História Oneshots - Demi Lovato - Capítulo 8


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Palavras 4.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drabble, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ooi amores, mais uma one pra vcs! Dessa vez é da Demi com a Hayley Kiyoko e a one é totalmente baseada na música "What I need" da Hayley, que eu super recomendo pra quem nunca ouviu! Qualquer semelhança entre a one e o clipe dessa música não é mera coincidência, o que eu fiz aqui foi completar a história do clipe do meu jeitinho com aquele hot maravilhoso hehe

Boa leitura!

Capítulo 8 - What I need - Hayley Kiyoko


Demi Pov. 

Nova mensagem de Hayley: em dez minutos eu to passando aí  

- onde você vai?! Pra que porra de lugar você está indo? 

Enquanto minha mãe gritava comigo, comecei a colocar roupas e itens pessoais em minha mochila. Não caberia muita coisa, mas eu sabia que só precisava de alguns itens básicos e mais importantes, e o resto poderia dar um jeito depois. E também, mesmo que não conseguisse levar nada, só de sair daquele inferno já estaria bom. 

- o que pensa que está fazendo? - perguntou minha mãe, me puxando pelo braço até que eu estivesse de frente pra ela.  

- vou me encontrar com uma amiga - falei ao me desvencilhar dela e voltar a colocar em minha mochila verde musgo a minha escova de dentes, meu celular e meu carregador. 

A gritaria voltou novamente. 

- amiga? Acha que eu sou idiota? Eu sei muito bem que tipo de "amiga" você tem, Demetria! Acha que me engana? Acha que está enganando Deus?  

Voltei a ignorar ela, apenas pensando em terminar rápido. Peguei mais duas blusas e calcinhas, e antes de sair resolvi pegar um dos meus livros, um que minha irmã mais velha tinha me dado e serviria como única recordação boa que eu teria.  

- eu tô falando com você, Demetria! - minha mãe tentou me puxar de volta, mas me afastei e segui em direção à porta do meu quarto enquanto colocava minha jaqueta rosa claro. 

Eu sabia que aquela seria a última vez que eu estaria naquela casa, mas não olhei para trás enquanto caminhava pelo corredor e pela sala em direção à porta. Uma parte de mim estava um pouco assustada, mas a outra parte estava ansiosa por um futuro onde eu não iria mais ter que ouvir coisas homofóbicas da minha própria família, um futuro onde eu poderia viver como eu quisesse, com quem eu quisesse.  

- se for embora, nunca mais terá o direito de voltar aqui! As portas desta casa estarão fechadas para você! - ouvi a voz da minha mãe atrás de mim, mas continuei sem olhar pra trás, agora eu só olhava para o carro amarelo a minha frente, onde Hayley me esperava com um sorriso safado e a promessa de que agora as coisas mudariam. 

- não se preocupe, não vou voltar - falei enquanto retribuía o sorriso de Hayley.  

Coloquei minha mochila no banco de trás e depois entrei no banco do passageiro. Hayley deu partida no carro, e tive a chance de mostrar o dedo médio para minha mãe enquanto a via pela última vez. Era hora de começar um novo capítulo em minha vida.  

O início da viagem de carro foi tomado pelo som do rádio, que já estava tão velho quanto o carro em si, e só duas estações funcionavam, mas eu estava me sentindo tão contente e relaxada que não me importei. Eu nem mesmo sabia para onde estávamos indo, mas confiava nela.  

- tem certeza sobre o que está fazendo, Dems? - perguntou ela, depois de alguns quilômetros de viagem.  

Me virei para ela, e antes de responder me permiti alguns segundos para olhar seu rosto iluminado pelo sol do fim começo da tarde, com os cabelos loiros voando e as coxas semi nuas com aquele short jeans curto enquanto sua visão se focava na estrada. Eu sabia que, mesmo que seu tom fosse tranquilo e calmo, sua pergunta carregava um peso enorme.  

