História Oneshots (EXO12) - Capítulo 23


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Notas do Autor


OLA AMADOSSSSSSS
Tô viva sim, pra quem se perguntou isso em algum momento kkkk
Aqui está nossa antepenúltima oneshot!!

PS: Ele nem nasceu, mas eu já sou louca de amor pelo filho do Jongdae

Capítulo 23 - Colors (SUHO)


Fanfic / Fanfiction Oneshots (EXO12) - Capítulo 23 - Colors (SUHO)

Colors (Stella Jang) – Suho

Tadaima! — Gritei abrindo a porta.

— Eu é que devia falar isso, Stella...

— Mas eu sempre chego depois de você, e você está sempre cozinhando quando eu chego, usando um avental, então TADAIMA!

Ele apenas aceitou e riu, balançando a cabeça. Acho que, para ele, ainda não é normal que eu chegue em casa berrando "CHEGUEI" em japonês, mas logo ele se acostuma. Ninguém mandou usar um avental tão bonitinho. Tirei minhas alpargatas vermelhas favoritas e fui para o sofá.

A coisa mais divertida sobre a minha vida é como tudo deu certo sem eu nem planejar. Não planejei estudar na melhor faculdade do país, não planejei conseguir um emprego incrível logo depois de terminar, não planejei conhecer o amor da minha vida numa coletiva e muito menos me casar com ele, e a melhor parte eu ainda nem contei.

Conheci Junmyeon em uma coletiva de imprensa por causa dos novos produtos que nossas empresas iriam lançar. Que empresas? Bom... Eu trabalho para a Coca-Cola, e ele... Ele trabalha para a Pepsi. Fui para a Coreia para falar da nova lata da Coca-Cola, cuja estampa de 2018 contaria com a participação do BTS, que iria competir com a as latas de Pepsi estampadas com as caras dos jogadores da seleção de futebol coreana, um pouco mais de um ano antes da Copa do Mundo da FIFA de 2018.

Eu vi no crachá dele que ele trabalhava para a Pepsico, mas ele parecia tão gentil e sorria tanto para mim que eu decidi colocar meu pobre coreano em prática, e acabei indo tão mal que começamos a falar em inglês, mesmo. Nós nos tornamos amigos naquela mesma noite, trocamos números de celular e saímos no dia seguinte, e depois, e depois, para que ele me mostrasse a cidade. Em um dos nossos rolês, descobri que seus amigos o chamam de Suho e acabei aderindo.

Como se fosse providência, um mês depois, eu subi de cargo e me tornei a responsável pelo escritório da Coca-Cola Company de Nova York, e  uma semana depois que me mudei, ele me mandou uma mensagem dizendo que estava na cidade, já que a sede da Pepsico fica aqui. Combinamos de jantar juntos e aí eu descobri que ele fora transferido para a sede.

O resto é padrão: começamos a namorar; viajamos para Nova Jersey para que ele conhecesse minha família; viajamos para a Coreia para que eu conhecesse a família dele; noivamos em fevereiro de 2018 e nos casamos em dezembro. Agora o ano de 2019 chega perto do fim, e aqui estamos nós, apenas começando nossa vida juntos.

Moramos em uma casa bem grande em um bairro que eu acho chique até demais, mas ele gostou tanto que eu decidi concordar. Estamos casados há dez meses e as coisas têm estado perfeitas.

Antes da faculdade eu estava acostumada a fazer sacrifícios o tempo todo, ralar e até rebolar e precisasse, mas tudo foi se encaixando perfeitamente. Hoje eu posso dizer que estou totalmente feliz com essa paz que vivemos, mas que estou pronta para quase qualquer coisa.

— Está pronto! Posso servir? — Ele perguntou. Sempre tão cavalheiro...

— Opa, com certeza — sorri e saí do sofá na sala de estar para ir comer com ele na mesa de jantar. Arrumei a gola de sua camisa azul e apertei sua bochecha.

Nossa casa é bem... Coreana. Deixamos os sapatos em uma prateleira atrás da porta e calçamos outros para ficar em casa, a disposição da cozinha é um pouco diferente do que sempre conheci e posso dizer que a decoração é bem clean e minimalista. A mãe de Suho insistiu em ajudar a planejar e minha mãe gostou tanto da ideia que concordou completamente com tudo que ela sugeriu. A gente só acatou, mas no final ficou perfeito. A verdade é que eu também sou coreana, mas morei na Europa por alguns anos e minha família veio para Nova Jersey quando eu tinha quase dezessete anos. Por isso minha mãe concordou com tudo, creio eu.

