pegou o lápis de meus dedos e olhou de relance para mim, depois focou nas atividades.

– Ah, já vi o problema. Você está esquecendo dos sinais, Jennie.

Mas eu continuava a encarar o rosto da menina, que estava concentrado na minha atividade. Jennie Kim, que vontade de te dar um tapa. Se concentra, garota.

Balancei a cabeça para me livrar da estranha sensação e olhei para o meu caderno também, vendo ela resolver em segundos a conta que eu estive quase uma hora tentando fazer e não obtivera solução.

– Que? Como assim? – Disse, com as sobrancelhas unidas, sem ententender o que ela havia feito.

A mais velha soltou uma doce risadinha e olhou para mim.

– Os sinais, Jennie – Ela apontou para o pequeno sinal de “menos” no início da minha conta.

Observei a minha conta por uns instantes e depois a conta dela, vendo a diferença. Fiz os cálculos na cabeça e…

– Nossa! – Disse, com as sobrancelhas arqueadas – Que idiotice a minha.

A mais velha riu de novo e senti vontade de rir também, mas não a daria esse gostinho. Então só encarei o meu caderno fingindo indiferença.

Tentei fazer a próxima conta sozinha, dessa vez prestando bem atenção nos sinais e, ao final, olhei para Jisoo pedindo aprovação.

A mais velha olhou para minha conta e devia estar fazendo as contas na cabeça, porque demorou um segundinho para me fazer um sinal afirmativo com a cabeça. 

– Muito bem, era só nisso que você estava com dificuldade, os sinais – Ela sorriu.

Foi muito difícil segurar um sorriso também, um esforço quase em vão. Quase.

O celular de Jisoo tocou e ela o tirou do bolso, logo vi o nome da minha mãe e engoli em seco. 

– Se precisar de ajuda em mais alguma cosia, me chama, okay? – Disse Jisoo, se dirigindo a mim e saiu do quarto.

Okay, eu demorei no máximo uns cinco segundos antes de decidir ir atrás dela. 

Me levantei da cama rápido, mas tentando ao máximo não fazer barulho e saí pelo corredor nas pontas dos pés. Ouvi a voz de Jisoo vindo do quarto de hóspedes. Deve ser lá que ela vai dormir. 

Cheguei e parei à porta, apurando meus ouvidos para ouvir ao máximo o que ela estava falando.

– Sim… Sim, senhora Kim, tudo está correndo muito bem no momento… É… Ela é um pouco temperamental, mas isso faz parte das coisas que ocorrem na idade dela. Logo ela amarudece…. Sim, haha… Bem, tem uma coisa sim. Hm? Não, uma festa que ela diz ser muito importante. Não, é na casa de um tal de Kai. Ah, sim… Não, eu não a deixaria ir de uma forma ou de outra. Sim, senhora. Tá… Até.

Ouvi o “pip” que significava que ela havia desligado a ligação, e corri(novamente o mais silencioso possível), de volta ao meu quarto.

Desta vez fechei e tranquei a porta ao entrar.

Não acredito que a desgraçada contou a minha mãe! Me segurei até demais para não socar o guarda-roupa. Quanto menos barulho fizesse, melhor. AQUELA… AQUELA DESGRAÇADA, COMO EU PUDE SEQUER PENSAR EM TER ALGUM TIPO DE AMIZADE COM ELA?! Eu já deveria saber… Por que então ela me ajudou na lição?

“Ela vai te ajudar nas atividades de casa[...]”

Claro! Mas é claro! Me dei um leve tapa no rosto. Foi pela porcaria do dinheiro, ela não se importa comigo!

“Se fosse por mim, você já estaria naquela festa[...]”

Ela nem se importa comigo, se pudesse, já teria me despachado para longe! ARGH!

Tá, talvez eu tenha me exaltado um pouco, e por isso não consegui evitar, desta vez, socar o guarda-roupas.

Apoiei as costas na parede e fui escorregado até estar no chão. Fitei o nada, sem saber bem o que fazer depois disso.

Senti meu celular vibrar no meu bolso e o peguei, vendo na tela uma notificação de Chaeyoung:

My Rose🌹: Jeeen vc vai na festa hj?

Esfreguei a testa, uma dor de cabeça por tudo ocorrido no dia já me esperava. Mas eu ia, nem se minha cabeça estivesse prestes a explodir, eu deixaria de ir nessa festa

Me: Vou sim

vc e Lisa vão vir me buscar?

Recebi uma mensagem de Chae confirmando e me levantei, novamente decidida. Com a confiança renovada.

