1. Spirit Fanfics >
  2. One Piece: A vingança de um pirata(interativa) >
  3. Família mais que o sangue

História One Piece: A vingança de um pirata(interativa) - Capítulo 9


Escrita por: e unknown-Chaan


Capítulo 9 - Família mais que o sangue


O clima era frio em Dressrosa, chovia muito, tão nublado estava o céu que não dava pra acreditar que era de manhã cedo. 

Em uma casa, um homem estava sentado, alto, magro, tatuado, com bagunçados cabelos azuis escuros, olhos amarelados e leves olheiras.

O homem respirou fundo, ouvindo o barulho da chuva que quebrava o silêncio do local. Ele tinha importante para fazer agora e precisava pensar bem no que ia dizer.

Logo ele se viu chamando pelo pequeno garoto de apenas cinco anos que ele tinha como seu filho adotivo.


– Law! Law! – gritava o loirinho correndo até seu pai.


Law sorriu para o menor.


– Devagar, garoto.


– O que foi?


O garoto ficou levemente assustado com o semblante do Cirurgião da Morte, um semblante preocupado, algo extremamente raro levando em consideração que o mesmo era sempre tranquilo e despreocupado. 


– Jack, eu preciso te contar uma história. Sente–se aqui.


– Certo – o pequeno se sentou a frente de Trafalgar – o que foi, Law?


Law mordeu o lábio inferior, olhando para o menino.


– É sobre o seu pai. Sobre a sua família.


–Oh… O que é?


– Seu pai era uma pessoa muito importante para mim. Ele me criou e tomou para si a missão de cuidar de mim quando estava doente. Ele quase foi morto para me dar a Ope Ope No Mi. Depois de anos, ele, Corazon, constituiu uma família.


– Essa parte eu já sei.


 – É claro. Quando você tinha cinco meses, o irmão de seu pai, Doflamingo, descobriu que ele estava vivo – Law hesitou, antes de respirar fundo e continuar – Doflamingo... Ele matou seus pais. Quando eu cheguei, encontrei seu pai com o corpo sobre o seu. Eu decidi cuidar de você, como seu pai cuidou de mim.


Jack ficou pálido e em um estado de choque, não acreditara no que ouvira. Ele saiu correndo no meio da chuva, corria e corria, como se não houvesse amanhã,c omo se suas pernas não estivessem cansadas, como se seus pulmões não estivessem quase explodindo e, após minutos correndo, ele finalmente parou embaixo de uma árvore e desabou em choro

Jack não sabia ao certo quanto tempo se passara, mas então ouviu uma voz chamar por ele. E definitivamente não era a voz de Law. 

Jack olhou pra cima e viu uma garota de cabelos rosados, olhos de cada cor e um vestidinho azul escuro, ela definitivamente era mais nova e mais baixa que Jack.


– O que aconteceu? – ela perguntou e se sentou ao lado do garoto.


 – Problemas – Ele limpou as lágrimas


 A menina assentiu.


– Você quer falar sobre ?


– Não…



A menina fez uma careta, antes de dar de ombros.


– Tá bom. Tenho certeza de que vai arrumar uma solução.


 – Qual seu nome?


– Eu sou a Annie. E você?


 – Jack – o garoto olhou diretamente nos olhos dela e sentiu algo diferente, sentiu toda a dor desaparecer e o paraíso se abrir.


 O tempo passou, não muito rápido nem muito devagar, passou na medida exata. Um Jack levemente mais velho corria pelo porto de Dressrosa, não perseguia, mas simplesmente corria, talvez tentando fugir do que sentia por Annie. Distraído, ele não via por onde corria e esbarrou em alguém, um alguém extremamente alto e musculoso.


– Olhe por onde anda, garoto.


 – Desculpa, senho... Kaido D. Rain.


– Me conhece? 


– Capitão da frota das mil feras, filho do lendário Kaido. A sua recompensa chega aos 10 bilhões e você é por muitos apontado como próximo Yonkou.


– Parece que tenho um fã – Exclamou o pirata, sorrindo de forma brincalhona. 


– Admiro bastante seu trabalho. 


– Já que é assim… Venha, garoto, passe o dia com seu ídolo. 


Os olhos de Jack brilharam como se tivesse ganho um tesouro. Após horas e horas, Jack e Kaido estavam em um penhasco, vendo o sol se pôr.


– Seu pai tinha negócios com Doflamingo por conta do submundo, não é?


– Tinha – Rain olhou para o mais novo, assustado e surpreso com a pergunta.


– Eu quero matar Doflamingo.


 – Muita gente quer matá–lo. 


– Você não entende, eu sou Donquixote Jack... Doflamingo é meu tio.


 Kaido olhou para o garoto e tirou sua espada de sua cintura e entregou ao garoto.


– O que é isso? 


– Uma garantia de que cumprirei minha promessa.


Alguns dias se passaram, Annie levava Jack até um caverna. No fim dela, havia um homem, ele era alto e magro, de cabelos loiros, arrepiados e um tanto rebeldes. Seu abdômen estava nu, revelando um corpo musculoso e definido. O peito era marcado por uma chamativa tatuagem azul, o símbolo do capitão do rapaz, Barba Branca. Seu semblante, apesar de calmo, transbordava confiança. Seu olhar refletia a luz do sol, graças a seus óculos. 


– Quem é ele?


 – Ele é o Marco, a Fênix. – Annie o apresentou.


O homem olhou para o mais novo.


 – O médico… do Barba Branca – Jack achou incrível estar na presença de alguém tão lendário, aquele que lutou em Marineford e peitou os Almirantes, aquele que peitou Barba Negra… Marco é lendário.