Aliás, Suho tira muito sarro de mim, justamente por eu ter nascido na Coreia, mas não saber falar coreano direito. O irmão mais velho dele disse para eu não dar ouvidos, porque falo quatro línguas (e o básico de algumas) e Suho só fala coreano e inglês, esse palhaço.

— Não acredito que você conseguiu fazer nhoque sem mim — falei quando terminei de mastigar a primeira garfada.

— Sei que quando você faz fica bem melhor, mas não está ruim pra minha primeira tentativa — ele sorriu e eu concordei.

— Está de parabéns. Que orgulho, que orgulho...

— Tive uma professora incrível, apesar de impaciente, Estrella — ele disse e eu dei risada, pois era verdade. Eu gosto muito quando ele fala estrela em espanhol, ou quando me chama de estrelinha, porque além de ser o significado do meu nome, a voz dele é linda.

Uma vez nós saímos com alguns amigos dele para um bar e eles me fizeram tirar uma foto que se tornou minha favorita do mundo: eu, de olhos fechados, sorrindo bastante, com um casaco bem grande, com uma garrafa de Stella Artois em uma mão e uma de Estrella Galicia em outra.

Eu gosto demais dele. Até hoje sinto que se não tivesse tomado coragem para conversar em coreano com certo cara aleatório numa coletiva, todo engomadinho, de blazer azul e sapato social, minha vida seria completamente diferente.

Nossos colegas e superiores sabem que somos casados e no começo ficamos muito preocupados, mas trabalhamos nas companhias há muito tempo e nunca falhamos em absolutamente nada, então eles confiam na gente, o que é completamente sábio, já que nós nunca falamos de negócios em casa. Reclamamos de colegas folgados, no máximo, mas nunca tratamos sobre negócios, uma lição valiosa que aprendemos dos nossos pais ao longo da vida.

Todos que conhecemos dizem que somos um casal fofinho e "combinadinho". Antes eu não entendia e nem sabia o motivo da segunda atribuição, mas agora eu entendo. Não sei se é por causa do trabalho, talvez nós tenhamos pegado gosto pela coisa, mas é algo que fazemos sem perceber: ele quase sempre usa alguma roupa azul, e eu quase sempre uso uma vermelha.

(...)

Sábado. Doce sábado.

Tudo tranquilo, tudo normal. 

Acordamos, fomos caminhar e passear com o cachorro, comprar coisas para o café da manhã, essas coisas. Ele acabou não deixando que eu ajudasse em quase nada, como de costume, então peguei meu celular para dar uma olhada nas notícias. Depois de vários minutos passeando pelas páginas, achei algo interessante.

Depois de ler, mostrei a Suho:

— Olha só que curioso...

Ele esticou o pescoço e ajeitou os óculos para ler. Era um artigo sobre um casal inusitado: uma ativista vegana e um gerente de setor de uma empresa alimentícia especializada na distribuição de carne bovina. Eles falavam sobre os conflitos de valores, mas sobre como a harmonia do casal era capaz de vencer essas coisas.

— Será que eles têm duas geladeiras? Ou então dividem tudo com fitas coloridas? Ou então ela simplesmente limpa tudo que ele toca? — Junmyeon riu.

— Hm... Eu estou até pensando se eles têm duas máquinas de lavar... Duas churrasqueiras... Será que ela usa o dinheiro da carnificina dele? Ou então eles são independentes financeiramente um do outro? — Fingi estar profundamente intrigada, mas logo sorri. 

— Eles realmente são um casal curioso.

— Nós também somos afinal.

— Somos mesmo. Não como eles, jamais, mas até que somos. Somos um tipo de Romeu e Julieta modernos? — Ele indagou.

— Ou seríamos os filhos apaixonados dos Hatfields e McCoys? — Indaguei. 

— Nenhum dos dois, por sorte — ele riu. — Aqui é só amor e paz na terra.

— Graças a Deus. Mas, ainda assim... Acho que seria engraçado participar de uma entrevista assim! Teríamos que nos vestir bem azulzinho e vermelhinha, bem conceitual — Falei e mordi um pedaço do sanduíche que ele fizera. — Caramba, isso tá muito bom!

