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Hist√≥ria One-shots Tododeku ūüŹ∑‚ú® - Cap√≠tulo 2


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Notas do Autor


Oioii! Primeira parte dessa one-shot, aliás recomendo que ouçam a música (The truth untold do canal ASMR Unnie) durante todo o capítulo, de preferência com fones ajuda na experiência, também se inscrevam no canal ASMR Unnie que fez esse cover, os vídeos dela são muito bons! Okiee sem mais enrolações, vamos para o capítulo~

Capítulo 2 - Primeiro capítulo


Sinto sobre meus olhos a luz do amanhecer e os abro, piscando freneticamente para me acostumar com a luminosidade do quarto em que anteriormente repousava, era um novo dia,  e nele havia muitas tarefas esperando para serem realizadas, por mais que quisesse ficar na confortável cama, deveria levantar para meus afazeres diários, se não minha mãe viria pessoalmente me acordar.

Me levanto preguiçosamente, me espreguiçando enquanto me sentava na borda da cama, hoje seria mais um dia cheio, pensava nos meus afazeres enquanto me arrumava para o dia, depois de pronto desci as escadas que faziam leves barulhos por conta da madeira antiga, minha mãe estava pondo o café na mesa e eu fui a ajudar, eu sempre tinha que prestar apoio, não que eu não gostasse o porém é que ela contém uma doença que pode ser fatal e por esse motivo eu não gosto de a ver se esforçando ou fazendo coisas além de seu limite, a mesma sempre nega falando que conseguia fazer tarefas simples e que não queria deixar tudo em minhas costas e muitas vezes me impedia de ajudar. 

 

Era para eu já ser independente, ter uma casa e um trabalho, mas eu não podia quando estava ciente do estado de minha mãe, ela precisava de mim e eu consequentemente dela, na maior parte de minha vida cuidou de mim, me sustentou sozinha, e passou por muito apenas pela minha existência, não podia a deixar na mão agora que precisava.

Passamos por muitos perrengues, nossa condição financeira nunca foi boa, não chegávamos ao ponto de não conseguirmos nos sustentar, mas nunca sobrava muito dinheiro após, tínhamos que guardar o máximo para não ficarmos sem, até haver uma próxima renda.

Depois da mesa ser posta, minha mãe lamentou e se desculpou...

 

-Lamento pela pouca comida servida hoje, mas os guardas reais vieram novamente buscar por impostos— Disse olhando para o chão — Eu os paguei com o que conseguimos, por isso neste mês será um pouco mais apertado.

Senti meu corpo se encher de raiva, contrai meus olhos e cerrei meus dentes. Dei um soco na mesa.

 

-Já é a segunda vez que eles vem nesse mês, eles sabem muito bem que muitos nessa parte da aldeia não tem condições para ficar pagando esses impostos ridículos — Apertei ainda mais minha mão contra mesa — Esse rei é muito ganancioso além de não ligar para o próprio reino, é uma situação estressante, ainda mais em nossa condição atual!

 

Respirei fundo na intenção de me acalmar, não era do meu feitio se irritar a ponto de descontar em objetos e isso deve ter assustado minha mãe, fechei meus olhos por alguns segundos e assim que os abri novamente me desculpei.

 

- Me desculpe por surtar assim, sei que não é do meu feitio...apenas me irritei muito, não tinha vontade de lhe assustar — disse com um olhar preocupado para a pequena senhorinha que se encontrava ao meu lado — 

Assim a mesma sorriu de forma reconfortante 

- Eu sei Izuku, é frustrante essas coisas acontecerem bem quando não estamos nas condições para elas, mas a gente supera isso. — Falou enquanto colocava uma mão no meu ombro apertando levemente — Vamos comer antes que tudo esfrie.

 

Depois de tudo nos sentamos na mesa antiga de madeira bruta, comemos enquanto conversávamos sobre quais tarefas haveriam de ser realizadas hoje, também conversamos sobre assuntos aleatórios, quando terminamos nosso café me levantei em direção à porta, haveria de começar as tarefas diárias, me despedi de minha mãe e abri a porta, a fechando assim que estive do lado de fora. 

