História Ongniel is supernatural - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias NU'EST, Wanna One
Personagens Baekho, Daehwi, Jaehwan, Jihoon, Jisung, Kang Daniel, Minhyun, Seongwoo
Tags Ongniel, Produce101
Visualizações 193
Palavras 2.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoal, adiantei um dia só porque eu tô bem atoa mesmo!
Como tem passado? Curtindo muito o feriado?
Sem mais delongas, vamos curtir a história!

Capítulo 7 - Velhos hábitos


Seongwoo ficou em choque pelo resto da semana, só não pode evitar Daniel assim como evitaram o tempo todo falar do selinho. Não tocaram no assunto, porque mal conversaram além do que se tratava da prática. Deixou até mesmo de acompanhar o garoto na beira do prédio enquanto esse realizava seu trabalho como limpador de vidros. Ficava nos arredores o tempo inteiro sem que ele notasse sua presença, era isso ou ficar próximo e acabarem tendo uma conversa muito embaraçosa.  

Felizmente era sexta-feira à noite, dia de treinarem até a metade da madrugada e ele dormir até tarde no outro dia, coisa que o demônio era incapacitado de fazer. Nem sequer podia se dar ao luxo de esquecer por algumas horas da boca de Daniel contra a sua, tão doce e macia. Para ele que havia nascido e vivido um bom tempo em épocas remotas, um selinho descuidado podia ser tão ultrajante como uma noite quente entre dois corpos nus. Obviamente os tempos eram outros e não esperaria que o mais novo declarasse algum sentimento escondido, beijos quentes apareciam toda hora na televisão, um selinho não significava mais nada do que um pequeno acidente. 

Estava sentado no sofá, Daniel havia ido para o banheiro assim que chegou, então Ong esperou paciente o seu retorno repassando a rotina que tinha planejado para hoje. Quando o loiro voltou para sala, estava tão bem vestido e cheiroso que causou confusão no que o esperava. Levantou uma das sobrancelhas ao vê-lo pegar a carteira dentro da mochila e as chaves de casa sobre uma mesinha no canto da sala. 

- Acho que esqueci de te avisar que o Jaehwan me chamou para sair. – finalmente se pronunciou sem olhar para o moreno, a vergonha era tanta que nem conseguia se concentrar direito ao ver sua face. Infelizmente, o outro interpretava mal a forma como dirigia a si, pensava que ele estava o ignorando por arrependimento. 

- Se acha que vai passar na audição sem treino, problema seu. – cruzou os braços e se virou para o lado oposto ao que ele se encontrava.  

- Prometo que vou compensar esse final de semana. – sua voz soava mais rouca que o normal, fato que incomodava muito o não humano por deixá-lo ainda mais sexy naquela calça preta apertada e a camisa social listrada um pouco maior do que realmente vestia. – Você devia aproveitar para tirar uma folga, sabe? Fazer coisas de demônio. 

- Só quero que fique ciente de que se eu não sumir logo, a culpa não será minha. – usou um tom ríspido que incomodou Daniel tanto quanto a frase dita. 

- Hm. – soltou sem saber direito o que responder, uma pontadinha incomodava seu coração, talvez ele não quisesse mesmo que o rapaz desaparecesse. – Eu já vou indo então, Jaehwan está me esperando. Boa noite, Ong.  

- Boa noite. – viu o loiro sair pela porta com a atitude que julgou ser de uma pessoa que não se importava. Tudo bem, se ele não queria ficar esta noite estava tudo absolutamente na perfeita paz. Ele também não ligava... Tanto. 

Daniel desceu as escadas praticamente correndo, estava fugindo e na cara dura. Não podia olhar para o demônio que a única coisa que se passava na sua cabeça era terminar o serviço mal feito que começou quando resolveu selar os lábios aos dele. Tudo o que queria era o pegar firme pela cintura, acariciar o rosto bonito e quadrado e afundar a boca na dele com tanta volúpia que ambos ficariam sem ar. Porém, só o pensamento já fazia sua respiração pesada e não queria de forma alguma nutrir sentimentos que uma hora serão apagados. Quando Ong sumisse, quem garantia que aquele sentimento de afobamento sumiria junto? 