— Obrigado. Fico feliz que você goste tanto da minha comida, Stella.

— Sei que você está apenas planejando me deixar cada dia mais gorda, mas eu te perdoo, porque tudo que você prepara é maravilhoso — pisquei.

— A senhora sabe muito bem como inflar o meu ego — ele riu e eu revirei os olhos.

— Eu sei. Vou começar a me policiar...

— Ah, não! Eu gosto tanto...

— Sei que sim. Agora abre o bocão — falei e coloquei um pedaço de bolo na boca dele. 

Ele sempre ri quando falo isso, especialmente por eu nunca fazer voz de bebê. Comecei a rir junto, pois a risada dele me diverte. Ele sempre fala que quando tivermos um filho, ele provavelmente vai se assustar com a minha voz nada infantil.

Meu irmão perguntou se a primeira experiência do nosso filho com refrigerantes vai ser com Coca ou Pepsi... Aí nós começamos a rir e dissemos que vamos deixar ele ou ela escolher, mas que na verdade a gente nem toma mais refri. Eu parei porque estava começando a enjoar e porque descobri que sou mais propensa à diabetes do que pensava, já ele simplesmente não aguenta mais nem sentir o cheiro. Mas somos bonzinhos, sempre compramos para as visitas e até presenteamos pessoas com coisas da Coca e da Pepsi em ocasiões especiais.

Como se tivesse lido meus pensamentos, ele riu sozinho e disse:

— Já pensou de fôssemos realmente entrevistados? O mundo inteiro ia saber que duas das pessoas mais importantes para a Pepsico e para a Coca-Cola Company detestam refrigerante.

— Bom, pelo menos a gente engana com as cores dos looks do dia — falei e ele riu.

Ri com ele e balancei a cabeça, observando-o com carinho. Gosto do jeito como ele dá risada, especialmente quando parece que leu minha mente. Ele é muito fofo, mas eu acho um charme quando ele fica todo sério, com pose de homem de negócios...

Eu só sei que morro de orgulho dele.

(...)

Eu disse que estava pronta para quase qualquer coisa... O que definitivamente não inclui uma gravidez e uma proposta de transferência, tudo de uma vez. Além disso, um dos grandões de Atlanta havia sido demitido, então além de mim, provavelmente outra pessoa aqui de NY teria que se mudar também.

No exato dia em que me propuseram a transferência para trabalhar na sede da Coca, em Atlanta, na Geórgia, horas depois eu acabei passando mal. Liguei para Junmyeon e disse que estava indo para o hospital, pedindo que ele fosse me encontrar e acompanhar. E aí nós descobrimos que estou grávida de dois meses.

É sábado, mas não saímos para andar com o cachorro e nem mesmo para comprar alguma coisa especial para o café da manhã. Começou a nevar em Nova York, e a verdade é que nós não estamos nada a fim de sair de casa.

— O que nós vamos fazer... — Falei, mas acabou nem soando como uma pergunta.

— Eu não sei, estrelinha.

— É a primeira vez depois de muito tempo que eu tenho que pensar em como resolver algo. Já faz um tempo que as coisas só foram acontecendo e foi tudo se encaixando... Não estou sabendo nem o que pensar de tudo isso — suspirei. — Eu sei que você não quer que eu perca essa chance tanto quanto eu mesma, mas... Duas horas de avião todo fim de semana? Isso durante minha gestação. Quando o bebê nascer as coisas vão ficar impossíveis. Como vamos cuidar dele juntos se não estaremos juntos?

— Eu realmente não sei... E isso me assusta — ele disse olhando para o nada. — Realmente não quero que perca essa chance, mas não sei o que faremos se você aceitar...

— Eu também não...

— Olha, eu sei que parece arriscado, mas eu poderia arranjar um trabalho em Atlanta. Eu duvido que alguém na Pepsico vai querer que eu saia, mas tem uma Pepsi Beverages Company em Atlanta, eu poderia... — Balancei a cabeça e ele parou de falar.

— Eu não sei se vale a pena, Suho... Você ralou até o talo para chegar onde está... Sei que estou na mesma posição que você esteve antes de aceitar a proposta de trabalhar na sede, mas... Eu simplesmente não sei — balancei a cabeça de novo, com o olhar tão perdido quanto o dele. — Está tudo perfeito do jeito que está... Não quero arriscar isso por status e mais dinheiro. Sua família já é podre de rica, só casei com você por isso — falei e ele tentou não rir enquanto revirava os olhos, mas não se saiu bem. Depois que se recompôs, ele continuou falando.

