História One-shots Bangtan boys. - Capítulo 31


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Dramas, Imagines, One-shots, Romance, Short Fic
Visualizações 69
Palavras 4.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura Sz.

SEM REVISÃO, PERDOEM OS ERROS!

Capítulo 31 - Imagine Kim Namjoon - Rm (parte final).


Fanfic / Fanfiction One-shots Bangtan boys. - Capítulo 31 - Imagine Kim Namjoon - Rm (parte final).

Senti minha cabeça latejar de dor e o meu corpo tremia de frio em contato com o chão duro e gelado de concreto. Abri os meus lentamente e a claridade quase me cegou como se eu estivesse sem ver a luz do sol á muito tempo; minha visão finalmente se focou e eu já conseguia enxergar – pouco embaçado – o lugar em que eu estava: uma minúscula cela no pátio do Castelo com vários guardas andando pelo lugar. Tentei me levantar jogando todo o peso do meu corpo em minhas mãos, mas elas estavam acorrentadas em uma extensa corrente na parede. Me arrastei pelo chão e usei a parede de pedra para me apoiar e conseguir sentar. Passei a mão pelo meu rosto para enxugar o suor e um pouco de sangue veio em minha mão, isso era o motivo para minha cabeça estar doendo tanto – provavelmente recebi uma pancada. A ferida em minhas costas formigava, mas parecia ter sido tratada. Por quanto tempo estive dormindo?

— Inseto, finalmente estás acordada!

Ergui minha cabeça e encontrei o rosto do rei entre as grades da cela com um sorriso vitorioso no rosto. Ao seu lado estava o Kim Cretino que me encarava com um olhar vago e uma expressão de dor em seu rosto. O seu olho tinha uma grande marca roxa; ele deve ter sido socado pelo mesmo que me nocauteou nas costas. Voltei o meu olhar ao rei-nojento e fiz uma cara de ódio. Ele apenas deu uma risada rouca; igual a de um fumante.

— Não seja mal educada e cumprimente o teu rei formalmente, minha jovem. - Chul disse cínico.

— Uso a minha educação com pessoas merecedoras, não com uma pessoa que nem você. - com o corpo fraco e cambaleante, consegui me levantar e encostei-me na parede.

— Qual era o teu grande plano? Conquistar o meu filho novamente para chegar até mim e matar-me?

— Concordo com a última parte, matar-te é o meu desejo vossa majestade. - reverenciei em 90° graus, debochando do rei-nojento.

— És uma fracassada. Consegues perceber que falhou? Estás em minhas mãos agora, eu acaberei contigo assim como acabei com aquele imbecil do teu pai.

— NÃO FALE DE MEU PAI! - gritei raivosa e tentei avançar até o rei, mas as correntes me impediram.

— A jovem não gosta de ouvir sobre o papaizinho morto? - ele se levantou. - O seu pai neste momento deve estar queimando em algum lugar, pagando por todos os teus pecados. Ele foi merecedor de uma morte tão dolorosa; de uma morte que lembro-me bem de como causei. - meus olhos marejaram e lágrimas ameaçaram cair, mas eu as segurei com todas as forças encarando o Chul nos olhos. - Você quer obter respostas? Saber como tudo aconteceu, inútil plebéia?

Eu olhei para o Namjoon, seu olhar continuava em mim sem expressão alguma. O quê esse narcisista fez com o príncipe filho? Permaneci em silêncio olhando para o Kim enquanto o rei-nojento esperava de mim uma resposta.

