História Only -- Interativa - Capítulo 1


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Palavras 2.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


.hiiii!!!!!!!!
.essa fic é interativa e inspirada na saga literária, A Seleção!
.o link do documento completo (regras, explicações, etc) está postado nos comentários.
.tenham uma boa leitura <3
. watch it all fade (gavin james)

Capítulo 1 - Prólogo e Fichas


Fanfic / Fanfiction Only -- Interativa - Capítulo 1 - Prólogo e Fichas

 

“Quando você se esquecer do amor que já partiu

Salve o mundo ou escreva uma história

Que ninguém nunca ouviu, antes de eu saber

Quando eu vi o seu coração sobre o meu

Medo de alguém, lutando contra esse medo

Que você simplesmente não pode acreditar

Mas você precisa dele para viver.”

 

Os meus dedos tocam as teclas negras com precisão e delicadeza característica de um pianista, as tocadas notas musicais sonoramente solitárias ecoavam pelo salão, era uma canção triste, de fato. Não que eu estava depressivo ou algo assim, talvez, sentia-me vazio, abandonado, traído, derrotado, variáveis adjetivos humilhantes descreveis a minha situação emocional.

Suspirei quando um homem de estatura média adentrou a sala, como estava muito silencioso o espaço, os seus passos causados irritaram a minha audição:

— Vossa Alteza, está na hora do seu compromisso, que é a entrevista para o Amos Donovan para a confirmação da A Seleção. – continuo a tocar, o ignorando. – Faça isso por Duskeclat...

— Cala a boca! – bato os pulsos fortemente o teclado do piano.

O silêncio retornou novamente, faço um gesto implicante o dispensando, e eu só consegui estar calmo no momento em que o meu mordomo finalmente sairá do salão de música.

Perco-me nos pensamentos fúnebres, já em pé olhando para os quadros presentes e a obra artística que mais gostava entre elas, era a pintura de uma mulher dos cabelos dourados subindo a florida escada para o céu, às pinceladas expressionistas, não tinha assinatura, então, o pintor do quadro predileto é desconhecido. O nome da arte pintada é “Escada para o Paraíso”, quando menor, eu acreditava que era um anjo subindo para o céu mas hoje, não se passa de uma sofrida dama que comprou uma escadaria para conhecer quão falado e invejável paraíso.

Às vezes, quando a gente cresce, os nossos pensamentos infantis tornam apenas meras ilusões.

— Você queria conhecer o céu? – questiono a musa da moldura. – Porque?

Como todas as vezes, não houve respostas.

— Interessante, a guerra não somente o deixou rancoroso como também, o deixou louco. – riu a minha mãe, ela é como uma gata ardilosa, imprevisível e enigmática. Sempre age silenciosamente. – O mordomo Jerome manifestou a sua recusa a respeito da competição, é verdade, querido?

— Verdade. – confirmo, virando para a mesma e no exato instante sinto o meu rosto arder.

— Não seja um covarde, faça isso ou perderemos o trono. – ordena a rainha, depois de me dar o tapa.

— Como desejar, Vossa Majestade. – ironizo, colocando a mão no local da tapeação.

A rainha do vestido prateado fuzilou-me com os seus olhos azulíssimos furiosos, controlando-se para não dar outro tapa, conteve a fúria e sorriu, amável:

— Vamos, querido? – estendeu o braço, aceito e ela continuou, no tom de arrependimento e acarinhou o meu machucado delicadamente: – Desculpa pelo tapa, eu não queria... Oh, perdoa a sua mãe, por favor?

— Perdoo. – respondo indiferente mas ela sorrira mais ainda, satisfeita.

Mas na realidade, mamãe nunca está satisfeita.

Amos Donovan é um dos homens mais influentes da mídia duckeclatiana, há boatos que o mesmo antes da fama, era da casta 5. Claro, as grandes ambições alcançam grandes conquistas, foi o que aprendi com o extraordinário apresentador e amigo íntimo da família real (soou meio em terceira pessoa, eu sei). Sempre maquiado e vestindo trajes exagerados bizarramente brilhantes demais, roupas adequadas para um baile a fantasia, e não no dia a dia, porém, ele é dono de uma personalidade excêntrica e tem uma autoestima invencível.

Infelizmente, Amos possui um defeito irreparável: é fofoqueiro.

Fofoca, fofoca e fofoca, um passarinho bizarro mas cheio de intrigas a piar maliciosamente.