Jaehwan já estava com o carro parado em frente ao edifício simples que não podia em nada ser comparado com o seu atual lar. Como tinha vivido num lugar assim por muito tempo e ganhou riquezas apenas há pouco tempo atrás, o lugar não o incomodava. Pelo contrário, lhe dava uma sensação boa e lhe trazia certa nostalgia, mas também acompanhava uma lembrança que chegava a ser boa e dolorosa ao mesmo tempo. Se não fosse Daniel entrar no carro e se sentar no banco do passageiro com o sorriso radiante, ele ainda estaria revivendo o passado em sua cabeça. 

- Boa noite, Jaehwan. – Daniel disse com um sorriso nos lábios. 

- Boa noite, Daniel. – retribuiu o sorriso, logo ligou o carro e o conduziu até onde iriam jantar. – Você está bonito. – mesmo aéreo, não deixava de notar o quanto o aspirante a rapper estava bem arrumado, evidenciando ainda mais a beleza que já possuía.  

- Posso dizer o mesmo de você! Onde iremos jantar? Espero que não seja um lugar muito caro. 

- Não se preocupe, é um lugar com comida boa e barata, mas mesmo que fosse cara eu que lhe convidei, então é por minha conta. 

- Não posso aceitar, Jaehwan! 

- Ah, você tem que aceitar, considere como um presente de aniversário um pouco atrasado. 

- Como sabia que meu aniversário passou? – Daniel abriu um sorriso provocativo e o que estava no volante corou. 

- Eu meio que mexi no seu celular mais do que devia... – confessou numa voz baixa. 

- Espero que não tenha visto meus nudes. – falou num tom aéreo, ou pelo menos ele queria parecer assim para deixar o cantor mais um pouco constrangido. 

- E-E-Eu não vi nada! – a voz trêmula fez com que ele caísse na risada, Jaehwan estava completamente vermelho e ficava muito fofo assim. 

- Só estava brincando. – tratou de se explicar, já estava com um pouco de dó de seu acompanhante. 

A conversa fluiu naturalmente entre os dois por mais ou menos vinte minutos, tempo necessário para chegarem ao restaurante escolhido por Jaehwan. O lugar era simples, porém muito bem arrumado, perfeito para se ter uma refeição boa e tranquila, sem riscos de serem incomodados por outras pessoas. Por dentro, era muito aconchegante, a pintura em cores terrosas e as mesas dispostas de forma que as pessoas se sentavam sobre pequenas almofadas no chão para fazerem a refeição deixava o ambiente muito familiar. Sentaram-se numa mesa para dois bem pertinho da janela que dava vista um pouco mais ao longe ao famoso rio Han, Daniel perdeu o fôlego com a visão que tinham dali. As luzes da cidade brilhavam sobre as águas negras que dançavam serenas ao sabor da correnteza, era algo magnífico. 

- É muito bonita a vista daqui. – comentou aéreo sem que os olhos deixassem a paisagem. 

- Muito bonito, eu gosto muito de vir aqui. – Jaehwan sorriu doce e esperou a atenção do mais novo voltar para si para continuar. – Recomendo experimentar o bibimbap daqui, é um dos melhores que vai comer na sua vida! 

- O famoso Kim Jaehwan realmente gosta de uma comida tão comum como essa? – colocou a mão sobre o peito fingindo estar surpreso, o que fez ambos rirem juntos. 

- Ainda tenho origens humildes apesar de tudo. – falou como se estivesse a contar vantagem sobre alguma coisa muito importante e novamente eles riram. 

O cantor chamou o garçom para anotarem seus pedidos logo em seguida e começaram outra conversa animada com assuntos dos mais diversos. Vez ou outra, Kang pensava naquele que deixou só em casa e sua feição parecia ficar distante, porém seu acompanhante o acordava de seus devaneios com algo engraçado. Era leve estar com ele, apesar de desejar o clima pesado que deixou para trás, não podia evitar se seu coração era um pouco masoquista e estava acostumado a sofrer. Ele era um trouxa de primeira. 

