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História One Month To Win You Over - Chaelisa ( G!P ) - Capítulo 30


Escrita por:


Notas do Autor


Cedo, né?

Boa leitura.

Capítulo 30 - Dia 5


Fanfic / Fanfiction One Month To Win You Over - Chaelisa ( G!P ) - Capítulo 30 - Dia 5

O sol foi nascendo na cidade de Auckland. Rosé havia acordado com uma luz forte batendo em seu rosto. A garota se virou e percebeu que a janela era o que causava isso. A loira se sentou na cama, se espreguiçando.

- Odeio janelas...

A garota se levantou e foi até o banheiro, deixando Lisa dormindo. Chegando lá, Rosé foi até a pia, se olhando no espelho. Ela alisou um pouco de seu cabelo, o amarrando em um rabo de cavalo.

- É... depois de amanhã eu vou embora...

A loira fechou seus olhos e lambeu seu lábio inferior, olhando rapidamente para o espelho.

- Oxi... tem um gostinho de cereja.

Rosé franziu seu cenho e coçou sua cabeça, completamente confusa.

- Mas eu nem comi cereja... e ontem à noite, eu não lembro de ter sentido esse gosto no meu lábio...

A loira deu de ombros e abriu o compartimento do espelho, deixando que algumas coisas caíssem no chão.

- Droga...

Ela se agachou e pegou algumas coisas. Seus olhos pararam em um hidratante labial.

- Eita... - ela pega o pequeno objeto. - Não sabia que a Lisa usava isso.

Ao olhar melhor, Rosé arregalou seus olhos. A garota não pôde deixar de abrir um pequeno sorrisinho.

- É sabor cereja... - ela sussurra. - Calma, a Lisa não passou em mim, ela nunca faria isso. Só se... - Rosé se levantou. - Não...

A garota guardou as coisas novamente no espelho e foi até o meio do banheiro. A garota começou a pular e a rodar.

- Isso, isso, isso! - ela ia pulando.

Mas em um determinado momento, Rosé parou de pular e se olhou no espelho.

- Espera, se ela realmente fez o que eu penso que ela fez... não... - Rosé coloca as mãos na cintura. - Eu estava dormindo...

A garota se deitou no chão, em posição fetal e começou a choramingar.

- Maldito sono!

Enquanto isso, Lisa já havia acordado e estava indo até o banheiro. Entrando lá, ela avista Rosé deitada no chão.

- Rosé?!

Ela corre e se agacha perto da menina. Rosé não conseguia falar muito bem, estava chorando de verdade.

- Lisa... eu odeio meu sono.

- Por que?

- Eu... eu perdi todo o anime. - Rosé mentiu.

- Tá... - Lisa riu. - Depois eu te conto o que aconteceu.

Rosé se sentou no chão, ao lado de Lisa. A garota juntou as mãos e ficou observando a tailandesa, que não estava entendendo o porquê dela estar sorrindo daquele jeito.

- Você está bem, Rosé?

- Lisa, você usa hidratante labial de cereja?

- Uso...

- Você usou ontem?

- Sim.

Rosé colocou a mão na frente da boca, tentando esconder seu sorriso.

- Você está bem?

"Calma, Rosé... você tem que se fazer de difícil...", pensou Rosé.

- Eu preciso falar com algumas pessoas. - Rosé se levanta e sai correndo do banheiro.

- Oxi... - Lisa se levantou.

A loira foi até sua mala e pegou seu celular. Ela correu para o quintal, para poder conversar melhor.

- Tomara que a Billie atenda.

Ela discou o número da garota e ficou esperando. Foi quando alguém atendeu.

- Alô? - a voz de Billie estava rouca.

- Billie!

- Você sabe que horas são?

- Não. Mas eu tenho algo ótimo para te contar.

- Fale...

- Ontem, eu e a Lisa fomos assistir um anime juntas. Aí então, eu acabei dormindo.

- ...

- Hoje, quando eu acordei, fui para o banheiro e senti um gosto de cereja na minha boca. Era fraco, mas tinha gosto de cereja...

- E?

- E a Lisa passou hidratante labial de cereja ontem. Isso significa...

- Que ela passou em você?

- Não... pensa mais.

- Que você é sonâmbula?

- BILLIE!

- Meu Deus! Você se iludiu de novo?

- Credo...

- Haha... tô brincando. Ela te beijou?!

- Não sei.