— OLHE PARA MIM! PARA DE TENTAR ATRAIR O MEU FILHO, SUA IMUNDA! - o rei gritou e eu levei o meu olhar á ele. Encolhi os meus ombros e permaneci quieta. - Estás a tentar atraír-lo, pois não? Namjoon sabe selecionar belas damas para acompanhá-lo no trono, e você nunca seria uma delas. - Kim Cretino fechou os olhos e vi o seu punho cerrar-se. Uma chama de esperanças brilhou em meu peito. - Deixo claro que sua morte está por vir, e farei igual fiz ao seu pai: chegarei em silêncio, enfiarei uma espada em suas costas perto de perfurar o pulmão, taparei sua boca e sua vontade de gritar de dor vai soar como melodia em meus ouvidos, assim como a de seu pai. Quando matei-o, o cretino tentou ser forte até me causou uma cicatriz na barriga, mas ele não passava de um velho fracote. Eu o torturei do começo ao fim, e se eu pudesse - sorriu - faria tudo de novo.

— VOCÊ VAI PAGAR POR ISSO REI-NOJENTO, VOCÊ VAI PAGAR POR TER MATADO O MEU PAI; POR TER PEGO A MINHA MÃE E POR TER DESTRUÍDO A MINHA FAMÍLIA! - gritei com dor. Ouvir uma narração sobre a morte do meu pai fez o meu coração quebrar em pedaços e o meu sangue ferver. - Rainha Lia não deve estar nem um pouco feliz com as baixarias que cometes, Chul.

— Você é apenas um terço de toda a história, feto. Eu sei muito mais sobre você do que você mesma.

O quê ele quis dizer? Ele está usando tortura psicológica comigo. Esse rei é, sem dúvidas, um demônio em forma de gente. Me arrastei pela parede e me sentei no chão chorando feito uma criança e tudo o que eu queria era o abraço dos meus pais, as piadas de Hoseok, as perguntas de Jin-a e o carinho de minha avó. Isso ainda não acabou, e eu farei o rei pagar com todas as minhas forças. Vingarei você, meu pai!

— Pai, já chega. - Namjoon se pronunciou finalmente. - Acho que já falou demais para ela. Veja o estado em que ela está. - falou sério.

— Oh pelo amor dos Deuses meu filho, não se importe com esta vadia perdida. - o rei deu risada mas parou quando se encontrou com o olhar raivoso do Kim.

— Chul… - interrompi antes que os dois brigassem. - Eu te dou á certeza de que irá pagar por todas as suas maldades.

— Aigoo criança… - voltou á encarar os meus olhos sem brilho. - Vejo ódio em seus olhos, mas creia que 'medo' é uma palavra que não está no meu vocabulário.

— O medo está em seus olhos. - travei os meus dentes e o rei sorriu maravilhado com minha afronta.

— És mesmo corajosa. Namjoon me alertou que eu teria dificuldades de lidar com uma teimosia igual á sua. Você á conhece bem meu filho. - o rei deu batidinhas no ombro do príncipe e se retirou.

— Me desculpe (S/n)… Eu não pude impedi-lo. Quando eu te vi cair naquela sala… Se eu soubesse que era você, não teria armado contra. - ele se agachou na grade e me encarou intensamente.

— Está tudo bem Namjoon, eu entendo. Ele te bateu? - andei e me sentei no meio daquele cubículo, até onde a corrente permitia eu ir.

— Quando ele me viu beijar-te ficou com raiva e deduziu inúmeras coisas, mas lhe convenci de que não era nada.

— Tá bem, você fez bem. Passe gelo antes de dormir, assim vai desinchar. - Rapmon sorriu minimamente.

— Obrigado por se preocupar. Queria conversar sobre inúmeras coisas com você, mas aqui não é lugar. Me espere, (S/n), te tirarei daqui.

Eu sorri de volta e abracei os meus joelhos ainda perturbada pelas palavras do Chul. Ouvi Namjoon se levantar e sair dali limpando o nariz, como se estivesse chorando também. De repente, eu ouvi algo se mover nas farpas que estavam no fim daquela cela e senti um corpo se sentar ao meu lado. Ergui minha cabeça e me espantei com tamanha beleza do garoto ao meu lado, e principalmente: quando ele chegou?!

— Ya! Você é realmente corajosa! - a voz máscula, mas afinada disse maravilhado.

— Jesus, há quanto tempo que está aqui?!

