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História One-shot Soriano - Capítulo 24


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Notas do Autor


Olá, meus leitores fiéis e amados! Gostaria de avisar que li os comentários do capítulo anterior e amei de coração! Muito obrigada por interagirem comigo!

Voltei mais rápido dessa vez, porque fim de semana não vou conseguir postar!

Boa leitura!

Capítulo 24 - " Confia em mim, meu amor! "


Fanfic / Fanfiction One-shot Soriano - Capítulo 24 - " Confia em mim, meu amor! "

O desespero se apodera de cada terminação nervosa do corpo de Mariano, que balançava Sophia de leve, para que ela enfim, despertasse. Sem sucesso, ele a suspende nos braços e corre os olhos por todo o lugar sombrio, mas não encontra ninguém a quem possa pedir socorro. Completamente sozinho e com a dondoca nos braços em um dos lugares mais assustadores e horripilantes que existem, o garimpeiro inicia uma prece silenciosa clamando por alguma intervenção divina, que fizesse alguém aparecer à porta do cemitério.

O coveiro Augusto, ao notar o avançar das horas, refaz o caminho em direção ao cemitério, por acreditar que Sophia, há essas horas, já estaria bem longe do local.

Enquanto isso, Mariano afagava as maçãs do rosto dela, que começava a dar os primeiros sinais, de que despertaria, após minutos inconsciente, que mais pareceram horas. Temeroso, o garimpeiro confessa:

- O que eu mais queria agora era ver os seus lindos olhos abertos, brilhando em minha direção! Faz isso por mim, Sophia!

A Dona das Esmeraldas parece acatar ao esperançoso sussurro do homem, pois instantes após a "reza", ela abre os olhos. Sentindo - se mais enfraquecida do que o normal, ela afirma a Mariano:

- Você não vai se ver livre de mim, Insuportável! Ao menos, não hoje!

Mariano não segura a emoção e chora copiosamente ao ouvir o fraco timbre, bem diferente do tom imponente ao qual estava acostumado, mas isso pouco importava no momento. Sem muito pensar, a abraça forte, passando toda a insegurança que sentiu há minutos atrás. 

Augusto chega ao cemitério a tempo de ver a cena, mas nada diz. Aproxima - se devagar, pois não queria assustá - los:

- Dona Sophia! A Senhora ainda está por aqui? Eu imaginei, que já tivesse ido embora!

Eles desfazem o abraço, ao perceberem que não estavam mais sozinhos e, a Madame se vira em direção ao Coveiro, apoiando - se em Mariano, que prontamente a firmou em seus braços:

- Eu perdi a noção do tempo, Senhor Augusto! Vou arcar com o prejuízo, a julgar o estado do caixão de Otávio!

- Não se preocupe com isso, Dona Sophia! O lugar estava mesmo precisando de reparos! É completamente normal, que a Senhora se descontrole, afinal é viúva há alguns anos! Eu jamais a julgaria por isso!

O filho de Maristela dividia a atenção entre observar o que sobrou do túmulo e a conversa entre Sophia e Augusto. Se atenta aos detalhes para, quem sabe um dia, poder questionar a mulher sobre o falecido marido, que agora descobriu se chamar Otávio! Sophia encerra o assunto alegando estar cansada, pois o dia foi mais intenso do que ela imaginava:

- Agora que o Senhor chegou, eu vou andando! Já cumpri o meu dever nesse lugar!

Mariano recolhe a bolsa da mulher, junto aos pertences, que se encontravam espalhados ao chão, e se oferece para carregar, afinal ela não estava em condições de fazê-lo. Antes que saíssem do cemitério, o garimpeiro pede ao Coveiro:

- Será que o Senhor poderia assumir a direção do carro da Dona Sophia? Sabe o que é: eu não sei dirigir e ela, bem, não tá se aguentando em pé sozinha...

- Claro! Eu levo vocês até aonde quiserem ir!

Os três saem juntos do cemitério e Sophia entrega as chaves a Augusto, que não demora a localizar o carro na esquina. Destranca as portas e Mariano aproveita para ajudar Sophia a se acomodar no banco detrás, sentando - se ao lado dela. O garimpeiro indica o endereço ao profissional, que liga o veículo e segue viagem. A megera sente a cabeça pesar e a deita no ombro de Mariano, que a afaga os cabelos e propõe:

- Quer se deitar em meu colo? Você precisa descansar! 

