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História One More Chance - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oii babys, estou reescrevendo e continuando esta história que está na minha cabeça há um tempo, mas qualquer ideia, opinião ou comentário vou aceitar de muito bom grado. Vou tentar manter frequência nas postagens, tudo certinho? Espero que gostem

Capítulo 1 - I'm Back


 - Ah vamos lá Granger, só hoje. Prometo que você vai se divertir - a ruiva disse enquanto atirava várias roupas em cima de sua cama - talvez até desgrude desse computador um pouco.
 - Gina, sabe q não sou muito de festas. Prefiro ficar em casa, escrevendo meus seminários e tomando meu sorvete - falei colocando mais uma colher de misto de chocolate e menta, meu preferido, na boca - sem contar que quero adiantar meus trabalhos para a faculdade e você deveria fazer o mesmo. 
  Ginevra Weasley, minha melhor amiga desde o primário quando ainda morávamos em um uma cidadezinha pequena ao sul da Inglaterra. E então, quando terminados o ensino médio, decidimos que estava na hora de um pouco de aventura – ou melhor, ela precisava, eu só precisava de distanciar de certas coisas -, logo, arrumamos nossas coisas e pegamos o primeiro trem para Londres no primeiro dia de nossas vidas como não mais crianças e, sim como adultas. Sempre vou amar a Gina, mas somos completamente diferentes, ela é animada, gosta de se divertir, se colocar em perigo e principalmente gosta de tentar fazer eu viver um pouco como ela. Hermione Granger não nasceu para isso. Gosto de ficar em casa e ler um bom livro, cozinhar e não me meter em encrenca, saí mesmo de casa só para poder me livrar da minha família problemática. Sou quieta, mas já me meti em bastante confusão quando mais nova e agora opto pela paz. Infelizmente nem tanta, já que decidi morar com a minha ruivinha e nesse meio tempo Gina já havia tirado três quartos do seu guarda-roupa e iria começar a depositar suas coisas na minha cama se eu não a ajudasse.
- Amiga, usa o vermelho curto decotado que tem aquela abertura na perna, combina com seu cabelo - apontei para o que estava mais por cima de todas as roupas, ela pegou e começou a trocar de roupa - e pode pegar aquela minha sandália preta de salto, que tem o laço.
- Eu não sei o que faria sem você Mione - comentou indo pegar o salto.
- Provavelmente sairia pelada pela rua - sussurrei voltando a escrever no laptop, mas então Gina surge do nada e fecha o computador e por pouco não decepa meus dedos - GINEVRA!
- Sabe que odeio quando me chama pelo meu nome todo - ela brigou - e não adianta fazer cara de emburrada, hoje você vem comigo e ponto. E vai se arrumar, ou eu que vou colocar uma roupa em você.
 Saí bufando da cama em direção ao closet. Mesmo negando que queria ir, talvez dar uma animada de vez em quando não faz mal e quando minha querida amiga fica assim é melhor não discutir, além de ter medo do que aquela garota podia escolher para eu colocar. Chegando na minha parte, abri meu armário e peguei um vestido verde escuro justo que ia até o meio das minhas coxas e tinha um decote aberto que ia até um pouco acima do meu umbigo, sem alças e simples. O que realmente chamava atenção no vestido era o decote, peguei um salto preto simples também, fui ao banheiro e tomei um banho rápido e fiz uma maquiagem leve, tirando o batom vermelho que era minha marca oficial, coloquei a roupa e fui de encontro a minha amiga impaciente.
- Hermione, já estava na hor... - parou de falar assim que me viu - porra, queria ter essa habilidade de escolher roupa. Mas também com esse corpo fica fácil.
- Cala boca Gina – revirei os olhos pegando minha bolsa - vamos logo antes que eu realmente decida ficar em casa.
