História Only -- Interativa - Capítulo 2


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Palavras 2.026
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


.oiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
.caramba, eu tinha feito a capa (uma pessoinha sem noção acabou apagando a original e refiz) e reescrito várias vezes, não sou muito confiante a relação da minha escrita, bem básica.
.bem curtinho o capítulo mas é para compreender o universo, os pensamentos das selecionadas (mil perdões se eu não conseguir seguir fielmente a personalidade delas, tentarei trabalhar mais a respeito disso), ainda não revisei, então, desculpa pelos erros de gramática.
.cada semana terá um cap. sobre cd 3 selecionadas, na semana que vem, terá o próximo.
.espero que gostem e tenham uma boa leitura!
p.s.: sorry se algumas partes ficaram curtas ou sem graça, tentarei melhorar isso.
...................
pq decodificar? inspirei escutando decode do paramore (a tradução é bacana), por isso coloquei esse título (combinou muito com a cena de um certo casal nesse mesmo capítulo), afinal, cada cap terá uma referência musical.

Capítulo 2 - ;decodificar - 01


Fanfic / Fanfiction Only -- Interativa - Capítulo 2 - ;decodificar - 01

  

Aalis Courtier Bellerose

 

Deitada sob a campina vivamente verde, os meus olhos azuis como o céu límpido estavam perdidos na imensidão incrivelmente azulada, não havia nuvens, o tempo estava perfeitamente perfeito. Para muitos, era somente o azul destacava ali no espaço celeste, porém, na minha visão, há azul-claro, azul-escuro, azul-pastel, azul-marinho, uma fantástica aquarela azulada.

Em uma cor, há milhões de cores.

— Lis...! – exclamara uma voz familiarmente infantil.

Levanto mais um pouco, curiosa, mas a menininha se jogara contra a mim, abraçando-me.

— Oh... – rio com o abraço desajeitado, a seguro retornando a sentar, colocando a pequena menina no meu colo. – Que foi, Bela?

— A mamãe explicou que se você for aceita, vai ficar longe de mim... – choramingou baixinho. – Mas... você vai estar num castelo mesmo? De verdade?

— É apenas um “se...” porque é difícil de eu ser selecionada para a Seleção. – acarinho o seu rostinho angelical.

— Lis! – censurou a pequena. – E esse “se...” for verdade? Você vai ser uma linda princesa e vai casar com um príncipe de verdade! Viver num castelo, viver felizes para sempre...

— Bela! – censurei, brincando.

— Papai concorda comigo, você é uma linda princesa e merece um lindo conto de fadas. – concluiu, esperta.

O assunto a respeito da Seleção fizera-me relembrar das perguntas constrangedoras contidas na inscrição, afinal, todas as garotas da província em que moro, se arrumaram e prepararam para as fotos e o vídeo sobre si mesma (fiquei envergonhada por dentro mas acredito que sai bem), às vezes, penso como eles reagiriam ao ver o meu rosto sorridente na tela e contando os passatempos prediletos ao longo da filmagem, é tanto assustador isso mas ao mesmo tempo, uma parte de mim deseja conhecer o palácio, a realeza, e... o príncipe Benjamin.

— Aalis! – o chamado do meu pai fez que eu voltasse ao mundo real, peço a Bela descer do colo e juntas corremos até a fazenda. – Eu acho que é aquela carta... Tem aquele selo real de Duskeclat... Deve ser...

— Não brinca!

— É verdade! – ele entrega o envelope rosado bem elaborado com as pérolas enfeitadas na moldura do selo, havia um D em maiúsculo no meio, o símbolo do reino estava desenhada no canto da carta. – Abra...

— Chegou a cartinha do príncipe? – Bela deu uns pulinhos de felicidade.

Mesmo com a animação do meu pai e da minha meia-irmã, eu estava nervosa, pensando que escreveram algo como “desculpa senhorita Aalis, mas não foi aceita” ou algo pior, eu sei que não é o fim do mundo mas seria meio que, chato.

— Vou ler isso lá no meu quarto... – mantenho a confiança nos meus brilhantes olhos azuis, sabia que essa atitude deixou os dois chateados mas eu precisava de um espaço para mim mesma.

Papai acena com a cabeça, compreendendo, até mesmo, entendendo o que passava na minha cabeça e chama a Bela para ver os cavalos, chego no meu quarto, simples e humilde, deito na cama de solteiro segurando a carta contra o peito e perco um pouco olhando o teto pintado de lilás, como estaria as outras garotas? As que foram aceitas? As que não foram aceitas?

Se eu fosse aceita? Se eu fosse a única? Lá vêm os desastrosos “Se...”

Quando começo pensar nos planos do dia seguinte, costumo utilizar os “Se...” como uma forma de sonhar, fantasiar com os improváveis e prováveis, é um belo desastre mas sentia tão livre a voar em algum lugar do mais além do horizonte, se os pássaros podem voar? Porque eu não posso também?