O homem, de aparência envelhecida, percebeu a afeição de Mariano por Sophia através do espelho retrovisor, e escondeu um sorriso tímido. A mulher aceitou a proposta do garimpeiro, pois estava muito cansada e fraca para discutir. Assim, repousou a cabeça no colo do homem, deitando - se em posição fetal, com as pernas encolhidas no banco. 

O filho de Maristela arriscou fazer um cafuné nos cabelos dela e, não demorou a perceber o sobe e desce tranquilo e ritmado da respiração, o que indica que ela tinha adormecido.

Como não havia trânsito, pois já era madrugada, Augusto conseguiu chegar a casa de Maristela mais rápido do que o esperado. Sendo assim, Mariano chamou por Sophia calmamente, para que ela despertasse aos poucos:

- Ei, Dona Sophia! A gente chegou! Levanta com calma!

Augusto parou o carro próximo a pequena casa e entregou as chaves do automóvel a Mariano, que o agradeceu por sua grande ajuda:

- Brigada mesmo, seu Coveiro! Se não fosse o Senhor, eu nem sei...

- Imagina! Espero que a Dona Sophia se recupere logo! 

Maristela acordou em um pulo ao ouvir o barulho do motor e abriu um largo sorriso ao ver quem estava à porta:

- Mariano, meu filho! Você veio, meu garotinho! E trouxe a Dona chique do garimpo, como prometeu! Que alegria em receber vocês! Venham comigo!

A Simpática Senhora os acompanha até o interior da casa, e não deixa de reparar o estado de Sophia:

- Filho, a Dona Sophia está bem? Ela me pareceu um pouco abatida e tem terra pelo corpo todo! Veja só!

A Dondoca tranqüiliza a mãe de Mariano, ao perceber que ela era o assunto central:

- Tudo vai se ajeitar, Dona Maristela! Não se preocupe!

Maristela, a simpatia em pessoa, aproxima - se dela e a puxa para um abraço apertado. A astuta Senhora sussurra, de maneira que apenas Sophia a ouça:

- Eu sei que isso não é bem verdade! Por quê se fecha feito uma concha, Dona?

Mariano se encanta ao presenciar o carinho de Maristela com Sophia, e nega com a cabeça ao ouvir a frase da mulher. A Simpática Senhora tem a confirmação de que precisava, ao ouvir as palavras do filho:

- É tudo mentira, mãe! A Sophia está há horas sem comer! A senhora tem algo que possa esquentar?

- Claro! Eu resolvo isso em dois tempos! É só pôr no fogão, porque fiz a comida agora à noite!

Sophia recrimina Mariano com o olhar, mas bem lá no fundo, sabia que ele estava com a razão. Eles se acomodam no sofá, enquanto esperam a refeição esquentar, e ele expõe uma ideia:

- O que acha de tomar um banho, enquanto a mãe esquenta a comida? Você vai se sentir mais leve sem essa terra no corpo!

A mulher avalia as palavras dele, mas se recorda de um detalhe:

- Eu não trouxe nenhuma muda de roupa!

- Isso não é problema! Eu vou procurar nas gavetas, mas tenho certeza que alguma deve servir em você, depois de alguns ajustes!

Sophia o encara agradecida por tudo o que ele fazia por ela, em uma noite difícil como aquela, e acena com a cabeça:

- Aonde fica o toalete?

Mariano a leva até lá e, como se adquirisse o dom de ler pensamentos, percebe:

- Cê não vai conseguir tirar a roupa sozinha, né? Eu vou buscar uma toalha limpa e uma muda minha e já volto!

Ela concorda e começa a retirar o que vestia, com todo o cuidado, para não se desequilibrar e cair ao chão.

Enquanto isso, Mariano gastou alguns minutos a mais escolhendo a melhor opção de roupa, para que Sophia pudesse se vestir e sentir - se confortável. Abre um largo sorriso ao encontrar uma bermuda larga e uma blusa de malha, que cairiam perfeitamente bem ao corpo dela! Se direciona às gavetas e resgata uma cueca, ainda na embalagem, e se diverte ao imaginar a fina empresária usando as suas roupas, que eram tão simples. Abandona os pensamentos de lado e pega uma toalha, encaminhando - se de volta ao banheiro.

