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História ONE NIGHT - Gabriel Barbosa - Capítulo 5


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Notas do Autor


BOA LEITURA

Capítulo 5 - 5 - Sexy e atrativo


Fanfic / Fanfiction ONE NIGHT - Gabriel Barbosa - Capítulo 5 - 5 - Sexy e atrativo

�� Casa dos Prado/Fontana, RJ, Brasil.

 

 

 

A garota respirou fundo, automaticamente revirando os olhos ao escutar a voz da amiga, novamente insistindo por aquela festa.

 

-Lívia, eu acabei de chegar do trabalho, eu to tão cansada, que só quero deitar na minha cama e dormir. - Resmungou, e a morena bufou do outro lado da linha.

 

-Qual é, você quase não saiu de casa, desde que chegou no Rio. - Liv protelou. - Vai ser só uma festinha, nada demais. Só pra curtir um pouco. 

 

-E quem vai nessa festa? - Perguntou começando a cogitar a ideia em sua opinião descabida, e a outra se animou do outro lado da linha. 

 

-Só o povo do time, comissão e os acompanhantes deles, só isso. Não vai ser muito gente, porque é uma festa privada. 

 

-Por que, eu acho que isso é uma desculpa pra você ver o seu uruguaio? - Perguntou se dando conta das reais intenções da amiga, que riu envergonhada. 

 

-Não sei de nada, Will. - Se fez de inocente, arrancando um revirar de olhos da jornalista. - Vai por favor, eu não quero ficar sozinha. Além disso, é uma ótima oportunidade pra você se enturmar com o povo de lá.

 

-Tudo bem, mas é só porque você é muito insistente. - Se deu por vencida e a amiga Soltou um gritinho empolgado comemorando a decisão. - Vem me buscar que horas?

 

-Eu vou pegar carona com uma amiga, Marília. Você vai adorar ela demais, ela é um amor de pessoa. 

 

-Okay, me avisa quando estiver vindo. Vou tomar um banho e me arrumar rapidão. 

 

-Ta bom, eu te mando uma mensagem quando estiver aqui. - Liv concordou, logo se despedindo da jornalista e prometendo que a mesma não se arrependeria de ir a tal festa. 

 

A morena não se demorou a banhar-se. Sentiu a água refrescar seu corpo suado, visto que o calor do Rio de Janeiro permanecia o mesmo de quando ela morava aqui há anos atrás. 

 

Ficou minutos analisando todas as suas peças de roupa, tentando encontrar algo que se encaixasse na ocasião, ao mesmo tempo que a deixasse confortável. 

 

Um conjunto de saia e cropped, foram os escolhidos para a noite. A cor vermelho sangue, se destacou na pele branca da mulher, que para finalizar o look, dividiu o cabelo em duas partes amarrando uma com uma fita da mesma cor, e deixando a outra solta, formando um belo penteado. 

 

Preferiu apenas passar um delineador sobre o olho, para destacar o castanho amendoado deles, e um batom bem clarinho para o toque final. 

 

Esperou alguns minutos até a mensagem de Lívia chegar, avisando que a mesma já havia chegada e estava lá embaixo a sua espera. 

 

-Vi eu vou sair. - Gritou pela irmã, que respondeu concordando.

 

-Se comporta, Willaynna. - Protelou e a outra arqueou as sobrancelhas. - Não bebe demais, não volta tarde e usa camisinha, você é muito novinha pra ter filhos. 

 

-Ta bom, mãe, mas alguma coisa? - Ironizou e a mais velha apenas riu negando. - Prometo, não voltar tarde. Fica tranquila, maninha. Só confia. 

 

-Confiança demais, gera decepção.

 

-Se você pensar desse jeito. - Deu de ombros. - Agora tenho que ir, minha carona já chegou. 

 

-Se cuida Willaynna. Nada de zanzar por aí sozinha. 

 

Ignorou o restante do sermão extremamente chato da irmã, e saiu porta a fora se deparando com uma Lívia, ao lado de uma mulher desconhecida por ela.

 

-Menina que isso! - A morena exclamou espantada, ao ver a moça sair da casa. - Vestida pra matar. 

 

-Você que tá um pitelzinho. Toda essa produção por uruguaio? 