Desde que o conheci, nos meus seis anos de idade, foi no jantar beneficente realizado pela minha tia-avó Eugenie, ele já chegara nos meus ouvidos contando sobre o que acontecera com o sumido noivo da anfitriã: “O futuro marido da sua tiazinha levou tudo e fugiu com a amante, acredita nisso, pequeno Ben?” e claro, é um absurdo pipocar malícia no ouvido de uma criança de 6 anos mas não importei muito com isso já acostumara a essa perspectiva de vida da nobreza: traições políticas; gastos burgueses; amantes; casamentos arranjados ora infelizes, pois, eu sabia que Amos é um bom amigo mesmo sendo boca aberta, é uma das pessoas que fala a verdade por mais que seja terrível a veracidade.

O mais engraçado dessa análise sobre a vida dos nobres, é que nos contos de fadas, idealizam e romantizam a cultura nobre, no fundo tenho admitir a vantagem de ter sangue real é agradável, não preciso passar fome ou ter impostos a pagar, ou algo em gênero.

Faz-me revirar os olhos, são os heróis dessas obras literárias, príncipes trajados armaduras reluzentes, metidos a bonitões e recitando proezas patéticas ao salvar as donzelas (mais patético ainda). Sou um príncipe sim mas herói? Não. Salvei pessoas? Salvei. Matei pessoas? Matei. Guerra é guerra, não importa quão boas sejam as suas intenções.

Desculpa mas não vou tocar nesse assunto agora.

— Lá vem ele, o nosso herói e príncipe Benjamin Kingston! – exclama, Amos em pé dando boas-vindas a mim.

As luzes coloridas e flashes disparados fazem eu espremer os olhos, aos poucos a minha visão acostuma e sorrio forçado acenando para a plateia enquanto caminho a cumprimentar um Amos saltitante:

— Olha como ele está bonito! Não concordam, pessoal? – percebi que o apresentador estava bêbado por conta do seu mal hálito quando ele inclinou para me abraçar exageradamente.

— Ah, obrigado, Amos. – rio mas acabo tossindo fraco no final. – Boa noite, meu povo de Duskeclat... Aliás, bom te ver novamente, meu velho amigo.

Sentamos lado a lado, frente a câmaras.

— Bom... – o homem fez uma pausa demorada para causar um breve suspense, estava todo cor-de-rosa, os seus lábios estavam pintados de pretos que lembrava daqueles roqueiros malucos a qual eu assistia na televisão (escondido, é claro). – É verdade que a Vossa Alteza irá promover a famosa tradição da realeza, a Seleção? – após o questionamento, a plateia vibrou loucamente. – Abra o biquinho, pequeno Ben.

Somente Amos tinha o direito de me chamar assim, afinal, há uma restrição real que deva ser seguida e dado liberdade a outros parentes de sangue ou não, a apelidar os outros membros da realeza mas respeitando as formalidades e referências rígidas da realeza duckeclatiana e o apelido que Amos dera a mim foi registrado no protocolo e apenas ele utiliza o nome simpático ao meu respeito portanto é trabalhoso ganhar a intimidade e permissão real para o ato, a sorte do apresentador é que ele é bastante próximo mesmo não tendo parentesco conseguira o privilégio permitido. É um alívio bem idiota mas fico aliviado quando escuto o meu nome, que não seja herdeiro ou Vossa Alteza, e príncipe.

— Não esperava que me perguntasse isso logo de primeira... – olho a plateia com uma expressão a qual mostrava a derrota visível, seguindo as orientações da minha equipe de marketing: “Mostre a todos, quão humorado que você é, atraia as jovens com o seu charme e bom humor”, realmente eu e os outros membros reais seguimos instruções para manter a nossa imagem certamente ilustre e idolatrada, recebermos dicas de atores como encenar um sorriso perfeito ora demostrar quanto somos “amáveis”. É mais fácil fazer lavagem cerebral do que enfrentar uma rebelião. – OK, vocês me venceram. – faço o bico, fingindo frustração.

— Vai, vai! Conta, conta, conta! – Amos levantou os braços incentivando o público composto de outros nobres e celebridades, todos pareciam uns palhaços como o próprio apresentador, a cantar o coro junto com ele.

“Conta, conta! Conta, conta! Conta, conta!”

— Como eu completei os meus 19 anos de idade no início desse ano, e três anos atrás, passamos por momentos muitos difíceis, dolorosos, frágeis, afinal, guerras são devastadoras, arruinadoras, são furacões que tomam os nossos sonhos e os transformam tão mesquinhos... – resmungo quando vejo os assistentes da direção fazendo gestos mímicos implorando para que eu não desse opinião política, claro, citar a Guerra dos Tronos, que ocorreu 3 anos atrás.  – Mas... – pausei. – Como dizia o Rei Maddox, o meu falecido e fantástico avô, dias melhores virão.

Levanto-me da poltrona, todos estavam paralisados de medo.