Quando eu e Hayley nos conhecemos, há quase dois anos, eu já tinha admitido para mim mesma que era lésbica, mas tudo ainda era novo pra mim, e eu estava (e acho que ainda estou) insegura sobre muitas coisas em relação a mim mesma e a minha vida. A atração mútua foi quase que imediata, e eu estava ansiosa para me descobrir e conhecer novas coisas, por isso começamos apenas a dormir juntas, mas combinamos de que não teríamos nada sério ou oficial até que eu tivesse mais certeza sobre quem eu era e o que eu queria. Aquele "acordo" entre nós durou por muito tempo, mas nos últimos meses ela estava um pouco diferente comigo e até andou um pouco afastada, e eu sabia que era porque estava ficando impaciente com minha indecisão sobre o que exatamente eu queria para nós duas, se eu queria algo a mais do que só uma transa ou não.  

- eu sei que ando te deixando frustrada ultimamente..., mas eu realmente quero que isso dê certo. 

- "isso" o que exatamente?  

- nós.  

Dei um pequeno sorriso para ela, que retribuiu, ainda com os olhos na estrada. Ainda precisávamos conversar melhor sobre isso, mas eu sabia que teríamos tempo. Me virei para a janela, me inclinando para ver a paisagem de campo por onde passávamos, e me permiti apreciar o céu azul sem nuvens e a brisa de verão que batia em meu rosto e movia meus cabelos.  

Por um tempo voltamos ao silêncio, mas depois começamos a cantar junto com a música que tocava no rádio. Era contagiante e eu sentia vontade de dançar. Depois de várias músicas, nos acalmamos um pouco e senti que aquele era um bom momento para provocá-la. Sem falar nada, eu coloquei minha mão esquerda em sua coxa, começando a acariciar a área. Hayley não falou nada, mas senti seus pelos se arrepiarem levemente. Por alguns segundos apenas subi e desci minha mão pela extensão de sua coxa, mas depois resolvi subir até que meus dedos tocaram o botão prateado de seu short jeans.  

Mesmo com o botão e o zíper abertos, Hayley continuou sem falar nada, mas eu sabia que seu silêncio não ia durar muito tempo, já que ela abriu um pouco as pernas, dando mais espaço para que minha mão entrasse em sua calcinha azul clara e chegasse em sua intimidade. Me senti vitoriosa ao ver sua respiração falhar quando meus dedos começaram a massagear toda a extensão de sua vagina, que já começava a ficar molhada.  

Havia uma pequena dificuldade de movimento durante a troca de marchas do carro, mas Hayley não estava reclamando, então decidi não parar. Quando comecei os movimentos circulares em seu clitóris, ouvi um primeiro gemido, mas estava tão baixo que quase parecia um sussurro, por isso resolvi intensificar os movimentos. 

- Demi... - sua voz era um aviso, mas decidi ignorar. 

Me arrisquei e penetrei um dedo dentro dela, sentindo suas paredes internas me envolvendo e me apertando. Ela se contorceu um pouco, mas seu corpo logo se acostumou com a invasão, e quanto sua respiração se normalizou eu me permiti adicionar o segundo dedo, e fazendo os movimentos de vai e vem que já estavam começando a deixá-la em um torpor de prazer. 

- se concentra na estrada, baby - falei, em tom provocativo, e a vi revirar os olhos, o que me fez sorrir. 

Meus dedos ficaram mais rápidos, minha vontade de fazê-la gozar aumentando a cada segundo. Eu adorava ver a expressão facial em seu rosto quando ela gozava, eram uma das coisas mais lindas. E saber que eu era a pessoa a dar aquele prazer a ela me deixava satisfeita de uma forma que eu não conseguia explicar. Sabia que estava molhada também, mas ignorei meu próprio corpo para garantir que ela tivesse o prazer que merecia.  

Suas paredes internas comprimiram ainda mais meus dedos, me fazendo perceber que ela estava bem perto de seu ápice.  

- D-Demi... - foram suas palavras quando ela finalmente perdeu o controle de seu corpo, e senti um líquido em meus dedos. 

- CUIDADO! - gritei, ao ver que um carro se aproximava à nossa frente. 

Hayley, que tinha fechado seus olhos brevemente quando gozou em meus dedos, se assustou e logo voltou a tomar conta do carro, virando o volante rapidamente para a direita para que pudéssemos desviar, o que resultou em quase capotarmos o carro, que acabou parando perto da margem da estrada, e começou a soltar uma grande quantidade de fumaça. Por alguns segundos não falamos nada pelo choque, mas logo não aguentei e comecei a rir pela situação toda. 

- não é engraçado - falou ela, mas alguns segundos depois ela começou a rir comigo.  

