História One Shot BTS - Capítulo 10


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bangtan Boys, Bts, Você
Visualizações 255
Palavras 1.802
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Hentai, Lemon, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sem enrolação por aqui haha

Capítulo 10 - First Love ( YoonGi )


Fanfic / Fanfiction One Shot BTS - Capítulo 10 - First Love ( YoonGi )

Na tarde da noite eu ainda penso em você

 

Ter o celular tocando de madrugada já não incomodava mais. Era como se meu corpo tivesse se acostumado a acordar no meio da noite, pelo menos uma vez na semana, para atender as ligações do meu melhor amigo.

Era sempre assim, Yoongi saía para se divertir em algum dia qualquer e acabava do mesmo jeito. Bêbado, e me ligando.

Aquela madrugada de terça-feira não estava sendo diferente. Nem precisei checar o nome na tela do celular para saber que era ele.

Suspirei pesado, abri os olhos e olhei de relance o aparelho, perguntando-me mentalmente qual seria o motivo da ligação dessa vez. Sem pressa alguma, peguei o celular e atendi.

— Oi Yoongi... - falei com a voz arrastada, devido ao sono.

— E aí!? Tava dormindo? - perguntou, animado demais pro meu gosto.

— Tava... - falei num suspiro.

— Você parece uma idosa... Ah! Eu to aqui naquele bar de sempre, sabe? Aquele perto do seu restaurante preferido. Você podia dar uma passadinha aqui, né? - falou, ainda animado.

— De novo isso, Yoongi? Você sabe que eu trabalho cedo! Eu não posso sair de madrugada e encher a cara no meio da semana. - falei, com um pingo de irritação.

— Eu sei, a conversinha de sempre... Mas só dessa vez, você nunca sai comigo! - falou dramático.

Yoongi não era de insistir, nem mesmo alcoolizado. Não condizia com a personalidade forte dele. Geralmente ele me convidava só por educação, já que sabia que eu nunca ia, e logo depois começava a dar detalhes dos seus últimos casos da noite, como o bom mulherengo que era.

Senti uma pontinha de preocupação, ele deveria estar muito mal para chegar ao ponto de insistir, ainda mais usando aquele tom de voz dramático, quase uma manha.

— Eu sempre saio com você, só não nas madrugadas de dias de semana... E aliás, você tá bem? Por que não tá me contando quantas pegou nessa noite? - falei, provocando-o.

— Eu não peguei ninguém! E quer saber? Tchau! Não sei porque a gente ainda é amigo. - disse emburrado, e desligou.

Eu sabia que ele não estava falando sério, esse era o jeito natural dele. Falava e fazia o que dava na telha, sem se importar muito com as consequências. Eu já não ligava para os seus descasos, havia me acostumado. Foram 6 longos anos de adaptação a esse jeitinho Yoongi de ser.

Olhei as horas, 01:28 da madrugada. Comparado aos outros dias em que ele me ligava, estava até cedo. Estranhei um pouco, mas não me prendi muito a esse pensamento pois logo voltei a dormir.

No outro dia, após o trabalho, passei na casa dele e, como previsto, estava tudo bem. Ele nem se lembrava direito da ligação e pediu as mesmas desculpas de sempre.

— Desculpa te acordar no meio da noite, a vontade de te atazanar foi mais forte que eu. - disse debochado, fingindo estar arrependido.

— Quase acreditei na sua sinceridade dessa vez, tá melhorando nas desculpas. - provoquei.

Ele apenas deu uma risada cínica, dando uma garfada em sua comida, e voltando a atenção para a TV.

Vez ou outra eu sentia vontade de socar a cara dele, pelo seu constante deboche e por exalar autoconfiança demais. Nós éramos muito diferentes. Na maior parte do tempo, ele era todo cheio de si, vivia festando e fazendo tudo que queria. Em resumo, se achava, e tinha uma vida nada responsável. Ele cursava uma faculdade que não gostava, e era sustentado pelos pais. Um típico revoltado, que descontava sua frustração em beber, ir em festas e ficar com todas.

