História One More Chance - Capítulo 20


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Maxon Calix Schreave, Personagens Originais
Tags A Seleção, América, Kierakass, Maxerica, Maxon, Schreave, Singer
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Palavras 1.911
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nota: Gente, queria esclarecer umas coisinhas para vocesss! Escrevi essa fic com o intuito de fugirum pouco do clichê, de aproximar a história da realidade e não ficar em um universo taaao fantasioso. Meus personagens são pessoas errantes, humana, tomam decisões erradas e estão bem longe de serem perfeitos. Então assim, não to expulsando ninguém não, imagina!!!!!!!!!!!!, mas se vocês procuram aquele clichê todo, essa fic pode vir a decepcioná-las! Eu gosto de surpreender, e nessa fic quero fazer muito disso...

Capítulo 20 - Punhos Cerrados.



Point of view America Singer
Brice estava sentada ao meu lado no banco contando sobre como ela sentia a minha falta e o quanto Maxon tinha um monte de namoradas agora.
Era engraçado até, mas ela parecia triste e me senti triste por ela.
Não deveria ser fácil crescer com babás, sem uma mãe, com um pai como o sr. Schreave e um irmão instável como Maxon. 
Olhava para ela e compartilhava a falta de uma base ou estrutura familiar descente. 
-Mas a gente pode sair pra tomar um sorvete qualquer dia - falei quando ela se calou, muito, muito pensativa e tristonha - Ou ir à praia, comer uma pizza, fazer compras no shopping... 
- Tudo bem - ela levantou a sobrancelha direita e depois sorriu. O mesmo sorriso de Maxon e de Sam, talvez ele pertencesse a Amberly - Quando a gente vai?
- Hm... Você pode combinar com o Sam, ele pode te buscar na sua casa e te levar para a minha, depois a gente sai...
- Você conhece o Sam! - os olhos de Brice brilharam. Não sei se era exagero, mas eu amava tanto aquela menina, se eu pudesse eu a tomaria dos responsáveis e cuidaria dela eu mesma. Era tão bom estar com ela, meu lado materno sempre apitava. Será que minhas filhas seriam daquele jeito? Ou seriam ruivinhas como eu? 
- Sim, ele fez a minha tatua... - o barulho do pneu cantando atrapalhou nossa conversa. 
Olhamos para frente onde a camionete preta estacionou pegando parte da calçada e da pista, muito mal estacionada. Brice agarrou minha cintura e assustadas, olhamos para a visão enfurecedora que era Maxon descendo do carro sem blusa, com o boné vermelho para trás e a calça quase caindo por conta do cinto aberto. Ele estava sorrindo, bêbado e alterado. 
- Boa tarde, demorei princesa? - perguntou se aproximando.
Não ia deixar nunca que ela fosse com ele. 
Brice me apertou ainda mais.
- Maxon - falei com dificuldade e ele me olhou instantaneamente - Você não está bem. 
- América! Quanto tempo! Você está diferente! Fez uma tatuagem! - ele gritava.
- Não quero ir com ele - cochichou Brice. 
- Você está bem, América? - as pessoas que passavam por ali nos olhavam feio e xingavam pelo fato de Maxon ter estacionado o carro igual a cara dele.
- Posso deixar a Brice em casa.
- Eu estou ótimo! - ele disse sorrindo e colocando as mãos na cintura.
Não, não está ótimo. Você está se destruindo, você está magoado, você está péssimo e eu posso ver isso,  qualquer um pode, mas você se engana. 
Maxon estava com ódio nos olhos, mas sorria. Ele estava bêbado e sem controle de si.
Bolei um plano na cabeça.
- Brice, vamos ali no banheiro, você disse que queria fazer xixi, né? - pisquei para ela e ela entendeu.
- Quero sim! - ela olhou para Maxon que estava olhando pra mim - Não vou gostar de você se você ficar assim! Bobão! 
Empurrei ela com pressa de volta para a academia enquanto Maxon xingava todo o alfabeto. 
Entrei no banheiro com Brice e ela ficou de braços cruzados olhando seu reflexo no espelho. Peguei meu celular na bolsa e procurei na agenda o número do estúdio de Sam. Selecionei para chamar.
- O que você vai fazer? Não quero ir embora com o Max! - implorava Brice.