— 1... 2... 3... – faço a contagem regressiva antes de abrir o conteúdo real. – Já...!

Tiro o papel rapidamente e o leio mentalmente.

E acabo gritando de uma alegria incontrolável, pulando na cama, o meu cérebro parecia que iria explodir.

— Filha... – o meu pai e Bela chegaram preocupados mas se acalmaram quando viram que eu estava bem. – Lis, você...

— EU FUI ACEITA SIM! – berrei, eufórica.

Claro que os dois comemoram assim como eu.

Os organizadores ligaram para mim após a aprovação ainda no mesmo dia, falaram que um carro ia me pegar no final de semana, e iria viajar de avião (essa ideia assustou-me por causa extrema altura que iria voar mas coloquei na mente que NADA DE RUIM VAI ACONTECER) para o palácio de Duskeclat.

A minha madrasta entrara no meu quarto, sorrindo:

— Seu pai me ligou contando que foi aceita! – ela trabalha como coordenadora da escola a qual eu formei, sentou na beirada da cama, pensativa. – Meus parabéns, Lis... Afinal, é um sonho conhecer a família real.

— Sim... Às vezes, tenho a sensação que estou sonhando acordada. – digo devagar. – Será que vão gostar de mim? E...

— Não pense muito nesses “Se...”

— Tentarei.

Abraçadas, ambas presas nos próprios pensamentos e de repente, uma palavrinha invadira no meu coração, ainda era cedo mas eu sentiria muita falta daqui, do meu pai, da minha meia-irmã, da minha amável madrasta, do campo, do entardecer de Highlight.

Saudade.

 Que palavrinha melancólica.

 

 

 

Geórgia Soledad

 

Lembro-me de quando mamãe chegou bêbada, um dos seus pares de sapato estava com o salto quebrado, ela sempre foi impecável mas naquele momento estava imperfeita, rugas presentes e olheiras visíveis, ninguém estava em casa no momento apenas eu e mãe, seguiu até a cozinha e abriu a geladeira, pegou uma garrafa de vinho e olhou para mim — eu a observava do sofá cada passo dado pela mesma no silêncio dominante —, sorriu debochada.

— Gio... – soluçou. – Nunca passe rímel, a não ser que seja prova d´água.

Sem entender o porquê, ela concluiu:

— Porque borra principalmente quando você chora... os tolos ainda comentam: “o seu rímel borrou” e a vontade que tenho é falar isso... – vociferou sarcástica. – “Porque estou chorando, seus idiotas”!

Na época, eu não tinha entendido muito bem as suas palavras.

Agora, eu compreendo plenamente.

Não deveria ter passado o rímel.

Quadros; esculturas; música; turistas; admiradores; curiosos, são os adjetivos mais próximos definitivos a respeito do pequeno museu de vanguardas exóticas, é um dos nossos lugares preferidos, sinceramente, era. Algo roça a minha bochecha, viro o rosto curiosa e sou surpreendida por uma linda tulipa vermelha, ele sela rapidamente os seus lábios sob os meus.

— Brad... – rio baixinho mas no fundo, sinto nervosa.

— Colocaram uma nova escultura no segundo piso, vamos ver? – Brad puxou a minha mão, guiando-me até o segundo andar e aproveito esse instante para observar os seus longos cabelos castanhos selvagens, como a sua jaqueta de couro preta o deixava com a pinta de badboy, de repente, tímidas lágrimas escorrem pelos meus olhos verdes, enxugo sem chamar a atenção.

Acredito que borrei sem querer o rímel.

— Desculpa mas precisarmos conversar, é uma coisa séria. – afasto dele rudemente, e isso o magoara.

Mesmo por trás da imagem de badboy, Brad Tribbiani é uma das pessoas mais sentimentalistas que eu já conheci em minha vida.

— Diga.

Há certos momentos que não podermos fingir para nós mesmos que somos feitos de aço.

Eu não poderia fingir que sou feita de aço.

Não o tempo todo.

— Minha mãe me inscreveu para a Seleção. – falo devagar sem o olhar nos olhos. – E por conta disso, precisarmos terminar o nosso namoro.

— Essa é a Geórgia Soledad que todos conhecem, a inesquecível Geórgia! – não esforçou esconder a decepção, angustiado. – Quando anunciaram a competição, tive o receio que a sua mãe iria te mandar para essa disputa maluca pelo príncipe mas não esperava que você decidisse por si própria. – eu iria o interromper mas ele continuou: – Pensei que fosse diferente das demais mas pelo visto é mais uma interesseira pela coroa.

Foi terrível o escutar cuspindo essas palavras maldosas mas não expressei a mágoa, permaneci inexpressiva até o fim do seu discurso. Sem drama. Sem problemas. Resolva tudo de uma vez nesse exato segundo.

— Eu a amo, Gio.

— Brad... – tenho que ir embora, não posso borrar o rímel. – Também o amo... Mas acabou...

