História One Shot - On Target - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way, Mikey Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, My Chemical Romance
Visualizações 32
Palavras 1.827
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


heya! uma oneshot frerard!
espero que gostem, boa leitura

Capítulo 1 - Capítulo Único - Fim da Linha


Fanfic / Fanfiction One Shot - On Target - Capítulo 1 - Capítulo Único - Fim da Linha

As luzes de Londres se apagaram. Em qualquer época do ano, que não fosse aquela, diríamos que era um blecaute, trancariamos as portas, iriamos fechar as janelas e esperar amanhecer. Mas era 1940, estávamos a beira da segunda grande guerra, Londres estava sendo bombardeada, justo no Halloween, não íamos pegar doces.

Para confundir os caças nazistas, todas as ruas e prédios ficaram escuros, houve um apagão seguido do som dos bombardeios.

A terra tremia como em um terremoto e ouvíamos o som das metralhadoras dos caças britânicos que tentavam cconter o bombardeio, isso tudo junto dos estronsdos que os canhões faziam quando os pesos atingiam os prédios e as casas ao nosso redor. Precisávamos de suprimentos, eu e Mikey estávamos a invadir as casas que não foram bombardeadas a procura de comida e remédios... Íamos fugir para a América, era isso que queríamos... Os nazistas não atacariam-nos la.

Estava tudo tão quente, via a fumaça por todo o lado, ainda não tinha escurecido, mas os caças ja estavam alerta. Eu corria pelas ruas, tinha conseguido um sobretudo na ultima casa, estava armado com uma pistola na cintura e facas nos bolsos, nas costas eu levava uma mochila, ela estava ali com o total objetivo de furtar tudo que fosse útil ou comestível, ao lado dela, eu carregava uma carabina.

Eu não estava disposto a matar britânicos, apenas alemães e italianos, mas não havia muita distinção de etnia quando se estava furtando geladeiras e munições, roubando fios de cobre e roupas, quando um cano de uma espingarda estava nas suas costas cravado contra as suas costelas, você não se importa mais se é o seu vizinho nervoso ou um nazista maluco. Você quer sobreviver.

Assim que encontrei uma casa calma, onde não ouvia gritos, concluí que os moradores ja tinham fugido, então fui direto a porta. Trancada. Eu não sou tão forte para arromba-la, pelo contrário.

Comecei a ouvir sons de metralhadoras ao que tentei desistir e procurar outra, então, sem vontade de tirar um pedaço de metal do braço, escalei a varanda da casa e entrei quebrei a janela do quarto sem tentar abri-la. E para prevenir meu irmão de gastar dinheiro em um caixão, armei-me com uma das pistolas, enquanto observa-va o quarto.

Paredes azuis com listras escuras, prateleiras cheias livros enorme, pôsteres de chaplin no cinema, abajures brancos de renda e uma cama com lençóis verdes no canto do quarto. Deixei sobre os lençóis, minha carabina, a escondendo e logo massageando os ombros que doíam por ter de carrega-la.

Aproximei-me de uma cômoda de madeira, onde porta-retratos repousavam sobre lenços bordados. Um rapaz estava com seus país nas fotos, levava em seu rosto um belo sorriso ao lado deles, e de um quadro para o outro, crescia, até que no último estava com um belo terno, parecia ter 16 anos ou menos, datava esse ano. Havia também um quadrado que levava uma carta, era uma carta de admissão em uma faculdade de música local, o nome do felizardo; Frank Anthony Iero.

 As gavetas da cômoda estavam reviradas, por um instante pensei que alguém ja tinha passado por ali a furtar, mas de repente ouvi algo vindo do corredor onde a única porta existe no quarto dava, pareciam soluços, soluços de alguém chorando.

Ainda com a arma nas mãos, segui caminho até o corredor, me deparando então com o garoto das fotos no chão, apoiado na parede, abraçando suas pernas e segurando em suas mãos uma pistola.

