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História One Night and Six Weeks - ADAPTATION CAMREN - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


com o tempo esse cap vai fazer sentido.

boa leitura

Capítulo 2 - Capítulo 1


Darling, I've been having dark dreams - Bad Dreams, Faouzia

 

 

Em um lago afastado de toda civilização, lugar calmo e sossegado, envolto em montanhas arborizadas, pássaros cortavam o céu sem pressa, aproveitando os raios quentes de sol. A abóbada celeste de um azul intenso, levemente manchado pelos tons brancos das raras nuvens, confundia-se com o azul cristalino da água que se encontravam no horizonte, ambos contrastados pelo verde das montanhas que cercavam aquele mar de água doce. Tudo era perfeito. Nada se sobrepunha à beleza da paisagem, uma verdadeira obra de arte.

Sentada a beira de um píer com os pés suspensos sobre a água, Lauren observava Camila nadar, deslizando pela superfície tão naturalmente quanto um peixe, como se fizesse parte daquele lugar. Sentia-se feliz como nunca em toda sua vida. A mãe, sentada em uma toalha na beira do lago, lia Macbeth. Às vezes levantava os olhos em sua direção, sorria, acenava, e voltava a se concentrar na leitura.

Ver Clara entristeceu o coração de Lauren e lágrimas correram pelo seu rosto. Sem qualquer controle, seu peito tornou-se pequeno e apertado. Desejava levantar e correr até ela. Abraçá-la. Beijá-la. Dizer que a amava. Mas ficou paralisada. Seu corpo não a obedeceu. Sentiu-se envergonhada por chorar e virou seu rosto para a água, evitando que a mãe ou Camila a vissem chorando.

Enquanto fitava a água, viu no fundo do lago a silhueta de um objeto pequeno. Ora parecia uma de suas bonecas que ornamentavam seu quarto, ora um peixe, ora, ainda, apenas seu próprio reflexo em tons vermelhos. Inclinou-se no píer para alcançar a coisa, mas sequer tocou a água. Debruçou-se com metade do corpo apoiado sobre na madeira e a mão esquerda segurando uma das vigas que sustentavam o píer, enquanto a outra tentava inutilmente alcançar a água. Desequilibrou-se e caiu. O tempo desacelerou na queda. Seu olhar cruzou com o de sua mãe. Não se preocupe querida, ficará tudo bem, dizia o olhar doce e distante de Clara. A água era quente e aconchegante.

Na superfície, procurou por Camila certa de que estaria rindo da sua trapalhada. Não a encontrou. Esquecida da vergonha e da tristeza, respirou fundo e mergulhou para alcançar o estranho objeto. Nadou em direção a ele; nadou e nadou, e nadou mais ainda, com força e determinação, mas o objeto parecia distanciar-se na mesma medida que ela se 14 aproximava. Seus pensamentos diziam para ela voltar à superfície e respirar, mas seu corpo, não; seu corpo dizia que poderia ficar ali para sempre se desejasse.

Virou-se em direção à superfície e notou um rastro vermelho-escuro, fluindo entre suas pernas. Sangue. Ele afundava lenta e vagarosamente até tocar o chão. O pânico tomou conta de Lauren. Desesperada, tentou nadar para a superfície em vão.

Viu o sangue tocar o fundo do lago e semeá-lo. Da terra brotou uma ilha que se elevou muito acima do nível da água, até perto das poucas nuvens no céu. Por todos os lados, lama. Tudo que existia ali antes dela cair, árvores, flores, pássaros, animais silvestres, a beleza do lugar, sumira. Olhou a sua volta. Procurou pela mãe e por Camila. Quando se viu sozinha, desamparada num ambiente estranho, pôs-se a chorar novamente. Suas lágrimas vermelhas manchavam seu rosto, sua pele.

Um vasto emaranhado de troncos e galhos secos e corpos de animais apodrecidos por todo lado surgiu debaixo dos seus pés, prendendo-os no barro lamacento e negro daquela ilha sem vida. O sol dera lugar à noite sem estrelas ou lua e o ar exalava o odor ocre da morte. Tentou em vão soltar seus pés presos na lama. Sequer conseguiu movê-los.

Ao longe, na noite densa e carregada, percebeu um movimento; um vulto negro como a própria noite vindo lentamente em sua direção. Aflita, tentou correr, mas sequer se moveu. E era tarde. Foi jogada ao chão e montada pela criatura da noite. Lauren tentou chamar por socorro e a voz falhou num grito mudo. Seu biquine foi arrancado. Nua, ela tentou lutar sem forças. Seu corpo foi invadido, violentado, corrompido, e nada pode fazer para se defender. O tempo se arrastou até que, satisfeita, a criatura a deixou. Desconsolada, suja em corpo e espírito, finalmente gritou; gritou até seus pulmões arderem em chamas; gritou até o ar faltar e seu peito adormecer; gritou até acordar em um quarto desconhecido, sem lembrar como ou porque estava ali. Sua cabeça latejava de dor e a claridade que trespassava pela janela queimava seus olhos. Pensou em se levantar, pedir ajuda, mas, antes que se mexesse, a porta do quarto se abriu. 



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