— Estou faz muito tempo. Mas quando o rei chegou, eu decidi me esconder. Sou um mariquinhas, morro de medo dele. Mas ver-te o confrontar daquela forma me fez ter esperanças.

— Uh… Obrigado. Quem é você?

— Eu sou Jeon Jungkook, o órfão marginal neto de uma xamã, como o rei me chama. - fez uma reverência com a cabeça. - E você é a (S/n) né? - concordei. - Ouvi o príncipe chamar-te assim… Ah, vocês tem um passado não?

— Isso não te interessa, Jeon Jungkook.

— Qual é, não seja desagradável. Vamos ficar preso nessa cela juntos por sei lá quanto tempo, e eu sou um xamã também, eu consigo sentir a verdade.

— Tivemos um passado sim, mas acabou. Uma plebéia e um príncipe? Isso é errado, mesmo me parecendo o errado mais certo existente… - olhei para a frente.

— Rainha-mãe Lia, Deus á tenha, era uma plebéia e o rei Chul um príncipe, sabia? Eu não sei como aconteceu, vendo o narcisismo do rei Chul, mas ele era como um balão e ela um alfinete.

— Eu não entendi o seu exemplo. - olhei para ele, curiosa.

— Somos todos balões cheios de sentimentos em um mundo repleto de alfinetes. Rainha Lia foi o alfinete que estourou todos os sentimentos do rei Chul, entendeu?

— Acho que sim… - dei risada deste exemplo ridículo.

— E tambem soube que ela tinha filhos e foi o rei Chul que ajudou-a a cuidar deles, mas se bem me lembro, eles morreram ainda bebês.

— Uau, você sabe bastante hein? E fofoca bastante hein? - ironizei.

— Estou apenas puxando assunto para você não se deprimir. Eu sou um xamã, eu sei de tudo.

— Não acredito em xamãs, muito menos na sua história. Todos sabemos que os únicos filhos que Lia tivera foi o príncipe Namjoon e a princesa Anaha.

— Para mim, os dois não passam de plebeus comuns. Oh, falei de mais. - fingiu arrependimento. - Vou tirar um cochilo, acaricie os meus cabelos. - ele se deitou em meu colo.

— Eu hein garoto, você é um pouco folgado não acha? - o empurrei do meu colo.

— Se eu soltar as tuas correntes, você me deixa descansar em suas coxas duras? - sorriu atrevido.

— Você vai soltar como? Com o poder da mente de um xamã? Vai para lá e me deixe sozinha vai. - o expulsei com as mãos.

— Creio que ficar sozinha não vai ser possível hehe.

Vários dias se passaram e Jungkook e eu continuávamos no mesmo lugar, só que para mim estava sendo muito mais difícil. Se não fosse pelo garoto de 17 anos fazendo suas gracinhas, "lendo" minhas mãos e tentando adivinhar sobre minha vida, eu estaria em um tédio total; sozinha e deprimida. Para comer, as vezes Namjoon, as vezes Anaha, tem trazido comida escondido para nós dois e Jungkook tem que me ajudar á comer já que minhas mãos estão presas e a dele não. Os dois me avisaram de que minha família já sabia do que havia acontecido comigo e que estavam bem, prometeram á mim que cuidariam da minha família e eu fiquei mais tranquila.

Nesta noite eu estava mais tranquila, o meu corpo ainda estava fraco mas não tão dolorido quando antes graças aos remédios que Anaha trouxera para mim. Em um cochilo que tive esta tarde, conversei com o meu pai no meu sonho e ele me disse: "Mantenha-se forte minha pequena guerreira, você é mais forte do que imagina." E senti que ele estava querendo se comunicar comigo de seja lá aonde ele estiver.

Enquanto eu observava o céu estrelado e acariciava os cabelos negros do Jeon que estava encostado no meu ombro, ouvi alguns gritos vindo de longe de repente o rosto de Anaha apareceu; ela tentava abrir o portão da cela com suas mãos trêmulas. Empurrei Jungkook para o lado e ele caiu com o corpo feito geléia no lado oposto, acordando em um pulo.

