1. Spirit Fanfics >
  2. One more day in Arcadia Bay >
  3. Bodysnatchers

História One more day in Arcadia Bay - Capítulo 34


Escrita por:


Capítulo 34 - Bodysnatchers


- Max, saiu o resultado do concurso. Vamos lá ver? – Kate me chamou, animada de saber se tínhamos sido classificadas.

- Bom...Com vontade não estou, mas vamos.

Um pequeno amontoado de gente estava ao redor do papel que tinha o nome dos classificados. Victoria estava olhando para ele apaticamente, e logo que virou e me viu, deu um sorriso irônico e seguiu o caminho até a sala. Chegamos até lá e pude ver meu nome, o de Kate e o de Victoria selecionados.

- Por essa eu não esperava – falei enquanto ainda olhava atenta pro papel – Não esperava mesmo.

Kate pulou no meu pescoço, exclamando uma grande satisfação.

- Conseguimos, Max. Fomos classificadas! – ela continuava a exclamar, ainda me abraçando. Continuei a fitar aquele papel com nossos nomes classificados e achei no mínimo, engraçado. Como assim tinha conseguido ser classificada em uma dezena de pessoas? A falta de estima às vezes me proporcionava esse tipo de coisa.

Fomos para a sala e toquei no ombro de Victoria, que olhou para mim com surpresa.

- Parabéns, Chase.

- Você foi até que razoável, Caulfield.

- Cadê o Nathan?

- Também gostaria de saber – ela deu os ombros. A conversa só deveria estar acontecendo porque tinham poucas pessoas na sala o suficiente para não darem a mínima se estávamos nos falando ou não. Provavelmente as barreiras entre os nerds e os populares estavam se quebrando. Até em um lugar daquele pode acontecer uma evolução, afinal – Ele estava chateado ontem, não quis conversar e hoje sumiu de novo.

- Ele deveria estar se cuidando ou coisa assim – cruzei os braços enquanto conversava com ela.

- Já disse isso para ele, mas Rachel acha que não, que ele sabe se virar muito bem – ela deu os ombros. Estava aí o motivo do desgosto maior de Victoria: além dela ficar abaixo da hierarquia escolar e ser ofuscada pelos holofotes da garota mais popular, seu melhor amigo ainda estava sofrendo as consequências de estar no páreo sendo o subalterno direto dela.

- Você é a melhor amiga dele, deveria ser mais incisiva.

- Eu tento, Max, mas você deveria saber como é o poder da influência de Rachel sobre qualquer um.

- Essa alfinetada aí eu senti – retruquei, rindo. Ela riu de volta, e logo Mark entrou na sala para continuar a aula. Como sempre, mais um dia comum por Arcadia Bay.

 

 

Era mais um daquelas quintas costumeiras na qual saía com Chloe e sempre acabávamos, bem, sabe-se muito bem como, se bem que isso não acontecia apenas naquele dia da semana e sim quando desse vontade, o que era quase sempre. Sentia-me nas nuvens todas as vezes, e naquele momento, deslizando minhas mãos sobre seu corpo nu e deitando em cima dela, sentindo seu calor e as batidas rápidas do seu coração. Minhas mãos foram de encontro as suas e assim que entrelaçamos nossos dedos, suspirei exasperadamente procurando por sua boca para assim selarmos um beijo cada vez mais intenso enquanto pressionávamos nossas mãos.

- Poderia passar a noite nisso – retruquei enquanto afastava devagar meus lábios sobre o dela.

- Não acho nem um pouco ruim – ela respondeu, enquanto voltava a me dar um selinho – Me sinto a mulher mais sortuda de Arcadia Bay.

- Não sou lá essas coisas...

- Você que acha. Eu te acho demais, ainda mais que estou sabendo que foi por conta da sua modelo que você conseguiu ser classificada para aquele concurso regional de fotografia.

- Foi por conta da modelo mesmo, não vejo outro motivo para ter sido escolhida...

- Assim você me acostuma mal.

- Digo o mesmo sobre você –e nisso, voltamos a nos beijar por um longo tempo, ao qual me fez perder qualquer noção de tempo ou espaço, apenas concentrada no que estava rolando ali e agora.