Assim que deixei o celular em cima da cama, ouvi Jisoo bater novamente na porta.

– Jennie, você está bem? Ouvi um barulho.

– Como se você se importasse – Disse, entredentes.

– Que disse? 

Não respondi, apenas me sentei na cama de novo, e me foquei nas tarefas, tinha que terminá-las se quisesse ir à festa. 

– Jennie?

Será que essa garota não percebe que eu a estou ignorando? Caralho!

Mais uma vez, não respondi, mas já estava ficando difícil me concentrar na atividade, sabendo que ela estava na porta. 

Enfim, acho que ela se deu por vencido, por ouvi seus passos se distanciando da porta. 

Suspirei e peguei o livro de história.

(...)

Quase peguei no sono, mas consegui finalizar as tarefas. E com minha roupa já pronta e passada, só restava tomar banho e arranjar uma maneira de sair sem que Jisoo soubesse…

Saí do quarto e fui nas pontas dos pés até o quarto de hóspedes, mas não a encontrei lá. Então fui até as escadas e ouvi o barulho da televisão vindo lá de baixo.

Ainda se aproveita do pacote de canais dos outros… Deve ser apenas uma interesseira mesmo.

Peguei minha toalha e me dirigi ao banheiro, tinha que deixar meus cabelos com um cheiro maravilhoso, porque sabia muito bem que as pessoas que iriam nessas festas, eram “a elite”, e eu teria que me esforçar ao máximo para não pagar nenhum mico. E não queria que se referissem a mim depois do festa de “a garota do cabelo fedido”.

Saí do banheiro e pus uma roupa que eu geralmente uso para dormir, teria que dar a máxima impressão de que eu iria apenas dormir esta noite.

– Não está pretendendo sair de casa, não é? – Ouvi a voz de Jisoo atrás de mim, antes de eu entrar no quarto.

Respirei fundo e me virei para ela, tentando não deixar transparecendo no meu rosto toda a raiva.

– Por que eu o faria? – Disse, mas o sorriso saiu mais falso do que eu possa descrever.

– Ata – Disse Jisoo com sarcasmo –, e eu sei voar. Droga Jennie, pensei que já tinha desistido dessa história. Não piore a sua situação com a sua mãe.

– A minha situação com a mamãe? – Ri com escárnio – Ou será que você é que não quer levar bronca dela por ter me deixado ir?

– Ora, isso também. Sou responsável por você aqui, e mesmo se você não estivesse de castigo, acha mesmo que sua mãe deixaria você ir à uma festa desses padrões?

– Como assim ”desses padrões?”

– Ah, qual é Jennie. Eu sou tenho dezoito anos, sei muito bem que tipo de festa adolescentes fazem. E você é muito nova para isso, vão te fazer esperinentar bebiba álcoolica, o que já é demais. Imagine se houver drogas lá?

É, provavelmente tem drogas lá.

– Se tivesse – tem – eu não usaria! Você não me conhece, não pode dizer isso.

– Conheço bem a sua idade, Jennie. Sei que se todos estivessem usando, você não gostaria de se sentir excluída, e isso levariam a várias outras coisas, você sabe.

– Droga, Jisoo! Eu não sou uma criança, por que você não me deixa ir? Não, não responda, eu sei porque. Por causa do maldito dinheiro! Você não quer perder o dinheirinho, não é? Você nem se importa de verdade comigo, talvez até queira que eu vá e acabe tendo uma overdose lá, só para você não ter que me aturar! Mas não deixa, e por que? POR CAUSA DO DINHEIRO, VOCÊ SÓ DEVE SER UMA INTERESSEIRA DE UMA FIGA!

– Só porque estou recebendo pelo trabalho, não significa que não me importo com você – Ela pareceu levemente na defensiva, e meio ofendida também.

– Ah, não me venha com mentiras, Kim Jisoo. Me diz logo, para que você quer todo esse dinheiro? Para pagar sua faculdadezinha?

A raiva e o sarcasmo na minha voz eram perceptíveis até demais, mas eu nem tentava esconder isso, e ela parecia cada vez menos ofendido e mais irada.

– Eu tenho muito bem dinheiro para pagar a minha faculdade, não preciso do seu dinheiro para isso – Ela praticamente cuspiu essas palavras na minha cara.

– Então para que quer? Deve ser para comprar drogas, você parece saber muito do assunto.

– Não diga sobre o que você não sabe! – Ela disse, apontando o dedo no meu rosto.