— O QUÊ FOI?! Ah… princesa Anaha. - ele fez uma reverência.

— Anaha, você está bem? - perguntei.

— Não falem comigo. Plebeu, tente soltar as correntes de (S/n) com esta chave. - ela jogou uma chave pequena para o Jeon que pegou-a no ar e veio apressado tentar soltar as minhas mãos. - FINALMENTE! - ela murmurou uma palagra de baixo calão quando abriu o portão.

— Vai logo Jungkook, me solta!

Finalmente a chave abriu as algemas presas á corrente em minha mão e eu massageei o meu pulso marcado e dolorido, que começou á formigar após muito tempo sem se mexer. Anaha estava ofegante e sua respiração estava pesada.

— Vocês precisam vir comigo. - a princesa olhou para nós com medo em seus olhos. Longe, vi 3 guardas chamarem pelo nome de Anaha e começaram á correr até nós. - AGORA!

O meu corpo ainda estava muito fraco, estava cambaleando. Então Jungkook me pegou em suas costas e começou a correr junto de Anaha para bem longe, dentro de uma floresta que ficava atrás do Castelo. A princesa parou em um beco e puxou Jungkook pela gola que quase passara reto. Eu desci de suas costas e me encostei na parede junto com os três, tentando controlar a respiração. Os 3 guardas passaram reto por nós e nós nos sentamos, recuperando o ar. Anaha me entregou uma roupa mais justa; um roupa de ninja, e junto ela devolveu á minha espada. Com um olhar de confiança e medo, eu entendi que deveria fazer algo contra o rei. Vesti a roupa e ela entregou á espada. Em suas mãos, pude ver um anel igualzinho ao que Hoseok tinha feito para mim.

— Anaha, quem te deu este anel?

— Foi um amigo. Não temos tempo de conversas, (S/n), sua família precisa de ajuda.

— Minha família? O quê tem a minha família?!

— Eu preciso que você me ajude. Sir Jungkook, leve contigo este arco. - entregou para ele arco e flechas. Prendeu o seu cabelo em um coque e rasgou a saia grande do seu vestido. - Meu pai passou dos limites agora!

Eu comecei a soar de nervoso com medo de que o rei tenha feito algo com a minha família. Jeom sorriu para mim e acariciou as minhas costas, mostrando que ele estava ali comigo. Anaha corria na frente nos guiando, ela parecia estar tão nervosa e raivoza quanto eu. Quando chegamos perto de um riacho no meio da floresta, vi os meus irmãos e minha avó na beira do precipício, com o rei em vossa frente ameaçando-os. 3 guardas o acompanhavam. Minha avó estava na frente dos meus irmãos e implorava por perdão; Hoseok segurava a mão de Jin-a, que chorava sem parar. Meu sangue ferveu e os meus olhos se fecharam minimamente, preparando-me para atacar o rei. Ele já tirou o meu pai e se quisesse, poderia tirar a minha vida, mas á minha família não!

— JÁ CHEGA REI CHUL, DEIXE A MINHA FAMÍLIA EM PAZ! - gritei me aproximando do rei-nojento.

— O quê você está fazendo aqui (S/n)?! - espantou-se.

— Finalmente estou liberta. O rei pensou mesmo que eu não me livraria? Eu nunca desisto de algum objetivo, mesmo que tudo pareça ter acabado.

— Você é mesmo muito insistente e convencia, não é jovem? Guardas, acabem com ela!

Os guardas correram até mim mas Jungkook se pulou na minha frente, dando um grande susto nos guardas.

— Venham, seus balões inúteis, eu sou como um alfinete.