Nós nos mudamos de cidade na mesma época, ambos para fazer faculdade. Mas, diferente dele, eu gostava do meu curso e queria muito me formar e atuar naquilo. Também não costumava sair, não porque não curtia, mas por conta do trabalho e dos estudos que consumiam muito do meu tempo. Consequentemente, também não me relacionava com ninguém, muito menos por prazer. Eu era a típica sonhadora apaixonada e Yoongi sabia disso, fazendo questão de tirar sarro sempre que surgia uma oportunidade.

— Não vai pra aula hoje? - perguntei, já arrumando minhas coisas.

— Não, você vai? - respondeu, sem tirar os olhos da TV.

— Vou, inclusive, já to indo... Tchau. - falei, dirigindo-me a saída.

— Uhh, tchau certinha. - falou, debochado como sempre.

— Um de nós precisa ser responsável nessa amizade, não acha? - provoquei.

— Quase me ofendeu, quase. - falou, direcionando-me um olhar cínico.

— Você não presta, tchau! - falei e saí de sua casa, rumo a faculdade.

Na maior parte do tempo, era bom ter Yoongi como amigo. O seu mau humor constante, junto com a tentativa de ser descolado o tornava uma pessoa engraçada, e eu, até que me divertia com ele. Era como se ele completasse o que faltava em mim, e vice versa. Era uma amizade equilibrada, como o yin e yang.

Depois daquele dia na casa dele, ficamos quase três semanas sem nos ver. Yoongi também não havia me ligado de madrugada, o que achei estranho, mas resolvi que perguntaria o motivo assim que tivesse tempo.

Passei o dia de sábado estudando e colocando todos os trabalhos em dia, quando anoiteceu, decidi que eu iria na casa dele. Talvez ele estivesse passando por uma de suas fases. Yoongi era assim, além de mau humorado e um playboy, era de fases. Haviam épocas que ele se retraia e ficava pensando na vida, o que não era ruim, contanto que ele não tivesse tendências negativas.

Tentei contatá-lo para avisar que estava indo, mas não tive sucesso. Decidi que iria mesmo assim. Chegando lá, bati em sua porta e esperei alguns segundos, até que um Yoongi descabelado e com uma cara de sono atendeu.

— Oi. - falou.

— Oi, tô entrando. - disse, empurrando-o da frente da porta, e entrando.

— Eu não tenho escolha, tenho? - falou ele.

— Claro que não. - disse, agora dentro de sua casa.

Olhei ao redor e percebi que a bagunça frequente estava ainda pior. Um caos total.

— Meu Deus, o que aconteceu aqui? - perguntei, apontando para toda aquela bagunça.

— Acho que eu tô doente. - falou, jogando-se no sofá da sala.

— Como você acha? Foi no médico? O que você tá sentindo? - perguntei.

— Calma... Eu só acho, não fui no médico e eu me sinto estranho. - respondeu tudo calmamente, jogando a cabeça para trás no sofá e fechando os olhos.

Aproximei-me dele e sentei ao seu lado, coloquei uma de minhas mãos em sua testa tentando checar se ele estava com febre ou algo do tipo.

— Você tá normal, não tá nem quente. - falei, enquanto o cutucava.

— Mas eu me sinto meio estranho. - choramingou.

— E o que você sente? - perguntei.

— Você já se apaixonou? - retrucou, agora olhando profundamente em meus olhos.

E assim, como um filme, minha vida passou pela minha mente. Não é como se eu nunca tivesse me envolvido com ninguém antes, mas todos os meus relacionamentos foram um pouco ruins e não duradouros, e logo depois eu percebia que, de fato, não era paixão.Yoongi sabia disso, ele acompanhou todas as minhas tentativas falhas de ter uma relação.

