História Ônibus 63 - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Pond...


  Levantei, lavei o rosto e respirei fundo, essa era o meu ritual antes de uma prova de direitos civis, ja era meu último ano na universidade, não conseguia parar de pensar em como seria começar minha carreira em advocacia ate finalmente conseguir me tornar um juiz.


  Sera que eu realmente queria isso ? E se eu não quiser ser advogado ? E se eu quiser ser promotor ? E se eu não passar nas provas para ser juiz ? Sera que eu ainda quero trabalhar com direito ? E se eu joguei 5 anos da minha vida fora ?.


  Mas e a prova de direito civil ? Foi isso que me veio na cabeça durante essas ultimas semanas e não consegui estudar nada, não que direito civil seja uma matéria dificil, mas não queria correr o risco de reprovar logo agora, ainda mais em uma matéria simples.


Me arrumei e fui pra minha sala. C6, ficava no terceiro andar.


- Hey, marcos você estudou ? - Perguntei.


Marcos era tanto um ótimo aluno quanto uma otima pessoa, e com certeza seria um ótimo juiz um dia. E apesar dele ter me ajudado algumas vezes, nunca fui de fazer amizade com a concorrência. Não me levem a mal, mas Poe sempre diz "negócios são negócios".


- Não, fui conhecer os pais da sara. - respondeu.


  Não posso negar, fiquei espantado de alguém como Marcos não ter estudado talvez ele estivesse confiante ao ponto de conhecer a familia de sua nova namorada e no meio de algumas tranzas no quarto quarto de sara não teve tempo pra pensar em universidade, ou talvez estivesse mentindo para não ter o trabalho de me ajudar com colas. Negócios são negócios, certo ?


  A prova começou.


  Meio nervoso botei meu nome e comecei a ler as questões, cada questão tinha cerca de cinco linhas e por mais que eu tentasse meus pensamentos não me deixavam absorver será que eu joguei 5 anos da minha vida fora ?


Olhei para Marcos, parecia calmo e mais feliz do que nunca, "ele sabe" pensei "a prova dele ta quase visível, so preciso me enclinar mais um pouco...


- Sr pond, venha aqui, por favor, e traga sua prova. - Chamou sr. Herb, o professor.


- Claro. - respondi me indireitando rapidamente e levantando para levar a prova.


Todos me olhavam enquanto caminhava em uma sala com pouco mais de 80 metros que pareciam quilômetros.


- Sr. Pond vá a secretaria, nosso diretor queria falar com o senhor. - Pediu Sr. Herb de forma delicada.


--------------


  Caminhando até a secretaria eu estava pensando em mil tipos de desculpas diferentes para explicar meu "equívoco" na hora da prova, estava suando, não podia sofrer nenhuma penitência, não agora, tão perto do fim de tudo.


- Pond se sente. - disse o diretor de uma forma dura.


Me sentei


- Pond. - continuou. - você parece estressado, quer um copo d'agua ?


- senhor eu...


- Não se preocupe, sei como é dificil provas de fim de ano, mas ja lhe aviso que você fará a sua outro dia. - disse enquanto me servia a água.


- Aconteceu alguma coisa ? - Eu disse aliviado por perceber que ele não sabia sobre a cola.


- ... Pond não sou a pessoa mais qualificada para lhe falar isso, então ja te aviso que serei o mais direto possível.


O que sera agora ? Pensei, e o stress voltou.


- Pond, sua mãe teve uma parada cardíaca e teve que ser levada as pressas pro hospital, ela pediu que você fosse avisado, um ônibus vai pra la daqui a 1 hora, ele leva 1 dia de viagem ate sua cidade e para em frente ao hospital aonde sua mãe está.


  Eu fiquei arrasado.


  Minha mãe queria que eu seguisse carreira de engenheiro assim como meu pai, mas mesmo assim sempre me apoiou quando falei q um dia seria juiz, e ficou anos pagando minha universidade sem eu nunca enviar uma carta, apenas alguns cartões postais com fotos no natal, para provar que ainda estava bem, ou pelo menos vivo.


  Uma coisa esse homem estava absolutamente certo, ele não era a pessoa mais qualificada para dar uma noticia dessas, mas eu senti empatia na forma como ele falava, apesar daquele jeito duro de ser, isso fez com que eu me acalmasse.


   Assim que sai da universidade e senti a brisa daquela manhã eu percebi como me sentia aliviado, sem provas, sem professores, sem pedir permissão para ir no banheiro, me sentia livre denovo, e um leve sentimento de culpa por não estar suando de preocupação com a minha mãe assim como eu estava com a prova.


  Mas ela era uma mulher forte e eu sabia que ela ia aguentar a tempo de eu abrassa-la e demonstrar minha gratidão por ser mãe, antes que... Bem, antes que alguma coisa acontecesse



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