Quando a crise de riso passou eu peguei alguns lenços de papel da minha mochila e entreguei para que ela se limpasse um pouco, e também limpei meus dedos. Então saímos do carro e fomos olhar o capô, mas nenhuma de nós entendia sobre carros para saber qual era o problema exatamente. 

- esse carro já está bem velho, não acho que vamos chegar muito longe com ele e não tenho grana pra consertar - falou ela enquanto ia em direção ao banco de trás do carro - teremos que ir a pé a partir daqui, e aí pedimos carona no caminho.  

Assenti e retirei minha jaqueta, colocando-a na cintura, e então peguei minha mochila e a coloquei nas costas, assim como ela.  

- para onde estamos indo exatamente? - perguntei, agora curiosa já que perdemos nosso meio de transporte.  

- deve ter algum posto ou lojinha de beira de estrada, vamos seguir e lá a gente vê o que faz. 

Depois disso Hayley entrelaçou seus dedos nos meus e começamos a caminhar pela beira da estrada. Tentamos dar sinal para alguns carros que passavam, mas nenhum deles parou, por isso continuamos caminhando. Depois de um tempo, falei: 

- me carrega - pulei em cima dela, o que a fez rir. 

Fui carregada por alguns segundos e depois voltei a caminhar ao lado dela. O dia estava lindo, e a paisagem dava um ar quase que de uma pintura antiga. Caminhamos de mãos dadas debaixo do sol por quase meia hora, até que finalmente paramos em um posto de gasolina, onde ao lado tinha um pequeno bar. O local era pequeno e não muito bem iluminado, mas pelo menos não estava muito cheio e ninguém deu muita atenção para nós. Havia algumas mesas na parede, uma mesa de sinuca, um bar e banheiros.  

- vou trocar de roupa, estou suada - falei. 

- melhor eu me trocar também. 

Depois que saímos do banheiro fomos até o bar e nos sentamos nos branquinhos altos que ficavam ali. Uma música tocava de fundo e percebi que gostava da batida. 

- dois shots de tequila - pedi e então me virei para Hayley, que me olhava com um sorriso no rosto. 

Ela se inclinou para mais perto de mim, querendo um beijo, mas ao perceber que não estávamos sozinhas eu hesitei. Mesmo que minha mãe desconfiasse, eu nunca tinha admitido abertamente minha sexualidade a ninguém além de Hayley, algumas mulheres com quem fiquei e meu melhor amigo. Eu estava acostumada a me esconder e a não demonstrar a ela meus sentimentos que não fossem carnais, por isso hesitar foi algo natural, mesmo que eu me sentisse culpada ao ver que Hayley ficou um pouco desapontada.  

O homem atrás do balcão colocou os dois pequenos copos perto de nós, e rapidamente tomamos as bebidas e chupamos o limão. Senti minha garganta queimar e logo pedimos mais dois. Em seguida jogamos um pouco de sinuca e então, depois de ganhar, Hayley me puxou para mais perto das caixas de som para que pudéssemos dançar. Deixei meu corpo fluir com a batida da música, e fechei os olhos quando senti ela atrás de mim, seu corpo colado ao meu é sua boca em meu ombro, deixando ali leves beijos enquanto dançávamos. Antes que eu percebesse eu estava encostada contra uma das paredes, e ela se aproximou novamente, mas não tentou me beijar, apenas encostou a cabeça em meu ombro.  

- você não respondeu à pergunta que eu te fiz quando estávamos no carro - falou ela.  

Senti meu corpo travar por alguns segundos. Hesitei novamente. 

"Tem certeza sobre isso, Dems?" Tinha sido sua pergunta. E eu queria dizer que sim, mas uma parte de mim ainda teimava em hesitar, em resistir. Uma parte de mim ainda estava com medo de me entregar totalmente ao amor, mesmo que meu corpo já fosse dela a muito tempo. 

- eu sei que não estamos juntas, não estamos namorando, mas se estivéssemos... eu te beijaria sempre, dormiria com você todas as noites, te protegeria... só preciso que tenha certeza, Dems, porque eu quero uma garota que não tenha medo de me amar - sua voz era quase um sussurro - preciso que tenha certeza sobre o que você quer, que tenha certeza sobre nós. É isso que eu preciso.  

