História Ongniel is supernatural - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias NU'EST, Wanna One
Personagens Baekho, Daehwi, Jaehwan, Jihoon, Jisung, Kang Daniel, Minhyun, Seongwoo
Tags Ongniel, Produce101
Visualizações 194
Palavras 2.507
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Falae galerinha como vão? Pontualmente às sextas-feiras venho trazer um capítulo novo para vocês.
Antes de tudo gostaria de agradecer os comentários e os novos favoritos, acho que estamos quase nos 70? Gosto de números redondos *3* hsuahsuah Vocês são 10, já disse isso muitas vezes e direi de novo.
Segue o baile com o pequeno enfarte que vos trago!

Capítulo 11 - Sussurros na madrugada


Era sábado à noite, o cheirinho de pipoca invadia o apartamento enquanto Ong e Woojin levavam alguns colchões para o meio da sala à mando do mais novo deles. O demônio estava um tanto confuso com aquele ritual de irmãos, mas resolveu fingir que entendia o que estava acontecendo. A chuva continuava desde o dia anterior, alternando a sua intensidade ao longo do dia, clima perfeito para ficarem em casa e procurarem algum filme para assistir. O adolescente saiu correndo para dentro e retornou com um bolo de cobertas para protegê-los do frio que invadia o apartamento. 

- Que filme iremos ver? - Woojin perguntou distraído, olhando sério para o catálogo da netflix e ponderando as melhores opções. - Ou prefere fazer maratona de séries, hyung? - olhou para Ong que estava sentado sobre um dos colchões sem fazer a mínima ideia do que ele estava falando. 

- Vamos ver um filme, Woojin, você sabe que quando fazemos maratona a gente perde a noção do tempo. - Daniel chegou com um balde de pipocas e praticamente se jogou no meio dos dois. 

- Ok, eu vou escolher, porque vocês não me ajudam em nada. - o menino pegou um punhado de pipoca e colocou na boca de uma vez voltando à sua caça por um filme descente. 

- Não quer? - esticou o balde para o demônio com um sorriso que beirava o fofo, Seongwoo estendeu a mão e pegou apenas alguns grãozinhos para experimentar.  

- Vai ser esse! - o mais novo colocou no filme que queria e tomou seu lugar no canto esquerdo do ninho que tinham feito, cobriu seu corpo até quase o pescoço e só deixou uma mão de fora para poder pegar mais pipocas.  

Daniel também se cobriu incluindo Seongwoo no mesmo edredom que usava, por sorte o ambiente estava escuro e a única coisa que emanava a luz era a televisão, senão o mais novo teria percebido uma leve coloração vermelha no rosto do que estava ao seu lado. Os dois irmãos estavam bem concentrados no que viam, enquanto o outro, preferia observar como eles eram parecidos em cada reação que as cenas do filme exigiam. Era uma comédia bem boba e por vezes o demônio também riu de algumas coisas, com o passar do tempo, conseguiu se concentrar um pouco mais na história. 

Mais cedo, não tinha certeza se queria participar dessa noite de irmãos, porém agora tinha agradecido por ter sido praticamente obrigado por dois pares de olhos pidões. Era bom estar com eles, poder participar de suas interações mais inusitadas e esquecer um pouco sua maldição. Sempre quando estava só, tentava se lembrar do passado com mais clareza, o que só lhe gerava muita dor de cabeça. Não que os dois rapazes com ele não provocassem esse sintoma, eles eram crianças bem barulhentas por sinal, mas não se importava desde que fossem os risos e as bagunças dos Kang. 

O filme até parecia bem agradável na visão do demônio que nunca teve tempo ou paciência para assistir sequer um programa idiota na televisão, a não ser que isso ajudasse seu humano, é claro. Fazia alguns minutos que finalmente tinha se apegado à história, quando sentiu algo tocar suavemente sua mão debaixo das cobertas. Sentiu o choque da pele quente contra a sua tão fria sem recuar, apenas entrelaçou os dedos nos do mais novo longe dos olhos do adolescente no lado oposto. O polegar de Daniel movia-se devagarinho contra as costas de sua mão e não conteve um arrepio que foi se propagando por cada parte do seu corpo. Olhou para o lado, vendo aquele sorriso tão doce direcionado a si e quase suspirou só com um ato simples como aquele.  