- Isso quer dizer, que ela pode estar gostando de você. Ela não veio com o papinho de ser sua amiga?

- Sim...

- Esse é o Triângulo das Bermudas...

- Tá...

- Mudando de assunto, você tem falado com a Jisoo?

- Não. Por que?

- Cara, ela está me enchendo o saco, pedindo para ajudá-la com a Jennie.

- Ela virou a cabeça?

- Olha quem fala...

- Tá e por que não ajuda ela? - Rosé bufou.

- Eu já falei de tudo para ela, só que a Jennie está se fazendo de difícil.

- Hm.

- Hm, o quê?

- Ué... a Jennie não quer.

- Olha quem fala...

- O que foi?!

- Tchau, Rosé. A Jisoo está me ligando.

- Tchau...

Rosé encerrou a chamada e ligou para outra pessoa.

- Quem ousa incomodar meu sono de beleza? - perguntou alguém, do outro lado da linha. E essa pessoa não estava muito animada.

- Bom dia para você também, Milena.

- Praga! O que você quer?

- Queria falar que você estava certa.

- Meu bem, eu sempre estou certa. A única vez em que errei, foi quando achei que estava errada.

- Tá... - Rosé revirou os olhos.

- Mas então... eu estava certa em que?

- Eu... eu estou apaixonada.

- SÉRIO?! MACUMBA FOI A MIL!

- Não grita!

- Rosé... meu amor. - a voz de Milena estava falha. - Quem é a coitada?

- A Manoban...

Milena deu um grito tão alto, que Rosé teve que afastar o celular da orelha.

- Para de gritar, sua louca!

- Amiga! Você está gamada na quebra ovos? Nunca duvidei!

- Mas... eu queria saber de uma outra coisa.

- Sobre o quê?

- Você sabe... aquilo.

- O Tonhão?

- Não é esse o nome! - Rosé corou. - Olha... tem certeza de que é vinte e oito?

- Tenho.

- Certeza mesmo? Ele não parece ser tudo isso.

- Tenho sim. Vinte e três de comprimento e cinco de largura.

- Milena! Você me disse que era vinte e oito.

- Então. - silêncio. - Some aí, quantos dá?

- Você não explica as coisas direito.

- Filha... ter vinte e oito de comprimento, é pedir para arrombar o cu, né?

- Por que não me disse que contou com a largura também?

- Você perguntou?

Rosé afastou o celular e soltou um longo suspiro, logo ela aproximou o aparelho.

- Tá... então?

- Então o quê? Vinte e três.

- Por que não disso isso antes?

- Você perguntou?

- Obrigada, Milena... me ajudou muito.

- De nada. Fala para a Lisa passar pomada no cu, tá?

- Eu não pretendo fazer isso com ela! - Rosé cora.

- Ainda...

- Aff, tchau.

- Pomada é dois e quarenta lá na farmácia da esquina.

- TCHAU, Milena...

- Tchau.

A loira encerrou a chamada. Ela olhou para o horário, ainda eram oito da manhã.

- Será que a Sra Manoban deixa a gente ir na praça?

Rosé foi correndo para dentro da residência, quase escorregando no chão. Chegando no quarto, ela avista Lisa sentada na cama, enquanto mexia no celular.

- Lisa! - Rosé se joga ao lado dela, assustando a garota, que quase derrubou o celular.

- Meu Deus! - ela coloca as mãos no peito. - O que foi?

- Quer ir à praça?

- Quero.

- Vamos?

- Agora? - Lisa se vira para ela.

- É.

- Posso pelo menos tomar banho?

- Por que? Você está cheirosinha.

- Como sabe? - Lisa arqueou uma das sobrancelhas.

- Cara, eu dormi com você. Quando acordei, senti seu cheirinho de cereja.

- Acha que eu sou cheirosa?

- Acho.

- Okay... - Lisa desviou o olhar. - Mas eu ainda vou tomar banho.

- Se você diz.

Rosé se levantou e saiu do quarto, deixando Lisa com um sorriso no rosto. A tailandesa se deitou no colchão e colocou passou seus dedos pelos lábios, relembrando o que fez ontem. Por causa dessa lembrança, Lisa fechou seus olhos e ficou um pouquinho presa em seus pensamentos.

No corredor da casa, Rosé tombou em alguém.

- Desculpa...

Ao olhar para frente, Rosé engoliu seco. Se pelo menos fosse a Sra Manoban...

