História Only 2.0 - Capítulo 16


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Categorias The Maze Runner
Tags Ação, Amizade, Aventura, Elizabeth, Labirinto, Maze Runner, Minho, Newt, Romance, Teresa, Thomas
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Palavras 2.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oIEEEEEEEE!!!!
Como estão? Preparados para mais umm??
Espero que sim porque estão prestes a ler em...
5...
4...
3...
2...
1...

Capítulo 16 - S02 Capítulo 2


Elizabeth on

Assim que adentramos o banheiro, me apressei em entrar em um dos boxes e logo tirar aquelas roupas sujas. Teresa riu perante ao meu desespero e então tomou rumo, também, em direção à um dos boxes. Admito que senti falta disso, quer dizer, eu me banhava com a água da chuva que caía em minha cabana, mas nada comparado a essa água quentinha, ainda mais com sabão, creme para cabelo, shampoo, me sinto nas nuvens. Porém, não posso me deixar levar por essas coisas, essas pessoas podem estar ajudando, mas ainda sim, tem alguma coisa errada, sinto isso só pelo fato de ter flashes do rosto de Janson antes do labirinto, e nada que vem de antes do labirinto está certo. Estou com um nó na garganta, uma pulga atrás da orelha, preciso desabafar com alguém, mas não sei se falo com Newt, ou com Teresa, bom, com quem eu tiver melhor oportunidade primeiro.

Saio do boxe já vestida com ma calça de moletom cinza, uma regata branca e uma blusinha de mangas longas pretas por cima, sapatilhas também pretas. Vou até o espelho, penteio meu cabelo, deixando-o liso e então saio de lá, com ele molhado mesmo. Me olho no espelho notando minha aparência, leves roxos embaixo de meu olho direito e um machucado na bochecha, fora isto, devo dizer que pra quem ninguém nunca viu a si mesma—ou que no meu caso não se lembra de ter feito isto—, estou bonita, mas beleza não é algo com o quê eu vá me preocupar agora, perdi meus irmãos hoje, meus dois irmãos preferidos. Ver a morte de Gally e Chuck foi demais pra mim, tudo isso, fora o fato de estarmos presos em um lugar completamente estranho, em que não confio nem um pouco, está sendo demais para digerir.

—Elizabeth e Teresa.—um dos guardas bate na porta do quarto.

Olho para Teresa e então ambas fomos até a porta, encaramos o guarda, logo atrás dele, mais três guardas, tudo isso para nos chamar? Mas para quê?

—Precisam vir conosco.—diz o líder.

Teresa ia apenas segui-los em silêncio, mas seguro seu braço e encaro os homens de cenho franzido.

—Pra quê?—pergunto com voz firme.

—Senhor Janson pediu para que levássemos vocês até seus amigos, precisam fazer exames preventivos.        

—Exames?—cruzei os braços, ainda com as sobrancelhas arqueadas.

—Só queremos o seu bem.

—Liza.—Teresa sussurra meu nome e me olha.—Vamos.

Ela os segue, após bufas e respirar fundo, ainda muito desconfiada de todos aqui, sigo-os, e dou graças a Deus quando faço isso. Chegamos em uma sala branca em tons azuis, onde meu amigos estão, Minho está correndo em uma esteira com um dos médicos o analisando e fazendo anotações, me lança um olhar quando adentro a sala. Newt e Thomas estão esperando pelos médicos sentados, cada um em sua área, separadas por uma pequena prateleira com líquidos de cores diferentes. Vou até Thomas, ainda sendo seguida pelos guardas e por Teresa. Thomas se levanta da cadeira quando nos vê.

—Vocês estão bem?—pergunta lançando um olhar para Teresa, sem me notar muito, sinto que estou sobrando aqui.

—Se não fosse pelos idiotas que ficam nos seguindo o tempo todo, eu estaria muito bem sim.—falo e então olhamos os guardas, um médico fala com eles, então vem até nós com os quatro que seguravam armas o seguindo.—É como se nos vigiassem.

Assim que o médico chega até nós, se dirige à mim.

—Senhorita Parkeson?—pergunta. Oi? Como assim? Quem é Parkeson?

—Desculpe, como?—assim que falo aquilo ele olha a ficha em suas mãos novamente e arregala os olhos.

—Perdão, Elizabeth, você e Teresa devem vir comigo.

Teresa olha para Thomas e lança um lindo sorriso, apenas encaro o médico e falo conforme ele disse, mas quando passamos pela segunda parte em que está duas cadeiras e medicamentos, uma espécie de mini consultório, meu coração se acelera e simplesmente não me contenho, vejo Newt e vou até ele, o abraçando logo em seguida. Ele está mais bonito, deveras, um banho faz muita diferença na aparência de alguém, mas por que estou pensando isso?! O loiro se levanta da cadeira e recebe meu abraço com prazer e carinho ao mesmo tempo, por alguns segundos, sinto como se não tivesse mais mundo a minha volta. Droga, o que está acontecendo comigo?!

