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História Ones Chiana - Capítulo 2


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Notas do Autor


Espero que gostem ❤️

Capítulo 2 - Medo e desejo


Nunca pensei que fosse ser tão difícil aguentar uma barriga enorme dessas fazendo peso na sua frente. Parecia que a qualquer momento eu ia cair e, como uma melancia, a barriga poderia estourar. Fora que Ana me tratava como se eu fosse uma doente e já diria meu médico “existem dois tipos de grávidas, as que repudiam o sexo durante a gravidez e as que querem como loucas transar.” E eu era o segundo caso.

- Quer comer alguma coisa? - Ana perguntou pela milésima vez.

- Não! Já disse. - Bufei sentando-me no sofá.

- Sente-se devagar! Quer mudar a posição da criança? - Há uma semana Ana não parava de falar nisso, tudo porque ela havia visto um documentário sobre mães que ficaram em posições erradas e acabaram influenciando na posição do bebê e dificultando o parto.

- Ana , para de neura. 

- Vou pedir para o doutor conversar sério com você. Onde já se viu?! - Saiu em passos largos para a cozinha, estava irritada. Parecia que ela estava grávida, não eu. 

- O que é isso? - Perguntei quando vi ela se aproximar com uma bandeja de comidas nas mãos.

- Comida.

- Já deveria imaginar, você não cansa de comer? 

- Dessa vez é toda sua.

- Estou sem fome. - Respondi breve, como uma menina birrenta. Odiava quando eu ficava assim, essas oscilações de humor ainda me matariam. 

- Mas vai comer, Vida . 

- Que merda. - Peguei uma maçã que estava numa cestinha e mordi.

- Pode ter certeza que vai comer mais do que isso. 

A gravidez estava me deixando irritada por si só, mas minha esposa fazia questão de piorar tudo, se eu não explodisse com as dores do parto, com certeza eu explodiria antes disso com Ana me irritando assim. Para algumas pessoas poderia parecer mimo, mas pra mim que já aguentava isso há seis meses já passava de chatice.

- Você viu minha pantufa? - Gritei do quarto para Ana. 

- Não. - Ela gritou de volta. Decidi então abaixar-me para procurar embaixo da cama. E como se sentisse, Ana apareceu bem na hora, nem preciso dizer que… - Você enlouqueceu? - Gritou puxando-me cuidadosamente para cima. 

- Eu só quero minhas pantufas. - Sentei-me na cama.

- Porra, deveria ter me chamado pra pegar. Esqueceu que está grávida? 

- E você deixa? - Gritei e joguei um travesseiro nela. Fui até a varanda e fiquei por lá mesmo tentando me acalmar. 

- Amor. - Ana apareceu minutos depois. 

- Se for pra encher meu saco nem vem! - Enxuguei algumas lágrimas que insistiram em cair. Não é que eu estava triste, na verdade eu só estava chorando por nada. Coisa de grávida.

- Só quero pedir desculpas, pode? 

- Tá. - Continuei olhando para fora. Minha esposa aproximou-se e sentou do meu lado. 

- Eu sei que estou sendo um pouco excessiva nos cuidados…

- Um pouco? - Interrompi-o. - Ana, eu não consigo nem andar direito, você segura no meu braço me fazendo parecer uma criança. 

- Olha, eu vou tentar ser mais liberal.

- A questão é me deixar ter uma gravidez saudável. 

- É isso que eu estou tentando fazer.

- Mas não está conseguindo. Só quero respirar um pouco sem ter você pra dizer que eu respirei demais a ponto de tirar o oxigênio do nosso filho. - Eu disse fazendo Ana rir. 

- Eu estou tão chata assim, Chiarita?

- Sim. - Ri também balançando a cabeça. Ana me abraçou e segurou meu queixo para que eu olhasse em seus olhos.

- Eu prometo que serei mais leve com você. - Me beijou e abraçou com força. - Só não abuse. 

- Pode deixar. Acho que agora você amassou o bebê com esse abraço. - Brinquei.

- Ai meu Deus. Será? - Arregalou os olhos aumentando minha risada.

- Claro que não. 

(…)

Já era noite e estávamos na nossa cama assistindo a um filme qualquer e chato pra caramba. Ana parecia interessada e eu apenas bufava na tentativa de que minha esposa percebesse que eu não estava nem um pouco a fim de ver aquilo. Até que tive a ideia de fazer o que eu estava com vontade há semanas e Ana não mostrava o menor interesse: sexo.

- Ana. - Chamei-a enquanto repousava a mão em seu peito. 

- Hum. - “Respondeu”. Se é que podemos chamar isso de resposta. Passei a mão por seu abdômen e barriga até o cós de seu short de pijama

- O que você acha de… - Parei de falar e toquei sua intimidade e ao mesmo tempo beijei seu pescoço. Ana ficou tensa na hora.

- D-de…? - Gaguejou e apertou minha cintura.

- Você sabe, amor. - Ana já estava consideravelmente molhada e isso me deixou feliz.

- Mas você está grávida. 

- Qual o problema? - Sentei-me na cama e Ana fez o mesmo. Aproveitei e ataquei sua boca enquanto sentava no seu colo, claro que a ideia foi a pior que eu tive em todos os tempos, pois a barriga não nos deixou ter contato. 

- Esse é o problema. - Apontou para a minha barriga. 

- A gente pode tentar algo novo. Tem tantas maneiras de se fazer sexo grávida, podemos pesquisar agora e…

- Eu não quero machucar o bebê. - Ela interrompeu. 

- Podemos ver um jeito que não machuque. Você sabe que sexo na gravidez é saudável.

- Depende da gravidez, meu amor. 

- Você sabe que meu caso não é esse.

- Sei.

- E por que você não quer sexo? - Ana permaneceu calada. - Eu entendi tudo agora. - Saí do seu colo e fiquei de pé na cama.

- Entendeu o quê?

- Você não sente mais nada por mim, você não me quer mais como mulher. Como eu pude ser tão estúpida?! 

- Estúpida você está sendo agora dizendo uma coisa dessas. - Levantou-se e fez o mesmo que eu ficando na minha frente e segurando meu rosto com as duas mãos. - Eu continuo louca por você, estou quase explodindo de necessidade, mas eu não posso machucar nosso filho. Podemos tentar o que você está sugerindo, mas eu vou ficar com medo do mesmo jeito, entende? 

- Entendo. - Ana enxugou minhas lágrimas com o polegar. Droga de sensibilidade. - Você não precisa fazer o que não quer. 

- Eu quero, vida . Só preciso que me ajude, é difícil?

- Não. 

- Vou buscar o notebook. - Deu-me um selinho e saiu às pressas do quarto. Só acho que até nono mês de gravidez eu já estarei acabada, ainda mais com uma esposa dessas. Para mim, toda a sorte do mundo!


Notas Finais


Espero que tenham gostado .❤


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