— A Seleção não é a solução para a nossa crise mas sim, o recomeço de uma nova era, uma geração que deseja lutar pela igualdade e paz... – enquanto eu discursava, os organizadores do programa estavam enlouquecidos e taxavam entre si: “Vamos tirar a programação do ar ou não?” e sorrio, ainda bem que era ao vivo.  Todos estavam assistindo, todas as castas estavam acompanhando o meu discurso polêmico em rede nacional. – Faz cinquenta anos que não acontece uma Seleção... – exclamações eufóricas interrompem a continuidade. – Sim, é verdade que a tradição sofreu fragilidades ao longo dos anos sobretudo a realeza conservadora manteve o ritual de casamentos entre nobres até os dias atuais, ignorando as igualdades sociais, a população de sangue não real fora esquecida, abandonada, deixada de lado.

Para causar o efeito, tiro uma tiara de pérolas do paletó:

— Essa coroa improvisada em minhas mãos, é a chance de vocês mudarem a realidade, garotas, selecionadas, seja o que for, o importante não é conquistar todos mas o meu coração. – sorrindo para a câmara. – O coração do príncipe é o coração de Duskeclat, e você, minha futura esposa e princesa de Duskeclat, quer a coroa e um amor? Venha para a Seleção. Quer uma mudança e uma inspiração? Venha para a Seleção. Quer a verdade e a revolução? Venha para a Seleção. Observem o que está nas minhas mãos. – faço as câmaras darem o close focado na coroa de pérolas. – É o poder. – as filmagens retornam a focar no meu rosto: - A que ganhar o meu coração e a coroa, é a única. – e jogo a coroa para a plateia que saltou para pegar. – A única exceção.

Faço a referência formal e aceno em despedida a Amos, que estava pálido e sem jeito, rindo nervosamente:

— É... I-isso mesmo, ficaremos muitíssimos felizes caso encontre o seu grande amor na Seleção! Tenham uma boa noite, meu povo de Duskeclat! – exclamou, o Amos.

Caminho a direção do meu camarim, e me jogo no sofá quando entro, exausto.

— Muito bem, meu garanhão. – uma figura familiar estava encostada ao lado do espelho.

— Gigi. – sorrio malicioso, escondendo o meu rosto. – O que a senhorita está fazendo no meu camarim? Não acha muito... Inapropriado?

— Ah, eu sei que você gosta disso. – ela desfilava à minha direção, os seus olhos verdes faziam-me suspirar mas não por paixão e sim, desejo. – Você enlouqueceu? Enviar vinte garotas para dividirem o mesmo teto que você? Disputarem por você?

Seguro os seus pulsos que estavam agarrados na gola da minha camisa social.

— Minha senhorita, na verdade, são 32 selecionadas e não vinte. – a olho, pedindo para que a mesma acalmasse. – Estou apenas cumprindo ordens.

— Mas... – a puxo colocando a bela Gigi cima de mim, a beijo furiosamente, sentindo o sabor do batom a qual marcava os seus lábios carnudos, as minhas mãos lentamente dirigiam a procura de levantar a saia do seu vestido curto de paetê azul-escuro, sentindo cargas elétricas espalharem pelo meu corpo quando as suas unhas afiadas arranham o meu peitoral num objetivo de desabotoar a camisa que eu usava e me afasto nesse momento que a mesma faz, a deixando frustrada. – O que foi? Fiz algo de errado?

 — Não. – nego com a cabeça. – Você deveria afastar de mim, sabe? Não temos nada, nenhum compromisso... Preciso apagar esse meu histórico de “o rebelde da realeza”, entende?

É claro que Gigi não entendia, só preocupava por coisas fúteis como cabelo e maquiagem.

 — Vo-você está me rejeitando? É isso? – a sua voz estava embaraçada, a sua expressão não era uma das melhores. – Como pode me rejeitar desse jeito? Sou uma modelo de sucesso, linda e cheia de contatos.

— Bem... – a tiro de cima de mim e faço um sinal para que ela ficasse calma. – Aqui está.

Mostro um envelope que estava guardado na gaveta, mesmo que eu seja um babaca mas no fundo, tenho uma boa consciência:

— O que é isso? – dou ombros, e ela abriu, leu, depois a sua emoção transformou-se uma felicidade explicita: – EU CONSEGUI UM CONTRATO A LONGO PRAZO COM A REVISTA VOGUE?

— É apenas um favor que lhe devo. – rio da sua reação, revirando os olhos.

— Eu te amo, meu Benjamin... – ela me agarrou, entrelaçando os braços ao redor dos meus ombros: – Deixa-me te recompensar...

Sorrio e selo levemente os meus lábios sob os seus mas de olhos abertos.

— Sim. Você é a única. – minto.

 

Continua...

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


.mil perdões pelos erros ortográficos e de concordância!
.o link está nos comentários :3 e boa sorte!
.bjssssssss


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