Ah, aquela feição de Daniel fazia uma dor pulsar em seu peito, por mais que a visão agradasse muito aos seus olhos. Preferiu deslizar a cabeça até poder apoiar no ombro dele de forma confortável, assim podia desviar um pouco do incômodo que sentia. 

O filme acabou e Woojin foi animado escolher outro para continuarem com a pequena diversão em família. Seongwoo mal acreditou quando aquela animação toda se transformou num garoto dorminhoco com vinte minutos de ter começado a história. Olhou para cima e viu que Daniel sorria ao fitar o irmão jogado de qualquer jeito no canto do colchão enquanto ressonava baixinho.  

- Você deveria ir descansar também. - sussurrou o moreno com uma feição de preocupação, sabia que ele ainda sofria os efeitos colaterais da ansiedade pelo resultado da audição. 

- Acho que consigo terminar de ver o filme. - disse no mesmo tom, assim julgava não incomodar o mais novo. - Vem, senta aqui! - puxou Ong que ofereceu um pouco de resistência no início, mas, no final, acabou cedendo a se posicionar em seu colo. Encostou as costas contra o seu peitoral, sentia-se um pouco envergonhado e muito desajeitado, porém os braços fortes em volta do seu corpo lhe passavam tanta segurança que não pode resistir. 

- Tem certeza que é uma boa ideia? E se Woojin acordar? - virou o rosto encontrando o loiro muito próximo, seus narizes quase podiam se tocar e suas respirações acabavam se mesclando de uma forma tentadora. 

- Woojinnie tem o sono bem pesado. - roçou o nariz contra a bochecha de Ong num carinho suave ao qual aproveitou para aspirar discretamente seu cheiro peculiar. 

- Você sabe, não é? - fechou os olhos com a carícia e deixou o ar escapar lentamente pela boca, por que Daniel continuava com isso? Estava claro que ambos acabariam se machucando e ele sequer tinha força suficiente para evitar. - Nós dois não... 

Daniel acabou o calando quando a língua tocou seu lábio superior e o desenhou lentamente pela parte interna. O que era para se transformar num beijo, acabou com Ong prendendo aquela parte que o provocava por entre os lábios e a sugando numa lentidão torturante. O loiro se repreendeu tanto por ter sentido a carícia fazer efeito onde não devia, seu irmão estava dormindo tranquilo ao seu lado, mesmo assim não podia deixar de sentir as calças o apertarem. Iniciaram um beijo de verdade, mesmo que a posição não fosse a mais propensa para explorar mais profundamente a boca um do outro. Seongwoo sentou-se de lado e assim pode envolver os braços ao redor do pescoço alheio. Teve os cabelos agarrados, quase o obrigando a tombar sobre o colchão enquanto o ósculo se intensificava. 

- Niel, chega disso, hm? - pediu num lapso de consciência, quando tiveram que separar seus lábios para tomar ar. 

Ele não queria parar. Não quando Seongwoo estava ali atentando sua sanidade com a voz rouca e os lábios inchados das mordidas que não poupou em lhe dar. Sentiu a boca salivar, perdeu o pudor subindo a mão pelo tronco dele e arrastando devagar a camisa, só para ter o prazer de tocar na pele em brasa do não-humano. Ong mordeu o lábio inferior numa mistura sensual de desejo e hesitação, segurou a mão dele, prevendo o que poderia acontecer se continuasse a ser tocado assim, e negou com a cabeça. 

- Nós não podemos. - sussurrou e selou seus lábios aos do mais novo numa forma muda de se desculpar, afinal, ainda havia outra pessoa ali com eles.  

- Você está certo. - balançou a cabeça sentindo o corpo quente demais para tomar alguma atitude. - Mas você continua me segurando. - inclinou a cabeça o suficiente para deixar beijos pela extensão do pescoço de Ong. Sorriu deleitoso ao escutar o ar escapar da boca do outro acompanhado de um som que se assemelhava um gemido.  