— Acabou. – ele suspirou. – Boa sorte na Seleção...

Brad foi embora tive impressão que ele olhou para trás.

E fiquei ali, sozinha, resolvi ir no tal segundo andar, quando cheguei, a escultura citada pelo meu ex namorado era um casal em forma de coração.

Suspiro e reparo que ainda segurava a tulipa presenteada, mais uma lembrança para ser guardada no fundo do coração.

 

Emillie Miller Moore

 

Na ponta dos pés, com os braços no ar, olhos fechados, a dor da bailarina é belamente silenciosa, o corpo inclinando para cá e para lá, giro. Solto um gemido baixo quando quase caio, paro a dança, sentando no chão, nos suspiros dolorosos.

Desamarro as sapatilhas de balé, velhas e empoeiradas, retiro e uma surpresa desagradável surge: quebrei a unha do dedão esquerdo. Acostumada com esse tipo de situação, não preocupei muito, levanto carregando as sapatilhas, mancando a direção dos bancos, os coloco ao lado da minha bolsa, abro a mesma e peguei os curativos para o ferimento, pouso o pé esquerdo no banco, e analiso que a unha ainda não foi inteiramente quebrada, engulo a dor.

Arranco a unha, por instantes ofego sofrendo, fecho os olhos, odeio ver sangue.

— Princesa... – levo um surto quando o meu pai se aproxima para conferir o meu novo machucado, nem percebi a sua chegada na sala. – Você é teimosa, sempre buscando a perfeição onde não existe.

— Tudo tem que ser perfeito. – resmungo ainda de olhos fechados, o meu pai acabou fazendo o curativo no final. – Obrigada.

— Hoje, nós vamos embora mais cedo, OK? – ele sorriu amigável, afastando. – Tente descansar os seus pés, por favor.

Aceno com a cabeça, aproveito para tomar um banho e trocar de roupa no vestiário, saio da sala de ballet ao finalizar as ações anteriores, desço das escadas com cuidado, passando pelo ringue de patinação, Athenaeum é província das Olimpíadas de Inverno, praticamente todos os esportistas que praticam essa categoria, vivem aqui, obviamente são da casta 2, por conta disso, o centro em que eu estou, é um dos maiores clubes no ramo olímpico, claro, possui também estúdio de balé aqui, honestamente, a vida de uma pessoa da casta 5 aqui é razoável.

— Céus, ele é lindo! – uma das patinadoras estava mexendo no celular e mostrando a foto para as outras. – Que pena, eu não fui aprovada na Seleção...

— Prefiro o irmão dele.

— O príncipe Damian é mais bonito, e óbvio, gentil. – a outra concordou. Geralmente, as garotas preferiam o príncipe Damian porque ele encaixava nos padrões da beleza duckeclatiana: bonitão, simpático, praticamente o típico bom moço.

Porém, eu nunca liguei para isso.

— Será que essa Seleção é armada? Soube que umas atrizes foram aceitas, nem cara de santa tem! – retrucou a mais nova delas.

— Cala a boca, Jules!

— Ainda bem que a treinadora não escutou as suas asneiras, Jules.  

— As inscrições são verificáveis, a Coroa não iria aceitar qualquer uma, você está é com inveja!

Quando você faz algum comentário, seja ofensivo ou desconfiado, a respeito da família real, as pessoas começam a infernizar a sua vida, criticando as suas atitudes e muitas delas, afastam de você. É como fosse uma praga contra quem não é a favor a monarquia ou quem é crítico da realeza, mas nunca fale mal de seus governantes perto de uma autoridade militar se não, será punido de uma forma terrível, até mesmo, estar morto. A expressão de liberdade é fragilizada.

Continuo caminhando a saída do clube olímpico, vejo o meu pai e juntos fomos a pé para a nossa casa, conversamos sobre várias coisas, percebi que papai estava mais animado do que o costume.

— Entre primeiro, filha. – o meu pai pede, e abro a porta, tranquila.

Estranho quando vejo que as luzes estavam apagadas, papai apertou o interruptor:

— SUPRESA!!! – a minha mãe e Molly gritaram segurando um cartaz escrito:

“MEUS PARABÉNS, FUTURA PRINCESA MILLIE! VOCÊ ENTROU NA SELEÇÃO!”

O meu pai me abraçou por trás enquanto Molly agarrou a minha perna, feliz, eu estava em choque, sem acreditar no anúncio.

— Estão falando sério? – fico inexplicavelmente insegura mas a famosa carta da Coroa Real estava sob a mesa. – É impossível. – afasto deles e vou para o meu quarto, incrédula.

Minutos depois, Molly surge com a sua coroa de princesa e ela a coloca em cima da minha cama, e sai sem dizer nada.

Havia um bilhete, letras tontas escrito: “VoCê É uMa PrInCeSa LiNdA”.

Enfim, sorrio.

Continua...

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


,bjsss e boa noite <3


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