História Only Dream - SwanQueen - Capítulo 1


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Swanqueen
Visualizações 72
Palavras 2.648
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Vida


Fanfic / Fanfiction Only Dream - SwanQueen - Capítulo 1 - Vida

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X

Emma

Cinza era a cor do céu em minha janela naquela tarde. O tempo estava feio, fechado, e o relógio parecia quase não andar.

- Terra para Emma. - Ouvi a voz de Ruby me tirando de todos os meus pensamentos.

- Oi... desculpa eu estava distraída.

- Eu percebi. Eu precisava de mais umas cópias dos documentos.

- Eu tiro sem problemas. - Falei pegando as pastas de cima da mesa, fui até a copiadora, ajeitei as coisas e cliquei em tirar cópias. E foi ai que o idiota do Killian encostou ao meu lado.

- Quer ajuda ? Sei que para você pode ser bem difícil tirar as cópias.

- Está tudo bem, não sou retardada. - Falei de forma grosseira.

- Não quis dizer isso, só que posso ajudar se precisar. - Revirei os olhos afinal Killian achava que eu era incapaz, na verdade a maioria ali achava isso, e que eu só trabalhava naquele lugar por que Ruby era a dona, mas eu era competente, e eu era muito mais do que todos podiam ver sem dúvidas. Terminei as maldita cópias e voltei pra sala de Ruby.

- Porque a cara fechada ? - Ela perguntou assim que me aproximei.

- Nada demais, o mesmo de sempre.

- Killian ?

- É, eu não sei qual o problema dele, me irrita.

- Ignore, pensa pelo lado bom, hoje é sexta feira. Vamos ficar em casa dois dias livre dele e de tudo aqui. - Ela se inclinou e me beijou a testa.

- Ok. - Ruby era sem dúvidas tudo o que eu tinha, era quem me tratou como da família e eu era grata por isso, afinal, eu não sei o que eu faria sem ela. As horas passaram até que rápido e logo estávamos em casa, minha irmã estava fazendo a janta e eu estava no sofá. Alcancei meu celular, estava tão entediada, entrei na play story e baixei um app de bate-papo bem aleatório. Entrei sem cerimônias. MisSwan. Pelo jeito nem assim eu sairia do tédio, fiquei olhando para o teto por vários minutos até que meu celular vibrou. Olhei na tela e uma conversa, alguém queria falar comigo. Abri imediatamente.

- Olá, Miss Swan. - O nome era apenas Mills.

- Olá, Mills.

- Difícil as pessoas entrarem com fotos aqui. O que uma loira tão linda assim faz perdida em um aplicativo tão vazio.

- Tédio. E porque vazio?

- Você não parece o tipo que está embusca de sexo só por uma noite. - pronto entrei em um aplicativo de sexo.

- KKK. - Dei risada, afinal, eu não sabia o que falar.

- Baixou errado ?

- Queria apenas conversar um pouco, sexo hoje a noite está muito além das minhas espectativas para esta sexta feira.

- Kkkkkkk, o que acha de conversarmos pelo whats ? Posso ser educada e uma boa cia. - Dei risada do que ele disse e passei meu número e logo apareceu uma mensagem no whats, abri e era uma mulher. - Olá miss Swan. - Eu pelo jeito havia entrado no app certo para Ruby e não pra mim. Dei risada sozinha.

- O que houve ? - Ruby perguntou sentando ao meu lado.

- Baixei um aplicativo de bate papo que era para sexo casual e pelo jeito é um app lésbico.

- Como assim ? - Entrei na foto do perfil do whats da moça e mostrei a Ruby. Ela sorriu. - Que mulher maravilhosa, isso não acontece comigo, passa o contato dela para mim Emma que eu resolvo o seu problema de ter entrado no app errado e o dela de querer sexo.

- Não. - Falei olhando a foto. E Ruby franziu a testa.

- Que ? - Deu risada.