A refeição chegou e se distraíram bastante compartilhando a comida, era divertido interagir com ele dessa forma, sempre tão doce e prestativo que nem parecia verdade. Não notaram a entrada de duas figuras altas e bem alinhadas no restaurante, na verdade, nem reparavam quem entrava e saia de lá. Só perceberam quando eles se aproximaram demais da mesa e os fizeram olhar para cima. 

O Kang paralisou no lugar assim como seu companheiro, este último, abriu a boca completamente cheia de comida enquanto encarava a dupla.  

- Vejo que não perdeu os hábitos, Jaehwan. – os olhos de Minhyun vaguearam do cantor ao desconhecido que lhe era brevemente familiar. – Nós já nos vimos? – perguntou interessado. 

- Você também não. – Jaehwan murmurou quase sem ser ouvido. 

- Eu trabalho na Hwang comunicações, senhor. – falou um pouco trêmulo pelo olhar intimidador que o mais forte deles o lançava, engoliu seco e teve que se controlar para não sair correndo dali. Apertou o pano de sua calça por baixo da mesa de forma que suas juntas ficaram brancas e continuou. – Sou limpador de janelas, na verdade, meu nome é Kang Daniel. 

- Oh! – Minhyun fingiu ter um estalo, obviamente já tinha visto muito bem o rosto do rapaz após aquele dia em que uma chuva pegou todos de surpresa. – O rapaz das calças molhadas! – disse o fazendo corar e o Kim lhe lançar um olhar feio. 

- Você e Dongho-ssi não deviam se sentar em outra mesa e pedir logo? – cortou o moreno já um tanto irritado pela grosseria do CEO. 

- É melhor sentarmos, Minhyun. – Dongho, que até o momento estava parado apenas encarando Daniel, tocou o braço do homem com delicadeza para indicar que deviam pegar uma mesa vazia. 

- É melhor. – suspirou tendo que concordar com o homem, é claro que estava irritado e seu sentimento de frustração acabou por torna-lo indiscreto. Afinal, se tratava de Jaehwan ali, naquele restaurante que lhe trazia tantas lembranças e com outro. Isso era quase uma facada no peito de Minhyun, este se afastou da mesa e fora se sentar com Dongho num lugar que pudesse ficar de olho no casal. 

- Achei que ele nem vinha mais aqui. – Jaehwan, tão frustrado quanto o homem que há pouco estava lhe afrontando, coçou a testa de forma nervosa. – Me desculpe pelo CEO Hwang Minhyun, ele às vezes é um pouco indiscreto. 

- Não se preocupe. – Daniel seguiu o olhar do companheiro até a mesa em que escolheram se acomodar. Sabia que precisava sair dali logo antes que alguma coisa de anormal pudesse acontecer, só não podia fugir do encontro com o cantor assim. 

- Você está bem, Daniel? Seu rosto está pálido! – a constatação vinda do outro não o deixou surpreso, é claro que tomou um susto e dos grandes. 

- Me dê um momento para ir no banheiro, tudo bem? – perguntou já se levantando e ele apenas assentiu com um sorriso doce. 

Andou a passos rápidos até o banheiro que ficava nos fundos do restaurante, não conseguia mais respirar direito e seu coração batia muito acelerado. Abriu a torneira com pressa e jogou o máximo de água que podia no rosto numa tentativa de se acalmar do clima ruim que deixou a boca amarga. Não notou que havia sido seguido até lá, quando enxugou o rosto com o papel toalha posicionado ao lado da pia, viu que a figura robusta estava ao seu lado. Deu um pequeno pulo pelo susto e se encolheu no lugar, aqueles olhos avaliativos nunca mudaram, Dongho tinha sempre a mesma face séria. 

- Até quando vai continuar a ignorar sua família? – perguntou o homem num tom baixo. 

- Eu não sei do que está falando. – tentou o empurrar de seu caminho, mas ele sequer se moveu. 

- Nosso pai está doente, Daniel! Pare de ser egoísta e tenha compaixão por ele! – repreendeu no seu típico tom duro, o meio irmão parecia não mudar nada com o tempo. 