  Saímos do nosso apartamento e fomos em direção ao estacionamento, quando estava indo para o carro dela Gina pigarreou, olhei para ela que fez cara de cachorrinho pidão e eu só murmurei um "ok" a contragosto e ela deu pulinhos de alegria. Com muita dificuldade – entre aspas isso ai – tinha conseguido comprar uma Lamborghini Huracan, meu bebê e que absolutamente ninguém toca além de mim, mas Gina havia se comportado nas últimas semanas então daria o gostinho de andar no meu carro. Quado saímos da garagem pedi à ela que pusesse o endereço no GPS, assim que o fez, apareceu que estávamos há uns quarenta minutos do lugar e choraminguei baixinho, só queria estar em casa vendo um filme. Percebi que estávamos indo para KOKO, uma balada que foi instalada em um antigo teatro de Londres no famoso bairro Camden Town, fiquei curiosa para saber como Gina havia conseguido as entradas, mas não comentei nada. Quando estávamos próximo à boate procuramos um lugar para estacionar, o que foi bem complicado, porém conseguimos achar à umas duas quadras do local. Assim que chegamos, a fila já estava enorme e fomos para o final dela, quando já tínhamos esperado quase uma hora e a fila quase não havia andado ia falar para Gina que iria embora quando percebi dois rapazes nos encarando. Os dois eram altos, um tinha o cabelo castanho com olhos verdes e o outro era loiro com olhos tão azuis que chegavam a quase um cinza. Estranhei isso e uma parte de mim já entrou em alerta, questão de costume e velhos hábitos, então eles perceberam que eu os encarava, o moreno deu um sorriso sem graça e caminhou até nós, sendo seguido pelo seu amigo;
- Vejo que a fila hoje se superou – ele comentou conosco, mas particularmente à Gina a encarando com um sorriso, então era isso, suspirei aliviada e dei um sorriso irônico.                                                                                                                         - Não, vocês não podem passar na nossa frente - Gina disse mal humorada e o garoto loiro segurou uma risada, eu o encarei e ele baixou os olhos mas ainda com um sorriso. O moreno arregalou os olhos assustado e eu ri da situação.
- Calma Gina - disse achando a situação engraçada, normalmente sou eu que fico assim quando garotos chegam por perto - eles não disseram nada de passar na nossa frente – ela me olhou e depois olhou para os rapazes.
- Foi mal – falou – eu  só estou cansada de esperar.
- Por que vocês não vêm com a gente? - o loiro perguntou se dirigindo a mim - somos vip's na KOKO, então não precisamos ficar na fila.
- Nem sabemos o nome de vocês - disse - ou quer que chamemos vocês de loiro e moreno? - perguntei já saindo da fila e puxando Gina comigo, melhor desconhecidos do que mais uma hora na fila. Eles sorriram e o moreno foi o primeiro a me estender a mão.
- Sou Theodore Nott, mas meus amigos me chamam de Theo - disse educado.      - Oi Nott – frisei seu sobrenome, percebendo ele sorriu – sou Hermione Granger, essa é Gina Weasley – apresentei minha amiga que piscou pra ele, enquanto eu me dirigia ao loiro que estava quieto até agora, o que me deixava no mínimo curiosa – e você é?
- Ah, me desculpe, sou Draco – ele estendeu a mão e eu peguei.
- Prazer.
- Bom, agora que já fomos devidamente apresentados, podemos? - Theo apontou para a entrada e todos assentimos sorrindo.
  Fomos todos em direção às grandes portas de madeira e os seguranças nos deixaram passar, alcançamos o corredor principal que nos levava a mais uma porta pesada e, assim que os demais seguranças confirmaram que podíamos entrar, fomos recebidos pelo som alto da música eletrônica vinda do DJ no final da imensa pista de dança, onde ficava o palco do antigo teatro. Gina tentou me arrastar para dançar, mas neguei afirmando que precisava de álcool no organismo para isso, então fomos interrompidas por Nott sussurrando algo em seu ouvido logo em seguida recebendo confirmação, então ele a puxou para dançar e ela foi sem questionar, dei uma risada sarcástica e me direcionei para o bar. Pedi uma vodca pura com gelo e limão e uma dose de tequila, e vi Draco se aproximar e pedir uma dose dupla de whisky, ele me olhou e sorriu, assim que chegaram nossos pedidos ele brindou no meu copo e virou sua bebida.
- Uau – comentei erguendo uma sobrancelha.
- Nem todos são fracos pra bebida princesa – disse, então dei uma risada sarcástica e em seguida virando meu copo de vodca e sorrindo com total inocência  pra ele depois - ou não - ele riu.
- Tem um sorriso bonito – disse brincando com o copo.
- Obrigado – agradeceu me encarando. – você é bonita;
- Eu sei – o encarei de volta rindo e virando minha dose.              