Mesmo nesse momento não pude evitar de rir deste "lema" do Jungkook. Os guardas debocharam dele e tentaram atacá-lo, mas nós dois revidamos. Um guarda tentou enfiar a espada em mim por trás, mas eu dei uma cambalhota e cai atrás dele, empurrei-o no chão e cravei a sua espada própria em suas costas. Um outro guarda tinha sido derrubado pelo Jeon, e o terceiro tentava atacá-lo. Eu cheguei por trás e dei um murro em seu pescoço, fazendo com que o guarda caísse desacordado. Mas de repente, Jungkook também caiu no chão com uma flecha em seu ombro que foi atirada por um dos guardas caído.

— JUNGKOOK! - me abaixei e tirei a flecha de suas costas, fazendo ele dar um grito de dor. Tirei o pano que cobria a minha boca e enrolei em seu braço.

— CUIDADO (S/N), MEU PAI ESTÁ ATRÁS DE TI! - Anaha gritou.

Tudo ficou em câmera lenta. No mesmo momento em que eu me virei, vi o rei Chul parado na minha frente com sua espada prestes a ser enterrada em meu peito. Eu apenas cobri o meu rosto, naquele momento o meu corpo se congelou e estava mais do que claro que era o fim, o meu fim. Mas de repente, Namjoon apareceu e deu um pulo acertando um chute na cara de seu pai. Os dois caíram no chão e começaram a se bater.

— SEU CRETINO! ESTÁS A ME TRAIR! IRÁ SE ARREPENDER CRIANÇA! - o rei gritava.

— VOCÊ ESTÁ LOUCO PAI! CHEGA DE MATAR FAMÍLIAS INOCENTES SEM MOTIVO! - Namjoom retrucou.

— EU NUNCA FAÇO AS COISAS SEM UM MOTIVO! - eles se soltaram e pararam á centímetros de distância com os olhares raivosos focados. - NÃO ME ATRAPALHE, TUDO O QUE ESTOU Á FAZER É POR TI E POR SUA IRMÃ.

— ENTÃO PARE! NÃO QUEREMOS QUE MATE INOCENTES POR NOSSA CAUSA, AINDA MAIS A FAMÍLIA JUNG!

— CALE A BOCA KIM CHUL NAMJOON! VOCÊ DEVE SER GRATO POR TUDO O QUE FIZ Á TI! EU IREI ACABAR COM A LINHAGEM JUNG, E NINGUÉM ME IMPEDE! - o rei começou á correr até a minha família de novo, que estavam todos abraçados e choravam de medo.

— PAI, PARE! - Anaha gritou e correu até o rei. - ESTOU CARREGANDO UM HERDEIRO DA FAMÍLIA JUNG, VOCÊ NÃO PODERÁ ACABAR COM A LINHAGEM E NEM MATAR O PAI DO MEU FILHO!

Ai.Meu.Deus.

Todos ficaram em silêncio, até mesmo os grilos e cigarras. Namjoon caiu sentado no chão, em choque; o rei-nojento Chul ficou parado como uma estátua de costas para nós; e eu apenas obtive minhas respostas chocantes. Meu olhar foi direto para o meu gêmeo que olhava para a Anaha tão espantado quanto todos aqui. O clima pesou e lentamente o rei se virou, fumaça saia de sua cabeça e os seus olhos estavam vermelhos de raiva. A veia de sua testa saltou.

— Você está o quê, Anaha? Repita, acho que não entendi direito... - ele começou á se aproximar da princesa com o tom ameaçador.

Namjoon se levantou e se colocou á frente da irmã.

— Ela está grávida, Chul, está grávida do Jung Hoseok! - Kim Cretino assumiu o controle.

— SUA DESGRAÇADA! MEUS FILHOS PRÓPRIOS ME TRAÍRAM! EU TE PROIBI DE CONTINUAR O SEU RELACIONAMENTO COM ESSE GAROTO! EU VOU MATAR VOCÊ, O SEU FILHO E O SEU AMOR INÚTIL. EU VOU MATAR TODOS VOCÊS!

— JÁ CHEGAAAAAAAAAAAA! - minha mãe gritou. MINHA MÃE?! - Se controla, Chul, ou eu contarei tudo á todos. Eu sei de toda á verdade, e é por isso que me mantém presa, não é?

