História Ônix - Capítulo 2


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Visualizações 109
Palavras 1.423
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Orange, Romance e Novela, Saga, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Capitulo 2


Fanfic / Fanfiction Ônix - Capítulo 2 - Capitulo 2

Não cheguei nem a soltar meu famoso gritinho de felicidade ao entrar no correio e encontrar vários pacotes à minha espera. Todos continham provas de livros reenviadas por blogueiros para serem resenhadas e divulgadas. Ainda assim, reagi, sei lá, quase com indiferença. Um indício indiscutível de que eu devia ter contraído a doença da vaca louca.

A viagem de volta para casa foi uma tortura. Minhas mãos estavam fracas. Não conseguia forçar a mente a se concentrar em coisa alguma. Apertando os pacotes de encontro ao peito, ignorei o arrepio na nuca ao subir os degraus da varanda. Ignorei também o pedaço de mau caminho recostado contra o corrimão.

— Você não voltou direto para casa depois da aula. — seu tom soou irritado. Como se eu tivesse minha própria versão ensandecida e deslumbrante de uma agente do Serviço Secreto e tivesse conseguido despistá-la.

Com a mão livre, peguei a chave de casa.

— Como você pode ver, dei uma passada no correio. — abri a porta e soltei os pacotes sobre a mesinha do vestíbulo. Claro que ela não esperou ser convidada e entrou atrás de mim.

— Sua correspondência podia esperar. — Lauren me seguiu cozinha adentro. — Que pacotes são aqueles? Apenas livros?

Peguei a jarra de suco de laranja na geladeira. Quem não era apaixonado por livros jamais entenderia.

— Sim, apenas livros.

— Sei que não deve haver nenhum Arum nas redondezas no momento, mas cuidado nunca é demais e, nas atuais circunstâncias, seu rastro poderia atraí-los direto para cá. Por ora, isso é mais importante do que seus livros.

Na-na-ni-na-não, os livros eram mais importantes do que qualquer Arum. Servi um copo do suco, cansada demais para discutir aquele assunto com a Lauren. Ainda não tínhamos conseguido dominar a arte de conversar com educação.

— Aceita um copo?

Ela suspirou.

— Aceito. Tem leite? 

Apontei para a geladeira.

— Sirva-se.

— Foi você quem ofereceu. Não vai pegar pra mim?

— Eu te ofereci suco de laranja — retruquei, levando o copo para a mesa. — Mas pode pegar o leite. Só mantenha a voz baixa. Minha mãe está dormindo.

Murmurando alguma coisa por entre os dentes, ela se serviu de um copo de leite. Ao se sentar ao meu lado, notei que estava usando uma calça de corrida preta, o que me fez lembrar a última vez em que estivera na minha casa com uma indumentária semelhante. Tinha sido uma noite e tanto. A discussão acabara se transformando numa daquelas tórridas sessões de amassos retiradas dos romances de banca que eu adorava ler. O encontro ainda me mantinha acordada à noite. Não que eu jamais fosse admitir.

Lauren era tão deliciosa, mas seu poder alienígena havia estourado a maior parte das lâmpadas da casa e fritado meu laptop. Eu realmente sentia falta do computador e de acessar o blog a qualquer hora. Mamãe me prometera um novo de aniversário. Mais duas semanas…

Sem erguer os olhos, comecei a brincar com o copo.

— Posso te perguntar uma coisa?

— Depende — respondeu ela tranquilamente.

— Você… sente alguma coisa quando está perto de mim?

— Além do que senti hoje de manhã ao ver como você estava deliciosa nesse jeans?

— Lauren. — suspirei, tentando ignorar a garotinha interior que começou a gritar: ELA REPAROU EM MIM! — Estou falando sério.

Seus dedos traçavam círculos de maneira distraída sobre o tampo da mesa de madeira.

— Sinto um arrepio quente na nuca. É disso que você está falando?

Ergui os olhos. Seus lábios estavam repuxados num meio sorriso.

— É, então quer dizer que você também sente?

— Sempre que chegamos perto uma da outra.

— Isso não te incomoda?

— Incomoda você?

Não sabia ao certo o que dizer. Não era uma sensação dolorosa nem nada do gênero, apenas estranha. No entanto, o que isso significava me incomodava, sim. Era a maldita conexão sobre a qual não sabíamos nada. Até mesmo nossos corações batiam de maneira idêntica.

— Pode ser um… efeito colateral da cura. — Lauren me observou por cima da borda do copo. Aposto que ela continuaria maravilhosa com um bigodinho branco de leite. — Tá se sentindo bem? — perguntou.

Na verdade, não.

— Por que a pergunta?

— Você tá com uma cara péssima.