- Vou conversar com ela não tenho nada a perder. - Falei e me voltei para o celular, até então eu era hétero, mas eu não precisava mudar minha opção sexual eu podia apenas arrumar uma amiga.

- Olá, senhorita Mills.

- Senhora, sou casada. - Eita porra, o buraco era bem mais embaixo do que eu esperava. - Mas pode me chamar apenas de Regina.

- Prazer, sou Emma. - eu estava estarrecida, ela era casada e estava em um site de sexo casual.

- Mas então loirinha, o que fazia perdida lá ?

- Tive um dia ruim.

- Sou toda ouvidos.

- Colegas de trabalho idiotas que me acham incapaz. - falei olhando pra mim mesma naquele minuto, eu já me senti incapaz por longos períodos, mas eu não me sentia assim agora. Eu sabia que eu era muito mais do que os olhos podiam ver.

- Homens ?

- Sim.

- São sempre assim, nos tratam como bibelôs. Meu marido é assim, um babaca na verdade. - Marido ? Pisquei várias vezes que merda era aquela.

- Marido ? Você está no app certo ?

- Kkkkk, sim, vou resumir, sou casada há vinte anos, meu marido é um idiota, temos um filhos juntos Henry, e só por isso ainda estamos juntos, baixei o aplicativo por curiosidade e sai com algumas mulheres e achei bem interessante, o sexo tem que ser casual porque sou casada e não tenho tempo para ser amante fixa de ninguém.

- Eu entendo. Quantos anos você tem ?

- 40 e você ? - olhei novamente a foto aquela mulher não parecia ter quarenta nem aqui nem na china.

- 22

- Um neném ainda, meu filho tem a metade da sua idade. Era para eu ter uma menina quase da sua idade, porém aconteceram umas coisas.

- Quer falar disso ?

- Não tem muito o que falar, minha filha foi roubada na maternidade. Não é meu assunto preferido. Mas hoje tenho o Henry que é meu mundo. Mas olha só o que conseguiu em um app de sexo, uma senhora de meia idade desabafando da vida.

- Podemos ser amigas. Porque não ?

- Sim, até porque o sexo casual já não ia rolar com você sabendo tanto assim de mim.

- Sim. - Eu não ia contar que eu era hétero. Afinal isso não ia sair do virtual jamais.

- O que faz de bom? Podemos nos ver e tomar um vinho. Meu marido está fora hoje estamos apenas eu e meu filho, e já que não vai rolar sexo. Podemos nos ver e sei lá. - Merda merda merda

- Que foi maninha?

- ela quer vir aqui.

- Como assim?

- Disse que quer conversar. Mas eu nem sei quem ela é. E eu não quero....não quero que ela .. não quero que ela me veja ... Não quero que veja que eu não tenho uma perna e que estou em uma cadeira de rodas. - Falei e uma lágrima rolou. Fazia uns meses que eu estava nessa situação e só não me matei porque minha irmã não deixou mas eu não me sentia bem na minha situação. Em uma cadeira de rodas, e o fato de todos no serviço me tratarem como inválida acabava com qualquer confiança que eu tivesse em mim mesma.

- Emma você é uma mulher linda, inteligente, e se vão apenas conversar relaxa e mesmo que fossem transar, você é linda.

- E sem uma perna, e numa cadeira de rodas.

- Isso foi uma fatalidade meu amor, e assim que as cicatrizes estiverem boas vamos atrás da prótese.

- Daí eu vou ser um maldito pirata. - falei rindo e chorando.

- Chame ela para vir, será bom alguém diferente, pode fazer bem. - Ela falou e eu respirei fundo e apenas mandei a localização. Eu estava em choque, odiava lembrar do acidente, não me arrependia de ter perdido a perna pois se não fosse isso Ruby teria morrido, eu só salvei minha irmã porque perdi a perna.- Se eu pudesse voltaria no tempo pra que isso não tivesse acontecido com você.

- Não me arrependo Ruby. - Respirei fundo. - Já mandei a localização, se ela for uma louca a gente mata ela e esconde o corpo.