— O quê está fazendo aqui sua megera? Vá embora, ninguém á chamou aqui!

Minha mãe deu uma risada sem humor e retirou uma espada de suas costas. Ela começou á avançar em direção ao Chul, com a cabeça erguida e uma força que eu nunca tinha visto nela. Ela afastou os filhos de Chul e se colocou á frente dele, alguns guardas apareceram e se colocaram ao lado dela. Ela estava tão viva!

— Esse tempo todo vim coagindo os seus guardas á fazerem parte de um novo exército para acabar com suas maldades, e eles mais do que concordaram comigo. Você não acha que as crianças devem saber da verdade? - ela sorriu zombeteira.

— Seus traíras. Vocês irão queimar no fogo de uma fogueira que eu mesmo farei. Esquartejarei vocês e jogarei cada pedaço de vocês na fogueira! - o rei-nojento cuspiu as palavras.

— Já chega imbecil Chul. O seu fim chegou, e eu quero libertar á todos de suas maldades. Não há perdão para você. Guardas, peguem-no!

Minha mãe ordenou e os 5 guardas foram até o rei-nojento, que se afastava á cada passo. De repente, mais guardas pulararan de árvores e cercaram o rei Chul. Amarraram suas pernas; braços e tiraram todos as suas armas. Minha família correu até o meu lado, e eu dei um grande abraço neles. Minha mãe colocou o seu pé no peito do Chul e cuspiu no rosto dele. Dei uma risadinha baixa.

— E então ó Chul! A verdade vai ser revelada, como se sente? Quer dizer, não me importo com você. Mas me importo com os seus filhos amados. Quem deve contar á eles? Você? Muito bem crianças - minha mãe se virou para nós - é hora da história.

— Mãe, o quê você está fazendo? - perguntei.

— Eu não sou sua mãe legítima (S/n), nem a sua Hoseok. Mas os considero meus filhos e amo vocês como nunca amei ninguém!

— CALA A BOCA, VOCÊ ESTÁ LOUCA! - o rei gritou.

— CALE A BOCA VOCÊ. SE ABRIR ESSA SUA BOCA DE MERDA EU ENFIAREI A ESPADA EM SEU CORAÇÃO SEM DÓ NEM PUDOR!

Minha mãe estava tão assustadora. Hoseok, que estava abraçado em mim, tremeu dos pés a cabeça; eu encolhi os meus ombros e tampei os olhos de Jin-a. Anaha estava caindo no chão chorando assustada por conta das ameaças do Chul. Namjoon estava do seu lado, acariciando os seus cabelos. Eu não estava entendo nada, minha mãe não é minha mãe? Estou sonhando? Isso me parece tão real!

— Chul e eu somos irmãos. - ela confessou. Nós todos focamos toda a nossa atenção nela. - Eu era a princesa Nani, e Lia era uma simples plebéia que tinha filhos com o Jung, no caso, vocês dois (S/n) e Hoseok.

— Nós éramos filhos de quem?! - Hoseok perguntou frustrasdo.

— Da plebéia Lia que mais tarde passou á ser a rainha. Meu irmão Chul era apaixonado por ela e o seu melhor amigo era o plebeu Jung. E Lia era a minha melhor amiga desde o berço. Bem, quando Lia e Jung tiveram uma noite juntos e se apaixonaram, acabaram tendo filhos e isso criou um ódio mortal no Chul. Quando as crianças nasceram, Chul já tinha se tornado o rei e me expulsou do Castelo simplesmente porquê eu apoiei á grávidez de minha melhor amiga. Pois bem, os gêmeos nasceram e Chul pegou Lia para ele, para torná-la rainha e sua esposa. Os gêmeos foram expulsos do Castelo, e por mais que Lia tenha lutado para tê-los, o rei não os aceitou e nem a deixou sair do reino, então eu e o pai legítimo dos dois pegamos vocês para terem uma família normal longe do Chul.

