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História ONLY A GIRL — namo - Capítulo 6


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Capítulo 6 - .lago dos horrores, roda mais que gigante


Algo que Nayeon percebeu era que Momo sempre tentava ficar ao seu lado, conversar e se reaproximar, o que para Changkyun era péssimo.


Era ele com quem Momo deveria estar preocupada, com quem deveria estar conversando, de braços dados e dividindo um algodão doce. Entretanto, era com a sua irmã que ela queria estar.


Talvez a amizade fosse boa sim, Nayeon era uma ótima pessoa, poderia falar bem de si para Momo e fazer com que a japonesa se encantasse. Ele precisava agir mais naturalmente como a irmã... Poderia usar um óculos como o dela, se interessar pelos assuntos do grêmio ou ter uma amiga fora do time.


Ou então ser naturalmente ele mesmo... Isso se Kihyun não tivesse bebido além da conta e estivesse atrapalhando os planos de todos no parque. Im o segurava pela cintura, com o braço ao redor de seu pescoço, praticamente o carregando.


Pararam na barraca de salsichão e compraram três, além de uma água com gás para dar ao Kihyun. Nayeon procurava qualquer outro ponto para não se constranger enquanto ao lado de Momo.


Ela estava tão linda naquela noite; parecia que a lua tinha pintado o céu só para lhe dar um banho de luz, o que a deixava ainda mais reluzente, fora o sorriso que não saía de seus lábios. A última vez que Nayeon viu Momo tão animada fora na noite de sua estreia como Hérmia em "Sonho de Uma Noite de Verão".


Ao terminarem seus lanches, Momo deu a ideia de irem ao Lago dos Cisnes, que era basicamente um longo corredor simulando um rio em que casais usavam um pedalinho em formato de cisne para o atravessarem.


Não havia fila nessa atração, apenas uma moça que os permitia entrar. Momo estava quase entrando no pedalinho de Nayeon quando Kihyun se jogou ao lado da garota, obrigando a japonesa a ficar no cisne da frente com Changkyun.


Nayeon revirou os olhos e cruzou os braços, colocando os pés nos pedais e iniciando os movimentos com as pernas quando Momo e Changkyun fizeram o mesmo na frente. 


Kihyun estava estragando a noite de todo mundo. Ele nunca foi desagradável para Nayeon apesar das poucas vezes que o viu dormir em sua casa, mas na noite do parque ele estava impossível.


Pelo menos a ajudava a pedalar para cruzarem o rio...


No cisne da frente, Momo e Changkyun pareciam se dar muito bem. Ouvia-se bem baixinho um fio de conversa, algo sobre passeios de bicicleta que a japonesa dava em sua cidade natal.


Nayeon poderia continuar escutando se Kihyun não tivesse posto o braço ao redor de seus ombros. A aproximação do nadador a incomodava, mas ela esperaria um pouco antes de repreendê-lo; além de bêbado, ele não faria nada que a perturbasse.


— Você acha que eles vão namorar?! — perguntou Kihyun.


— Por que a pergunta?! — Nayeon mantinha o ombro abaixo da axila de Kihyun para mantê-lo distante, o que não ajudava muito.


— Porque eles formariam um belo casal. Pensa, a Momo é super bonita, atriz em ascensão, e o seu irmão futuramente vai ser um nadador incrível.


— Está apaixonado por meu irmão?! — Nayeon se sentou mais na ponta do pedalinho, o que fez Kihyun se aproximar mais e colar ainda mais os seus corpos.


— Ele não faz o meu tipo — Kihyun se virou e segurou com força o pescoço de Nayeon, pondo a mão por baixo de seu vestido, entre suas coxas —, mas sei de alguém que faz.


Kihyun se forçou para frente com o objetivo de beijar Nayeon, que tentou desviar mas se desse mais um movimento, cairia na água. Im o deu um tapa ao rosto e parou de pedalar, freando bruscamente e saindo do pedalinho.


— Você já encheu a minha paciência, Kihyun. Vai se foder, seu nojento de merda! — os gritos de Nayeon fizeram o casal na frente parar e olhar o que estava acontecendo.


Viram Nayeon dando as costas para o pedalinho e saindo da caverna. Changkyun ainda se levantou e pegou Kihyun pela gola da camisa, perguntando o que ele tinha feito com sua irmã. Teve como resposta a camisa vomitada, o que o fez largar o amigo no chão, na água.