- Ok - Ela deu risada. Me ajudou a cobrir as pernas com uma coberta, foi preparar algo afinal falei do filho da Regina para ela, eu que normalmente era tão calma em menos de meia hora arrumei uma mulher casada, bissexual pra ir até a minha casa com o filho.

...

Off

Estávamos indo viajar, e eu estava tão feliz. Era nossa primeira férias juntos, eu amava demais Mary e David, eles me adotaram quando eu era uma criança e eram os melhores pais que eu poderia ter, e ainda ganhei Ruby. Presa em meus pensamentos perfeito por um segundo e um forte estrondo e o carro girou várias vezes, capotou, e eu não conseguia nem me segurar, uma forte dor em minha cabeça olhei e eu não estava mais dentro do carro, eu fui jogada para fora dele, eu estava confusa, olhei em volta e o carro começava a pegar fogo, eu tentei me aproximar mais senti algo prendendo minha perna, olhei para baixo e haviam ferragens de outro carro sobre minha perna que sangrava , havíamos batido em alguém. Olhei pro nosso carro e Ruby pedia por socorro, nossos pais parecia m desacordado pois estavam quietos, eu tentava me soltar mas sentia minha pele rasgar consegui apoiar e ver que estava muito pior do que eu achava, minha perna havia sido esmagada, e eu sabia que agora era uma merda eu tinha pouco tempo, a fumaça no carro subia. Foi aí que prendi o ar e comecei a puxar minha perna, a dor era imensa. Sentia minha pele ser triturada. Rasgada. Finalmente me soltei, eu havia ficado tonta de tanta dor, mas sigo me arrastando como poço, e quando me aproximo encosto em meus pais, e eles não tinham mais batimento, foi então que ajudei Ruby a sair e ela me ajudou a ficar em pé, me apoiava e me puxava. Eu não sabia o que sentir.

...

On

Fiquei não sei quantas horas ali presa naquele passado tão próximo e infelizmente a ausência da minha perna não me deixava esquecer nem um segundo daquele dia. E não demorou ouvimos o carro parar, Ruby se levantou e foi para porta e eu dei um jeito de arrumar minha perna de uma forma como se eu estivesse sentada sob uma delas, assim mesmo se eu tirasse a coberta ela não veria. Logo ouvi vozes e eles vieram e a morena segurava um garoto pela mão que olhava a casa encantado. A mulher vestia um vestido tubinho preto bem justo e uma garrafa de vinho na mão, ela me olhou e sorriu.

- Não precisa se levantar, sua irmã disse que você caiu e está com uma pequena lesão na coluna. - Olhei para Ruby que piscou.

- Prazer. - Falei e ela veio me dar um beijo no rosto e um leve abraço, e o garoto fez o mesmo. E se sentaram.

- Ei garoto, o que acha de ir comigo na nossa sala de jogos ?

- Vocês tem uma sala de jogos ? - Henry perguntou empolgado para Ruby.

- Sim, temos diversos jogos.- Ele levantou no pulo e pegou a mão dela sem nem pensar. E ficamos as duas sozinhas. Eu estava tensa, confusa, era um misto de várias emoções dentro de mim. Ter uma amiga seria algo positivo, mas consegui essa amiga de uma forma nada tradicional.

- Miss Swan. - Ela falou de forma tão sensual que fiquei sem graça. - Porque tanta coberta ?

- Me sinto mais a vontade. - Falei rápido e ela sorriu. - Onde tem taças? - Ela perguntou abrindo a garrafa de vinho. - Já que vamos nos conhecer vamos fazer isso direito.

-

- Ok, na cozinha no armário em cima da geladeira tem taças. Não sei se você vai alcançar.

- Eu me viro. - Ela levantou, piscou para mim e seguiu andando, aquela mulher devia fazer estragos por aí, era linda e sedutora. Não demorou muito e ela voltou com duas taças, me serviu e se sentou novamente. - Bom por onde começamos? - Ela falou antes de bebericar um pouco do vinho.