- Ele não é seu pai e muito menos meu, Dongho. – seus olhos começaram a arder, queria chorar, apesar de que jamais o faria na frente dele. – E alguém teve compaixão comigo nos últimos tempos? Agora que ele está correndo risco de vida, todos resolveram mudar de ideia e acolher o filho rejeitado? 

- Daniel, o que minha mãe e o nosso pai fizeram com você foi algo horrível, mas eles estão arrependidos! Desde que você e Woojin saíram de casa, as coisas não têm sido as mesmas. 

- Eu não saí de casa, eu fui expulso. – tratou de corrigir com amargura na voz.  

- Ele já pagou muito pela humilhação que fez você passar, eu acho que deveria mostrar que é melhor que tudo aquilo e aceitar pelo menos escutar o que ele tem a dizer. Não posso dizer que te entendo, porque eu não faço ideia de como é conviver com um sentimento como este, mas... É só um pedido que eu faço. Vá até ele e o escute, se não for o suficiente, vá embora. – Dongho foi até a porta e parou para olhar o rapaz de olhos baixos transparecendo a tristeza que carregava. – Nós sentimos muita falta de você. – declarou pouco antes de deixa-lo só com a cabeça completamente confusa. 

Se odiava internamente por ficar tão sensível toda vez que tocavam no assunto, sequer podia evitar as lágrimas que escorriam escassas por mais que tentasse se segurar. Como explicaria para Jaehwan o motivo de estar com os olhos vermelhos e inchados? E jamais teria coragem de sair de fininho sem lhe dar nenhuma explicação, isso era errado e iria magoar alguém que não merecia. Fitou a imagem patética no espelho por alguns segundos, como havia deixado seus sentimentos fluírem para fora tão fácil assim? 

Estava perdido até a forma de um certo alguém aparecer no espelho bem atrás de si. Virou-se rapidamente pelo susto, seu coração chegou a falhar já que ele realmente não esperava que Ong poderia estar ali por perto. Sentiu a mão macia tocar seu rosto e o polegar raspar suavemente a bochecha molhada por algumas lágrimas. Se olhavam nos olhos naquele breve silêncio em que não puderam expressar nada e o moreno sorriu doce numa forma de dar conforto ao seu protegido. 

- Engula o choro e vá até Jaehwan, ele já está ficando preocupado com você. – instruiu com a voz calma. – Sei que vai conseguir fazer isso, não pense muito agora. – afastou um passo para liberar o caminho. 

Daniel esperava que algo mais fosse dito ou que ele seguiria consigo, porém nenhuma das hipóteses aconteceu. Mais calmo, se desencostou da bancada de pedra e voltou para a mesa em que estava comendo com Jaehwan. Nem Dongho e nem Minhyun já estavam mais à vista e isso também serviu para seu coração inquieto parar de se preocupar. 

Sabia que não fora o sumiço dos dois e nem a conversa confortável que teve posteriormente com o cantor que lhe deixou em paz para voltar à normalidade. Fora Seongwoo com palavras e gestos simples que pareceu clarear sua mente que no momento estava uma bagunça. Por um dia, só por um dia ele não sentia medo. Sabia que Ong estava ali consigo e mesmo que de longe iria acompanhar cada passo que avançasse. Então era esse o sentimento de não querer que ele fosse embora, afinal.  


Notas Finais


Não tenho muita coisa a comentar sobre hsuahsuah E esse Minhyun ciumento aí.... acho que vai dar problema, só acho.
Se alguém ficou meio confuso em relação ao Dongho, vou dar uma explicação breve: Dongho é filho da Minah (madrasta do nosso querido Niel) com um dos parentes da família Kang. Logo depois que a Minah ficou viúva, ela se aproximou do Kang Daesung (primo do falecido) e eles tiveram um caso até a morte da esposa dele. Logo o pai do Daniel adotou o Dongho como filho e ele retribui essa consideração o chamando de pai. Confuso, mas foi mais ou menos isso daí kkkk
Beijinhos e até logo!


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