História One More Night - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Durarara!!
Personagens Celty Sturluson, Izaya Orihara, Shinra Kishitani, Shizuo Heiwajima
Tags Shizaya
Visualizações 213
Palavras 1.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olha só, a autora pela primeira vez não atrasou com o novo capítulo!
Leiam as notas finais, são boas notícias ♥
Boa leitura uwu

Capítulo 13 - Honestidade


— Izaya.

Shizuo apenas encarou o homem parado em sua porta, com um buquê de rosas brancas e vermelhas sendo apertado entre as suas mãos, mantendo uma expressão quase ilegível no rosto pálido.

— Eu sinto muito, Shizu-chan. — ele murmurou, meio tristonho.

Por mais que Shizuo estivesse irritado com o fato de que, há uma semana, Izaya ter praticamente deixado um grupo de garotos o tocar (o que, inevitavelmente, gerou uma crise de ciúmes consideravelmente grande no loiro), era impossível simplesmente olhar para aquela carinha triste e não fazer nada. Ao ver que Shizuo não estava respondendo, Izaya decidiu se pronunciar:

— Eu não fiz de propósito.

— Eu sei que foi de propósito.

— Talvez. — O informante abriu um pequeno sorriso que se dissipou com a mesma rapidez com que foi formado. — Mas eu não pensei que você fosse reagir daquela forma. Então... Desculpa.

O pedido de desculpas de Izaya foi tão baixinho e miserável que Shizuo quase se sentiu mal. O loiro suspirou, com uma mão na nuca, analisando a situação e as flores que pareciam ainda mais delicadas ao serem seguradas pelas mãos do menor.

— Perdoado. Isto é, desde que não faça aquilo de novo.

— Mhm!

— Prometa.

— Eu prometo, Shizu-chan. Afinal... — Ele aproximou-se do ouvido do maior. — Eu sempre serei só seu.

Shizuo sabia daquilo, porém, tinha que admitir que ouvir aquelas palavras saindo dos lábios de Izaya era algo extremamente satisfatório. E, também, agora que o moreno estava ali, lembrou-se de um detalhe que não poderia esquecer.

O aniversário de Izaya estava próximo.

 

Antes de tudo aquilo, a rotina deles era simples.

Corriam pelas ruas da cidade, com placas de trânsito e máquinas de venda sendo arremessadas contra a calçada, e isso era tudo o que importava.

Aquilo nunca deixou de acontecer, porém, foi pouco a pouco se tornando mais como uma farsa, já que agora havia algo muito mais importante e definitivamente mais intenso entre eles dois.

Foi com isso em mente que, no dia quatro de maio, Shizuo comprou um par de alianças de compromisso. Prateadas, brilhantes e com poucos detalhes, pois sabia que Izaya não gostaria de algo muito enfeitado, mas sim com um grande significado, ainda mais considerando que aquela não era a forma deles de demonstrar afeição.

E também porque Izaya merecia um bom presente de aniversário.

— Oh, Shizu-chan. Não é muito cedo para uma visita? — perguntou o informante, curioso.

É claro que ele estava acordado há tempo, mas o fato de Shizuo ter aparecido em sua porta à uma da tarde era incomum. Geralmente, eles se encontravam apenas ao anoitecer.

— Namie está com você?

— Não, eu a deixei tirar uma folga hoje. Por qu-

Izaya foi interrompido com um beijo do maior. Mas o ato em si também foi diferente, com uma gentileza raramente encontrada entre os dois, tão sutil que o moreno não teve escolha a não ser render-se ao beijo, ali na porta de seu apartamento mesmo.

— Shizu-chan..? — O olhou confuso ao fim do beijo, seus rostos ainda muito próximos, ao ponto de que podia sentir a respiração quente do maior contra seus lábios.

— Feliz aniversário, pulga.

Shizuo sorriu e foi impossível para o moreno não sorrir de volta. Ele se lembrou, era o que ecoava em sua mente, e Izaya estava extremamente feliz por dentro. Ninguém nunca havia se lembrado de seu aniversário antes.

— Você é meu presente? — o informante perguntou, com seu sorriso típico no rosto, convidando o loiro para dentro e fechando a porta. Estava se esforçando para não abraçar Shizuo, porém sua alegria toda não ajudava muito.

— Na verdade, não. Feche os olhos, Izaya-kun.

— O quê..?

— Confia em mim.

Curioso para saber o que Shizuo queria dar a ele, Izaya lentamente fechou os olhos. Sentiu uma mão sutilmente puxando a sua e colocando um pequeno objeto em sua palma. Surpreso, abriu seus olhos repentinamente.

— Isto...

— É para garantir que você não vai sair por aí vestido de garota de novo. — disse, um sorriso carinhoso aparecendo em seu rosto.