 

Ao pisar no lado de fora, pude ouvir tosses do outro lado da porta de minha casa, me preocupei, sei que Inko está se esforçando para não me mostrar o quão mal está seu estado, porém isso só me deixa ansioso. Não sei quantos dias restantes ela terá, não me conta, e mesmo que eu fale com o médico ele diz que não dirá pois minha mãe o implorou por sigilo, deixando em evidência que lhe resta poucos dias de vida, ela provavelmente não quer que eu saiba por ter noção de como eu ficaria com a notícia. 

Não me tranquiliza, porém eu não quero pensar muito nisso, minha mãe precisa de mim e não é agora que ficarei deprimido, vou fazer o possível para ganhar dinheiro e a dar tempo...

 

Apesar de me repetir essas palavras todos os dias, sinto algo quente escorrer por minha bochecha até pingar no chão, me permito chorar apenas aquele tanto, limpo as lágrimas e levanto meu queixo, não me deixaria chorar, deveria ser forte por mim e pela minha mãe.

 

Começo a caminhar para o celeiro, lá estavam alguns animais que serviriam para uma próxima venda — Esse era nosso sustento, apesar de não ser um negócio grande, gerava bons lucros. Ao entrar no estabelecimento fui de encontro ao meu cavalo, Shoku, ele pareceu se alegrar ao me avistar, sorri e o acariciei na crina bem penteada e macia. 

 

-Está feliz em me ver? Te trouxe comida, é melhor se alimentar bem! — Eu sabia que era estranho tagarelar com o cavalo, mas eu nunca liguei —

 

Após alimentar todos os animais e cuidar das plantações que tínhamos, fiz uma pausa.

Sentei em um banco de frente para a enorme floresta, essa que separava os humanos dos seres místicos — A vista que conseguia de cima daquele relevo era incrível, me dando visão para apreciar o lugar — Era realmente bonito, como em uma daquelas pinturas de artistas famosos.

 

Fechei os olhos e encostei minha cabeça na parede do celeiro que ficava bem atrás do banco em que estava, respirei aquele ar puro, me sentido mais leve, comecei a cantarolar uma música que minha mãe costumava cantar para mim, era realmente relaxante ouvir o vento ressoando suavemente enquanto as folhas balançavam em resposta.

Senti o sol clarear meu rosto, me forçando a abrir os olhos, ao me deparar novamente com a vista, comecei a me questionar sobre o que havia do outro lado, ou sobre como era as vidas das pessoas que viviam nesse mesmo mundo, nem tão distantes, apenas com uma floresta separando-nos.

 

Em um impulso de curiosidade quis entrar naquela imensidão e descobrir por mim mesmo, eu sei que posso ser um pouco idiota, mas — pasmem — eu segui esse impulso, e desci aquele pequeno monte em direção a floresta, ainda era de dia, então não haveria problemas para voltar, eu saberia da localização do sol e assim voltaria. 

 

Minha casa ficava ao oeste, direção contrária de onde o sol se põe, se eu soubesse a localização do sol haveria como eu voltar.

Nada poderia dar de errado né?

Foi o que eu pensei, mas convenhamos nunca se deve falar isso em voz alta. 

Eu andei e andei até me encontrar de frente a um lindo, jardim? de rosas brancas e azuis, havia um caminho dentre elas, e eu segui em frente, esperando ver mais daquelas flores, será que eu estava invadindo a propriedade de alguém? Deus, que esse não seja o caso — as rosas eram altas um pouco maiores que minha própria altura então era difícil ver por cima delas, apenas se eu ficasse na ponta dos pés conseguia ver mínimos detalhes.

 

Mas era tudo repleto de flores, sem qualquer indício de alguma moradia por perto, deveria ser cauteloso ao menos, segui em frente até avistar uma fonte de tamanho grande no meio daquele jardim, em sua volta haviam bancos de pedras brancas e mais outros quatro caminhos contando com o que eu estava trilhando a pouco. Parecia aqueles jardins estilo grego — Me encantava e hipnotizava, era uma das coisas mais belas que já havia visto. Cantarolei aquela canção de antes enquanto caminhava pelo local, apreciando cada detalhe, a cada passo dado me esquecia do mundo exterior, me esquecia da minha situação, do horário, dos meus problemas. 