Ela parecia bem mais irritada agora, mas eu também estava, e a raiva era bem maior do meu medo de me ferrar mais ainda com meus pais.

– Ah, deve ser isso então! Ou então… O que, você tem um namorado traficante que tem uma dívida? Não me surpreenderia. 

– Não é nada disso!

– Então me diz, Jisoo. Me diz para que quer tanto esse dinheiro?! Por acaso tem a ver com seus pais?! Eles não querem mais bancar a filhinha drogada deles?!

– NÃO FALE SOBRE OS MEUS PAIS!

Dizendo isso, Jisoo me empurrou com demasiada força para uma pessoa tão baixinha(não que eu pudesse falar algo da altura dela)e eu fui jogada para trás, batendo na cômoda e caindo no chão. 

Senti meu dorso inteiro doer quando eu despencei no chão.

Ouvi um som estranho e olhei para Jisoo, via lágrimas descendo pelo rosto dela, ela me encarva com incredulidade, como se não acreditasse no que tinha feito, ou talvez no que eu tenha dito. Eu a irritei para valer. Seus punhos estavam completamente cerrados e suas lágrimas não paravam de escorrer por seu rosto. Agora suas feições não mostravam mais raiva, ela estava realmente triste.

Jisoo fechou os olhos por um instante e respirou fundo.

– Vou para o meu quarto. – Ela disse e simplesmente saiu do quarto, sem ao menos checar se eu estava bem.

Ela realmente não se importa, pensei. Dane-se.

Me levantei rápido, me arrependendo na hora. Minhas costas doíam, mas não era nada que um remedinho de dor não ajudaria. Isso provavelmente poria um fim a minha dor de cabeça também. 

Comecei e me vestir e me sentei em frente a cômoda para passar a maquiagem, de olho no celular. Tinha de estar lá na frente antes de Chae e Lisa chegarem, porque se elas chegassem bosinando com o carro, eu estaria mais ferrada do que já estava.

Já pronta, me olhei no espelho e fiquei realmente feliz com o resultado. Peguei o meu celular para verificar as horas. 20h21m, a festa estava marcada para 20h15m, mas obviamente que ninguém nunca chegava na hora, por isso marcamos para 22:25.

Pus o celular dentro da bolsa e andei devagar pelo corredor, parei uns instantes em frente à porta do quarto de Jisoo e não ouvi nada vindo lá de dentro. Não pude evitar me sentir um pouco culpada pelo ocorrido. Mas funcionou, não funcionou? É o que importa.

Desci as escadas devagar e chegando na sala, me sentei para calçar os saltos. Depois disso verifiquei se a chave reserva estava na minha bolsa e saí de casa, dando de cara com o carro de Chaeyoung.

– Há quanto tempo estão aqui? – Perguntei, falando baixo.

– Já faz um tempinho – Disse Lisa, mexendo na franja diante do retrovisor.

– Não bosinamos porque sabíamos que a sua babá provavelmente não te deixaria sair. – Chae disse, virando Lisa para ela e ajeitando a franja da loira.

– Acha que somos idiotas? – Disse Lisa, olhando de forma bem meu para Chae.

Sorri, me sentindo sortuda pelas amigas que tinha, e entrei no carro.

A viagem foi um tanto empolgante, mas não se comparou com o que vimos ao chegar na festa.

Haviam várias pessoas da escola lá, algumas das quais eram da minha classe, outras eram pessoas que eu conhecia só de rosto, mas a maioria eu não fazia ideia de onde tinham vindo.

(...) 

A festa foi incrivelmente fantástica, nunca tinha ido a uma festa assim. A casa do Kai era imensa, e você se perdia apenas tentando ir ao banheiro. Houve sim, como Jisoo havia dito, álcool e drogas, e eu obviamente bebi. Não usei drogas, não usaria mesmo se todos estivessem usando, Jisoo não me conhece nem um pouco, eu tenho bons princípios e não faria uma coisa tão idiota. Mas admito que bebi bastante, embora não o suficiente para ficar completamente bêbada.

Ao final da festa, acabou ficando só os amigos mais íntimos de Kai.

– Olá, princesa – Disse Kai, passando os braços por meus ombros, enquanto eu tinha uma conversa bem extrovertida com Momo, Da-hyun e Sana enquanto Chae e Lisa conversavam animadamente com Jungkook, irmão da Lisa, e os amigos dele, Seokjin e Yoongi, um garoto incrivelmente bonito, por sinal. Tirar os olhos dele e de dois outros amigos do Kai, Kim Taehyung e Park Jimin foi bastante difícil. – O pessoal e eu vamos brincar de um minuto no paraíso, quer participar?