Talvez, o sentimento mais forte que eu já havia sentido por alguém fora por ele. Era ele quem fazia meu humor. Ele me afetava bastante, e eu percebia que sentia algo forte por ele, mas sempre imaginava que fosse um sentimento de amizade, que fosse a convivência, ou algo assim. Eu me recusava a acreditar que, talvez, eu estivesse sentindo paixão por ele, já que éramos muito amigos e sabia de sua conduta com as mulheres. Seria estupidez de minha parte me deixar levar por um sentimento assim.

— Que tipo de pergunta é essa do nada? - falei, por fim.

— Só me responde. - falou, revirando os olhos.

— Err... Talvez já? Não sei, não me lembro bem. - falei.

— E como foi? - perguntou, olhando-me atentamente, como se estivesse muito curioso em saber como era.

Sentia meu coração bater forte. Era impossível negar, mesmo que eu tentasse, que eu sentia uma pontinha de paixão por ele, e ter que explicar esse sentimento estava me deixando nervosa.

— B-Bom, foi normal... A gente só sente vontade de ficar o tempo inteiro com a pessoa, e também sente um pouquinho de ansiedade. - falei.

— E quem que fez você se sentir assim? - falou, ajeitando-se no sofá para sentar de frente para mim, e eu fiz o mesmo.

— Foi um dos caras que eu fiquei. - menti.

Ele pareceu ponderar um pouco sobre o assunto, perdido em seus pensamentos. Logo, ele me fitou nos olhos e então se aproximou um pouco.

— Eu acho que estou apaixonado. - declarou, alto e tranquilamente.

Eu só pude arregalar os olhos e abrir a boca em surpresa por sua confissão.

Como alguém como ele poderia estar apaixonado? Ao ver minha reação, ele sorriu de lado.

— Tá surpresa? Eu também... Pensei que isso nunca fosse acontecer comigo, mas de uns dias pra cá, eu comecei a perder o interesse em ficar com várias em uma noite... Primeiro eu achei que estivesse doente, mas aos poucos eu percebi que não era nada disso. - falou, rindo um pouco.

— Será que você não virou gay? - brinquei, ainda um pouco surpresa.

— Ah, cala boca. - falou rindo.

— E quem é a azarada? - perguntei, agora já rindo junto.

Ele ficou um pouco sério e desviou o olhar. Eu tentei acompanhar seus olhos, mas ele estava mesmo tentando não manter contato visual. Após um tempo ele se virou para mim e me fitou com intensidade. Senti um leve arrepio percorrer meu corpo.

— Espero que você possa me perdoar. - ele disse, e se aproximou.

Logo senti seus lábios nos meus, e foi como se o mundo tivesse parado. Foi uma sensação nunca sentida antes. Ele apenas me deu um beijo rápido mas, mesmo assim, eu me senti atônita, sem reação.

Senti minhas bochechas corarem quando percebi que recebia um olhar intenso vindo dele. Mas, de repente, como se ele tivesse despertado de um transe, levantou-se lentamente e seguiu em direção ao quarto.

Mas o que diabos aconteceu aqui? Balancei a cabeça freneticamente na tentativa de me livrar daquela confusão. Levantei-me, e fui em direção ao quarto, decidida a confrontá-lo. Como alguém beija outra pessoa e simplesmente sai sem dizer nada?

Entrando em seu quarto, o vejo sentado na cama olhando para o nada. Paro em sua frente e faço um sinal com as mãos para que ele prestasse atenção mim.

— Mas que diabos, Yoongi? - perguntei, com um misto de irritação e confusão.

— Desculpa, eu tinha que ter certeza, isso tava me matando. - falou cabisbaixo.

— Certeza do que? - falei.

— Certeza de que você é...

                                o meu primeiro amor.

FIM


Notas Finais


Fico arrasando quando a senhorita Jujuba termina assim haha palhaça <3

Mas esperamos que tenham gostado.
Até a próximaaaaa ;)


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