Prendi a respiração, como se pudesse congelar aquele momento. Em seguida respirei fundo, sentido o fraco perfume dela que já quase não existia mais depois de um longo dia andando sob o sol e dançando.  

- me de um tempo, só mais um pouco - pedi. 

E Hayley, que me amava com tudo dentro dela, assentiu, mesmo com um sorriso um pouco triste. Ainda Havia esperança em seus olhos, mesmo com minhas palavras e por isso me senti um pouco menos culpada. Ela me puxou para dançar novamente, e ficamos curtindo por mais uma hora. Resolvemos então sair para poder encontrar algum lugar para ficar antes que começasse a escurecer. Ainda eram 16:30, mas vai saber quanto mais precisaríamos andar. 

- ei, você sabe onde fica o motel mais próximo daqui? - perguntei à senhora que estava lendo tarô no caixa, depois que paguei nossa conta. 

- só seguir no sentido norte por mais 5 quilômetros que vocês chegam - falou ela sem tirar os olhos das cartas à sua frente.  

Nós então saímos do bar e começamos a caminhar novamente pela beira da estrada, comigo cantando algumas músicas que me lembrava e Hayley dançando enquanto cantava comigo. Depois de mais ou menos uns 20 minutos de caminhada nós avistamos uma caminhonete parada na beira da estrada, e um cara com aparência de uns 40 anos estava entrando e fechando a porta. 

- vem! - falei e sai correndo até a caminhonete, logo conseguindo entrar na parte de trás, que não continha nada além de uma lona azul.  

Hayley saiu correndo atrás de mim e por um segundo achei que não conseguiria, mas estiquei minha mão, alcançando-a e ela consegui entrar antes que o veículo ganhasse muita velocidade. Rapidamente nos abaixamos e ficamos ali deitadas para não sermos vistas. Me virei e fiquei então olhando para ela, enquanto pensava em como ela era extremamente linda e o quanto eu gostava de estar perto dela, de ser tocada por ela. Depois de um tempo tentei olhar para outro lugar que não fosse ela, mas era quase impossível, como se tivesse uma força me puxando para olhá-la, para ficar perto dela.  

De repente a caminhonete parou e ouvimos uma voz masculina gritar:  

- saiam do meu caminham, caralho! - ele parecia muito irritado - há quanto tempo vocês estão aí? 

Nos levantamos rapidamente e começamos a sair da caminhonete. 

- meu carro quebrou há uns dois quilômetros - Hayley reclamou, mas ele não pareceu ouvi-la. 

Aparentemente ele estava mais preocupado em nós encarar, pois seus olhos subiram e desceram sobre nossos corpos, e ele logo suspirou:  

- uau... 

Revirei os olhos. 

- pode nos dar uma carona? - perguntei.  

Por mais que ele parecesse um idiota, pelo menos não precisaríamos andar tanto. 

- claro, baby - respondeu ele. 

Fomos até a parte da frente, onde ele abriu a porta para mim e entrei. Depois esperei por Hayley, mas ela estava parada na porta, sem se mexer. 

- entra - falei pra ela. 

- não, a gente nem conhece ele - falou ela, nervosa. 

- entra logo no carro, Hayley - falei, suspirando. Eu estava cansada - ainda faltam mais uns 4 quilômetros pra chegarmos. 

- não, sai daí! - sussurrou ela. 

- vem logo!  

Hayley suspirou e revirou os olhos. Eu estava exausta, física e emocionalmente. 

- tá, então continua aí que eu vou de carro, nos encontramos lá - falei, já irritada.  

Fechei a porta e alguns segundos depois a caminhonete começou a andar. Ao olhar pelo retrovisor ao meu lado, vi a silhueta dela ficando cada vez menor e a cada segundo fiquei mais nervosa e assustada.  

Por que eu fiz aquilo? Por que a deixei lá?  

Percebi então que eu estava com tanto medo desses sentimentos que tenho por ela, que meu mecanismo de defesa foi me afastar, mesmo sabendo que o que eu mais queria, o que eu mais precisava era ela. Naquele momento, quando a silhueta dela desapareceu completamente de vista, e tive um vislumbre do que seria um futuro sem ela, eu finalmente tinha uma resposta para sua pergunta. Eu finalmente tinha o que ela precisava. Eu tinha certeza sobre mim e sobre nós.  

