1. Spirit Fanfics >
  2. Only friends >
  3. Capitulo Um

História Only friends - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Espero que aproveitem a história. Estou adorando escreve-lá.
Comentem, compartilhem. Vamos interagir.
XOXO
*A história tbm se encontra no wattpad*

Capítulo 1 - Capitulo Um


 

LAURA 

15 DE OUTUBRO DE 2018 

Estava sentada sobre a areia da praia, o vento batia em meus cabelos, os bagunçando ainda mais. Dei uma tragada profunda em meu cigarro, que já estava no fim. Observei atentamente as ondas indo e vindo, se chocando em algumas rochas. Soltei a fumaça lentamente pelas minhas narinas e boca. A fumaça se misturava ao ar, indo para longe e sumindo. Queria eu por alguns instantes desaparecer.

Levantei, bati as mãos em minha calça que estava cheia de areia. Apaguei o cigarro, colocando-o no bolso da calça, para não jogá-lo na praia. Peguei meu celular, haviam 5 chamadas perdidas de Peter, 6 de Anne e 11 do meu pai. Eram 4:37 da manhã, não queria retornar para eles agora. Só queria espaço, era isso que eu precisa, depois do que aconteceu. Olhei a minha volta, não havia ninguém, na praia, na rodovia que passava ao lado. Só eu, o mar, as estrelas, a lua e talvez alguns animais.

Precisava esfriar a cabeça. Tirei minha calça, minha jaqueta e camiseta, ficando apenas de roupas intimas. O vento gélido tocou minha pele, me fazendo arrepiar. Respirei fundo, tomando coragem e corri na direção do oceano. 

A água fria me abraçou por completo. Meus dentes começaram a bater, mas isso não ia me fazer sair dali, de jeito nenhum. O incomodo que a temperatura baixa me causava, não chegava perto do que estava me machucando por dentro. Soltei o ar preso em meus pulmões. Respirei fundo. Imergi e nadei sem rumo. Quando vi que não tinha mais fôlego, fui para a superfície, respirando desesperadamente. Olhei em volta e percebi que estava longe do litoral. Era hora de voltar, eu sabia que estava perigoso. Meu medo era enfrentar tudo que me aguardava quando eu, voltasse. Sai dos meus devaneios com alguém gritando pelo meu nome.

"Laura!! Você está muito no fundo"

Ri ouvindo aquilo, parecia minha mãe quando íamos a praia quando eu tinha apenas 5 anos...

Nadei devagar até a areia fofa. Olhei para a pessoa a minha frente e ri abafadamente.

"Não faça mais isso. Seus lábios estão roxos." - me olhou com seus olhos verdes, cheio de preocupação, enquanto segurava meu rosto.

Seu toque fez minhas bochechas corarem, me fazendo tirar suas mãos do meu rosto e ir em direção as minhas roupas.

"Estou bem Peter. (respirei fundo) Como sabia onde eu estava?" - Disse enquanto colocava minha camiseta e o encarava de canto de olho, esperando que me explicasse como me encontrou.

"Bem... (coçou a cabeça) Aqui foi onde... (colocou as mãos na cabeça, jogando seus cabelos para trás enquanto olhava para o céu, em um gesto preocupado.) Por favor Laura, você sabe muito bem o que aconteceu aqui." - Me olhou fixamente nos olhos.

Eu estava um pouco ofegante por ter nadado bastante e agora, estava pior, porque meu coração pulava no meu peito, e eu tinha que disfarçar, prendendo a respiração. Não queria falar sobre aquilo agora, foi um erro, eu sei. Eu sei que ele concorda comigo.

 Soltei o ar de uma vez, desviando do seu olhar sobre mim.

"Ok... Me desculpe, por ter sumido." - olhei para ele, com os olhos marejados e a boca semi aberta. Minhas mãos e meu corpo tremiam. Não sei se era por causa do frio, ou por causa do meu nervoso nesse instante.

"Eu sei que as coisas estão difíceis, que não é tudo mais como antes" - suspirou " Mas, quero que saiba, eu sempre estarei com você, mesmo que você me distancie, me xingue e diga coisas horríveis pra mim " - respirou fundo e olhou para o chão "  Eu sou seu, melhor amigo" - disse com pesar "Vamos passar por isso juntos, eu prometo. Eu te amo" - me olhou nos olhos profundamente "Seu pai te ama, Anne te ama e varias outras pessoas. Você não pode fazer isso com a gente, por favor." - suplicou.

