História Oneshot's - Capítulo 5


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Personagens Germano Monteiro, Liliane "Lili" de Bocaiuva Monteiro
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Palavras 1.846
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu fiz essa oneshot com uma ideia rápida. Uma amiga minha que parece o 'cão' em forma de gente fica me pedindo e fazendo chantagens para mim escrever e com a 'pequena' pressão dela, saiu isto. Não sei se está bom, mas espero muito que aprovem.

Capítulo 5 - Me perdoe, meu amor.


Noite de gritarias na mansão Bocaiúva. Lili estava aos "berros" com o marido após vê-lo sentado em um bar e uma mulher a seu lado. Esta desceu de seu carro e caminhou até de encontro o marido, que a olhou assustado. Sem delongas Lili jogou alguns esparros na cara dele, mesmo que não fosse de seu feito fazer isto. Seu sangue subiu a cabeça e quando entrou no automóvel ele a seguiu até sua casa. Lili pisava os pés forte no chão subindo para seu quarto, antes que fechasse a porta ele a interrompeu. Furiosa ela o empurrou, porém Germano tinha mais forças que ela e não a soltou.

— Solte-me, Germano! - gritou alto tentando sair dos braços deste, que a segurava de costas. Mesmo que fosse algo sério, seu corpo a desejou como nunca.

— Olhe bem para mim, Lili. - pediu encostando-a na parede de fora do quarto e segurando seus braços com cuidado para não machucá-lá.

— Volte para ela. Não ver que me magoas demais? Não sabes como fico mal em ver que tu nunca me procuras, e sim aquelas vadias que circulam bares. - alterou seu tom de voz próximo ao rosto dele.

— Posso ter quantas quiser, mas nenhuma delas serão suficientes do tanto que és para mim, está me entendendo? - beijou seu pescoço fazendo-a remexer-se.

— Tu me magoa Germano! Eu queria que fosses meu, apenas meu e de mais ninguém. Tu tem a mim, não precisa procurar em outro lugar, mas se continuar assim serei obrigada a deixar-te e seguir o meu caminho.

— Faças tudo... Só não me deixe, não serei capaz de viver sem você. Prometo mudar, serei apenas seu e de mais ninguém. Desculpe-me por ser tão covarde, ingénuo...

— Tu me falas isso quase todos os dias. Não consigo mais olhar para você e não imaginar elas que não seja eu, Germano. Eu aguentei esses anos todos por amor, mas não posso ficar sempre sentada até o pé da madrugada esperando por ti em casa, enquanto tu estás com outra. - saiu dos braços dele e virou-se de costas. - por favor, conversaremos outro dia, sim? Dê-me um tempo para colocar as coisas no lugar!

— Tudo bem... Irei te mostrar que sou capaz de mudar por você! - deixou um beijo em sua testa e seguiu para o quarto da filha mais velha, que morreu hà dois anos atrás.

Para ele, depois a morte da filha tudo se transformou em dor, nunca imaginara que chegasse a esse nível, mas de uma coisa tinha certeza: reconstruir o amor de sua mulher.

Ele desceu para o escritório da casa e lá se afundou em bebidas por quase toda a noite, antes de pegar no sono ali mesmo, no sofá. Pela manhã cedo, Lili acordou sentindo sua cabeça latejar, levou suas duas mãos até as têmporas na tentativa de fazer melhorar, mas nada. Foi para o banheiro, fez suas higienes matinais e retornou ao quarto procurando em suas gavetas algum analgésico.

Passou pelo quarto de Sofia, mas não o viu ali e sentiu seu coração apertar. "Será que ele havia saído ontem depois daquela conversa e passou a noite fora?". Encostou sua cabeça na porta do quarto da menina, no mesmo instante em que escutou a voz de Fábio.

— Mãe? - repousou sua mão no ombro da mesma fazendo virar-se assistada.

— Ah, oi meu filho. - o abraçou e recebeu um beijo na testa do mesmo.

— O que houve? É o papai novamente, ou está com saudades da Sofia ?

— Saudades sinto todos os dias, mas o problema está em seu pai.

— Eu sei que você está farta de tudo, cansada, não quer mais tentar... Mas meu pai precisa de você.

— Tento todos os dias! Seu pai deixou de amar, Fábio. Nem passou a noite em casa e me dói muito saber que ele procura outras para acalentá-lo, invés de mim.

— Mãe, eu o encontrei dormindo no escritório, ele não passou a noite fora. Ele não deixou de te amar, só precisa se encontrar de novo. Ajude-o, eu estarei aqui sempre te dando forças, mas se não quer eu respeito.

— Obrigado meu filho. - o abraçou novamente. Fábio foi para seu quarto e mais que depressa Lili desceu as escadas atrás do marido. Caminhou rápido até o escritório o encontrando dormindo no sofá, todo desajeitado e em sua mão apoiada em sua barriga, uma foto da mulher. Relutou até o último segundo, mas seus olhos lacrimejaram.

— Germano! - abaixou-se até a altura do rosto dele, passeando seu indicador na face do mesmo. — Vamos para a cama, você vai ficar todo dolorido. - o chamou mais uma vez, sem sucesso.

Apoiou sua cabeça no peito dele o olhando e acariciu seus cabelos. Germano resmungou fazendo Lili soltar um sorriso, mas não acordou. Viu ali a sua frente o homem de sua vida e por ele seria capaz de tocar as estrelas. Amaria como o prometido até seu último suspiro.

Tentou mais vez e ele acordou olhando-a em seguida. Para ele foi importante ter sido acordado por ela, deixava-lhe confortado saber que ela não o deixou como dissera. Seus olhos pararam nos delas, enquanto as mãos da mesma passeavam seus ombros por cima da camisa da noite anterior.