— Mas se eu for com você, não estará arriscando tanto. Eu não vou demorar a conseguir algo, se é que a própria Pepsico não me ajudaria com isso...

— Podemos parar de falar disso por um instante? Acabei de perceber que estamos fazendo tudo girar em torno dessa criança, mas nem estamos falando dela — comecei a sorrir e segurei a mão dele. — Nós vamos ser pais, Junmyeon. Seja lá o que a gente escolher, essa é a melhor coisa que poderia acontecer.

— Ainda não caiu a ficha — ele riu e apertou minha mão. — Eu estou tão ansioso... Você acha que vai ser menino ou menina? Eu acho que vai ser menina.

— Pois eu acho que vai ser menino. E como vamos chamá-lo? Por favor, sem piadas sobre refrigerantes — pedi e ele riu de novo.

— Se for menino, pode ser... Daniel! Ou Michael... Ou então Samuel, ou Joshua... Matthew, ou Elijah!

— Você tá muito bíblico, não acha? Mas eu gostei... E se for menina?!

— Sarah! Ou então Amy... Amanda? Laura? Rebeccah, Elizabeth, Lucy... Nossa... São tantos...

— Acho melhor escolhermos depois que descobrirmos o gênero... Vai facilitar tudo.

— Isso é verdade. E até lá, nós provavelmente já vamos ter decidido o que fazer — ele beijou minha mão e fechou os olhos por um instante.

Ficamos em silêncio um tempão, afinal não tínhamos o que falar, uma vez que não tínhamos resolvido nada sobre nada.

Se essas duas coisas tivessem ocorrido separadamente, nós provavelmente poderíamos lidar muito bem com elas, mas já que não é o caso e que nós não somos nada chegados a entrar em pânico, nos resta apenas pensar, refletir, conversar e esperar. Acho até que vamos conversar com nossos pais, só queremos chegar ao terceiro mês antes de qualquer coisa. De qualquer forma, eu tenho até fevereiro do ano que vem para dar uma resposta, então enquanto não decidirmos, vou prolongar ao máximo.

Ele ficou me observando por um tempo e de repente sorriu, dizendo:

— Sei exatamente no que você está pensando.

— Eu? Em quê, então? — Desafiei.

— Você quer ligar para a Kaya.

— Acertou, miserável.

Kaya é ninguém menos que minha irmã mais velha. Ela mora aqui em NY com o marido dela, Sebastian. Nosso irmão mais novo Noah está quase se formando na faculdade aqui na Universidade de NY, então confesso que poderíamos nos ver mais, e estávamos planejando isso para o próximo ano, mas… Talvez esses planos mudem.

Eu amo pedir conselhos pra Kaya, desde criança. E hoje em dia, amo pedir conselhos para ela e para Sebastian, e seu que o Junmyeon também gosta muito. Ele admira muito o Sebastian, só não tanto quanto seu próprio irmão. Peguei meu celular e liguei para minha irmã, e enquanto o fazia, Suho olhava seus e-mails no notebook. Como Kaya não atendeu, deixei um recado:

— Oi, mana, bom dia! Quando você puder, me liga de volta! — Falei e, antes de terminar, percebi que Suho estava com os olhos meio... Arregalados? — O que foi?

Ele permaneceu com os olhos e a cara do mesmo jeito, então virou a tela do notebook para mim e permitiu que eu lesse. Arregalei os olhos também, assim que vi que o remetente era um e-mail corporativo da Coca-Cola. O e-mail dizia:

 

“Bom dia, Sr. Kim.

Estamos entrando em contato com o senhor para lhe fazer uma oferta importantíssima.

Temos conhecimento de seu casamento com a Sra. Jang e cremos que o senhor já saiba da proposta que fizemos a ela, e a oferta que temos a fazer tem tudo a ver com isso. Por ser uma colaboradora extremamente sensata, nós cremos que ela aceitará a proposta para que se torne a responsável por todas as filiais do Leste do país.

Então nós queremos lhe oferecer a vaga de Diretor Financeiro na nossa sede em Atlanta, Geórgia, uma vez que necessitamos de um profissional capacitado e com experiência no negócio e no mercado.