Não me contive e o abracei, chorando tudo que tinha segurado nessas longas 6 horas. Ele afagou meus cabelos e beijou o topo da minha cabeça.

"Vamos, seu pai esta preocupado também. E você esta encharcada" - soltou uma risada nasalada.

"Mas eu não posso largar minha moto aqui..." - olhei para ela com pesar.

"Eu prometo que venho buscá-la, ela estará na sua garagem hoje mesmo. Agora, vamos?" - me estendeu a mão e eu a peguei.

Caminhamos até seu carro, que estava parado no acostamento da estrada.

"Não quero molhar o banco." - torci os meus lábios em preocupação.

"Laura, por favor, você nem está tão molhada assim" - disse ele do outro lado do carro, abrindo a porta do motorista. "Não me venha com desculpas" - riu, revirando os olhos.

"OK, OK PAI." - tirei sarro dele e entrei, me sentando no banco do passageiro.

Durante o trajeto, apoiei minha cabeça na janela e olhava atentamente para fora. Eu sabia que Peter a cada 5 minutos me analisava, podia sentir seus olhos sobre mim. Acabei pegando no sono enquanto analisava as constelações.

"Chegamos" - sussurrou Peter, enquanto fazia carinho em meu ombro. Ele estava tenso, eu sabia, mesmo que sua voz, fosse quase imperceptível, seus olhos não mentiam para mim.

Olhei para o hospital. Eu não queria enfrentar isso de novo. A vida era tão injusta. Primeiro minha irmã. Agora minha mãe...

"Vai dar tudo certo Laura. Estou aqui." - parei de encarar o hospital e olhei para ele com lagrimas nos olhos. Ele apertou minha mão como apoio.

Desci do carro.  

 

 Antes desse incidente, eu e Peter não estavamos nos falando, pelo simples motivo de temos aceitado a droga de uma aposta, totalmente tosca e clichê.

- 3 meses atrás -

21 de julho de 2018 - summer vacation - University

Acordei com o barulho do meu celular, que não parava de tocar.

"Quem será que está me ligando? Não pode nem sequer dormir até tarde nas nossas férias" - reclamei, mas sabia que já era por volta das 13 horas.

Olhei para o celular e piscava o nome de Peter na tela.

"O que você quer Adams?"  - disse bufando, por ele ter me acordado.

"Bom dia... Ou melhor dizendo. Boa tarde, bela adormecida." - ria abafadamente.

"Peter, porque você me acordou?" - perguntei com voz de choro, fazendo-o gargalhar.

"É 3 da tarde Laura. Estava na hora de você acordar mesmo"  - respirou fundo, eu sabia que ele estava sorrindo, conheço-o muito bem. "Você vai na festa da Kate hoje?" - perguntou, sabendo que eu não quero ir, pelo simples fato de não gostar dos amigos do Peter.

"Você sabe que eu  não estou com a mínima vontade de ir" - falei enquanto me sentava na cama e colocava meus chinelos.

"Laura, por favor. É uma das ultimas festas antes das aulas na universidade voltarem. Por favor" - suspirou

"Peter, eu não sei." - Levantei da cama e caminhei até meu banheiro.

"Se você não for, eu não vou." -falou com convicção.

"Como assim Adams? Você quer ir nessa festa mais que tudo, eu sei disso. Você está falando dela já faz uma semana. Isso tudo porque a sua querida, e talvez futura esposa vai estar lá e você adora ver ela, linda e graciosa e bláblá" - disse imitando o que ele havia me dito à alguns dias atrás. Bufei.

"Então você vai ter que ir para que eu vá." - riu.

"Vou pensar."- respirei fundo e coloquei creme dental em minha escova de dentes. "Não acordei tão bonita quanto Kate Smith hoje." - o provoquei.

"Você tem sua beleza Laura" - Gargalhou

"Seu filho da puta! Como você fala assim da sua melhor amiga do M U N D O!" - quase gritei enquanto ele gargalhava do outro lado da linha. - " Vai se fuder!" - desliguei.

Comecei a escovar meus dentes e meu celular não parava de apitar com mensagens. Eu sabia que era ele. MALDITO.

"Filha? Posso entrar" - disse minha mãe com a cabeça para dentro do quarto.

"Claro mãe." - cuspi a pasta e enxaguei a boca.

"Tenho um recado do Peter" - ela me olhou segurando o riso.