Me aproximei dele enquanto me indagava se passar reto era o certo ou se ia acabar levando um tiro no meio do rosto. Não queria o ameaçar, mas me garantir, garantir o meu oxigênio. -Você está... aí? -perguntei sem ter respostas por alguns segundos ele só se encolheu mais e abafou os soluços. -Coloque a arma no chão. -pedi respirando fundo e o mirando com a pistola no garoto.

Ele a largou no chão, congelado a mão aberta e levantando o rosto para ver quem o abordava. A unica coisa que iluminava o corredor eram as chamas das casas da vizinhança, que queimavam em sintonia com gritos histéricos de terror, mas eram suficientes para mim ver os olhos maravilhosos, do garoto. Um verde forte brilhava destro da avelã que eram os grandes olhos redondos dele. Porém, seu rosto estava coberto de respingos de sangue, o que me assustava.

- Quem é você? - ele parecia indefeso, tinha os cabelos jogados para o rosto e talvez úmidos por ter entrado em contato com as lágrimas. Era só uma criança.

O ignorei e segui em frente ao pegar a arma ao lado dele, de repente, me dei conta da criança de quem falávamos.

O corpo de um homem estava estirado no chão, ele parecia um queijo suíço, tinha furos para todos os lados, o corpo manchava o corredor com o seu sangue.

Olhei para trás com o intuito de o analisar mais uma vez, e ele estava ao meu lado, estava com as suas pistolas nas mãos e as apontava para mim.

- Eu achei que... Poderia se sentar. - ele pediu voltando ao lugar de antes sem tirar os olhos e a mira das armas de mim.

Suspirei, aquilo só podia ser brincadeira.

Sentei ao lado de Frank enquanto ele guardava as pistolas em seu casaco. - Parece que não sou o primeiro visitante, eu vou acabar como ele? -Fiz sinal para o homem estirado no chão.

Frank voltou a cobrir seu rosto.

- Eu... - ele deitou a cabeça suas mãos. - O bombardeio começou novamente... Meu pai fazia parte da aeronáutica britânica, ele sabia os locais que iam ser bombardeados... ele preveu tudo, preveu onde íamos nos abrigar, o que íamos levar. - Lembrar do pai parecia doloroso para o garoto, ele espremia os olhos e deixava as lágrimas rolarem. - Ele não lembrou da minha avó... Ele não ia passar na casa dela, eles eram o próximo alvo e nós nunca íamos a ver. - A voz trêmula e simples de Frank cada vez mais e mais ia ficando fina e histérica, ele levou a mão a boca e pareceu tentar gritar.

- Frank...-

Cobriu seu rosto com o cotovelo. Eu podia entender o motivo pelo qual ele estava me contando tudo, eu era o único ali, o único que podia ouvi-lo, ele sentia o peso da vida do pai e... Não ia aguentar guardar aquilo, ele ia enlouquecer se não contasse a ninguém. Olhou tentou conter as lafrimas que o faziam distorcer os lábios. - Como sabe... O meu nome?

- Você ia se formar... Em música. - Disse lembrando do nome na carta de aquisição. Frank Anthony Iero. - Sua avó... Como ela se chamava? - Ele desceu o braço que estava em seu rosto e voltou a olhar para mim. Parecia espantado com o meu interesse, então demorou até retribuir levemente o pequeno sorriso que tentei.

- Mary, Meredith. Ela mora no sul... Meu pai nunca gostou tanto dela, mas eu não achei que a condenaria. - Frank cada vez se encolhia mais. Aquilo não fazia sentido pra mim, não o conhecia, mas doía dentro de mim cada palavra que ele citava, cada frase montada e cada lágrima que rolava por seu rosto partia o meu coração em dois. - Minha mãe... Ela disse que ia me levar, ia pegar um ônibus e nos levar ao sul com ou sem bombardeio. Ela ia chegar a tempo de salvar a vovó. - começou então a dar socos leves no chão e distorcendo seu rosto novamente para liberar as lágrimas.

