História Onee-chan - Capítulo 6


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Palavras 1.892
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Problemática


Fanfic / Fanfiction Onee-chan - Capítulo 6 - Problemática

O clima estava desconfortável, super desconfortável! Miku se cobriu com um roupão e Len se vestiu com as roupas que estavam no corpo antes do “ocorrido”. E voltaram àquela mesa, comer do café da manhã. Miku se serviu de um pouco de café puro e o Kagamine ficou no suco. Os dois estavam com a boca amarga, de certo modo.

Não tinham como negar o que tinha acontecido.

Não teriam ido dormir pelados sem terem tido nada, já estavam conscientes. Len se recordava de ter bebido algumas taças de vinho com a Hatsune, mas a partir daí, nada. Não lembrava mais de nada direito, tudo vinha em flashs rápidos e incertos.

Enquanto segurava a caneca de café fumegante com uma mão, Miku segurava o celular com a outra, e conversava com uma das recepcionistas da clínica na ligação:

— Sim, aqui é a Hatsune. Eu tive uma emergência, não tenho como ir trabalhar; remarque com os meus pacientes de hoje para a semana que vem, por favor.

Enquanto ela se desculpava pelo problema, Len a olhava com uma feição mansa no rosto. “Nós... Fizemos mesmo? Nós transamos?”, ele se perguntava no pensamento, ainda muito avoado com tudo. Miku estava uma pilha de nervos, ele, porém, não poderia estar melhor.

A única coisa que estava realmente o afetando, era não conseguir lembrar-se de nada.

— Obrigada! — Miku agradeceu com um sorriso fraco à recepcionista, encerrando a ligação e deixando o celular de lado. Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, ela vira grandes goles de café goela abaixo.

Len estava desconfortável só de ver como ela estava reagindo àquilo.

Claro, ele não poderia esperar uma reação melhor, já que além de eles não serem namorados, Miku não o via da mesma forma que ele a via. Mas mesmo assim! Por uma noite, mesmo que bêbeda, a Miku-nee não tinha o visto como um garotinho bobo. Bem, ele ao menos tentava ser otimista.

— Esse suco está uma delícia! — Len elogiou o suco de laranja que a Hatsune tinha feito o favor de fazer. — Com certeza, tudo que vem da mão da Miku-nee é o melhor!

Ele tentava quebrar o gelo com a Hatsune, que o encarou com uma expressão horrível.

— Como... Como isso foi acontecer? — Miku finalmente perguntou. Desde que se levantaram, se arrumaram e sentaram ali, ela não tinha dito absolutamente nada.

Len logo tirou o sorriso forçado do rosto. Estava feliz sim, mas o clima estava muito sério para brincadeiras. A Miku-nee dele não estava feliz, então não tinha sentido comemorar.

— Nem eu sei, Miku-nee. — Len disse, de cabeça baixa. — Só lembro de você ter me ligado pedindo desculpas, dizendo que precisava me ver naquele instante. Eu deixei tudo para te ver. Mas, depois que começamos a beber juntos-

— Eu deixei você beber?! — Miku indagou, surpresa.

— É, bem, você estava bem fora de si.

Miku desabou em cima dos braços, jogando uma mão para o alto da cabeça e coçando ali com força, desacreditada com tudo aquilo. Sentia-se uma “onee-chan” irresponsável, shotacon e tudo mais de ruim. Como ela poderia ter se deixado levar pela raiva que sentia por Kaito? E porque teve que meter Len nisso? Eram muitas perguntas que ela não conseguia responder.

— M-Miku-nee, calma! Está tudo bem-

— Não, não está tudo bem, Len — Miku levanta a cabeça, olhando irritada para o Kagamine. — Não está nada bem, na verdade! Eu estou me sentindo péssima! Você... Você é um garoto! Isso não podia ter acontecido.

Ela levanta da cadeira, para evitar todo quanto é contato visual que pudesse ter com o menor. Len estava se sentindo péssimo, claro. Ele permaneceu com a cabeça baixa, cerrando os punhos por baixo da mesa. Ele odiava profundamente quando a Hatsune o tratava como criança.

Ele podia ser jovem, mas não era mais um moleque.

Len tinha consciência das ações dele, só faltava Miku perceber isso.

— Eu sou um garoto que te ama como mulher — Len disse depois de um silêncio entre eles; Miku, sentida, arregala os olhos, surpresa, mesmo que já soubesse dos sentimentos do Kagamine. — E me chateio muito quando você me trata como criança — Len volta a abaixar a cabeça.