Em qualquer outro momento, o comentário teria começado uma guerra. Em vez disso, simplesmente botei meu copo pela metade de volta sobre a mesa.

— Acho que peguei alguma coisa.

Ela franziu o cenho. Lauren não sabia o que era ficar doente. Os Luxen não adoeciam. Tipo, nunca.

— Qual é o problema?

— Não sei. Devo ter pego algum vírus alienígena.

Ela bufou.

— Duvido. Você não pode se dar ao luxo de ficar doente. Precisamos sair e trabalhar para apagar esse rastro. Até lá, você…

— Se disser que eu sou uma fraqueza, vou te arrebentar. — a náusea deu lugar à raiva. — Acho que já provei que não sou, especialmente depois de ter atraído o Baruck para longe da sua casa e de ter sido eu quem o matou. — lutei para manter a voz baixa. — Só porque sou humana isso não significa que seja fraca.

Ela se recostou na cadeira e ergueu as sobrancelhas.

— Eu ia dizer que até lá você está em perigo.

— Ah. — senti as bochechas corarem. Ops. — Bom, de qualquer forma, não sou fraca.

Num segundo, Lauren estava sentada à mesa e, no seguinte, ajoelhada ao meu lado. Ela precisou erguer ligeiramente a cabeça para me fitar.

— Sei que você não é fraca. Já provou que não. Isso que você fez no último fim de semana, canalizar nossos poderes, ainda não faço ideia de como aconteceu, mas mostrou que você não é fraca. Nem um pouco.

Uau. Era difícil me ater à decisão de não ceder àquela ideia ridícula de ficarmos juntas com ela se mostrando tão… gentil, e me fitando como se eu fosse o último pedaço de chocolate no mundo inteiro.

O que me fez lembrar do maldito cookie com gotas de chocolate em sua boca.

Seus lábios elevaram-se ligeiramente nos cantos, como se ela soubesse o que eu estava pensando e estivesse se esforçando para não sorrir. Não aquele típico sorrisinho presunçoso, mas um sorriso de verdade. De repente, Lauren se levantou, parecendo uma gigante ao meu lado.

— Agora, preciso que me prove de novo. Levanta a bunda dessa cadeira e vamos trabalhar para apagar esse rastro.

Gemi.

— Lauren, realmente não estou me sentindo bem.

—Cami…

— Não estou tentando bancar a chata. Sinto como se fosse vomitar a qualquer momento.

Ela cruzou os braços. 

— Não é seguro você ficar zanzando por aí parecendo um maldito farol. Enquanto o rastro estiver visível, você não pode fazer nada. Não pode ir a lugar nenhum.

Afastei a cadeira, tentando ignorar as reviravoltas em meu estômago.

— Vou trocar de roupa.

Ela arregalou os olhos, surpresa, e deu um passo para trás.

— Você vai ceder assim tão facilmente?

— Ceder? — Ri, mas sem o menor traço de humor. — Tudo o que eu quero é que você suma da minha frente.

Lauren soltou uma sonora gargalhada.

— Continue repetindo isso, gatinha.

— Continue dando ouvidos a esse seu ego bombado.

Em um piscar de olhos, ela estava diante de mim, bloqueando o caminho. Em seguida, deu um passo à frente e abaixou a cabeça, os olhos brilhando intensamente. Recuei até bater na beira da mesa.

— Que foi? — exigi saber.

Ela apoiou as mãos em meus quadris e se inclinou para a frente. Com os olhos fixos um no outro, senti sua respiração quente em contato com meu rosto. Lauren se aproximou um milímetro e seus lábios roçaram meu queixo. Um ofego estrangulado escapou da minha garganta, e oscilei de encontro a ela.

Meio segundo depois, Lauren se afastou com uma risadinha presunçosa.

— Hum… acho que o problema não é meu ego, gatinha. Agora, vai se arrumar.

Merda!

Mostrando-lhe o dedo do meio, saí da cozinha e subi para o quarto. Minha pele estava suada e pegajosa, e isso não tinha nada a ver com o que acabara de acontecer. Ainda assim, vesti a calça de ginástica e uma blusa quente. Correr era a última coisa que desejava fazer. Não que esperasse que ela fosse se importar com o fato de eu não estar me sentindo bem.

Lauren só se importava consigo mesma e com a irmã.

Isso não é verdade, sussurrou uma voz irritante e insidiosa em minha cabeça. Talvez a voz estivesse certa. Ela havia me curado, quando podia muito bem ter me deixado morrer. Além disso, eu escutara seus pensamentos, a ouvira implorar para que não a deixasse.

De qualquer forma, enquanto tentava engolir a vontade de vomitar e me preparava para uma divertida corrida, algum sexto sentido me dizia que aquilo não ia acabar bem.



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