- Me diga algo que ainda não fez mas tem vontade !

- Sexo dentro de um elevador... Sexo em Paris... Sexo dentro de um avião...

- Sempre vai ter sexo ?

- Ok, queria mais um filho mas meu marido é um caso perdido. E eu com a idade que tenho também serei um.

- Já pensou em adotar ?

- Já mais Robin não gosta da idéia de criar uma criança que não seja sangue dele.

- Como assim? Ele acha errado ? - perguntei e ela ficou quieta e passou a mão no pescoço.

...

X

Regina

A garota sentada no sofá era linda, eu facilmente dormiria com ela, mas talvez eu precisasse mais de uma amiga do que de uma transa. Talvez este fosse o problema, meu casamento era baseado em algumas transas, e meus relacionamentos extra conjugais também eram apenas baseados em sexo, pelo visto eu já sabia meu problema e não resolvia, minha vida era bem vazia na verdade, tirando Henry e a lembrança de Hope o que mais eu tinha na vida?

- Você não parece ter quarenta!

- Diga isso há minha coluna. - Falei rindo.

- Bobeira, uma boa massagem resolve tudo e qualquer problema, eu posso ajudar fiz alguns cursos pra me distrair de uns problemas.

- Massagista?

- Quase isso. - Ela falou fazendo um gesto pra que eu virasse de costas para ela. E assim o fiz. E ela se ajeitou, fui virar e ela não deixou. - Paradinha senhora Mills.- ela passava seus dedos com devida força e delicadeza, contornava meu pescoço com cautela e eu teria os músculos se soltando e as articulações estalando, suas mãos eram deliciosamente perfeitas.

- Meu marido acha que um filho de outra pessoa é de outra pessoa e pronto, ele não tem esse espírito de querer adotar alguém e tornar esse alguém parte de você.

- Ele é idiota. - Ela riu. - Desculpa mas ele é idiota. - Sentia suas mãos descendo para minhas costas, suspirei e senti suas mãos entrando por sob minha blusa, e seus dedos tocarem a minha pele, era um misto de tantas coisas ali naquele pequeno momento que eu me afastei.

- Eu preciso ir ao banheiro. Onde fica? - Me levantei com a seriedade que eu podia e ela apenas explicou e eu fui ajeitando minha roupa e assim que entrei no cômodo fechei a porta e lavei o meu rosto na água fria em busca de me acalmar e entender tudo que eu precisava entender. Talvez fosse a carência por um casamento morno, e convenhamos que uma loira dos olhos verdes, linda, encantadora, com aquelas mãos deliciosas mexeria com qualquer uma. Fiquei ali por mais alguns momentos e quando voltei para sala Henry estava sentado ao lado dela, conversando.

- Ruby precisou sair. Teve uma emergência com uma amiga dela. - Emma falou quase que explicando o porquê meu filho estava ali.

- A Ruby é muito legal, ela disse que posso chamar ela de tia. - ele falou empolgado, Henry era um garoto especial, amável, antencioso, um tesouro.

- Ela é mesmo e adora crianças, principalmente as que jogam vídeo game.

- Ela é uma garota e joga muito bem. - ele completou.

- Ela adora jogos desde pequena. - Me sentei ao lado do meu filho, e eles escolheram um filme na tv, me ajeitei no sofá e Henry ficou entre nós e eu pedi um desculpa e Emma sorriu, e afagou o cabelo do garoto, que deitou perto dela, eu estava ficando louca mas aquilo me parecia tudo tão perfeito. Queria ter esse tipo de convívio com Robin mais infelizmente nunca aconteceu. Me voltei para tv novamente, eu estava um pouco cansada e cochilei algumas vezes, era o que me faltava dormir ali no sofá da garota.


Notas Finais


Oieeee sorriu a baixa revisão tem dez capítulos escritos e vou ir corrigindo apos postar...espero que curtam a fic....


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