–Você me conhece, então?


– C–claro, senhor, sempre admirei o que fez em Marineford.


A frieza e a tranquilidade de Marco intimidava e muito o pequeno Jack.


Marco se aproximou, analisando o menor.


– Qual seu nome mesmo ?


– Trafa– Jack parou na mesma hora e percebeu que quase falou o sobrenome de Law – Donquixote Jack, protegido de Trafalgar D Water Law, o Cirurgião da morte, e sobrinho do Doflamingo.


Marco olhou para Jack, por alguns momentos.


– Donquixote Doflamingo... – ele repetiu, o nome saindo como se fosse algo a ser repudiado. – Entendo.


 – Eu quero a morte do meu tio então, por favor, Marco da Fênix, me treine!


Marco se surpreendeu com o pedido do garoto. O homem olhou para a garota quieta ao lado do amigo, tão supresa quanto ele.


– Muitos querem a morte de Doflamingo. Ele fez coisas terríveis. Posso treiná–lo mas tem que me prometer que fará um bom uso do que aprender.


Lágrimas escorriam do semblante vazio de Jack, e, com uma voz firme respondeu:


– Eu prometo.


Annie olhou para os dois, sorrindo. Jack sabia o que ela queria pelo jeito que seus olhos brilhavam.


– Marco ,tudo bem se eu e a Annie… lutarmos?


Marco intercalou o olhar entre eles.


– Tudo bem.


– Sim! – Annie gritou, animada.


Jack tirou a camisa e olhou debochado.


– Prometo pegar leve.


– Até parece. Você não é de nada, nós dois sabemos disso. – ela respondeu, sorrindo.


Jack avançou contra Annie com tudo tentando lhe acertar um soco.


Annie desviou rapidamente, agradecendo o fato de ser mais baixa e esguia. Ela tentou acertar Jack com um chute na barriga, sob o olhar atento de Marco.

Jack foi arremessado, mas não desistiu e partiu pra cima novamente. Dessa vez, Annie se viu obrigada a recuar, evitando os ataques do amigo. 

Jack rapidamente tentou acertar um chute em Annie. Sem escapatória, Annie foi acertada pelo chute. Ela fez uma careta, com um pequeno gemido de dor, mas logo se recuperou, investindo contra Jack.


Jack foi brutalmente espancado e mal se aguentava em pé até que finalmente apagou depois de ter se arrastado até os pés de Marco.


Algumas horas se passaram, e Jack acordou cheio de ematomas numa cama, sua primeira visão é Marco com Annie no colo.


– Você acordou, finalmente. – garota disse, o olhando.


– Eu apaguei por quanto tempo?


– Pouco mais de um dia.


– Law deve estar preocupado.


– Sim. É melhor levarmos você para ele agora.


– Eu ainda vou vencer.


– Talvez um dia.


O tempo passou diante de Marco, conforte Jack e Annie se encontravam semanalmente para treinar e lutar. Ambos já tinham dominado o Haki do armamento e continuavam sempre se aperfeiçoando, enquanto ele despertou o Haki da observação, ela despertou do conquistador e assim, os anos seguiram, e Marco mal notara, mas agora era gritante. 


Jack já estava com dezessete anos e com quase três metros e Annie, com quinze, uma formiga de um metro e cinquenta e oito.


O cabelo de Jack tinha crescido e cobria o rosto dele, causando uma sombra e, no meio dessa sombra, seu olhos brilhavam vermelhos, o que indicava Haki da observação ativo, a sombra em seu rosto impossibilitava ver suas feições.


–Dez anos se passaram e essa é nossa última luta.


Annie sorriu.


– Pois é. Você está pronto ?


Jack sorriu e seu corpo inteiro se cobriu de Haki.


– Você está?


Annie esfregou as mãos, ambas suadas, uma na outra e sorriu, deixando o nervosismo de lado.


– Sempre.


Quando Annie cobriu seu corpo com Haki, Jack avançou quase invisível ela tentou atacar mas ele desviou e a arremessou contra parede. Certamente Jack estava mais forte do que nunca, mas Annie não desistiria tão facilmente. Apesar de um pouco cambaleante, ela juntou forças e avançou contra o loiro.


Jack desviava e bloqueava com rapidez, porém Annie o acertava e, mesmo assim, sua mão doia de tão dura que era a armadura de Haki do loiro.


Annie passou a atacar com uma velocidade maior, ao mesmo tempo em que o companheiro de treino parecia ser igualmente veloz.


– Não pode ficar parado, não? – Ela brincou, ao tentar acertá–lo.


– Até parece – Jack desviou com tudo e acertou uma joelhada no rosto da rosada.


O rosto da garota se virou com força, enquanto ela gritou baixo pela dor.


Annie mirou um chute na barriga de Jack, levemente irritada pelo golpe que recebera.

Jack segurou o pé dela e a jogou no chão, desferindo diversos socos no rosto dela, golpes tão rápidos e fortes que desativaram o Haki dela e, na hora de mais um soco, Marco o segurou.


– Já acabou, garoto ?


Annie olhou para Jack, surpresa pela forma repentina como a batalha se findara.


Jack sorriu de forma boba. 


– Ganhei.


– Você tinha que vencer pelo menos uma, não é?


– E foi a mais importante, depois de dez anos.


– Isso é só um detalhe.


Jack acorda em um susto em meio a neve, com seres lupinos, similares aos Mink's, o olhando.


–Sonho tão nostálgico – ao tentar levantar, ele cospe sangue. – A almirante bateu forte.




Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...