—Você ta bem?—ele pergunta ainda quando nos abraçamos.

—To e vocês? Se dilaceraram brincando com água?

Ele solta uma risada e teríamos ficado ali, abraçados por um bom tempo, se não fosse pelo bendito médico.

—Elizabeth.—chama o médico, então nos separamos, o olho fuzilando-o com o olhar.—Precisa vir comigo.

Eu ia respondê-lo de bom grado que faria o que quisesse e não o que me mandassem, e estava prestes a abrir a boca para dizer um monte de coisas que estavam presas na garganta, mas Newt toa meu ombro  então o encaro, sei que ele me disse com o olhar para segui-los, e eu nunca resisti a nada do que Newt me pedisse então, bufando os segui, ainda ao lado de Teresa, e ainda com aqueles guardas em cima de nós.

—Pode ficar aqui.

Ele apontou para onde Teresa deveria ficar. Era uma cadeira diferente, mais confortável. Ela ficou ali e enquanto eu ando ao lado do médico, os quatro guardas me acompanham até uma porta de saída. O médico entra e antes de segui-lo, dou uma olhada para trás, encarando Teresa, uma médica morena se aproximou dela e fechou as cortinas verde-água, deixando-as a sós. Assim que adentro a sala com o médico, vejo que ali era uma espécie de laboratório reservado, tinha uma maca, uma mesa com uma cadeira na frente e atrás, fora todos os medicamentos que ali continham em uma prateleira ao lado da mesa. 

—Sente-se por favor.—ele vai até a mesa e pega um estetoscópio.

Ainda muito atenta e desconfiada, sento-me na maca, ele vem até mim com uma prancheta e pronto para posicionar o estetoscópio.

—Vou fazer alguns exames físicos e emocionais.—avisa.—Sou um médico psicólogo, e nossos homens nos disseram que antes de deixar o CRUEL vocês tiveram duas perdas, que você e Thomas foram os mais abatidos pela perda.

—Todos os meus amigos ficaram abatidos pelas perdas.—respondo sem o mínimo de gentileza.—Eram meus irmãos.

—Tudo bem, vou fazer os exames físicos e então farei algumas perguntas, pode ser?

Sentindo meus olhos se marejarem, assinto. Ele ouve meu coração, pulmões e colhe um pouco de sangue para exames, em seguida me aplica um coquetel, não sei porquê, mas quando ele foi me explicar o que era eu o cortei e disse que sabia o que era. Por alguma razão, reconheci a maioria dos medicamentos ali.

—Prontinho, agora vou fazer algumas perguntas.—ele pede para que eu me sente na cadeira à sua frente e assim o faço, enquanto ele se senta na cadeira atrás da mesa.—Está pronta?

Assinto, mesmo que ainda esteja com medo das perguntas que estão por vir.

—Perdeu várias pessoas participando das provas do labirinto planejadas pelo CRUEL, tem lembrança de alguma coisa antes do labirinto?          

—E-eu...—sinto meus olhos marejarem ao lembrar do que aconteceu com Gally e Chuck.—... não, quer dizer, não exatamente. 

—Não exatamente.—ele repete.—O que isso quer dizer?

Encaro seus olhos, notando que ele quer muito mais do que ver se minha consciência está bem e se não preciso de ajuda, ele quer me arrancar verdades.

—Eu não me lembro de nada.—falo firmemente.—Isso que quer dizer.

—Ok então vamos para a próxima...

Ele fez algumas perguntas sobre minha relação com os outros, só excluiu o Newt e Thomas, deixando-os para o final.

—Thomas.—disse ele assim que terminou de anotar algo em sua prancheta.—O que Thomas é para você? Qual convívio que teve com ele?

—Mandaram Thomas para o labirinto poucos dias antes de nós sairmos de lá.—falo e ele me encara, esperando por uma resposta. Respiro fundo antes de responder.—Um bom amigo, um líder.

Ele anota e então eu solto a respiração novamente, já cansada desse joguinho de perguntas e respostas.

—A-5.—diz ele.

Não sei por que, mas de algum jeito, A-5 fez um clique em minha cabeça, como se eu conhecesse essas palavras à muito tempo atrás.

—O que disse?—perguntei, desencostando minha cabeça do apoio atrás da cadeira.

—O CRUEL denominou Newt, como objeto A-5.—fala e então me encara.—O que Newt é para você e qual o convívio que teve com ele?