Ao chegar, se depara com uma cena extremamente tentadora e engraçada: Sophia extremamente irritada, com um enorme bico, pois não conseguiu retirar toda a roupa que usava, afinal tudo grudava e ela estava muito fraca. Ele deposita a toalha no lugar e a ajuda a se livrar de suas pegajosas vestes. Não consegue deixar de encarar o belo corpo a sua frente, que mesmo com resquícios de terra, continuava lindo aos olhos dele. Com certo esforço, ele se concentra no que realmente importa no momento: ajudá-la a se sentir melhor.

Sendo assim, ele se agacha para retirar as botas, as colocando atrás da porta, seguida da calça e calcinha. Ele prende a respiração ao estar frente a frente com a intimidade lisinha e livre de qualquer tecido da potranca, mas busca focar a atenção em outro lugar, pois nunca se perdoaria, caso perdesse o controle. Em seguida, é a vez da blusa e o sutiã, que têm o mesmo destino que as outras roupas: o cesto improvisado de roupa. 

Mariano a guia até o box, mas antes que ele pense em pôr os pés dentro do local, Sophia o olha, em uma súplica silenciosa, de maneira que ele entenda o recado:

- Cê consegue mesmo tomar banho sozinha? Tem certeza? Eu nunca tiraria proveito de você nesse estado!

Sophia toca o rosto de Mariano com a ponta dos dedos e o surpreende:

- Eu sei que você nunca faria algo que eu não quisesse, mas agora eu realmente prefiro ficar um pouco sozinha! E respondendo a sua pergunta: consigo sim!

- Se é assim, eu vou ajudar a Dona Maristela na cozinha, enquanto isso! Cê me chama quando terminar?

- Assim que eu estiver enrolada na toalha, eu chamo você, Mariano!

Sophia o vê se afastar e liga o chuveiro, deixando que a água leve todas as sensações ruins e todo o ódio, que ela tinha no coração àquele dia. Fecha os olhos e enfia - se embaixo d'água, lembrando - se do acesso de fúria, ao martelar o jazido de Otávio.

Mariano vai até a cozinha e sente o agradável aroma da sopa de galinha caipira, carregada de legumes e temperos especiais, que a mãe esquentava:

- Eita, que a barriga tá roncando de vontade de provar essa sopa!

Maristela bate com a colher de pau na mão dele, que tentava roubar um pedaço da galinha:

- Tire a mão daí, menino! Se acalme, que daqui a pouco está quente! Seu esfomeado!

- Quanta agressividade, véia! Eu tô com fome, sabia?

- Nós só vamos comer, quando a Dona do garimpo acabar de tomar banho, afinal ela é a visita, entendeu?

- Entendi, véia teimosa! Entendi!

A Madame se ensaboa devagar e termina de lavar os cabelos e retirar toda a terra, que encontra em seu corpo. Demora alguns longos minutos durante o processo, mas logo se enrola na toalha. Mariano, após levar a bronca da mãe, afastou - se da cozinha e escutou quando o barulho de água cessou:

- Posso entrar?

- Entra, Mariano!

- Se apóia em mim, que eu vou vestir você! Se quiser, pode ficar com a toalha, que eu consigo colocar as peças assim mesmo! Ah! Só pra cê saber: a cueca é nova, viu? Não que eu tenha bactérias, mas não é higiênico!

- Quem diria que você falaria comigo sobre higiene! 

- Não zomba! Eu sou cheirosinho, tá? Tô doido pra ver a ricaça do garimpo vestida igual a um moleque da quebrada!

Sophia, mesmo fraca, difere tapas pelo braço dele ao ouvir a frase, mas logo suspende a perna, com a ajuda dele, que passa a cueca por seu corpo:

- Eu acho melhor cê fazer isso! Eu subo a cueca até as coxas e o resto é contigo! 

Sophia sorri pela primeira vez, desde que voltou do cemitério, e veste a peça Calvin Klein, que tinha alguns elásticos dos lados, para que se ajustasse bem ao corpo. Ela se atenta as peças que ele trouxe e aprova a bermuda, que também possuía elásticos, afinal o quadril dele era bem maior do que o dela, e uma blusa de malha, que com certeza a abraçaria, de tão confortável que aparentava ser.

Mariano a auxilia a subir a bermuda e faz o mesmo com a blusa, que ficou um tanto grande nela:

- Sabe, que a minha blusa ficou bem melhor em você? Um espetáculo, Madame! Se quiser de presente é só falar!

Maristela acompanhava toda a cena, após adiantar a sopa e se encantou ao ver os dois juntos. Ainda assim, decide voltar a cozinha, para distribuir a cheirosa refeição aos pratos, antes que eles descubram sua espionagem.