Aproximei-me de Frank, lhe entregando o meu sobretudo para que pudesse se cobrir. Eu ja não sabia o porquê de estar o ajudando.

- Ela ja tinha me levado para o carro quando... Meu pai saiu do controle, começaram a discutir e, eu senti tanta raiva, senti toda a raiva que um humano podia conter dentro de si quando o vi batendo nela. Ele começou a violenta-la, a dar chutes nela caída no chão... Eu nunca o tinha visto daquela forma. - Frank parava para respirar e parecia cada vez mais a ponto da loucura. -Eu a amava tanto, ela era a minha mãe... Eu tinha pais tão bons. O que a guerra fez com eles? - Perguntou encarando-me e vasculhando meus olhos a procura de qualquer vestígio de resposta que eu podia dar.

Eu odeio momentos assim. Quando você vê alguém sofrendo e não faz ideia de como ajudar, e só pode dizer um "Sinto muito" e dar-lhe tapinhas no ombro.

Não. Se a guerra os mudou, mudou a mim.

- Não tem a ver com a guerra ou contigo... É só o desespero que tomou conta dele, ele apenas queria ver quem amava ficando bem, queria ter certeza de que não iam morrer nas mãos dos nazistas. - Tive de responder da forma mais sincera possível... Eu me importava em dizer a verdade ali.

-Eu o matei. - Frank se inclinou para o lado e deitou sobre o meu ombro. - Peguei a arma que estava dentro do porta-luvas do carro e corri na direção dele.

Frank também teve a mente tomada pelo ódio, assim como estava acontecendo com todos. As pessoas não pareciam mais elas mesmas, parecia uma doença, uma epidemia que consumia o cérebro de todos e os fazia agir da forma mais brutal possível.

- Ah, é verdade, é o meu aniversário. - ele disse sorrindo de lado fechando os olhos. - Feliz aniversário pro Frank. - o abracei, deixei ele deitar sobre meu peito e o abracei.

De repetente me dei conta de algo com grande importância, se a respectiva família de Frank estava pretendendo fugir por saber dos bombardeios... Significava que aquele bairro seria alvo dessas.

- Frank... Vamos sair daqui. - anunciei ameaçando levantar-me. - Eu posso te levar! É, vamos para a América, la não vai haver bombardeios, pode fazer música por la! - me perguntei por longos milésimos o que eu estava fazendo antes de encarar a feição confusa de Frank. Por que eu estava oferecendo abrigo a um desconhecido? Eu era tão solidário assim? Mas... Frank parecia ser diferente, ele me tocava profundamente com suas palavras.

- Eu entendo o que está tentando fazer... - Frank disse afastando-se. -Mas eu não vou deixa-los, nunca saí dessa cidade e... Não tenho certeza se vou conseguir viver fora dela. Escuta, você tem família... Você precisa voltar, há um mapa na sala, la estão listados os locais dos bombardeios. - Frank parecia se preocupar comigo. Ele não sabia o meu nome, mas estava a ajudar-me.

Ele virou-se de volta para mim, tirou de dentro de sua jaqueta a minha pistola e me entregou. Frank olhou no fundo dos meus olhos e sorriu fraco sem mostrar os dentes. O brilho nos seus olhos... Eu não queria que ele se machucasse, não queria o deixar ali e não queria esquece-lo.

Talvez tivesse chegado a minha vez de ficar louco. Me aproximei de Frank o suficiente para beija-lo, senti a respiração pesada que o sustentava, e usei as mangas de minha camisa para limpar as lágrimas quase secas que seu rosto ainda carregava.

Eu podia me casar com ele.


Notas Finais


obrigado por ler e eu não me responsabilizo por qualquer sentimento devastador que esteja a tomar conta de ti agora, seja raiva, tristeza ou curiosidade
eu te amo e você nem sabe


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