- Não olha por onde anda não? - Sunan alisou o braço.

- Desculpa.

O homem firmou seu olhar em Rosé. No fundo, o homem não gostava nem um pouquinho dela perto da filha, mesmo com Lisa falando que é hétero.

- Então... vai à algum lugar?

- Vou.

- Aonde?

- Eu vou ver como está o Hank... e depois vou tomar banho.

- Algum motivo específico?

- Sim.

- Posso saber qual? - ele coloca as mãos atrás das costas.

- Vou sair com sua filha.

- E aonde vão?

- Para a praça.

- Vocês não vão sozinhas.

- E por que não?

- Não confio muito em você, mocinha.

- Por que? Medo de eu pegar sua filha?

Sunan torceu o nariz. Ele não estava gostando nem um pouco da ousadia de Rosé.

- Olha, eu preciso ir ver o Hank. Tenha um bom dia, Sr Manoban...

Rosé sorriu cinicamente e se retirou do local, fazendo Sunan bufar de raiva. Rosé foi até a sala, encontrando Hank e Louis brincando.

- E aí? - ela se senta ao lado deles. - Estão brincando?

- Miau...

- Não gostei desse seu miadinho. - Rosé estreita os olhos. - Mas então? Fizeram amizade?

- Au!

- Vou levar isso como um sim. - Rosé sorriu. - Estou tão feliz.

- Miau.

- Eu acho que a Billie está certa... estou bobinha pela Lisa.

Louis se virou para Hank.

- Miau... Miau. (Nossa... novidade.)

- Auau... (Deixa ela...)

- Não sei porque, mas acho que vocês conversam entre si.

- Miau Miau... Miauuu...(E o prêmio de óbvio vai para... Rooosé...)

Hank rosnou para Louis, que mostrou sua linguinha.

- Da última vez que vi duas pessoas assim, foi quando pensei que eu não gostava da Lisa.

- Miau... Miau. (Deus me livre... não julgo, mas sou hétero.)

- Auau... (Sua dona também era...)

Louis deu um tapinha em Hank com sua patinha, fazendo ele rosnar. Rosé apenas ria dos dois.

Depois de algumas horas, Lisa e Rosé estavam preparadas para sair de casa. Só faltava passar por Sunan, que estava tampando a porta.

- Vocês não vão e ponto final!

- Pai...

- Homem! - disse Anong. - Elas vão sair sim!

- Não vão não. Não confio na loirinha aí!

- Mas, pai... a gente só vai na praça e volta. Aliás, Hank e Louis precisam sair um pouco...

- Então eles que vão para o quintal. E aliás... que roupa é essa?

- Rosé me ajudou a escolher. Ela disse que calça jeans cai bem em mim.

- Oras... - ele olha para Rosé. - Seja lá o que esteja tramando, não vai dar certo.

- O que acha que eu estou tramando? - Rosé cruza os braços.

- Não se faça de desentendida!

- Cala a boca! - Anong bateu nele com a Mariana. - Elas vão e ponto final!

Anong puxou Sunan para o lado, dando passagem para as garotas e os bichinhos. Antes de sair, os olhares de Rosé e Sunan se cruzaram. A loira abriu um sorrisinho e deu uma piscadinha para ele, que quase voou nela.

- VIU? VIU O QUE ELA FEZ?!

- Depois eu sou louca! - ela olha para as meninas. - Vão! Sejam livres.

Rosé e Lisa começaram a correr, deixando Sunan furioso. No meio do caminho, as duas pararam de correr e se olharam, rindo.

- O que você fez para ele ficar assim?

- Depois eu te conto. Vamos?

- Vamos.

As duas foram rumo à praça. Várias crianças estavam correndo pela rua naquela manhã. Muitas delas estavam acompanhadas de seus pais e outras estavam apenas correndo mesmo.

Chegando na praça, Rosé e Lisa se sentaram em um banco. Elas deixaram que Hank e Louis ficassem soltos, já que eram espertos demais e provavelmente não iriam tão longe.

Lisa se encostou no banco e olhou para o céu, apenas sentindo a brisa da manhã.

- Hey... - disse Rosé. - Seu cabelo está crescendo. Ele já está quase em seu ombro.

- Não sei, acho que prefiro ele assim.

- Fica bonito de qualquer jeito.