Minha mãe contou essas história com lágrimas nos olhos, e o rei permanecia quieto encarando a irmã. Eu soltei um suspiro muito alto e cai no chão, totalmente chocada por isso. Hoseok caiu ao meu lado e nós nos olhamos, metade de nossas vidas foi uma mentira! E dessa vez, nossa mãe legítima e pai legítimo estavam mortos…

— Namjoon e Anaha… - minha mãe se virou para eles. - Meus queridos sobrinhos… Namjoon, creio que você já saiba de toda á sua história certo? - ele concordou. - Mas Anaha… Quando Lia já estava acostumada com o reino, os dois tentaram ter filhos, mas ela não conseguia mais pois estava com uma doença. Por esse motivo, o rei adotou os dois, nessa época Namjoon tinha oito anos e você tinha 5. Chul veio atrás de mim para me contar sobre isso, querendo ou não ainda éramos irmãos e ele se arrependia de ter me tirado do reino.

Anaha já não estava chorando mais, seus olhos estavam arregaladas e sua boca semi-aberta. Hoseok correu até ela e lhe deu um grande abraço – só nesse momento eu percebi em como os dois formavam um belo casal. Namjoon se distanciou e veio até mim, me abraçando também. Que falta senti desse abraço!

— E por quê meu filho foi morto, Nani? - minha avó perguntou o que eu estava querendo saber. Visto o meu estado, não conseguiria falar por um tempo.

— Porque quando Lia morreu, ela olhou para Chul, nos olhos dele e disse: "Eu odeio você. Meus filhos legítimos virão á tona e a verdade será revelada. Eu confio em Jung, e sei que ele irá fazer isso por nossos filhos." Nós quatro éramos os únicos que sabiam da verdade. Lia já tinha falecido, e a verdade morreu com ela; faltava Jung, que era o único que Chul odiava e não confiava, então matou-o por vingança e a verdade foi morta com ele também. Por isso eu fui pega, para que eu não revelasse á ninguém sobre o meu irmão. Mas (S/n), tão corajosa e brava, correu atrás da vingança. Estou fazendo isso por eles, irmão. Estou fazendo isso por Lia, por Jung e por mim.

Abracei Namjoon com força, enterrando o meu rosto em seu pescoço e ouvi o barulho da espads entrando no corpo de Chul sendo acompanhada por um grito do rei. Minha mãe saiu de perto dele, cambaleando e com os olhos cheio de lágrimas.

Então quer dizer que: Jin-a é uma princesa legítima; nossos pais legítimos estavam mortos; eu e meu irmão éramos, na realidade, filhos da rainha Lia; Namjoon e Anaha eram plebeus; e Jungkook é realmente um xamã! Olhei para o Jeon que agora estava sentado na grama e ele sorriu convencido para mim.

Minha mãe chorava sobre o corpo ensanguentado de Chul, e todos nós permaneciamos imóveis.

°°°

Meses se passaram e o reino permanecia em luto pelo rei Chul, mas sentiam-se livres. Por onde eu passava as pessoas sussurravam, mas eu não me importava, tudo já tinha se resolvido. Anaha já estava de 5 meses, Hoseok e ela estavam morando juntos dentro do Castelo e formavam uma família linda. Ah! Eles iriam ter um menininho, e eu escolhi o nome: Lucca. Jeon Jungkook se tornou o xamã oficial do reino e era muito famoso; ele e sua avó estavam morando em uma casa muito bonita na vila. Jin-a e minha avó também estavam morando no reino junto com a minha mãe e o casal, já que Jin-a era a princesa oficial. Pela regra, minha deveria se tornar a próxima rainha, mas ela nomeou Namjoon para ser o novo rei do Reino de Sagaz. E eu, bom…

— Aish, estou tão nervosa! - Anaha riu acariciando sua barriga volumosa no vestido azul.

— Você está tão linda Anaha… - sorri e dei um beijo em sua barriga. - Esperamos ansiosamente por você Luccas.