Sorri boba aí escutar “princesa” saindo da boca do Kai. Era assim que ele na chamava quando namorávamos. É, já tivemos um relacionamento, e foi um dos melhores e mais duradouros, mas fomos percebendo que não tínhamos muita coisa em comum, e o que tínhamos não ajudava muito. Eu acredito que opostos se atraem, mas também acredito em alma gêmea(por incrível que pareça)e tinha absoluta certeza de que não éramos isso. Por isso tivemos um término bem tranquilo, e não perdemos a amizade.

– Hmmm, não tenho certeza – Respondi, mordendo o lábio inferior

– Ah, vamos Jennie, vai ser divertido! – Disse Da-hyun 

Sana e Momo concordaram e eu não tive outra escolha, se não aceitar.

– Tudo bem, mas – ênfase em “mas” – só uma rodada para mim, depois vou apenas assistir.

– É justo 

Acontece que o “grupo íntimo” do Kai era maior do que eu esperava. Mas conhecia todos e consegui fazer uma lista no momento para não esquecer depois. É, Jennie. Para uma semi bêbada, sua mente tá funcionando direitinho. Queria ter a oportunidade de jogar isso na cara de Jisoo, mas ela não poderia nem sonhar que eu estava nessa festa. 

Lista dos participantes:

Momo

Sana

Da-hyun

Ji-hyo

Tzuyu

Baekhyun

Sohu

Lay

Chen

Xiumin

Lu han

Huang Zitao

Jungkook

Seokjin

Yoongi

Jimin

Um tal de Namjoon

Taehyung

Hoseok

Chaeyoung, Lisa e eu.

É uma lista mais longa do que eu imaginava que seria. Engoli em seco ao me sentar junto a eles no círculo.

O primeiro a girar a garrafa, obviamente foi o Kai.

A garrafa girou, girou, e girou. Por um momento, tive medo de que caísse em mim, mas com um grupo tão grande, as probabilidades eram meio pequenas. Por fim a garrafa caiu em Momo e todos rimos um pouco, todos sabíamos que Kai e Momo, por mais que se aturassem e se falassem, não fossem realmente amigos, nem sei porque Momo era sempre chamada para essas festas. Os dois foram para o banheiro e quando deu um minuto, ambos saíram de lá como se nada tivesse acontecido, e suspeitava de que não tivesse mesmo. 

Depois disso foi super normal. As únicas coisas “engraçadas”(Tudo é meio engraçado para um bando de bêbados) foi que Tzuyu tirou Baekhyun e Baekhyun tirou Tzuyu. Jimim tirou Jungkook e os dois saíram de lá com a roupa completam amarrotada e meio desabotoada também, não imagino o que tenha acontecido lá dentro… Cof. Taehyung tirou Jungkook e a reação de Jimin foi estranhamente engraçada, pensei que Jungkook e Jimin pudessem ter alguma coisa… mas Jimin olhou estranhou foi para Taehyung. Estava começando a achar que eles três tem uma espécie estranha de relacionamento, e não me surpreenderia se estivessse certa. Hoseok tirou Taehyung e acho que foi estranho para ele ter alguém no banheiro com ele que não fosse ou Jimin ou Jungkook. Yoongi tirou Da-hyun e ambos saíram de lá todos despenteados, o que me fez ficar um pouco apreensiva. Seokjin, Namjoom e Lay não brincaram, ficaram apenas deitados no sofá mexendo no celular e conversando. Seokjin logo dormiu. Da-hyun tirou Sana e não preciso nem dizer o que aconteceu, ambas saíram de lá quase sem batom. Na vez de Chaeyoung ela desistiu e passou a vez para Lisa, que advinha? Tirou a mim. Logo depois da Lisa seria eu e eu estava confiante em tirar Yoongi, ou um dos meninos do trio amoroso. 

Fui com Lisa até o banheiro e ao entrarmos lá começamos a rir, pensei que seria meio constrangedor, mas acabou não sendo. Poderia até ter ficado com ela, mas não faria isso com Chae, e além do mais, Lisa parecia pensar o mesmo. Então apenas conversamos um pouco e quando deu o tempo, saímos.

Assim que saímos, todos olharam para nós, ou melhor, todos olharam para mim.

Okay, que eu fiz? E então olhei para Lisa, procurando algum sinal e ela apenas olhou para mim com o que parecia ser solidariedade.