"Era para eu conquistar essa menina e é ela que está me conquistando...", pensou Lisa.

- Lisa, você quer algodão doce?

- Por que a pergunta?

- Tem um homem vendendo ali. - ela aponta para o moço.

- Vamos lá então.

- Não, fique aí. Eu compro para nós duas.

- Pode deixar, eu vou lá.

- Mas...

- Sem mas, fique aí e me espere.

Rosé se levantou e correu até o homem.

- Moço... - Rosé chega perto dele. O homem se virou. - Finneas?!

- E aí, loirinha? Como vai?

- O que faz aqui?

- Filha, eu não trabalho só na farmácia não.

- Entendo. Pode me dizer quanto custa um algodão doce?

- Hey... é a lerda ali? - ele aponta para Lisa.

- É. Mas voltando ao assunto, quanto que custa?

- Para você, de graça.

- Sério? - Rosé franze o cenho.

- Claro. Presente ao futuro casal.

- Acha que ela namoraria comigo?

- Tenho certeza.

- Tá... pode me dar o algodão doce?

- Claro. Você quer o de cereja, o de céu-azul ou o branquinho... que quase ninguém gosta.

- Pode ser o de cereja.

- Okay, vou fazer ele.

Enquanto isso, com Lisa. A garota estava atenta, olhando para Hank e Louis, que estavam sentados embaixo de uma árvore.

- Manoban...

Disse uma voz conhecida. Uma bem conhecida, que carregava um timbre amargo e cínico. Lisa nem precisou se virar para saber quem era.

- O que faz aqui, Félix?

- Não vai dar nem oi? - ele se senta ao lado de Lisa. - Como vai com a aposta?

Os dois nem se olhavam direito. Antes das férias começarem, Lisa havia brigado seriamente com ele.

- Está indo bem.

- A tapada já está caindo?

- Não chame a Rosé assim! - Lisa cerrou seu punho.

- O que foi? Apaixonada, Manoban?

Lisa sentiu seu corpo se enjirecer. Ela engoliu seco e respondeu Félix, tentando parecer calma.

- Não. Por que eu estaria apaixonada?

- Não sei. Ficou bravinha.

- Não fiquei bravinha.

- Espero que não amarele, Manoban. Não está se comunicando com nenhum menino, correto?

- Correto.

- Então, você só tem que fazer ela te pedir em namoro e depois terminar.

- Sabe que eu não quero saber disso.

- Se está falando do dinheiro, eu já tenho ele. Meu pai foi simplesmente gentil em me deixar pegar da carteira dele.

- Você o roubou?

- Claro que não. Esqueceu? É só eu estalar os dedos, que ele me dá o que eu quero.

- Era só isso?

- Sim. - ele se levanta. - E não se esqueça... se você quebrar alguma regra, eu espalho para a escola o quão inútil você é, afinal... você mesma disse que faria com que aquela menininha se apaixonasse por você, certo? Não quer ser conhecida como uma franguinha, né?

Félix foi embora, deixando Lisa sozinha. Alguns minutos depois, Rosé voltou com o algodão doce.

- Lisa!

- Fala.

- Toma.

Rosé se sentou ao lado dela e estendeu o algodão doce em sua direção.

- Sabe, Rosé... eu não quero mais não.

- Ah, vai... coma, por favor.

- Eu só quero ir para a casa.

- Você está bem?

- Estou. - Lisa se levanta. - Podemos ir?

- Hey... - Rosé se levanta, colocando uma mão no ombro de Lisa. - Tem certeza de que está bem?

- Tenho.

Lisa balançou seu ombro, se livrando da mão de Rosé. A garota foi até Louis, o pegando no colo e começando a andar.

- Será que eu fiz algo de errado? - Rosé se perguntou.

Ela apenas foi até Hank e pediu que ele o seguisse. Lisa já estava lá na frente, ela já não estava mais olhando para onde andava.

- Lisa! LISA!

Rosé correu até ela, que continuava andando.

- O que foi? - Lisa perguntou, ainda andando.

- Por que a pressa?

- Só quero ir para casa e esperar anoitecer, apenas isso.

Lisa começou a andar mais rápido, sendo seguida de Rosé.

Chegando na residência dos Manoban, Lisa deixou Louis na sala e foi direto para seu quarto, nem deu oi para os pais. Rosé deixou Hank no chão e sorriu forçadamente para Anong. A loira seguiu Lisa.