 

-Nem vou te responder, Willaynna. - Tombou a cabeça para o lado, revirando levemente os olhos, logo se virando para a loira que permanecia a seu lado. - Will essa é a Marília. Mari essa é a Will. 

 

-Oi. - A jornalista cumprimentou tímida, não deixando de ficar surpresa quando a outra a puxara para um abraço, que fora muito bem retribuído. 

 

-Um prazer te conhecer, Will. Você é bem mais bonita pessoalmente. - A loira falara simpática, deixando dois beijos um em cada bochecha. - Acho melhor nós irmos, a festa já deve ter começado. 

 

As duas concordaram com a decisão da loura, e logo a acompanharam até o carro, aonde Will cumprimentara Éverton, que era o motorista da vez.

 

O caminho foi regado de conversas aleatórias, e fofocas contadas pela mulher do camisa do Flamengo.

 

 

 

�� Boate Night, RJ, Brasil.

 

 

 

O som alto e as luzes coloridas, deixaram Will tonta. Ela não costumava vir a lugares como aqueles, até porque na maioria das vezes não tinha tempo. 

 

Pessoas de todos os tipos eram encontradas ali, inclusive alguns jogadores que ela reconheceu e companheiros de trabalho. 

 

Cumprimentou a todos simpaticamente. Seus olhos logo se encontraram com os castanhas dele, e ela desviou, sentindo seu coração acelerar. 

 

Não havia falado com o rapaz, desde aquele fatídico dia, mesmo que ele insistisse em tentar uma conversa, a mulher preferia fugir. 

 

Mesmo sabendo que o jogador e a ex Rafaella, não tinham nada, Will preferiu manter distância e ficar longe de confusão. A última coisa que queria era seu nome envolvido em fofocas ou em mentiras publicadas na internet. 

 

Willaynna logo engatara em uma conversa, com uma das pessoas que mais fizera amizade no time, em seus poucos dias de trabalho. 

 

Reinier. 

 

O garoto conquistará o coração da jornalista, se tornado um de seus melhores amigos. Rei até brincava, dizendo que Will parecia sua mãe, já que a mesma sempre o aconselhava e dava broncas quando necessário. 

 

Willaynna pediu licença se encaminhando para o banheiro mais próximo que achara. 

 

Mulher que é mulher sempre confere pra ver se as coisas estão no lugar. - pensou. 

 

Retocou seu batom, arrumou sua saia, ajeitou o cabelo e lavou as mãos. 

 

Fez todos os procedimentos necessários, antes de sair do banheiro, sendo apenas impedida por uma mão áspera, que puxará brutalmente seu braço. 

 

-O que faz aqui? - Encarou incrédula o rapaz que sorriu, aproximando seu rosto do dela, que tentara a todo custo se afastar. 

 

-Sentiu minha falta, baby? - O hálito e cheiro de bebida, invadiram com força as narinas da jornalista, que se controlou para não vomitar ali mesmo.

 

-O que você está fazendo aqui, Michael? - Repetiu a pergunta de segundos atrás.

 

-Ué... Vim atrás da minha mulher. - Respondeu simples, passando a mão sobre o rosto dela, que não pensou duas vezes antes de atingi-lo com um tapa estralado no rosto. - Sua vadia. Por que fez isso? 

 

-Não chega perto de mim, se não eu vou gritar. - Ameaçou se afastando consideravelmente do rapaz, que sorriu malicioso. - Não chega perto de mim, Michael. 

 

-E você acha que alguém vai escutar você gritar, querida? - Perguntou não deixando de transparecer em sua voz, a pura ironia. - Estão todos ocupados bebendo e curtindo. Ocupados demais, para pensar em uma vagabunda que nem você. 

 

-O que você quer aqui, Michael? Pensei que estivesse bem em São Paulo, com a sua nova namorada. 

 

-Não, eu enjoei dela. Muito grudenta. - Contou se aproximando novamente da jornalista. - Calma, não precisa ter medo de mim, querida. Sabe que eu já mais lhe machucaria, não é? 

 

-Eu sei disso, por isso você vai me deixar ir embora, não é? - Respondeu com outra pergunta, e o loiro riu negando levemente com a cabeça. - Se não quer me machucar, o que quer então? Qual o seu objetivo? 

