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História One more dance - Michaeng - Capítulo 8


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Notas do Autor


Olha quem voltou a preguiçosa que ficou enrolando para escrever.

Desculpa gente foi mau mesmo

Capítulo 8 - Força


Fanfic / Fanfiction One more dance - Michaeng - Capítulo 8 - Força

Chaeyoung praticamente arrombou a porta de casa e entrou pisando firme; Dahyun curiosa e ao mesmo tempo preocupada resolver perguntar o que tinha acontecido.

—Chae, o que aconteceu? Por que está assim?

—Mina foi atropelada —a Kim não escondeu sua expressão de choque e a Son continuo —Cheguei no hospital para tentar ver como ela estava e os pais dela me proibiram de entrar e ainda me avisaram de ter atropelado ela.

—Mas você nem tem cara.

—Eu disse isso a eles, e foi pior porque começaram a falar que eu tinha não só atropelado Mina como fiz isso com um carro roubado.

—A mais eles vão ver só —Dahyun serrou os punhos mas a mais nova colocou a mão esquerda em seu ombro.

—Dah, não faça nada, você está grávida e isso pode te prejudicar. Eu me viro com eles, até porque não tem como eles provarem que foi eu e sem provas sem as acusações são anuladas —explicou calmante e Dahyun respirou fundo.

—Ok, mas se as coisas piorarem não tenha vergonha de pedir ajuda, promete?

—Prometo.

[...]

No dia seguinte a mais velha já estava arrumando as coisas para ir morar com a namorada mas ainda estava incomodada com o ocorrido com Chaeyoung, sabia que era bem improvável que a Son fosse presa ou algo do tipo, mas ainda tinha medo, eles tinha fama e poder aquisitivo, e a Son não tenha nada além de um salário mínimo que ganhava pintando fachada de estabelecimentos e outros bicos do tipo.

—Estou indo —disse a Kim pegando as malas.

—Vou sentir sua falta Dah —Chaeyoung abraçou a Kim forte.

—Também vou sentir sua falta.

Dahyun virou as contas saiu da casa, a Son foi até a porta e observou a prima entra no táxi e partir.

Mina abre os olhos com certa dificuldade, havia uma luz forte a sua frente que impedia que a mesma identificasse onde estava. Logo que seus olhos se acostumaram com a claridade percebeu que estava em uma maca hospitalar presa a vários sensores cardíacos.

—Ahh —gemeu ao tentar se mover e sentir uma forte dor nas costas.

—Não se mexa! —o médico disse calmamente e foi fazer um check-up na japonesa.

—O que aconteceu? —Mina não conseguia se lembrar da noite anterio, e sempre que tentava forçar e lembrança sua cabeça doía muito.

—Você foi atropelada na frente da sua casa ontem a noite, a pancada forte na cabeça deve ter te causado uma aminesia branda —o médico tira o medidor de pressão do braço da japonesa —Você até que deu sorte, tenha grandes chances de ter morrido, e também conseguiu se recuperar muito rápido, porém....

—Porém o que?

—Houve uma fratura bastante severa em sua coluna, você perdeu os movimentos das pernas —a Myoui arregalou os olhos, aquilo a abalou de tal maneira que não conseguia falar e nem mesmo chorar —Mas à uma pequena chance de você recuperar pelo menos uns 80 à 90% dos seus movimentos com fisioterapia intensa. 100% eu não garanto, mas que dá para você voltar a andar isso eu posso garantir, mas aí vai depender de você.

—Ok, eu faço as sessões, quando eu começo? —Mina estava ansiosa para começar sua recuperação estava determinada a conseguir retornar aos palcos.

—Calma, calma, esse infelizmente é um processo demorado vai levar no mínimo uns 3 anos até que consiga recuperar sua mobilidade e a capacidade de se manter equilibrada, sei que quer voltar a dançar mas vai levar tempo, e muito tempo —o médico saiu da sala e a morena ficou pensativa.

Passado-se algumas horas Mina já não sabia mais o que fazer para se distrair, não tinha o costume de ficar deitada por muito tempo, a vontade de pular da maca era grande mas sabia que não tinha essas possibilidades.