- O que deu nela? - perguntou Anong.

- Coisa boa que não foi.

Chegando no quarto, Lisa quase fechou a porta na cara da Rosé. Felizmente, a loira entrou antes.

- Lisa, o que aconteceu?

Lisa mantinha sua cabeça baixa, sem olhar para Rosé.

- Lisa... você está bem?

Em um movimento rápido, Lisa abraçou Rosé, deixando que algumas lágrimas caíssem de seus olhos.

- Hey! O que houve?

Lisa apenas apertou mais ainda a garota. A loira, sem entender nada, retribuiu o abraço de Lisa. Sem pensar muito bem, Rosé a pegou no colo e a levou até o banheiro.

- Vou lavar seu rosto.

Ainda com Lisa no colo, Rosé abriu a torneira e molhou um pouco da mão. Gentilmente, ela passou sobre os olhos de Lisa. Ela deixou a tailandesa no chão, que caiu de joelhos. Assustada, Rosé se ajoelhou ao lado dela.

- Rosé... - a voz de Lisa saiam como em um sussurro. - Acho que eu não estou fazendo o certo...

- Como assim?

- Eu sou como uma rosa... eu quero que as pessoas se aproximem de mim, mas meus espinhos não deixam. E eu não estou falando de aparência... mas de meus defeitos.

- Lisa, todos temos espinhos.

- Do que adianta se eu sei que não vai ter ninguém que vai querer se aproximar de mim? Nem sei como a Camila, o Conan, o Noah, a Lauren e o... Félix, me aguentam.

- Tem eu também.

- Você é só mais uma que eu afasto. Eu pedi para ser sua amiga, mas fui uma completa idiota hoje.

- Lisa, olha para mim.

Lisa levantou sua cabeça, olhando no fundo dos olhos de Rosé. Olhos que transmitiam pura doçura e gentileza. Olhos... que hipnotizavam a tailandesa.

- O que foi?

- Se você é uma rosa cheia de espinhos, tudo bem. Eu ainda vou me aproximar de você.

- Como assim? - Lisa franziu seu cenho.

- Pense em mim como uma jardineira. Ela, ao cuidar de uma rosa, usa luvas. Por que eu não usaria para ser sua amiga? Mesmo que você ache que ninguém se aproxima realmente de você, pode ficar tranquila. Saiba que eu sempre estarei com um par de luvas, pronta para cuidar de você... quando precisar...

Lisa começou a chorar novamente.

- Por que está chorando?

- Estou chorando de felicidade. - ela limpa os olhos. - Vai continuar sendo a minha amiga mesmo depois do que eu fiz na praça?

- Claro. E você não fez nada, apenas saiu andando.

- Tá.

- Você quer comer o algodão doce?

- Quero.

As duas foram para a cama de Lisa, se deitando ali. Rosé abriu a embalagem do algodão doce e para animar Lisa, a loira foi dando o doce na boca dela, que aceitava de bom grado.

As horas foram se passando. A noite caiu sobre Auckland, trazendo uma leve garoinha. Lisa e Rosé estavam se preparando para dormir. Elas se deitaram e deixaram que a luz do luar invadisse o quarto.

- Rosé... - Lisa se vira para ela. - Falou sério mesmo?

- Sobre?

- Sobre o papo da jardineira?

- Sim. - Rosé se virou para ela. - Por que a pergunta?

- Nada não.

- Entendo...

As duas passaram um tempinho se observando. Para Lisa, Rosé parecia um pequeno anjinho que roubou o coração de uma garota confusa. Para Rosé, Lisa era como um pequeno brotinho de flor, que ainda precisava ser regado. Os olhos das duas se prenderam aos lábios uma da outra.

- R-Rosé... eu...

- Fala... - Rosé sussurrou, aproximando seu rosto.

- Obrigada.

- Pelo o quê?

Lisa deixou um selinho na bochecha de Rosé, fazendo a garota corar.

- Por não desistir de mim.

Lisa abraçou Rosé, se aninhando no peito da garota. Rosé precisou de alguns segundos para voltar ao normal, mas quando voltou, abraçou fortemente Lisa. A tailandesa se sentia protegida nos braços da garota, que apoiou seu queixo na cabeça dela. Assim, as duas adormeceram.


Notas Finais


Quem gosta de Jensoo, aguarde...

Desculpe qualquer erro.
Até o próximo capítulo.


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