Changkyun tirou sua jaqueta para retirar a camisa. Com a raiva que sentia, acabou jogando a peça no lixo e cobrindo-se apenas com a veste de courino, indo atrás da irmã e a segurando pelo pulso.


— O que ele te fez?! Ele te machucou?! — Nayeon apertou o cenho embaixo do óculos e negou com a cabeça. — Me diz, o que ele te fez?! Eu vou quebrar a cara dele!


— Nada, esqueça isso, vamos em algum outro brinquedo — Momo se pôs logo atrás de Changkyun, observando Nayeon em preocupação. 


— Podemos ir pra casa se você quiser, eu não me importo com isso.


— Eu sei me virar, Changkyun. Podemos falar de outra coisa?! Eu quero ir na roda-gigante, Momo também quer?! — Nayeon perguntou para desviar do irmão.


A japonesa fez que sim com a cabeça e se encaminhou com Nayeon para a enorme fila da roda-gigante. Changkyun ficou parado pensando se deveria voltar ao Lago dos Cisnes para tirar perguntas a Kihyun ou enchê-lo de socos, mas o chamamento da irmã o distanciou dos inoportunos pensamentos.


Esperaram por cerca de vinte minutos na fila para conseguirem entrar, quando já estavam prestes a entrar, um homem enjoado por algo que tinha comido saiu da fila, o que frustrou os planos de Changkyun em ir com Momo, já que ele precisou ir com um garotinho que dizia "por favor, tio, venha comigo".


Changkyun não pôde dizer não à criança — apesar de querer —, e deixou Momo para ir com a sua irmã, o que com certeza seria ruim para ele e muito bom para Nayeon.


Apesar de ter Hirai ao seu lado, Nayeon ainda estava distante pensando em Kihyun. Ela olhava para baixo, para as pessoas pequenininhas como formigas, e balançava os pés para fora do assento, buscando algo que tirasse o garoto de sua mente.


Encontrou esse algo pela fala de Momo:


— Não seria divertido se a roda-gigante parasse aqui em cima, como nos filmes?!


Nayeon não sabia o que responder; se dissesse que sim, estaria confirmando que gostaria de ficar sozinha com Momo, se respondesse que não, faria-a pensar que não significou nada para ela.


— Não sei... — intermediar na situação era melhor do que dar uma resposta direta.


— O que Kihyun fez?! — Momo a encarava tão firmemente que fazia sua pele arder.


— Ele tentou me beijar e... Pôs a mão embaixo do meu vestido.


— Que cretino! Sempre soube que ele era um merdinha — Momo soou mais agressiva do que apenas uma menina indignada com uma situação de assédio, dando um soquinho na alavanca que travava as duas passageiras. — Ele estava muito bêbado, hum?!


— É, eu sei, mas isso não é justifica. As pessoas bebem para ter com o que jogar a culpa do que seu eu interior sente vontade de fazer. A bebida é só um pretexto para que possamos libertar nossos demônios, precisamos culpar alguém pelos nossos erros.


— É, a bebida liberta nossos demônios para que façam o que quiserem — Nayeon a olhou nos olhos, vendo uma Momo com um sorriso casto, com uma fala distante que a de óculos sabia bem ao que remetia. — Posso te perguntar uma coisa?!


"Por favor, não seja sobre o acampamento, não seja sobre o acampamento, não seja sobre o acampamento" — pensou Nayeon.


— Sim.


— Você já ficou perto de uma pessoa só porque ela era muito próxima de alguém que você gosta?!


Nayeon sentiu um aperto no peito seguido de dúvida. Agora ela não sabia se Momo falava sobre ela ou sobre o irmão. Merda, Jeongyeon tinha razão! Ela entregou a japonesa de bandeja para Changkyun, Hirai a tinha esquecido, era o fim, era o fim!!


— Acho que... Não...


Momo fez que sim com a cabeça, segurando a alavanca e mordendo o lábio inferior, inquieta como alguém que precisa tirar todas as suas dúvidas antes de acertar a resposta.


— Seu irmão é legal — Momo mudou de assunto quando a roda-gigante se aproximou do chão. 


— É... — Nayeon queria se bater neste momento.


— Mas eu gosto mais de você — e dito isso, Momo suspendeu a alavanca para sair da roda-gigante e dar lugar a outro alguém que se aproveitasse do tempo sozinho para se declarar nas alturas.



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