Miku o encara, arrependida. Claramente não queria chateá-lo, ele não tinha culpa. Mas eram tantas coisas acontecendo juntas, que era difícil ignorar o estresse. A noite da tempestade já tinha sido um grande baque para ela. Ainda estava difícil de engolir que o Kagamine não a via como uma irmã.

— Me desculpa — Miku junta as mãos, abaixando a cabeça —, de novo fui injusta com você — dizia ela, se aproximando e puxando uma cadeira mais próxima de Len. Se queria resolver aquilo tudo, não poderia mais fugir. Teria que encarar os sentimentos do menor. — Você me perdoa?

Len a olhou nos olhos; não demorou muito para que ambos sorrissem um para o outro.

— É claro que eu te perdoo, Miku-nee — Len respondeu, sem quebrar aquela troca visual cheia de ternura. — Eu posso me chatear com algumas coisas que você diz, mas te odiar é difícil. Sabe disso.

Miku cora, olhando para as próprias pernas, depois para o rosto de Len, tímida demais para firmar o olhar. Ele, por outro lado, estava certo do que dizia e não se sentia tímido. Os dois estavam tão enrolados, que nem mesmo medo de ouvi-la dizer um “não” ele tinha mais.

***

Fukase estava no terraço do colégio, de costas para a grade de proteção. Estava um tanto preocupado com o Kagamine, já que ele tinha ido para casa muito mal no dia passado. O Ikeda se preocupava principalmente por pensar que ele poderia ter feito uma loucura, afinal, o loiro parecia tão louco por aquela tal “Miku-nee”.

Pela décima vez, a ligação que ele fazia para o Kagamine tinha caído na caixa postal, deixando o ruivo encucado. “Será que devo visitá-lo, para ver se está tudo bem?”, se perguntava ele, no pensamento. “Não, talvez seja melhor deixá-lo se recuperar do toco”, concordou Fukase com o próprio pensamento.

Pensando assim que ele suspirou, enquanto colocava o aparelho de volta no bolso.

— Você está aí!

A expressão do Ikeda logo se torna amarga ao ver a garota com saia longa na porta do terraço, fazendo uma pose autoritária com os braços cruzados. Saotome VFlower, o motivo dos pesadelos mais sombrios do rapaz.

Mas ela estava diferente do habitual; antes, VFlower tinha o cabelo comprido, que sempre ficava preso em um rabo de cavalo. Dessa vez, o cabelo da garota estava completamente curto, como o de um rapaz.

Também valia ressaltar que ela não encurtava a saia como as outras garotas, mas a deixava mais longa. VFlower era a única garota com a saia abaixo do joelho naquela pocilga.

Enquanto notava o novo corte de cabelo da garota meio surpreso, a Saotome continuava a reclamar:

— Irei comunicar ao professor que você e seu amigo, Kagamine, matam aula aqui! O terraço é acesso proibido, sabia disso? — VFlower continuava a reclamar, como uma representante chata e velha.

— Você cortou o cabelo? — Fukase perguntou, ignorando a reclamação da garota.

VFlower estatelou com a pergunta, mas logo a ignorou:

— Você me ouviu, né?! Já vou! Esperem a advertência, pois ela virá logo-

Antes que a Saotome pudesse dar as costas e ir embora, Fukase pensa rápido e corre até ela. O Ikeda a puxa pelo braço e fecha a porta, ficando na frente. Eles não tinham uma grande diferença de altura, VFlower era um pouco de nada mais baixa, mas olhando rápido, podia-se dizer que eles estavam no mesmo nível.

— Está doido, cara?! — VFlower reclamou. — Eu quero passar!

— Eu te deixo passar, mas antes, preciso que me responda uma coisa — Fukase exigiu, mantendo-se firme à frente da porta; não sairia a menos que obtivesse respostas claras.

VFlower reagiu com uma bufada, cruzando os braços e revirando os olhos:

— Tá! O que você quer?

— O que acontece? Por que você me odeia? Por que me persegue para todo o lado, como se só eu fosse errado nesse colégio? Eu conheço várias pessoas da nossa turma que cometem erros por aqui também, sabia?

Todas essas perguntas deixam VFlower com as pernas bambas; ela descruza um pouco os braços e olha para baixo, tímida. Como representante, ela precisava mesmo prestar atenção nos colegas de classe, mas não da forma autoritária e chata que fazia com Fukase.