 

 

Acordei com a ligação de um número desconhecido no meu telefone. Eu tinha pego no sono assim que cheguei no quarto e não fazia ideia de que horas eram quando despertei e vi o telefone vibrando.

- Alô? – respondi, ainda embargada de sono.

- Max? Tem como você me encontrar agora atrás dos dormitórios?

- Ahn? Quem tá falando? Victoria?

- Vem logo – e assim a voz desligou.

Esfreguei os olhos em uma tentativa de me despertar, mas ainda bocejando coloquei meu moletom e sai na noite fria que fazia ali, indo de encontro a pessoa que tinha solicitado minha presença e logo que cheguei, minhas suspeitas confirmaram-se: era de fato Victoria.

Ela estava encostada na parede dos fundos dos dormitórios, apoiada, mas ainda batendo os pés parecendo estar bastante inquieta. Andei até ela enfiando as mãos nos bolsos do moletom.

- Alguma coisa errada, Victoria? – perguntei.

Suas roupas estavam desgarradas e seu rosto aparentava como se tivesse chorando por um longo período de tempo. Certamente alguma coisa tinha acontecido, mas deixei com que ela se sentisse à vontade para falar sobre.

- Vamos sentar em algum canto – disse, colocando as mãos no seu ombro e a conduzindo para algum lugar mais afastado, fora do olhar de algum vigilante noturno que poderia ter por ali.

Encontramos lugar em um espaço do estacionamento, e sentamos ali por perto mesmo. Devia estar no meio da noite por conta do frio e da pequena garoa que estava se formando, mas Victoria parecia não estar se importando com muita coisa ao seu redor. Seu rosto era tomado de uma mistura entre raiva e tristeza, e deveria ter acontecido alguma coisa grave a ponto de ela querer ter vindo falar comigo assim, além do ponto de ter conseguido meu número de telefone, mas isso parecia o de menos. Ela abria e fechada a boca algumas vezes, como se formulasse bem o que queria dizer ou como ia melhor abordar isso. Continuamos em silêncio durante alguns minutos depois disso, até que ela, com uma voz embargada, começou a falar:

- Se eu te falar o que tenho pra falar agora, eu quero que você fique ao meu lado.

Bem, assim como o resultado do concurso, por essa eu também não esperava.

- Prossiga.

- A Rachel aprontou comigo – ela disse, exasperada – Essa filha da puta. Não só comigo, né.

- O que aconteceu?

- Ela que está traficando dentro da escola, entende? Ela e o namorado traficante dela...

- Disso já sabia, mas o que tem de tão ruim?

- O que tem de tão ruim, Max? O que tem de ruim é que rolou denúncia dentro da escola, coisa que eu já tinha dito que ia acontecer, mas ninguém ligou – suas palavras agora eram diretas e tomadas de raiva – Até que...

- Que? – as coisas estavam começando a esquentar por aqui.

- Até que eu fui chamada na direção porque a Rachel achou drogas nas minhas coisas, e na de Nathan.

- Wow...

- Sim, ela que colocou lá e ela mesmo denunciou pra tirar a culpa.

- Puta merda, e aí?

- E aí que eu me ferrei, cara...Todo mundo acreditou nela, e ela ainda teve cara de pau de falar que estava fazendo isso para se redimir das falsas acusações que fizeram contra ela naquele dia da festa – e nisso, ela deu uma risada sinistramente irônica – Cara, parece até piada.

- Mas que filha da puta, e o Nathan?

- Ele já estava mal da cabeça, agora...Ele está tendo que tomar remédios para se acalmar, tem momentos que ele surta e grita, outras ele chora muito, não está fácil e ela fica tranquila com o cafetão dela, entende? Max...

- Sim?

- Isso não vai ficar assim – ela pegou o telefone e, ao desbloquear a tela, entregou-o até mim – Eu não quero mais carregar culpa que não é minha.

Olhei para a tela e estava em um vídeo pausado. A imagem estava ruim e pouco focada, notoriamente escura.

- Do que se trata?

- Assista – e nisso, ela clicou na tela novamente, começando a reproduzir o vídeo.


Notas Finais


O que vocês acham do que se trata?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...