"Eu não acredito que ele ligou para você... vagabundo" - murmurei a ultima palavra, fazendo ela rir.

"Ele disse que você é mais linda que todas as estrelas do universo. Calma, vou pegar o papelzinho aqui, por que eu tive que ter o trabalho de anotar" - ela riu e eu revirei os olhos. " Se você for a essa festa, prometo te pagar todos os lanches, comidas que quiser. Faço o que me mandar, mas por favor, vamos aproveitar esse verão juntos?" - Minha mãe guardou o papel no seu bolso novamente. " Acho que é isso" - ela sorriu "Vocês se gostam" - disse enquanto saia. Eu fingi que não ouvi, porque todo mundo sempre insisti nisso, sendo que é super improvável isso acontecer.

Eu tinha dormido na casa dos meus pais hoje, porque eles queriam que eu desse um pouco de atenção para eles, antes que as aulas começassem daqui a 2 semanas e como ontem jantei com eles, e ficamos conversando até altas horas, eles não queriam que eu voltasse dirigindo tão tarde da noite para o meu apartamento. Insistiram muito e eu acabei cedendo.

Quando eu tinha 10 anos, eu conheci Peter Scott Adams. Ele havia acabado de chegar ao bairro. Eu não tinha muitos amigos naquela época, assim como hoje. Sua casa ficava a duas da minha. Como era tradição (pelo menos para a minha mãe e meu pai) a gente foi levar alguma refeição, como boas vindas. E foi ai que tudo começou.

Enquanto nossos pais conversavam. Peter saiu de trás de sua mãe e encarou todos nós, parando seus olhos sobre a criança Laura e sorrindo. Ele sempre foi curioso e simpático com todos, por isso se tornou até popular, o que nunca aconteceria comigo. Ele tentava me levar para participar do seu grupos de amigos e nunca dava certo. Tinha alguns que eram legais, mas nada que me fizesse querer ficar perto deles. Preferia ficar perto de Anne, minha melhor amiga desde sempre. Suponho até que tenhamos nascido no mesmo lugar, e Marie. Éramos inseparáveis.

Quando estávamos no ensino médio. Peter entrou para o time de futebol (americano). A gente não se falava muito na escola. Ele me levava em algumas festas, eu conheci pessoas legais nestes lugares, tenho que confessar. Mas eu só ia, por ele. Sempre foi assim. E como podem ver, é até hoje.

 Quando minha irmãzinha que mal nasceu se foi, eu comecei a ir em todas essas festas, e foi ai que desenvolvi o vicio pelo maldito cigarro (talvez algumas drogas, mas nada que me fizesse usá-las todos os dias da minha vida.) e o álcool, eu tinha apenas 16. Ela viveu apenas 8 meses, mas nossa família a amava com todas as nossas forças. Ela alegrava nossa casa. Todo mundo queria dar atenção para ela. Meus pais ficaram devastados e isso me machucou muito. Até hoje machuca. Ela morreu por conta de uma maldita gripe. Descobrimos mais tarde, após sua morte, que ela tinha um problema no seu sistema imunológico. Peter e Anne me ajudaram bastante, mesmo eu os afastando, e me envolvendo com pessoas não muito legais, eles ainda assim insistiram em mim.

Agora estou aqui com  20 anos, no segundo ano de faculdade de Letras na universidade de NY. Peter também está na NYU, ele ganhou uma bolsa devido ao time de futebol, a gente entrou no mesmo ano, mas ele mudou de curso, e decidiu cursar Matemática após 1 ano. Então enquanto eu estou indo para o meu 2º ano, Peter vai para o 1º de matemática.

Moramos no mesmo prédio que fica ao lado da universidade. Um de frente pro outro, porque foi essa condição que meus pais estabeleceram, para me deixar ir  morar sozinha. Ou seja, "Você só vai se o Peter estiver sempre perto de você". Por sorte, nós dois conseguimos. Trabalho na biblioteca como ajudante, para juntar algum dinheiro para pagar o aluguel, as contas e nossas necessidades. Peter dá algumas aulas. Mesmo estando no 1º ano, ele sabe muita coisa e gosta do que faz. Eu nunca imaginei, que ele trocaria o futebol, pela matemática.

Anne, ela estava estudando em uma universidade da Filadélfia, que ficava a quase 2 horas de distância da gente. Então podíamos nos ver em alguns finais de semana e matarmos a saudade.