—Filha, você está bem —Ouviu a voz de sua mãe e bufou.

—Não. Eu quero ficar sozinha —disse seria, Mina não queria ficar sozinha, mas era melhor do que ficar ouvindo as idiotices de sua mãe.

—Ok, se precisar de algo me liga, eu vou para casa —a japonesa assentiu e a mulher saiu da porta do quarto.

Na recepção do hospital Chaeyoung finalmente conseguiu achar um horário em que os pais de Mina não estava.

—Oi, eu gostaria de fazer uma visita a Myoui Mina —disse para o jovem da recepção.

—Sim, é... Qual o seu nome?

—Son Chaeyoung.

—Sinto muito, os pais da paciente me disseram para não deixar você entrar —a coreana franziu as sobrancelhas, como assim não podia entrar?

—O que? Mas, mas, a Mina está acordada?

—Sim.

—Então fala com ela, ela vai querer me ver —o jovem gentilmente foi até a sala da japonesa —Licença senhorita Myoui, tem uma garota na recepção querendo vê-la, mas os seus pais me deram a ordem de não deixá-la entrar.

—Son Chaeyoung, o nome dela? —o rapaz assentiu —Pode deixar ela entra não de ouvidos aos meus pais.

Pouco tempo depois a Son entra pela porta sorrindo e se aproximou da maca onde Mina estava.

—Como você está? —pergontou com uma voz doce e gentil.

—Mais ou menos, o médico disse que eu corro risco de ficar sem andar —Chaeyoung ficou séria —Mas se eu fizer a fisioterapia corretamente e volto a andar em alguns anos.

—Que bom, olha eu queria ter vindo mais cedo mas seus pais não me deixaram entrar —Mina revirou os olhos.

—Relaxa, eles são uns estúpidos, sabe quando eu era mais nova achava que eu era a errada, tinha tanta medo de ficar no orfanato para sempre —soltou uma risada —que ficava me podando e reprimindo meus sentimentos de todas as formas possível, hoje eu vejo que era melhor eu ter ficado por lá mesmo.

—É... Mas como assim seus sentimentos? —a Son estava meio confusa.

—Eu não te contei —negou —Eu sou bissexual, tinha que ficar escondendo quando me sentia atraída por uma garota por mais que eu tenha sentimentos por homens também era ruim quando me via apaixonada por uma mulher e saber que não poderia estar com ela. Quando me contou que era lésbica fiquei feliz por conhecer alguém que de certa forma me entendesse, mas eu realmente esqueci de te contar, desculpa.

—Ta tudo bem.

As duas ficaram conversando por um bom tempo até que o médico veio avisa que o tempo tinha acabado as duas se despediram e Mina suspirou com um sorriso bobo nos lábios, já fazia um tempo que começou a desenvolver um carinho especial pela pequena só estava criando coragem para enfrentar seus pais, por mais que já tivesse deixado claro sua orientação sexual ela nunca tinha namorado uma garota e sabia que isso seria algo inaceitável.

Alguns dias depois.

As sessões de fisioterapia de Mina já tinham começado e a japonesa estava dando todo gás, estava disposta fazer o que fosse para voltar 100% e nada a faria desistir ainda mais quando Chaeyoung passou a visitá-la durante as sessões.

—Como está indo?

—Ótima quando eu terminar eu quero outra dança com você —disse e mandou uma piscadinha para a coreana que virou na hora.

—É... Eu... Ok —Chaeyoung sorriu sem graça e a Myoui caiu na gargalhada —Você lida muito bem coisa as coisas ruins.

—Sim, eu acho que é melhor não deixar essa coisa tomarem conta de mim, e ao invés de transformar isso em tristeza eu transformo em força, e um motivo a mais para continuar lutando para ser quem eu sou e provar para mim mesma que sou capaz.

Chaeyoung ouviu aquelas palavras com atenção e parou para pensar em sua vida, Mina estava certa, já fazia um tempo que não fazia seus grafites era hora de voltar com seu trabalho e provar seu talento. 



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