— E-Eu não te odeio — VFlower diz. — Só estou cumprindo meu papel como representante! — continuou com um tom um pouco mais alterado que o de antes, notavelmente desconfortável. — Eu odeio delinquentes.

Fukase cruza os braços, arqueando uma sobrancelha:

— Seu papel não é ver quem está bagunçando por aí, é cuidar dos assuntos da nossa turma, você não é minha babá! — Fukase rebateu.

VFlower não sabia mais o que responder, por isso que partiu para cima de Fukase, tentando passar por ele na força, mas o ruivo não permitiu, segurando os braços da Saotome. Ela lutou contra ele, mas não tinha força o suficiente. Quando tentou ir para trás, Fukase também não a soltou.

— Não vai me soltar? — VFlower perguntou, impaciente.

Fukase fixou os olhos no rosto alterado de VFlower, que estava tímida com tanta aproximação. “É mesmo, ela é bonitinha”, pensou o Ikeda, analisando cada traço fofo do rosto da garota.

— Você gosta de mim? — Fukase foi direto na pergunta, fazendo com que VFlower pulasse, assustada e corada (como uma gatinha assustada), olhando desconcertada para o rapaz.

— P-Pois eu não acabei de dizer que odeio delinquentes?! Por que eu gostaria de você? — VFlower perguntou, nervosa. Mas não teria motivo para tanto nervoso se a dúvida de Fukase não fosse verdadeira.

— Mas eu não sou delinquente.

— C-Claro que você é! V-Você fuma! Isso não é uma coisa que um aluno integro faria!

— Ok, mas você me stalkeia! Isso também não é a atitude de um aluno integro, muito menos de uma representante! — Fukase rebateu, levemente estressado por aquela conversa não estar indo a lugar nenhum.

VFlower abriu e fechou a boca, sem argumentos.

Acabou até admitindo, sem querer, que era uma stalker com aquele silêncio.

— O-Olha aqui! Quer me deixar passar?! Eu prometo que te deixo acabar com seus pulmões, em paz! — VFlower disse, alterada. — Aí te provo que não perco meu tempo gostando de caras como você!

— Assim, tão fácil? — Fukase pergunta, sorridente. — Maneiro! Que legal que você é, Saotome-chan! Pode passar, donzela — ele brinca, fazendo uma reverência, como se a representante fosse uma princesa.

O Ikeda finalmente abre espaço para a garota, mas antes que ela pudesse finalmente sair, ele a segura pelo braço, fazendo-a olhá-lo nos olhos novamente.

— O que é agora? — VFlower perguntou.

— Eu esqueci de te dizer! Esse cabelo... Deixou você muito fofa!

A representante se surpreendeu, ficando com as bochechas bem vermelhas. Ela se solta do Ikeda, puxando a própria mão para si, afastando-se com passos desajeitados. Não conseguiu agradecer, só correu para fora do terraço, deixando Fukase sozinho e bobo, porque aquela atitude tinha sido muito fofa.

“É. Ela é estupidamente fofa”, o ruivo pensou, surpreso.

Logo depois, o telefone dele tocou, indicando que tinha uma mensagem. Quando voltou a pegar o aparelho no bolso, notou que era uma mensagem de Len. “Desculpa, estava ocupado para atender. Depois te explico”, estava na mensagem. Com isso, Fukase sorriu no fim de um suspiro de alívio e começou a respondê-lo:

“Otário, vê se deixa seu amigo mais informado! E Len, você tinha razão...”

 

“[...] a representante é bonitinha.”


Notas Finais


TÃ-RAMMMM
CHEGUEI! *3* ❤

Dessa vez demorei, né? XD
Bom, os capítulos tinham acabado, e para não atrasar demais, eu resolvi escrever mais alguns.
Já tenho o 7 e o 8 prontos para revisão. Em breve, estarei começando o 9 - até amanhã, talvez.
Não quero desleixar com Onee-chan, nem com mais nenhuma fic que eu tiver daqui para frente! ^^

Como sempre, quero agradecer MUITÍSSIMO por todos os comentários!
Também pelos favoritos! ❤ E sejam bem-vindos os novos leitores!
Espero que continuem gostando! >w<

XOXO *3*
INTÉ O CAPÍTULO 7!
TCHAU! :B


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