História One Point Of Perspective - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescence, Adventure, Arctic Monkeys, Drama, Lgbtq, Love, Romance, Suspense
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Palavras 1.021
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - "Do me a Favor"


Já tinha se passado um tempo considerável e eu estava me sentindo melhor. Bem o suficiente para que eu pudesse organizar minha coisas. Na verdade tinha bem mais do que coisas para se organizar. Essa bagunça, talvez cocriada por mim, era maior do eu pensava. Sim, eu sabia o que estava acontecendo, só não sabia como acabar com isso. Talvez fosse esse vazio preenchido com um enorme balão de nada, que me fazia sentir dor. Certas coisas me faziam pensar que o nada fosse algo muito grande para ser ignorado. Eu sempre tentava ocupa o nada, muitas vezes com tudo. Eu me distraia. Muitos pensam que eu não ligo pra nada, pelo simples fato de que eu não dava a devida atenção pra coisas jogadas na minha cara. Mal sabem. É foco. Foco em algo desfocado. Eu acabo encontrando esses tesouros quando me perco. 

-Henry... Organize seu quarto pro Victor. O que ele gosta de fazer pra se divertir ?

-Ele geralmente não liga pra nada. Passa muito tempo "esvaziando" a mente com jogos aleatórios.  

Meu pai meio que pensava que todo mundo fosse igual à ele. Ele sempre procura algo especial nas pessoas. Era um caçador de talentos. Talvez fosse para suas hihistóriasmstórias. Eu gostava disso nele. Essa deve ser a explicação para qual eu gosto tanto de arte e intelectualidade. Talvez fosse a explicação para muitas coisas. Pra essa construção simplesmente complexa. As razões podem não se sustentar quando querem. Não são auto-explicativas. Interpretação, pessoalidade, realidades fictícias concretas, reais. Talvez isso se sustente. Passei uma grande porcentagem da minha vida lendo o que me pai e outros autores escreviam. Fui me moldando. Realidade fictícia concretizada. 

A campainha toca, o que me faz perder minha linha de raciocínio. Suponho que eu saiba quem seja. De forma rápida, confiro, confirmando o que imaginava. Vou até a porta recebe-lo. Me pergunto o porque dele estar aqui. Me olhos se enchem levemente de lágrimas. Dou um sorriso lateral suavemente carinhoso. Aceno expressivamente para os pais de Victor. Abro o portão. 

-Boa...

-Noite.

Entramos. Fomos colocar as coisas dele no quarto onde dormiríamos. Ajeitamos algumas coisas, como o Video Game que usaríamos mais tarde. Meu pai nos chama até a cozinha. Ele sempre preparava jantares excepcionais. Ele realmente gostava muito de gastronomia. Na minha casa eu dominava mais o Pâtisserie. Todos gostávamos de cozinhar. Então eu realmente esperava algo definitivamente interessante. Ele tinha preparado uma massa folhada de frango. Estava incrível. Victor não parava de elogia-lo. Minha mãe não se pronunciava muito, não mais que meu pai, entretanto, logo nos aconselha a dormir, para ela já era tarde. Mal ela sabia que a noite iria ser longa. Ainda mais nesse evento de hoje. 

Fomos pro quarto. Inicialmente estávamos jogando. Eu estava um pouco entediado. Victor pode notar isso. Começamos a conversar sobre coisas totalmente avulsas, no qual nenhum de nós se importava de verdade. Isso é até legal em um momento oportuno. O que realmente não me satisfazia, era o fato de que vão sempre existir amigos que se gostam, conversam, mas que no fundo, nenhum deles realmente sabe o que se passa nos pensamentos mais profundos um do outro. Isso era uma merda. Acontecia comigo. Com a gente. 

-Eu estou um pouco mal. Só. Tem ocorrido tantas coisas que você nem faz ideia. É complicado.

-Imagino que sim. Mesmo quando não estamos conversando sobre assuntos distorcidamente dispersos, o mundo não deixa de girar. 

-Eu sei lá. Me desculpa. Desculpar por passar despercebido pelas suas complexidades.

-Eu não sou a Olívia. Pode se explicar ?

Ele estava certo. Ele não era ela. Isso me deixa um pouco abatido novamente. Com as mãos tremendo, o chamo. Queria um pouco de água, doces talvez. Vamos até a cozinha. Após bebermos água, achamos algumas barras de chocolate no armário. Decidimos ir até o escritório/biblioteca do meu pai. Lá era um bom lugar para conversar, refletir, relaxar. Antes de chegarmos ao destino, eu fiz um desvio pro banheiro, estava apertado. Pedi Victor para segurar meu doce enquanto me aliviava. Entro ligeiramente, sem nem mesmo fechar a porta. Ainda estávamos mantendo um diálogo através do espelho. Tive uma sensação estranha. Termino e saio sem nem mesmo lavar as mãos. Seguimos o trajeto. 

Entramos na sala. Mantemos as luzes apagadas. Me deito no Divã azul marinho do escritório. Victor se porta frente à máquina de escrever que minha mãe deu de presente de casamento ao meu pai. Pela primeira vez ,em muito tempo, estávamos conversando de forma profundamente compreensível. Passamos horas assim, até que me levantei. Estava de frente para uma estante, onde eu guardava meu romance preferido. Victor se levanta, caminhando até mim. Pergunta o que eu estava observando. Ele toca em minha mão, fazendo-me virar a capa do livro para ele. 

-Bom livro esse. -ele comenta- Gosto como o autor fala sobre preencher lacunas com essências inimagináveis. 

-Esse livro diz tanto. Tudo, nada. Eu não sei mais. Acabou. Acabou o que nem mesmo tinha começado. O mais estranho é como me desapeguei dessa dor miserável "do nada". Literalmente. Mas ainda gosto. Algo me diz que gosto. Do que eu gosto !?

Victor não diz nada. Ele começa a andar lentamente até a porta. Olho no relógio. Estava tarde. Eu o acompanho. Fomos calados. Chegamos no quarto. Fomos direto para cama. Victor tira sua roupa para deitar. Acabo fazendo o mesmo. Ele iria dormir em um colchãozinho ao lado da minha cama. Então ele o faz. Deito também. Eu estava como geralmente dormo. Com um braço caído para fora da cama, com metade da cabeça no travesseiro e uma banda do rosto para fora também. Victor estava com os olhos abertos, deitado pra cima. Digo boa noite. Ele me responde de forma murcha. Fecho meus olhos sem saber bem o que tinha acontecido. Talvez estivéssemos um pouco cansados, com muita informação na cabeça. Era melhor que conversássemos na manha seguinte. Respiro e relaxo, quando surpreendentemente fui beijado pela única pessoa que estava ali, além de mim. 

-A gente pode se cuidar. Me faça esse favor. 

Isso explicou resumidamente muita coisa. Dei aquele leve sorriso de lado novamente. 

-Boa...

-Noite!! 


Notas Finais


Oi, o que está achando de One Point Of Perspective ? Deixe nos comentários... xoxo


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