— Como é que se forma os bebês na barriga? - Jin-a perguntou colocando os seus brincos. - E como é que eles saem?

Anaha e eu trocamos um olhar e demos uma risadinha constrangidas.

— Foi a cegonha, minha irmã. - respondi lançando uma piscadela para Anaha.

— Licença… - Hoseok bateu á porta. - Preciso de ajuda com gravata. - balançou-a no ar e sorriu sem graça para mim. Jin-a e Anaha saíram do cômodo. - Ah minha irmã, você foi tão guerreira! Estou tão feliz por você! Você realmente consegiu o que queria, mesmo depois de sofrer tanto.

— Não me faça chorar… - ri com os olhos já molhados. - Ownt, venha aqui meu irmão, me dê um abraço!

Hoseok e eu nos abraçamos. Ele me deu um beijo na bochecha e limpou suas lágrimas, logo em seguida limpou as minhas e sorriu olhando meus olhos.

— Vá lá e brilhe como sempre brilhou. Creio que você será uma rainha igual á nossa mãe… A nossa mãe Lia. - ele riu do fato de termos duas mães. - Eu te amo muito gêmea!

— Eu te amo muito também, gêmeo! - ajeitei sua gravata.

Minha avó se colocou do meu lado esquerdo e minha mãe do meu lado direito. Jin-a entrou jogando as flores, e Jungkook ficou segurando a parte de trás do meu vestido. As cornetas rufaram e a marcha nupcial começou á tocar, a porta dupla da pequena igreja se abriu e todos se levantaram para observar-me entrar. Á cada passo que eu dava eu sorria para os convidados: plebeus, duques, amigos, familiares. E lá no topo do altar estava Namjoon, que me olhava emocionado. No fim do corredor da igreja, minha avó e minha mãe me deram um beijo, logo depois Jungkook e enfim, Namjoon caminhou até mim, selou minha testa e me ajudou á subir o altar.

— Você está incrivelmente linda! - sussurrou ao pé do meu ouvido.

— Você também está meu amor… - sussurrei de volta.

Pois é! Após Namjoon ser coroado rei, ele me pediu para casar-me com ele, sendo assim, eu também me tornarei á rainha. Todos estavam de acordo com isso e disseram que eu merecia isso.

Quando o rei Chul foi morto, com todas aquelas revelações, tudo ficou estranho, nós que estivemos presentes naquela noite não conversamos por semanas. Eu e Namjoon nos víamos as vezes; esbarravámos nas ruas da vila e eu percebi que continuava amando ele, mas não sabia se era recíproco. Então, eu surtei com ele e disse que se ele não gostava de mim deveria me contar ao invés de me evitar desta forma. No outro dia, ele apareceu na porta da minha casa e disse: "Mora comigo. Eu quero ficar com você, eu tenho certeza. Então, vem morar comigo. Você e sua família!" E agora estou aqui, no altar com o homem da minha vida!

— Vossa majestada (S/n), você aceita se casar com o rei Kim Namjoon?

— Sim, eu aceito! - sorri entusiasmada.

— Rei Namjoon, vossa majestade aceita casar com (S/n)?

— Sim, eu aceito sem dúvidas! - ele sorriu e piscou para mim.

— Bem então… - antes mesmo de o padre terminar sua frase, Namjoon me pegou e meu deu um grande beijo. - Pode beijar a noiva.

Todos aplaudiram e eu não podia estar mais feliz. Eu realmente pensei que tudo iria acabar, realmente pensei que eu iria morrer, mas preferi me manter firme. A verdade sempre vem á tona, e você sempre irá pagar pelos seus pecados; por suas maldades. A memória de Jung e Lia sempre ficará marcada na história e em mim. Meu coração estava coberto por alívio, tudo tinha acabado e eu estava no meu lugar com as pessoas que eu amava. 


Notas Finais


Favorita e comenta o que achou. Tem pedidos? Pode fazer.

Qual o nome de vocês?
Me; Izadora.

Obrigado por ler!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...