Eu estou completamente apaixonada por Hayley. E quero ficar com ela. Eu tinha certeza. 

- para esse carro - pedi e já peguei minha mochila, colocando no ombro.  

- o que? Você está doida? - ele riu e continuou dirigindo. 

Comecei a bater nele, que quase perdeu o controle do veículo. 

- eu disse pra parar!  

A caminhonete parou de forma brusca, com um chiado. Abri a porta rapidamente e saí correndo enquanto ouvia xingamentos do cara. Eu estava cansada, mas minhas pernas pareciam não saber disso, pois corri como nunca tinha feito antes. Tudo que eu queria era estar nos braços de Hayley o mais rápido possível e de preferência por muito tempo. Senti o sol em minha cabeça, o vento quente em meu corpo, e quando comecei a me cansar demais, quando pensei em desacelerar, eu vi a cabeça loira com raiz escura que eu conhecia tanto, e aquilo me deu forças para ir ainda mais rápido. Chamei por seu nome e ela se virou. O sorriso que se abriu em seu rosto quero ela me viu não tinha preço, corri mais ainda. 

Quando finalmente cheguei perto dela, me joguei em seus braços e a beijei como nunca antes. Nossos lábios se chocaram com força e envolvi meus braços ao redor de seu pescoço para trazê-la ainda mais para perto de mim, para ter certeza de que não nos afastaríamos novamente, de que ela estava ali comigo. Percorri cada espaço de sua boca que eu conhecia tão bem, passeando com minha língua de forma apressada e fervorosa, tendo certeza de mostrar, através do beijo, o quanto eu a queria. Suas mãos passeavam por minha cintura, e eu podia sentir ela sorrindo durante o beijo, o que foi um alívio imenso.  

- me desculpe - sussurrei quando paramos para respirar um pouco, nossos lábios ainda bem próximos. 

Vi que tinham se formado algumas lágrimas em seus olhos, mas ela apenas sorriu e me beijou novamente, agora com pequenos selinhos. Ficamos nos beijando por tanto tempo que o sol já estava quase se pondo quando revolvemos voltar a caminhar. 

Levou quase uma hora para que chegássemos ao pequeno motel, mas ter ficado ao lado dela valeu muito a pena. Alugamos um dos quartos no segundo andar e quando chegamos eu fui direto cair na cama. Não era o lugar mais bonito, mas comparado ao que eu estava esperando, o quarto até que dava pro gasto.  

Depois de fechar e trancar a porta Hayley veio até mim e se deitou na cama ao meu lado. Senti uma de suas mãos tocar minha coxa, e subitamente não estava mais tão cansada assim. Me virei para ela e vi desejo em seu olhar, mas ela não disse nada, como se estivesse me dando a chance de recuar ou dizer que eu não estava afim no momento. Peguei então sua mão que tocava minha pele e apertei, para em seguida me virar completamente e subir em cima dela, ficando em seu colo.   

Me inclinei até que estávamos nos beijando novamente, e senti como se finalmente estivesse encontrando paz quando senti suas mãos em minha cintura e em minha perna. Acariciei seus cabelos e depois comecei a levantar sua blusa, até que ela estava só de sutiã, e então retirei aquela peça também. Como sempre, Hayley ficou um pouco tímida quando encarei seus seios, mas qualquer insegurança sobre seu corpo foi embora quando comecei a mordiscar seus seios, que estavam mais sensíveis que o normal naquela noite. Seus gemidos encheram o quarto de som, e minha vontade de tê-la se tornou ainda maior. 

Mesmo com todo o prazer que eu estava proporcionando a ela, não demorou muito para que Hayley quisesse tomar o controle da situação. Ela gostava bastante de comandar quando estávamos entre 4 paredes, e admitindo para mim mesma, eu também gostava disso nela, pois era algo que eu achava muito sexy. Deixei que ela tirasse todas as minhas roupas, e apreciei o pequeno show que ela me deu ao retirar o que faltava para que seu corpo ficasse tão nu quanto o meu. Quando dei por mim eu já estava de costas na cama, com ela por cima de mim. 