 

-Eu só queria te ver, meu amor. Quem sabe matar as saudades de quando a gente ainda namorava, se lembra? 

 

-Matar as saudades? Que tal matarmos as saudades de quando você me traia com a vizinha, enquanto eu pensava que você estava trabalhando? 

 

-Você não mudou nada, querida. Afiada como sempre. - Riu, ajeitando a camisa social branca que usava. - Bom eu só queria te ver, e consegui, então acho que já pode ir. 

 

-Por que voltou ao Rio? 

 

-Isso é uma coisa que eu não posso te contar, anjinho. - Respondeu frisando a palavra "não". - Pelo menos ainda não. 

 

-E por que não pode me contar? 

 

-Segredo de estado, minha deusa. - Sussurrou no ouvido da morena, que estremeceu ao escutar a voz dele penetrar seus ouvidos. - A gente se esbarra por aí. Toma cuidado com esses caras que te olham, não são gente confiável. 

 

Will observou seu ex-namorado desaparecer se misturando entre as pessoas. Sentiu uma mão cutucar seu ombro e se virou tendo a visão de sua acompanhante da noite. 

 

-Will meu Deus... - Falou parecendo aliviada. - Eu te procurei por todos os lugares desta festa, pensei que tivesse ido embora e já estava cogitando a ideia de ligar pra polícia. 

 

-Você é bem doidinha, Lívia. 

 

-Ah eu sei, mas tá tudo bem? Você tá pálida, até parece que viu assombração. 

 

-Eu to bem sim, só preciso tomar um ar. - Apontou para a porta de saída e amiga apenas assentiu, compreendo sua situação e não insistindo no assunto, o que ela agradeceu imensamente. 

 

A passadas curtas caminhou para a saída da boate, sentindo a brisa leve da noite, bater em sua pele descoberta. Seus cabelos castanhos se balançaram ao vento e ela fechou os olhos desfrutando do momento. 

 

-Até quando vai ficar me evitando? - Ouviu uma voz grossa e rouca atrás de si, e nem precisou se virar para saber quem era o dono da mesma. 

 

-Eu não estou te evitando. 

 

-E por que eu tenho essa sensação? Quer dizer, desde aquele dia que você me viu conversando com a Rafaella, resolveu me dar um gelo e me deixar no escuro. 

 

-Eu não estou de dando um gelo e nem te deixando no escuro, Gabriel. - Discordou do jogador. - Só estou trabalhando demais e não tenho nem tempo pra respirar. 

 

-Isso é uma desculpa muito mal elaborada, para dizer "Não quero mais papo com você". 

 

-Por que insiste tanto nisso? - Finalmente virou para ele, encarando fixamente seus olhos caramelos. 

 

-Por que é a verdade? 

 

-O que eu posso, fazer pra você esquecer isso? - Questionou e o camisa nove, demorou alguns segundos pensando no que realmente queria. - Já decidiu? 

 

-Me deixa te levar pra casa. 

 

-O que? 

 

-Me deixa te levar pra casa. - Repetiu e ela o olhou incrédula com sua resposta. - Me deixa te dar uma carona pra casa, Will. 

 

-Gabriel você sabe muito o que aconteceu da última vez, que me deu uma carona, não sabe? - Perguntou retoricamente e o jogador assentiu, com um sorriso no canto dos lábios. 

 

-Vai me dizer que não quer repetir a dose? - Sussurrou no ouvido da jornalista, e ela jurou sentir seus pelos se arrepiarem com a fala do homem, mas ela apenas se controlou, negando com a cabeça, pois não tinha estrutura para dizer uma palavra sequer. - Ter certeza, Willaynna? 

 

Não sabia se era coisa de sua cabeça, mas... Por que o nome dela saindo da boca dele ficava incrivelmente sexy e atrativo? 

 

Está cada vez mais difícil de negar, pensou em seu subconsciente. 

 

-Por que dificultar algo tão fácil? - Novamente aquela vez penetrara em seus ouvidos e ela já sentiu seu corpo mole. - O que me diz, Willaynna? 

 

-Espero que você dirija rápido. - Falou rapidamente e o homem sorriu malicioso, se empolgando com a ideia. 

 

-Como quiser, senhorita. - A puxou para seu carro que estava estacionado a poucos metros dali, não perdendo tempo em dar partida. 

 

 

 



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