Fiquei tão perplexa com a pergunta que não tive coragem de responder, aliás eu não sabia o que responder. Um amigo? Não, eu não sabia que tipo de amizade tinha com Newt, era uma amizade estranha das que eu tinha com os outros. Estava perdida em meus pensamentos, sem saber o que dizer, mas minha sorte foi a de a porta ser aberta e Janson adentrá-la logo depois com algumas pastas amarelas.

—Obrigada senhor Watson, eu assumo daqui.

O médico deixou sua prancheta pegou seu jaleco e se retirou sem dizer mais nada. Janson esperou ele sair e fechou a porta, logo em seguida sentou-se e me encarou.

—Desculpe por tudo isso Elizabeth, espero não ter sido um incomodo...

—O quê?! O fato de estar sendo vigiada por quatro brutamontes armados ou de ser obrigada fazer exames estúpidos e sem sentido?!—acho que o convívio com Minho fez meu sarcasmo volta à flor da pele. 

—Tanto os guardas quanto os exames são necessários para o seu bem... afinal, foi uma garota solitária na clareira por muito tempo, viver cercada de garotos, fora todos os vínculos e perdas pode afetar seu psicológico muito mais do que a dos garotos.—completou e então deixou algumas folhas em cima da mesa, e eu reconhecia aquelas folhas, eram meu exames de DNA com os de Gally, os exames que guardei quando cheguei na clareira.—Achamos isso nas suas coisas, desculpe se nos intrometemos mas você não foi a única, precisávamos saber mais sobre o CRUEL e o que fizeram com vocês. 

—Por que me trouxe isso?—perguntei entredentes.

—Bom, acho que tento você quanto Gally devem ter se perguntado todos esses anos se as informações aqui eram verdade.—encostou-se na cadeira enquanto eu o encarava.—Apenas queria te confirmar isso.

—O quê?

—Gally era seu irmão de sangue.

Fiquei alguns segundos em silêncio digerindo aquilo. Então era verdade, a única família sanguínea que já tive está morta.

—Sei que deve ser difícil perdê-lo assim.—Janson prosseguiu.—Mas ainda há uma pergunta que queria lhe fazer.

O encaro com os olhos marejados.

—Suas lembranças.—isso atenta minha curiosidade.—O CRUEL deixou algumas informações para trás, informações que conseguimos recuperar... sua ficha dizia que não foi completo o processo de dissipação de memória. 

—O que isso quer dizer?—perguntei, meio que desesperada.

—Quer dizer que suas memórias podem voltar aos poucos.

Isso foi um baque para mim, então as sensações e dores de cabeças, os flashes eram memórias? Tudo o que eu vi, aconteceu de verdade.

—É por isso que preciso saber...—ele volta a dizer.—... o que você se lembra do CRUEL?

Ergui a cabeça e respirei fundo, contendo minhas lágrimas.

—Me lembro de ser mandada pro labirinto por eles.—respondo firme encarando o chão.—Me lembro de ser levada até o labirinto e de ser obrigada a lutar pela sobrevivência... lembro de fazer amigos e perdê-los pros verdugos!—falo alto, sem a intenção de gritar.—Me lembro de ser usada como uma ratinha de laboratório!

Ele me encara sem expressão alguma, enquanto eu já derramava algumas lágrimas curtas e não muito molhadas.

—Não está encrencada, só estou tentando entender.

—Mas que droga, entender o que caramba?!—grito me levantando. Dou as costas para ele, limpando minhas lágrimas com força e respirando fundo.

—De que lado você está.—respondeu também se levantando.

Me viro para ele de vagar e o fito ainda muito confusa, com uma dor no peito sem concerto e ainda muito desconfiada.

—Eu vi pessoas boas morrerem, algumas tentando me salvar!—falo calmamente.—Meus amigos morreram... meu irmão morreu, tudo o que eu tenho são os que ainda estão aqui.—fito o chão e então redireciono o olhar para ele novamente.—Estou do lado deles.

Meu olhar e pulso firme, e o tom de voz fixo no que tinha a dizer, fazem ele dar uma última olhada para suas pastas, anota algo nelas, dá um meio sorriso e então, olha para mim.

—Ótimo está liberada.

Fico completamente confusa, como assim liberada?

—E-espera o quê? Era só isso?

—Pode se juntar aos outros, seus amigos e comer, tem cerca de meia hora antes do toque de recolher para voltar para cama.

Se levanta e abre a porta para mim.

—E não se preocupe com os guardas, dois deles te levarão até o refeitório e e então será deixada em paz ao lado de seus amigos.

—Espera aí.—ele me encara.—O que quis dizer com outros?


Notas Finais


Xonei nesse aqui gentiii!
E vcs? O que acharam? Muito amor pro nosso casal? Quem shipaaa??
Olhem só, queria agradecer, já estamos nos 46 favoritooos!!!!
Espero seus comentários e até a próxoima, amo vcs!!!♥


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