- Não vou mais te segurar. – deslizou as mãos até o peito de Daniel e o empurrou suavemente para se afastar de seu pescoço sensível.  

Com o afastamento, se entreolharam mais uma vez por um curto período, apesar da frustração, havia uma troca de sorrisos sinceros. Ong saiu do colo para desligar a televisão que estava exibindo o filme que nenhum deles prestava atenção. Daniel se deitou de forma mais confortável no colchão e esperou paciente o retorno daquele que se sentou de pernas cruzadas ao seu lado. 

- Você parece um stalker pervertido me olhando assim. - comentou aos sussurros naquele seu tom brincalhão. - Não quer deitar aqui comigo? 

- Não quero te incomodar. - usava um tom terno para falar, coisa que deixava sua voz quase sussurrada. 

- Sabe que não incomoda, é bom dormir contigo. - não esperou a atitude do mais velho, apenas o trouxe para apoiar a cabeça em seu peito e o cobriu com a coberta para que o contato fosse minimamente mais íntimo.  

Daniel segurou seu queixo com carinho enquanto o polegar rolava por sua bochecha e acabou rindo quando o mais velho fechou os olhos e fez uma careta. Como era difícil resistir ao mais novo quando este se mostrava tão efetivo cada vez que o tocava. Acabou se entregando de novo. Era uma sensação indescritível ter os lábios juntos, se encontrando enquanto as línguas brincavam uma na outra. Ong agarrou a lateral de seu quadril e o puxou um pouco mais para perto. A mão passou a brincar no baixo ventre desnudo após a camisa, sem querer, subiu um pouquinho com o movimento. O demônio não sabia o que fazia exatamente, porém o gemidinho que Daniel soltou contra os seus lábios fez entender que ele apreciava seus dedos curiosos explorando os gominhos de seu abdômen. Desde que era bom sentir o calor debaixo de sua palma, não se importava que descia os dedos por um dos vãos da barriga que sumia dentro da calça. 

Seu lábio inferior foi mordido com muita força pelo loiro, arregalou os olhos e choramingou por ter certeza de a pele ter se rompido, o gosto metálico invadiu sua boca por pouco tempo, pois o ósculo havia recomeçado muito mais selvagem. Os dedos de Niel se embrenharam nos cabelos negros como ele pudesse fugir a qualquer momento, por mais que desse indício de que seria ao contrário. Teve o abdômen arranhado com unhas afiadas e sorriu contra os lábios do outro num jeito sacana. Aproveitou a distração para segurar a mão de Seongwoo e descer mais um pouco até pousar sobre uma certa parte que já estava acordada há algum tempo em seu corpo. O demônio apertou suavemente o lugar e agora todo o foco de seus carinhos estava focado na ereção, justamente por apreciar escutar a respiração pesada de seu humano por sua atitude.

Ong segurou um soluço ao ser retribuído, tinha ignorado aquela parte de seu corpo há tanto tempo e ser tocado, mesmo que fosse por cima do pano das calças, o fez ter consciência de uma sensação humana que jamais experimentou. Será que Daniel estava sentindo o mesmo que ele sentia? Seus dedos pareciam tão vacilantes enquanto o outro fazia tão bem. Ele queria gemer, mas sabia que se vocalizasse alguma coisa poderia acordar Woojin e a diversão deles acabaria em nada. 

- Eu quero tanto você, Seongwoo. - o mais novo sussurrou fazendo cada pelo do corpo de Ong arrepiar, sua mão afastou lentamente a calça do pijama que o demônio usava e estava pronto para adentrar a mão lá dentro quando um toque soou. 