- Vamos dar um jeito - ela se aproximou e passei a mão em sua cabeça com um coque perfeito, que eu mesma fiz porque ela chegou de cabelo solto, e ela segurou minhas pernas. 
Após alguns segundos chamando a voz feminina ecoou:
- Cálix Tatoo, boa tarde...
- Preciso falar com o Sam.
- O Sam está ocupado, o que deseja? 
- É urgente e eu só posso falar com ele.
- Sam está ocupado e...
- Eu preciso falar com ele urgente! É a América, passa o telefone para ele ou passe o número dele.
- Qual seria a emergência? 
- Se fosse para te falar eu já tinha dito. Passe o telefone para ele, do contrário, se alguma merda acontecer, pode ter certeza que vou te responsabilizar por tudo! Passe a droga do telefone para o Sam agora, porra.
Ouvi ela sussurrar um vadia, mas ignorei, não era hora de arranjar confusão e eu tinha pouco tempo até que Maxon decidisse vir atrás de nós.
- América? 
- Sam, você precisa vir aqui na academia de balé da Brice urgente.
- O que houve? América vocês duas estão bem?
- Estamos! Mas acontece que Maxon veio buscar a Brice e está caindo de bêbado e eu simplesmente não vou deixar ela ir com ele, nem ela quer ir. Não posso impedir que ele a leve sem arranjar uma confusão e perder meu emprego! Ele está péssimo, por favor me ajuda - ele ouviu tudo calado e depois de alguns segundos respondeu:
- Estou a caminho, fiquem calmas.
Desliguei o telefone.
- Bri - abaixei e olhei nos olhos azulados dela - preciso da sua ajuda. Sam está vindo para cá, ele vai nos ajudar, ok? - ela concordou com a cabeça - Quando chegarmos lá fora, você vai deixar as suas coisas caírem no chão e nós duas vamos pegá-las bem devagarzinho... Temos que enrolar o suficiente para dar tempo do Sam chegar e te levar pra casa, ta bom? O Max não está muito bem...
- Você vai levar ele pra casa? 
- Não - respondi como um reflexo. 
- Ele vai ficar bem?
- Vai.
- Ele está bêbado. Muito bêbado - respirei fundo.
Aquilo seria difícil, eu teria que encará-lo depois de tudo, depois de termos seguido em frnete. É sempre difícil remoer o passado.
Apesar de tudo, de estar com ódio dele, eu ainda lembrava dos nossos momentos, eles foram tão bons que às vezes me faziam questionar a necessidade de um término. 
Acordava de madrugada às vezes e lembrava das noites em que dormíamos coladinhos depois de um sexo, e eu acordava pra olhar pra ele e me sentia tão viva quanto a chama de uma fogueira. Lembrava de quando tentava me conquistar, e de como eu me sentia jovem ao seu lado, do quanto meu coraçãozinho parecia enorme e cheio ao lado dele.
Mas a vida quis assim, não posso ir contra, não sei como ir e também não quero, aceitei o fato de que o nosso efêmero “amor” não foi um erro, mas teve que chegar ao fim e isso ainda dói. 
- Tudo bem, garotinha, vamos lá - falei por fim.
Abri a bolsa de Brice e coloquei mais algumas coisas minhas lá e deixei aberta. Fomos andando até o lado de fora da academia onde o gerente conversava com Maxon, que estava muito alterado, quase batendo no senhor e então acabei intervindo.
- Maxon! - gritei furiosa e ele ligeiramente encontrou meus olhos.
Maxon parou na mesma hora.
Com a respiração ofegante e o punho cerrado, Maxon ignorou o gerente e se aproximou de mim. Talvez eu devesse sentir medo ou qualquer coisa do tipo, mas eu não senti aquilo, senti apenas uma brasa quente arrepiar meu corpo a medida que ele se aproximava. Aquele monstro era só o Maxon, era só um adolescente no corpo de um adulto que não sabia mais brincar. Ele se desarmou quando chegou perto de mim e balançou a cabeça.
- Por que você me deixou? 
Meu mundo parou e eu não tinha desculpas.
- Isso não é desculpa pra fazer o que você está fazendo! - desviei o assunto.
- Você me magoou, América! Eu nunca achei que você fosse fazer isso comigo! 
- Maxon, para com isso...- meu rosto já estava quente e meus olhos apontavam as lágrimas.
Era dolorido vê-lo naquele estado por minha culpa e não saber mais o que é que eu estava sentindo. 
- Não! Eu tentei de todas as formas te esquecer, mas é impossível! 