 Depois disso entramos numa conversa mais amena que fluiu muito bem. Falamos de economia, política, o clima, programas de TV, ele me perguntou da minha infância e eu contei apenas o necessário, onde eu cresci, onde estudei, nada muito pessoal ou familiar. Perguntei o mesmo e ele disse que sempre morou em Londres com os pais – nesse momento percebi um olhar estranho, parecia não querer falar sobre, se eu tenho problemas familiares quem sou eu pra julgar os alheios –, me contou que assim como Gina é para mim, Theo e eles são amigos desde muito novos. Não bebi muito só um ou dois drinks, estávamos conversando calmamente quando ouvi as portas da boate se abrirem e quatro policiais entrarem por lá, fiquei tranquila já que não tenho problemas com a polícia há alguns anos, mas percebi que Draco ficou tenso. Ele sussurrou um ''merda'' e depois um "desculpa" pra mim e se levantou rápido, meio atordoada com o que podia tá acontecendo eu o segui e vi ele indo aonde Theo e Gina estavam em um canto, ele falou algo no ouvido de Theo que também ficou preocupado ao ver os tiras. Theo também pediu desculpas à Gina e os dois começaram a andar para a saída de emergência. Tentei os impedir pra saber o que estava acontecendo, mas eles já estavam quase fora da boate. Troquei olhares com Gina que assentiu e começamos a segui-los vendo que os policiais perceberam, aumentamos a velocidade até estarmos do lado de fora da balada. Os meninos não pareciam maus, só pareciam perdidos e que haviam se metido em confusão, era um tiro no escuro mas se esse fosse o caso eu entendia e Gina também do modo como me olhou.
- Não deveriam ter seguido a gente - Draco falou 
- Vocês tem que sair de perto... - Theo começou, mas não deixei ele terminar.
- Calem a boca vocês dois – falei tentando pôr meus pensamentos em ordem. Respirei bem fundo, aquilo podia acabar muito mal tanto pra Gina quanto pra mim, mas aqueles meninos pareciam com medo e eu sabia exatamente o que era isso.  

- Eu vou ser clara e rápida – comecei e eles me encararam – não conheço vocês, não sei em que confusão se meteram e ainda não sei se quero realmente ajudar vocês.
- E por que acha que queremos a sua ajuda? - Draco perguntou com uma cara de arrogante, mas que deixava transparecer totalmente o que sentia de fato: medo, incerteza e esperança.
- Não acho que queiram nossa ajuda - Gina falou – mas dependendo no que se meteram, acho que vão precisar.

 Não tínhamos mais tempo pra isso porque ouvimos as portas da boates sendo abertas em um rompante e comecei a andar rapidamente em direção ao meu carro, quando chegamos eles pararam e ficaram encarando o carro e depois a mim. Resignada, revirei os olhos e murmurei irritada um “entrem” que foi assentido, liguei o carro e não me demorei a sair daquele lugar.

 Eu sou uma idiota, eu não tenho nem dúvidas disso. O que caralhos me fez ajudar essas pessoas que eu não conheço e que não tem nenhum tipo de afinidade comigo? E mesmo querendo transparecer estar raivosa comigo mesmo, eu sabia o porquê, porque a alguns anos atrás, era eu no lugar deles e olhando pra minha amiga sabia que ela pensava o mesmo. Eu daria um jeito se fosse pra dar, eu sempre fui assim e mesmo querendo manter a minha vida tranquila, não posso negar que sinto falta da adrenalina, talvez eu estivesse apenas fugindo o que era pra ser eu desde o início e quero ver aonde essa bagunça toda que estou me metendo vai me levar.


Notas Finais


Até babys.


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