Os dois sentaram na cama em um pulo tão assustados quanto se tivessem sido pegos no flagra. Era até engraçado as expressões de espanto, os cabelos bagunçados e as bochechas coradas de vermelho. Não era Woojin acordando, este parecia muito sonolento quando abriu os olhos e levantou apenas a cabeça para procurar o que fazia barulho. Seu rosto estava inchado e tinha um pouco de baba escorrendo no canto da boca, coisa que podia ter feito seu irmão lhe zoar se não estivesse com o coração quase saindo pela boca. Poxa, ele estava quase conseguindo o que queria quando um celular tocando estragou tudo!  

Woojin se levantou no colchão tropeçando nos próprios pés e pegou seu celular, responsável pelo barulho todo. Quando olhou o número do visor, sua expressão mudou um pouquinho, limpou o rosto babado na gola da camisa e saiu com o aparelho em mãos até o próprio quarto. Podia ter atendido a ligação na frente do irmão sem problemas se fosse o número de qualquer outra pessoa. Mas era sua madrasta. Se ela estava ligando no meio da madrugada, provavelmente algo ruim tinha acontecido. 

- Eu achei que meu coração ia parar, sério! - Seongwoo colocou a mão sobre o peito e inalou o ar com força. - Não que eu pudesse morrer de qualquer jeito. 

- A culpa foi sua que continuou me provocando. - Daniel fez um biquinho fingindo falsa tristeza, mas ganhou um tapa no ombro que o fez se encolher e rir divertido. 

- Foi você que provocou tudo isso, idiota! - reclamou com a feição brava.  

- Ah, que tipo de pervertido tenta algo com o irmão mais velho daquele que está dormindo como um anjinho ao seu lado? Esperava mais de você Seongwoo! - continuou a provocação só para que viesse para cima de si com mais um tapa e pudesse lhe abraçar com força.  

Ong rolou no colchão tentando fugir do abraço apertado do humano que ainda o fazia nutrir um pequeno sentimento de raiva, mas acabaram rindo. Quando finalmente se ajeitaram sentados outra vez no colchão, viram Woojin voltar com o rosto pálido. Os pijamas de listras foram substituídos por um moletom grosso, calça jeans e um boné. 

- Hyung... - o adolescente falou como se tentasse muito controlar seu nervosismo. - Eu preciso ir até o hospital, sei que não quer ir ver ele, eu vou chamar um táxi e prometo que ligo para você quando chegar.  

- Nem pensar, não vou deixar você sair sozinho de madrugada, volte a dormir e pela manhã você vai. - saiu de seu lugar e foi para perto do irmão encarando seus olhos tristes.  

- Não, Daniel, eu não posso esperar amanhecer. Ele... Está morrendo. - o mais velho dos irmãos sentiu um arrepio percorrer o corpo inteiro com aquelas palavras. Sua boca secou instantaneamente e não conseguia pronunciar nada, seus lábios só se moviam por estar trêmulos. - Ele está internado na UTI e os sinais vitais sumindo aos poucos não importa o que façam para tentar salvá-lo. Não posso esperar amanhecer. - os olhos do mais novo deixaram algumas lágrimas transbordarem sem querer. 

Daniel simplesmente não conseguia pronunciar alguma coisa e Ong se levantou meio tonto com que tinha acabado de escutar. Segurou os ombros do loiro com delicadeza e o virou para si, queria olhar nos seus olhos abalados enquanto Woojin abaixou a cabeça para continuar com seu pranto silencioso. Acariciou a bochecha de Daniel com a ponta dos dedos, os olhos estavam fixos nele enquanto balançou a cabeça numa leve afirmativa, esperava que entendesse o recado. Sorriu triste sem saber mais o que poderia ser feito, viu o que estava à sua frente engolir seco e se virar para o irmão menor. 

- Eu vou com você, Woojin. 


Notas Finais


NÃO ME MATEM! Não foi dessa vez que rolou lemonzão, desculpa galera, até porque tiraram os colchões do quarto e coitado do Woojinzinho.
Prevendo as tretas para o próximo cap? Será que Daniel vai mesmo? O que vai acontecer com o Senhor Kang? Sexta-feira que vem no Globo repórter ç.ç Eu disse que estava com pena de vocês na semana passada e agora eu postei e sai correndo.
Até uma próxima!


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