Quando nossos corpos finalmente se tocaram sem a interferência das roupas, foi como se eu chegasse em meu paraíso particular. Cada vez que eu sentia seus lábios, suas mãos ou qualquer outra parte do corpo de Hayley me tocando era como se eu ganhasse mais energia, mais vontade de continuar.  Nos beijamos novamente, mas foi breve, pois sua boca queria percorrer mais partes do meu corpo. Eu também a estava tocando, mas meu ritmo era mais lento que o dela e mais delicado. Eu gostava de fazer a pele dela arrepiar, gostava de sentir a maciez de seu corpo, a forma como ela involuntariamente respondia aos meus toques. Eu queria que aquele momento durasse para sempre, mas sabia que não aguentaria.  

- o que você quer? - perguntou ela, enquanto sua boca mordia meu abdome e sua mão apertava minha bunda. 

- você. 

Ela riu, o que me deu um leve momento de cócegas, e revirou os olhos. 

- como você me quer? - ela refez a pergunta, dessa vez com um sorriso malicioso. 

Meu olhar percorreu o quarto até encontrar minha mochila, que eu tinha jogado perto da porta que daria no banheiro. 

- fundo da mochila, está em um saquinho preto - falei, sorrindo. 

Hayley se afastou de mim e levantou da cama, indo então até minha mochila e a abrindo. Poucos segundos depois ela pareceu achar o que eu indiquei, pois, seu sorriso malicioso se tornou ainda maior.  

- carregando um pau de silicone na mochila, Demetria? Que menina má em... 

Ri dela, me sentindo um pouco tímida, mesmo que já tivéssemos feito aquilo várias vezes e mesmo que a coleção dela de brinquedos fosse muito maior que a minha.  

- sou má só porque quero me divertir um pouco com a minha... namorada?  

Hayley parou no meio do quarto e me encarou. Eu nunca tinha usado o termo "namorada" antes, e também não tinha deixado que ela usasse o termo para se referir a mim. Antes eu não tinha certeza do que queria, mas agora era diferente e eu queria provar para ela que as coisas realmente iriam mudar entre nós.  

- você vai voltar pra cama ou não? - perguntei, tentando me passar por confiante quando estava começando a ficar insegura. 

Ela continuou a caminhar até a cama, dessa vez a passos muito mais lentos, e então me beijou novamente quando voltou a se aproximar de mim. Senti meu corpo voltando a relaxar quando percebi que ela estava feliz e que eu não tinha motivos para me preocupar. Os beijos dela então começaram a descer por meu corpo, até que ela estivesse com minhas pernas sob seus ombros, e seu rosto estivesse em total contato com a minha intimidade. 

Senti um tremor passar por meu corpo quando a língua dela entrou em contato com a minha vagina e começou a lamber toda a área. Os movimentos dela não seguiam nenhum padrão, ela passava por minha virilha, depois ia para o meu clitóris, provocava minha entrada com leves penetrações de sua língua, para depois voltar a lamber os lábios da minha vagina, tomando cuidado para não me machucar, ao mesmo tempo em que tentava me levar à loucura com toda a provocação. Uma das minhas mãos apertava o lençol com tanta força que se minhas unhas estivessem grandes o tecido já teria sido rasgado, e minha outra mão estava segurando o emaranhado de fios loiros dela. Eu tentava me controlar, tentava não me contorcer muito, mas era quase impossível com a quantidade de prazer que ela estava me proporcionado. Eu já sentia até um pouco de suor se formar em meu corpo.  

Por alguns minutos Hayley me penetrou com seus dedos enquanto sua língua fazia a tortura em minha vagina, mas quando eu senti que não poderia mais aguentar tanto prazer, senti algo maior que dedos rondando minha entrada e senti meu corpo todo se acender em antecipação ao que viria a seguir. Já faziam algumas semanas desde a última vez que tinha usado aquele brinquedo específico, mas Hayley tinha me preparado tão bem que não senti dor, apenas um pouco de desconforto, quando ela começou a me penetrar. 

- d-devagar - pedi, enquanto sentia minhas paredes internas se contraindo para poder dar espaço à intrusão do pênis de silicone. 

- não estou te machucando, né? - perguntou ela, preocupada. 

Sorri e balancei a cabeça em negativa, para em seguida fechar os olhos. 

- é muito bom, pode continuar, Hay.  