Sem palavras, examinou a aliança prateada, suas bochechas corando automaticamente.

— Shizu-chan...

— É isso que namorados fazem, certo? Compram alianças de compromisso?

Olhando para a mão do maior, Izaya notou que ele usava uma igualzinha.

— Eu procurei por uma que combinasse com os seus anéis.

— Shizu-chan... — repetiu, sem saber o que dizer.

— Se você não gostou, a culpa não é minha. Suas irmãs me disseram que você gostaria-

— Shizu-chan, seu idiota, cala a boca! — interrompeu-o — Eu... Eu amei, de verdade.

— Oh.

Shizuo corou um pouco. Passou um bom tempo se preocupando, sem saber se foi uma boa ideia, mas o sorriso no rosto de Izaya era tão sincero que fez o dia do loiro. Era inegavelmente lindo.

Izaya colocou a aliança, juntando sua mão com a do outro.

— Ficaram perfeitas... Obrigado, Shizuo. — sorriu mais ainda, desta vez abraçando o maior sem nem pensar duas vezes.

— Não precisa ficar todo manhoso só por causa delas. — brincou, e Izaya levantou o rosto para encontrar-se com seus olhos castanho-claros.

— É meu primeiro presente de aniversário, me deixa aproveitar.

O sorriso do loiro quase desmanchou. Provavelmente ele era o único que conhecia aquele lado adorável do informante, o único que pensava em agradá-lo e presenteá-lo.

Abaixou-se um pouco e cuidadosamente o beijou, tocando seu rosto com uma das mãos.

— É o primeiro de muitos.

Naquele momento, Izaya decidiu que deixaria o loiro ser dono de seu frágil coração.

 

Entretanto, apesar de terem compartilhado aquele pequeno momento de pura felicidade, mal sabiam eles que aquela era apenas a calma antes da tempestade.

Exatamente duas semanas depois, Shizuo estava voltando do trabalho quando recebeu uma ligação. De primeira, ele simplesmente desligou. Não costumava a atender telefonemas de números desconhecidos, e talvez aquele seja seu trauma de tanto que Izaya o ligou utilizando números anônimos. Isto é, quando ele e o informante ainda eram inimigos, e Izaya fazia aquilo com a única intenção de irritá-lo.

Quando chegou à sua casa, porém, Shizuo recebeu mais uma ligação do mesmo número. Estranhando, optou por atender.

—... Alô?

— Shizuo Heiwajima. — disse uma voz que Shizuo definitivamente não reconheceu.

— Quem é você? Como sabe meu nome?

— Isso não importa. Nós-

— Se eu estou perguntando é porque importa, porra. — respondeu. É claro que ter uma relação boa com Izaya foi um fator importante para melhorar o temperamento de Shizuo, mas ele ainda ficava facilmente irritado quando falava com pessoas assim.

— Como eu estava dizendo, nós temos interesse em realizar uma troca com você.

— Nós quem?

— Algumas informações não podem ser reveladas a você. Mas vou direto ao ponto: temos seu irmãozinho conosco. E ele não vai sair daqui tão facilmente.

— Você está mentindo. Já recebi dezenas de ligações como esta. — disse, tentando voltar à calma. Como seu irmão mais novo era famoso, muitas pessoas tentavam se aproveitar disso, ganhando dinheiro através de falsos sequestros. Shizuo não cairia nesta tão facilmente.

— Não estou. Olhe suas mensagens, Heiwajima-san.

Abriu as mensagens, meio hesitante, e engoliu em seco ao ver uma imagem carregando. Era uma foto de seu irmão, amarrado e amordaçado.

— O que vocês fizeram com meu irmão? — perguntou, sua voz já rouca de raiva.

— Ele está bem. — respondeu a pessoa do outro lado da linha. —... Por enquanto.

—... Eu vou te matar. Onde ele está?

— Ei, calma-

Onde

— Vamos fazer um acordo, Heiwajima-san. Um milhão de dólares em quarenta e oito horas.

Shizuo estremeceu. Não sabia quanto um milhão de dólares era em ienes, mas estava ciente de que era muito, muito dinheiro.

O homem pareceu ter percebido a falta de resposta do outro lado da linha, e voltou a falar:

— Vou te dar duas horas para se decidir, então ligarei novamente. Tenha um bom dia! — falou, e chamada terminou com um clique.


Notas Finais


Eu finalmente consegui me organizar com esta fanfic e já tenho alguns capítulos praticamente prontos, o que significa que não vou mais atrasar com as atualizações :3
Não desisti desta fic, então por favor, não desistam de mim çuç
Se puderem continuar comentando, vai ajudar muito! Se não fosse pelos leitores maravilhosos daqui, eu provavelmente já teria desanimado faz tempo ♥


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