E então eu entendi quando olhei para o sofá onde antes Seokjin estava deitado. Lá está a ela, em pé e com fúria exalando como uma aura em volta dela. Kim Jisoo estava me esperando com os braços cruzados e as roupas e cabelo molhados. Há um tempinho atrás estava chovendo, isso deve significar que ela ficou um tempinho me procurando a pé na rua de Kai antes de chegar na casa certa.

Não soube o que fazer no momento, apenas permaneci parada ali, igual uma pateta, abrindo a boca, mas sem conseguir dizer nada. 

– Achou que eu não notaria sua ausência, Jennie Kim? Que droga, você não vê que isso só vai piorar as coisas para você?! Para o carro, agora.

Merda, merda, merda, puta merda.

Engoli em seco. E agora? Que farei? Que grande porcaria. Agora serei lembrada como a menina cujo a babá atrapalhou a festa. O olhar de Jisoo dizia que se eu contrariasse ela, só seria pior para mim e novamente eu me enchi de raiva e meus olhos encheram de lágrimas. Mas não choraria na festa, isso já seria demais. Corri para a porta e abri com força, me atirando rua à fora e saí correndo, sem ver ou saber para onde ia, apenas corri.

E corri demais, até onde minhas pernas me permitiram ir, só queria um lugar silencioso e distante onde poderia deixar minhas lágrimas escorrerem livremente. 

Quando não aguentei mais correr, me joguei em cima de um banco de madeira na calçada.

Ferrada! Estou completamente ferrada! Neste momento todos da escola já devem saber daquele fiasco. TUDO POR CAUSA DA MALDITA KIM JISOO.

… 

Minha cabeça doía e meus olhos deviam estar inchados de tanto que eu chorei, mas o que mais me preocupava no momento, era o fato de eu não ter a mínima ideia de onde estava. Quando corri, não vi para onde estava indo, e as poucas vezes em que estive na casa do Kai, não saí com ele por esse bairro, sempre íamos há lugares perto do centro, então não conhecia aquele lugar e não fazia a mínima ideia de como voltar para lá, se eu pelo menos conseguisse voltar para a rua dele, saberia como regressar para casa, mesmo que fosse um caminho muito longo. 

Jisoo deve estar festejando eu não ter voltado para casa ainda, deve achar que eu morri, quem sabe?

Queria chorar mais pelo fato de estar perdida, mas isso não me ajudaria nada. Minha cabeça só doía cada vez mais, pelo estresse e pela bebida… Mais pela bebida.

– Nunca mais bebo – Pensei em voz alta enquanto esfregava as têmporas.

– Perdida, garotinha? – Uma voz me fez dar um salto.

Um homem alto e meio redondinho estava do meu lado e parecia estar mais bêbado do que eu achava possível alguém estar. 

Me afastei dele, mesmo que ele tivesse boas intenções(o que eu duvidava)não estava raciocinando muito bem. 

E então ele agarrou meu pulso, dizendo para eu seguir ele e eu comecei a gritar e tentei me soltar dele, mas ele era ridicularmente mais forte que eu. Então com um pisão no pé dele, consegui me soltar e corri para o mais longe que pude. As lágrimas embaçaram a minha visão, e por isso não vi quando bati em algo sólido, e esse “algo” me agarrou. Comecei a lutar contra ele, até que ouvi a voz de Jisoo:

– Jennie, se acalme, sou eu!

Saber que era ela só fez com que eu lutasse ainda mais, ver Jisoo era a última coisa que eu queria na terra. Mas até ela era mais forte que eu, e sendo sincera, eu não tinha força para mais nada.

– Jennie, eu só quero te levar para casa!

– NÃO! Você não se importa comigo! – A forma como minha voz saiu embargada me deixou com mais raiva.

Comecei a dar tapas nela, tentando me livrar e um a acertou bem no rosto, o que fez ela me soltar. Me virei de costas para ela e ia voltar a correr, mas ela foi mais rápida e conseguiu segurar meu pulso, me puxando contra ela e passando os braços em volta de mim.

– Só porque sou paga para cuidar de você, não signifique eu não me importo, sua idiota! Por que você acha que vim até aqui? 

Não queria, não queria aceitar explicações ou coisas assim, só queria que ela me deixasse em paz. Não queria vê-la nunca mais, mas não tinha mais forças… E de uma forma ou de outra, eu precisava dela, e fui obrigada a admitir isso. 

Apoiei em seu corpo e deixei que ela me reconfortasse enquanto eu chorava.

Só dessa vez… Pensei enquanto passava os braços em volta do corpo dela.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...