Quando eu finalmente me acostumei com o tamanho, e me senti confortável o suficiente para que pedisse a ela que me fodesse de verdade, meus gritos encheram o quarto. Eu não conseguia evitar, era algo bom demais. Hayley era muito talentosa em fazer várias tarefas ao mesmo tempo, e tal característica se aplicava quando estávamos na cama também. Enquanto uma de suas mãos movimentava o pênis de silicone para que este se movesse ritmicamente dentro e fora de mim, sua boca continuava os movimentos em meu clitóris e minha vagina em geral, e sua outra mão acariciava meu seio direito, brincando com o mamilo e fazendo minha pele se arrepiar novamente.  

Eu tinha perdido total controle do meu corpo, tudo que eu conseguia fazer era gemer e me contorcer na cama, esperando que Hayley tivesse misericórdia e me fizesse gozar logo. Meu corpo parecia em chamas, e eu estava quase no céu. 

- mais, Hay - supliquei, quase sem fôlego - preciso de mais.  

Sem falar nada, ela aumentou a velocidade do vai e vem e começou a mordiscar minha intimidade, enquanto sua mão apertava meu peito sem dó, deixando a área ainda mais vermelha. Todas as sensações se intensificaram, até que finalmente parecia que eu iria explodir de prazer. 

- HAYLEY - seu nome foi o último som no quarto quando atingi meu ápice, e tive um dos melhores orgasmos da minha vida.  

Parecia que eu nem estava mais respirando, que eu não estava mais viva. Fechei os olhos e me senti completamente feliz e satisfeita. Meu corpo parecia gelatina.  

- você é a melhor - falei, sorrindo. 

Ouvi ela rindo levemente e então abri meus olhos, tendo a visão mais perfeita do mundo: Hayley, de joelhos entre as minhas pernas, lambendo do canto de seus lábios os resquícios do meu orgasmo, enquanto me olhava como se eu fosse a sobremesa mais deliciosa que ela já tivesse provado. Senti minha timidez voltar, mas puxei o sentimento para o fundo da mente e indiquei com os dedos que ela deveria se aproximar de mim novamente. 

Nos beijamos por tanto tempo que quando percebi meu corpo já tinha saído do estupor pós orgasmo e minha pele já não parecia mais estar em chamas, meu corpo lentamente se acalmando e minha respiração tinha voltado ao normal.  

- sua vez? - perguntei, quando paramos por falta de ar. 

Ela apenas balançou a cabeça em negativa e se deitou ao meu lado, chegando bem perto de mim e me puxando para que meu braço ficasse ao redor de seu ombro enquanto sua perna ficava por cima da minha, e seu rosto repousava na curva do meu pescoço. 

- vamos ficar assim um pouco, ainda temos o resto da noite - falou ela, deixando um leve beijo em meu pescoço.  

Ficamos em silêncio por alguns minutos, mas percebi que ela não estava tão relaxada quanto eu, e percebi que talvez eu soubesse o porquê. Hayley só precisava ter certeza. Eu já tinha mostrado com meu corpo, mas palavras também eram importantes. Se íamos mesmo ter algo sério, precisamos nos comunicar e estarmos na mesma página sobre nossa situação. 

- me pergunte, Hayley - falei, começando a massagear suas costas enquanto a outra mão se perdia em seus cabelos. 

- perguntar o que?  

- você sabe o que - respondi, sorrindo. 

Quase um minuto de silêncio, até que finalmente, em voz baixa: 

- tem certeza do que está fazendo, Demi? Tem certeza sobre nós?  

Sem hesitar, respondi: 

- sim, eu tenho. Não vou mais fugir disso, não vou mais olhar pra trás. Somos eu e você agora.  

- eu e você - sussurrou ela de volta.  

Voltamos ao silêncio, porém dessa vez era muito mais confortável, muito mais calmo. Nosso futuro era incerto, mas o amor que sentíamos não era. E por enquanto, isso seria suficiente.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pois foi uma das ones que mais gostei de escrever! Não estou muito acostumada a fazer hot usando os brinquedos sexuais mas posso tentar diversificar mais nesse quesito caso tenham gostado e peçam mais ;)

P.s. eu sei que tem gente que já me fez pedido, mas infelizmente a inspiração ainda não me veio para a Demi com essas outras artistas, mesmo assim não desistam de mim kkkkk um dia sai!


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