- Para de gritar - falei me aproximando dele - A sua irmã está com medo de você! Olha o seu estado!
- Você me deixou assim - Maxon trocou o peso do corpo para a outra perna e quase caiu - Olha o que você fez comigo! - gritou - Não é justo, América! - ele apontou pra mim - Não é justo eu tentar te esquecer e só lembrar de você cada vez mais! Sai da minha vida! Se você não quer mais ficar, vai embora de vez! 
- Singer - o público expectador estava crescendo - Devo ligar para a polícia ou a senhorita vai resolver a sua situação com o seu caso fora do seu ambiente de trabalho!? - perguntou o gerente revoltado.
Olhei em volta e vi Brice encolhida a alguns metros longe de mim.
A situação era enlouquecedora.
Maxon me culpava.
O gerente brigava comigo.
Brice se encolhia com medo.
As pessoas paravam para assistir ao nosso show.
Eu estava quase, quase, quase surtando até que a imagem de Sam descendo da moto tomou conta da minha visão. Ele logo veio correndo em nossa direção, pegou Brice no colo e por alguns poucos segundos Maxon se calou. 
- O que você quer aqui? Solta a minha irmã seu desgraçado - Maxon avançou em Brice mas Sam desviou, fazendo ele tropeçar nos próprios pés.
- Maxon, vai embora - disse frio e calmo.
- Quem você pensa que é? Eu vou acabar com você do mesmo jeito que ela fez comigo! - ele avançou mais uma vez e Sam desviou.
Enquanto Maxon tentava se recompor do quase tombo, Sam a deixou no chão e pediu que ela pegasse suas coisas. 
- Maxon, para! - Sam segurou os braços do primo e por um breve momento pude compará-los. Maxon era mais forte, mas Sam era mais alto. Maxon loiro, Sam moreno. Maxon era explosivo e Sam um poço de calmaria, porém ambos belíssimos homens, deixavam o meio das pernas de qualquer uma, que olhasse por muito tempo, quentes como um vulcão.
- Não, porra! - Maxon, mesmo bêbado, deferiu um soco na barriga de Sam, que recuou dois passos.
Entrei em desespero, não sabia o que fazer e o choro de Brice começou a ecoar na minha cabeça.
- Para, Maxon! - gritei tentando me aproximar, mas Sam balançou a cabeça pra mim, ainda envergado por conta do golpe, tentando se afastar de Maxon que agora era a personificação da ira indo atrás de Sam que apenas se defendia dos golpes - Maxon! 
- Eu vou acabar com você! - ele repetia para Sam.
Não entendia o motivo da raiva, mas imaginei que se ele soubesse de mim e de Sam as coisas seriam piores.
Como se já esperasse por aquilo, Sam segurou os punhos de Maxon e girou seus braço, mas ele se soltou, estava impossível segurá-lo, Sam era esperto em apenas se defender.
- Alguém para com essa porra! - gritei.
- Vai se foder! - Maxon gritou - Vai se foder!
Ninguém se quer se movia para parar aquilo, apenas riam e preparavam as câmeras para filmar. 
Eu fiquei puta.
Avancei até os dois e estupidamente tentei puxar Maxon que com um movimento rápido e seu grande punho cerrado me acertou em cheio no rosto.
A minha visão ficou turva, meus sentidos começaram a falhar e com uma dor latejante senti meu corpo cair aos poucos pela falta de equilibrio, eu perdi o chao. 


 


Notas Finais


Eu leio todosss os comentários que vocês me mandam, mas to tao corrida que nem consigo responder todos entao pra não ficar injustiçando ninguém, vou responder de modo geral!!!
Sim, Sam apareceu do nada e do nada a America gostou dele e beijou ele e curtiu a vibe. Com o Maxon foi uma luta ate ela se entregar de vez! Mas e aquela, quantas vezes não lutamos para esquecer um amor que achamos ser passageiro mas que dificilmente esquecemos? Talvez muitas de vocês não tenham tido a experiencia de tentar tampar um buraco no peito de uma forma que não encaixa, sabemos que e errado mas comumente fazemos isso, e não só em questão de relacionamentos... Mas como já disse la em cima, meus personagens não são perfeitos, cometem erros como um ser humano qualquer e escolhas erradas talvez não sejam tao erradas assim, porque querendo ou não elas nos levam ao lugar que verdadeiramente devemos ir.
Beijos...


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