Soriano caminha de volta à Sala na mesma hora em que Maristela colocava os pratos à mesa. Mariano puxa a cadeira para Sophia, que o olha intrigada:

- Um cavalheiro? Ora, vejam só!

- Eu sempre fui um... Como que se fala? É um nome diferente!

- Um gentlemen?

- Isso! Eita, mulher inteligente!

Sophia não se aguenta e gargalha a mesa, chamando a atenção de Maristela, que encarou o filho, que estava completamente encantado com o sorriso da mulher. Maristela não acredita no que vê e, para tirar Mariano do encantamento, ela alerta a Sophia:

- Assopre bem a sopa, pois está quente!

- A mãe só quis botar a comida na mesa, quando cê chegasse, porque era visita! Vê se pode? Eu cheio de fome e sem poder comer!

Maristela belisca o filho por debaixo da mesa, que massageia o braço, provando a sopa feita pela mãe! Sophia achou graça da afetuosa cena e levou uma generosa colherada da famosa sopa aos lábios. Seu paladar acostumou - se rapidamente com o agradável sabor e, quando percebeu, o prato estava vazio.

Ao se dar conta disso, Mariano a provoca:

- Eita, mãe! Parece que sua sopa foi aprovada! A Dona Sophia não deixou um tiquinho no prato!

A Simpática Senhora se alegra ao ver que Sophia aprovou sua receita e questiona:

- A Dona quer mais um pouco? Tem um panelão na cozinha!

- Obrigada por sua gentileza, mas estou realmente satisfeita, Dona Maristela!

- Desculpe interromper, mas eu vou aceitar mais um pouco da sopa, véia! O seu tempero é único! 

Maristela recolhe ambos os pratos e repete a mesma quantidade para o filho, que percebe o cansaço da mais velha:

- Ei, véia! Vá se deitar, que eu assumo daqui! Acabo de comer e lavo tudo direitinho!

- Não me custa nada, filho!

- Ah! Eu deixei as roupas da Sophia no banheiro!

- Vou buscar e já lavar! Vai que ela resolve usar amanhã, não é Dona?

Sophia a impede de caminhar, ao ver que ela realmente faria aquilo:

- Nem pensar, Dona Maristela! A Senhora não precisa lavar as minhas roupas! Eu tenho empregados na Mansão, que são muito bem pagos para isso!

- Óh, minha filha! Não será trabalho algum! Faço isso com o pé nas costas, como dizia minha mãezinha!

A Senhora seguiu em direção ao banheiro para buscar as roupas, enquanto Sophia e Mariano conversavam:

- Se sente melhor?

- Com tantos cuidados exagerados, como não me sentir bem?

- Mais corada cê tá! Quando chegou aqui, tava abatida e bem fraquinha!

Sophia percebe a mudança na expressão dele e questiona:

- O que houve? Quer me dizer alguma coisa?

- Eu queria perguntar uma coisa, mas antes eu roubaria um beijo, se a Madame permitir!

- Não o estou impedindo, Insuportável gentlemen!

Com o sinal verde, Mariano se aproxima e cola os lábios aos dela, em perfeita sincronia. Pede passagem com a língua e a segura os cabelos com cuidado, para prolongar o beijo. A puxa o lábio inferior, causando uma ardência gostosa e cheira o cangote da mulher, que volta a unir as bocas, ao vê - lo findar o contato. Ao encerrarem os beijos por falta de ar, eles unem as testas e se olham profundamente:

- Pergunte o que precisa!

- Quando cê tava no cemitério hoje, eu vi que cê martelando e destruindo um caixão. Aquele túmulo é do teu marido? O teu filho chegou todo nervoso na tua casa, uma vez, falando alguma coisa sobre o pai. Hoje eu descobri um nome: Otávio! O que esse cara fez a você, a ponto de cê martelar e destruir o lugar onde ele tava enterrado? Se abre comigo!

Sophia se apavora e busca uma saída alternativa, que faça Mariano se esquecer do que viu no cemitério, mas tudo o que encontra é o mesmo olhar acolhedor e preocupado, que ele sempre demonstra ter com ela. 

Quando o silêncio se torna insuportável, o garimpeiro insiste, segurando as mãos de Sophia:

- Confia em mim, meu amor!


Notas Finais


E então: o que acharam do capítulo? Façam suas apostas: Sophia deve contar o que aconteceu a Mariano ou não?

Espero que tenham gostado do capítulo!

Até breve!


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