Aguardamos sua resposta até o dia 02/02/20.

 

Atenciosamente,

The Coca-Cola Company”.

 

— Ok... O que foi isso?

— Eu me pergunto exatamente a mesma coisa — ele riu e tirou os óculos.

— E você tá pensando em aceitar?!

— O que você acha disso?

Sem tempo para responder: tive que sair correndo para ir vomitar. Não sei se foi nervosismo por tudo que está acontecendo, se comi algo ruim ou se é porque simplesmente estou fucking grávida, mas tive que vomitar, e ele veio correndo atrás de mim.

Ele me deu uma toalha úmida e segurou minha mão enquanto eu lavava minha boca.

— Ainda tá com gosto — balancei a cabeça e ele riu de mim.

Peguei minha escova de dente vermelha do potinho e olhei para a dele, bem azulzinha, e de repente imaginei duas escovas vermelhas, sapatos vermelhos, roupas vermelhas, objetos vermelhos e todo um universo vermelho dentro da nossa casa. Suho ama azul, ele nunca vai deixar de usar azul, mas com o atual contexto, eu só consigo pensar vermelho.

— Eu não sei o que eu acho, Suho — falei depois de limpar meu rosto de novo. — Acho que eles estão sendo oportunistas, no bom sentido. Se fôssemos mais ambiciosos, creio que eles teriam acertado na proposta, como uma daquelas do tipo irrecusável. Mas não somos malucos ambiciosos a esse ponto, então eu quero saber o que você acha e o que você sente sobre tudo isso, está bem? Isso é o mais importante. Não quero que você mude de cor sem ter plena certeza.

(...)

Conversamos com Kaya e Sebastian. Conversamos com nossas famílias. Conversamos até com Noah, nosso lindo pirralho. Todos eles só diziam uma coisa: estão esperando o quê?

Meu pai se exaltou tanto que perguntou se ele queria dar a resposta pelo computador lá da casa deles, o que nos fez rir, mas no fundo só me deixou ainda mais preocupada. Parece tão perfeito, tão simples... Mas e se não for?

Chegamos em casa depois de termos feito compras no mercado.

Estava ficando tarde, então pedimos pizza e comemos no sofá.

Eu queria muito virar e perguntar pra ele se ele já tinha decidido o que fazer, mas, mais uma vez, ele deve ter lido meus pensamentos.

— Stella, eu tomei minha decisão — disse sorridente.

— E qual é?!

— Calma, me deixa explicar — ele riu de mim. — Você vai se tornar a Diretora de Operações responsável pelas vendas do Leste. Apesar de ter um ótimo cargo na Pepsico, eu sou estou abaixo do Diretor Financeiro da Pepsico. Isso já tem um bom tempo e eu creio que vá levar um bom tempo para eu subir de cargo também. — Ele uniu as mãos e continuou sorrindo. — Eu não quero mais dinheiro. Eu não preciso de mais dinheiro. A diretoria da Pepsico disse que não vai me transferir e eu entendo isso, são negócios, não é nada pessoal, continua sendo uma empresa incrível e que eu amo demais. Mas, apesar de ser um lugar que eu amo, eu tenho prioridades, e uma delas é minha família.

— Suho...

O que eu estou tentando te dizer é que eu vou aceitar a oferta da Coca. Não estou insatisfeito com a Pepsico, nem bravo porque não querem me transferir e nem nada disso. Eu só quero estar com você em todos os momentos, não quero ficar indo e voltando, não vale a pena — ele apertou minha bochecha. — Vou estar com a minha família, e isso é o que importa. E essa é minha decisão.

Eu o abracei e encostei meu rosto em seu peito, sem saber o que falar. Eu estava muito, mas muito feliz. Escutar dele o que ele queria fazer trazia muito alívio ao meu coração.

Quando senti que ele ia começar a achar que eu tinha morrido asfixiada, ainda com a cara encostada nele, eu disse:

Promete que vai usar vermelho no primeiro dia? — Falei e ele começou a gargalhar. — Só no primeiro dia, eu prometo! Amo você de azul.

— Estrelinha, estrelinha... Não seja boba — ele ergueu meu rosto e olhou nos meus olhos sorrindo. — Eu posso usar vermelho, amarelo, azul, roxo, verde, rosa, preto ou branco... Eu posso ser da cor que você quiser.


Notas Finais


xx


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