 

Só notei o que estava fazendo quando me senti perdido ao ver o sol se pondo dentre os pinheiros — também não havia notado o quanto o lugar era frio, tremi um pouco, parece que a cada minuto que o sol se põe mais frio fica...

Descido voltar para casa, na expectativa de poder voltar no próximo dia, mas ao virar para trás, trombei com uma superfície sólida um pouco rígida de mais, dei dois passos para longe, dando de cara com a pessoa que me esbarrei.

E eu vi um garoto, era bem alto e bonito, de aparência peculiar e chamativa — me perguntava o que ele faria neste lugar, seria dele?! Se fosse o caso, estava completamente ferrado —

 

O garoto me olhou com ar de curiosidade e indiferença, me pergunto como ele pode passar duas impressões tão opostas assim, como ele era alto tinha que olhar para baixo enquanto falava comigo pois sou consideravelmente baixo para minha idade, e eu havia de olhar para cima, com a escuridão já presente era difícil de memorizar seu rosto. Logo ouvi uma voz grossa no ar

-O que faz aqui? —Parecia querer me intimidar com a postura que detinha — Este jardim é propriedade privada —

Estremeci e tentei me explicar, sem muito sucesso pelo meu nervosismo evidente

-D-desculpe-me se-senhor, eu n-não sabia sobre isso. —Me curvei levemente como sinal de arrependimento e desculpas, eu sentia seu olhar julgador em mim, me incomodava um pouco—

-Não há necessidade dessa formalidade, se não sabia não há problema, mas você sabe que este jardim é o lugar de separação entre seres místicos e seres humanos não é? — Levantei a cabeça de imediato, eu havia ido tão longe assim?! —

-Não, também não tinha ciência disto. Não tinha ideia que havia chegado tão longe assim. — Parei para pensar, e se esse garoto for um ser místico?! Me foi ensinado na escola que seres místicos matam os humanos que veem vagando perto de seu território —

Fui dando passos sorrateiros para trás, criando uma distância nítida. Aquele garoto percebeu isso, pois voltou a ficar perto de mim, agora tão perto que sentia sua respiração em meu rosto. O que ele queria afinal?!

 

-Sabe...— Senti o cheiro de seu hálito, que por sinal era super bom, tinha cheiro de hortelã...eu não devia pensar nisso! mas não posso evitar, sou detalhista demais, até porque, muitas pessoas do vilarejo não conseguem ter condições para tais higienizações, então é difícil passar despercebido — Você é humano, e como acho que você notou eu sou um ser místico e proprietário deste jardim, não acha que vai passar por essa tão facilmente, acha?—

 

A cada palavra que saia de sua boca eu sentia um arrepio na minha espinha. Ótimo, sou tão azarado! Por que eu tive a brilhante ideia de vir para esse lado?! Olhei para o céu na esperança de que aquilo fosse um pesadelo, ele estava me ameaçando, se for o caso eu vou ter que fazer alguma coisa para me safar, não posso deixar minha mãe no momento!

-O que quer dizer com isso? —Olhei para o ser místico apreensivo, e logo a voz rouca foi ouvida—

-É bem simples, se não quer que eu conte para os outros, terá que vir todos os dias cuidar do jardim, e me prestar outros serviços, só assim saberei que não irá fugir ou contar mentiras ao seu povo, caso você faça alguma dessas coisas eu irei lhe caçar, humano — disse de forma intimidante, me encolhi um pouco, eu abri e fechei a boca como um peixe, não sabia o que responder, era a minha única opção, ele pode acabar indo atrás de minha mãe! —

 

Acenei a cabeça em afirmativo, foi a única coisa que pude fazer, nenhum som escapou pela minha boca. Quando ele se distanciou, soltei o ar que não tinha percebido prender. 

-Ótimo, você pode começar amanhã às 13:00, seja pontual, odeio atrasos. — E com isso ele se virou e foi embora me deixando um tanto quanto confuso —

Quando finalmente sai do choque inicial, tomei o caminho para minha casa, deixando assim aquele lindo jardim para trás.


Notas Finais


Hehehe~ esse foi o primeiro capítulo da one-shot: but i still want you. Sem contar com esse capítulo terão mais 6 partes até partirmos para a próxima one-shot! Espero que tenham gostado, boa madrugada pra vcs :3
Confiram no Wattpad, coloquei mais detalhes lá~


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