— Vamos subir, tomar um banho e descer para tomar café. - disse afastando-se do mesmo, mas Germano tocou em sua mão trazendo-a novamente para si.

— Tu és a mulher mais linda que tem dentro desse mundo. - beijou a ponta do nariz dela fazendo-a fechar os olhos. Germano não expressava palavras para ela e nem carinhos desde a morte da filha. Lili ficara supresa, mas gostou.

— Não me fale isso... Não agora, sem ter certeza do que estás a dizer! Não quero ser das várias que está acostumada a escutar isso. - levantou-se deixando-o frustado. Germano de imediato deixou a foto na mesinha a sua frente e chegou mais perto.

— Eu nunca disse isso para ninguém, és a primeira. - com seu polegar fez carinho no rosto desta, que até então o olhava insegura.

— É... Vamos, você precisa tomar café e eu também! - soltou-se de suas mãos e caminhou na frente. Germano a seguiu até a suite do casal, onde ela entregou uma toalha em suas mãos mandando-o para o banheiro. Escolheu uma roupa casual de quando ele estava em casa e deixou exposta na cama. Após o mesmo terminar e vestir-se desceram para tomar café, encontrando apenas a governanta da casa prestes a retirar a mesa do café.

— Não precisa retirar dona Eusébia, quando terminar aqui eu mesma faço isso. - sorriu para a mulher de cabelos cinzas e com o uniforme preto.

— Me chame quando terminar para poder ajudar, filha! - abraçou-a e foi terminar seus afazeres na cozinha.

O café da manhã para Germano não foi tão bom, Lili mal tocara uma palavra com o marido, mas ele sabia que tudo tinha um motivo e não ficava com raiva dela, mas sim dele mesmo. Tomou apenas uma xícara de café e subiu para o quarto.

— Você vai sair? - levantou-se rápido caminhando de encontro a mulher.

— Sim, você pode ficar aí deitado se quiser. Chego no fim da tarde!

— Não vai... Fica comigo - segurou em seu braço. Lili que até então estava a pegar sua bolsa, olhou rapidamente para trás. Germano a pegou de surpresa.

— Germano...

— Não Lili, eu prometi tentar! Fica, por favor. - a puxou para um abraço. Ambos ficaram ofegantes com a proximidade, fazia tempo que não chegavam tão perto assim. Ele beijou seus cabelos e massageou seu ombro direito, com a outra mão levantou seu rosto.

— Não me dificulta, preciso trabalhar! Estou atrasada já. - lutou para que as palavras saíssem logo de sua boca. Não aguentaria ficar mais um minuto nos braços daquele homem que mesmo deixando de cuidar da saúde, continuava o mesmo com o corpo másculo.

— Fica! - afastou alguns fios de cabelos dela para trás da orelha e sussurrou. Lili fechou os olhos permitindo-se sentir aquela vibração em seu corpo. Tentou falar alguma palavra, mas o mesmo a calava com os lábios grudados nos dela.

Seus lábios tocaram com os dela e sem querer resistir ele a puxou pela cintura beijando-a com mais velocidade. Talvez o medo de quê ela parasse, ele a imobilizou segurando em sua nuca e adentrando suas mãos nos cabelos macios e loiros desta. Lili sentiu suas pernas falharem com o toque e o sabor dos lábios do marido depois de anos, e se não fosse uma das mãos dele em sua cintura, tivesse caído ali mesmo, sendo traída por suas próprias pernas. Sem pressa Lili clamava por mais e ele mesmo não preparado para tanto, estaria disposto a dar-lhe e oferecer tudo o que um dia já tiveram. Ali o sentimento de amor puro foi reacendendo de acordo com o beijo que se aprofundava cada vez mais. Ele ficara suprerso por tanta coragem que tivera para fazer isso, e por um momento chegou ficar com medo da reação da mulher, mas ao vê-la aproveitar tão bem, continuou.

— Ger... - tentou afastar-se mas as mãos dele a trouxeran cada vez mais para perto. Era hora de acabar com toda essa barreira que impedia de ser felizes.

— Quantas saudades eu estava disso. - passou o polegar sobre os lábios vermelhos desta. — Você pode está se perguntando agora o que aconteceu e dizendo que agir por impulso... Mas não, eu quis e você também! Me desculpas, Lili, por todas as vezes deixar-te preocupada no meio da noite, ter esquecido de comemorar junto com você nossa data de casamento, por não ter aproveitado e perdido esses anos. Eu nunca deixei de te amar, a verdade é que eu te amo tanto, que pensei na hipótese de me matar para que não sofresse com tudo que eu estava fazendo. Só agora eu enxerguei o teu devido valor, o amor que tens por mim, o quanto teve de escutar farrapos. Não quero mais fazê-lá passar por isso.

— Fiquei por amor, Germano. Por que se eu te deixaste ir, eu sofreria muito mais. Tu era muito apegado a nossa filha, mas está na hora de Deixa-la em paz... Não fique mais preso, já fiquei tempo demais longe de você.

— Eu te quero como nunca quis ninguém. Quero reconstruir com você, refazer nosso casamento e fazer valer a pena cada minuto à seu lado. Me perdoa? - ajoelhou-se com lágrimas nos olhos. Uma conversa que ontem a noite com a mulher o fez mudar a forma de pensar, agir, melhorar. Era disso que ele precisava, de um esclarecimento, do amor dela. Germano nunca esteve tão certo de si como agora.

— Eu te perdoo. - ajoelhou-se também a sua frente e segurou suas mãos. Lili sentiu seu coração transbordar de tanta felicidade. O homem da sua vida voltou, estava ali a sua frente. O beijou sem demoras e sem pressa Para acabar, o que só estava apenas começando.

{Fim}


Notas Finais


Até....


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