Anne também está passando as férias aqui em NY com sua família, assim  como a maioria. É uma grande oportunidade, para nos reunirmos, mesmo que seja naquela festa que o Peter quer tanto ir, para rever seu antigo amor. Sim, ele é romântico quando quer, e quando está longe das suas ficantes da faculdade, que não eram poucas.

Decidi mandar mensagem para Anne, perguntando se ela iria na tal festa.

- mensagem -

Eu: Anne?

Anne: Oi amigaa

Eu: Você está na cidade né?

Anne: Com certeza, estava com saudades dos meus pais. E mesmo que não quisesse vir, eles me arrastariam a força pra cá KKKKK

Eu: Então... Você sabe né o Peter sempre mete a gente em umas furadas...

Anne: Aham, certo

Eu: Queria saber se você vai a festa de Kate hoje?....

Anne: Amiga, eu só vou se você for. Você sabe, que ela vai reunir todos do ensino médio, e bem. Eu não gostava nem um pouco deles. Muito menos das amigas dela.

Eu: Eu sei, eu também não gosto de nenhum deles KKKKK Mas você sabe, vai ter comida e bebida de graça. É muito melhor, gastar o dinheiro dos outros do que o nosso.

Anne: KKKKKK com certeza.

Eu: Então nos vemos lá as 19h? Ou você prefere que eu vá te buscar?

Anne: Se você puder passar aqui, seria bom KKKKK

Eu: Ok então my love. Até mais tarde.

Anne: Bjs, amo vc <3

Eu: Também te amo <3

----------------------------------------

Tomei um banho, troquei de roupa e desci as escadas indo até a sala onde estava meu pai, lhe dando um beijo no rosto.

"Boa tarde bonita. Decidiu acordar foi? Estava hibernando por acaso? " - sorriu para mim.

"(Ri) Uma hora eu tinha que acordar. Você sentiu minha falta de manhã, por isso está zombando da minha cara" - coloquei as mãos na cintura como se estivesse brava .

"Confesso que senti sua falta filha. Mas agora vá comer algo, pelo amor de Deus!" - disse me empurrando pra cozinha. Minha mãe estava sentada lá, olhando para o celular em suas mãos.

"Mais mensagens do Peter, seu melhor amigo?" - disse brincando, enquanto pegava uma xicara, colocando café na mesma.

"Wow, temos alguém com ciúmes por aqui. Só não sei se é de mim ou do Peter" - colocou as mãos embaixo do queixo fingindo estar pensando.

"Mãe, se fosse pra sentir ciúmes de alguém, esse alguém com toda certeza, seria você." - me sentei na cadeira a sua frente, e peguei em sua mão a apertando.

"Decidiu se vai acompanhar o pobre rapaz na festa?" - revezava o olhar entre mim e o celular.

"Eu vou, mas a Anne também vai. Vai ser legal. Eu espero que sim na verdade." - olhei para nossas mãos.

"Vocês vão se divertir, com certeza." - sorriu para mim. "Vou fazer aquele doce que você gosta. Torta de morango" - eu sorri

"Muito obrigada mãe! Faz tempo que não como minha sobremesa favorita." - sorri para ela. "Irei te ajudar"

Passei a tarde fazendo a torta com a minha mãe. Comi com meus pais, conversamos sobre tudo, faculdade, trabalho, política. Quando deu 18, me despedi deles, falei que voltava no domingo para jantar com eles.

Peguei meu celular que estava lotado de mensagens do Peter e entrei no carro dando partida.

Pela milesima vez no dia Peter me ligou.

"Fala bonitão. O que você quer agora?" - disse enquanto colocava o celular no viva voz, o colocando sobre o painel enquanto dirigia.

"Queria saber se você vai hoje..."

"Vou sim Peter, chamei a Anne, vou passar para buscar ela antes de ir." -estava parada no sinal, já perto de casa.

" Ok então, eu ia te oferecer carona, mas como vai buscar Anne, nos encontramos lá."

" Se você quiser me dar carona por mim tudo bem, mas vai ter que passar para buscar Anne." - Parei em frente ao prédio.

"Ok então. 18:40 eu bato na sua porta para irmos" - disse derrubando algo no fundo e abafando um "merda"

"Ei garotão, não vai destruir sua casa hein" - ri dele

"Acabei de derrubar um perfume meu, sorte que não quebrou" - disse ele soltando uma risada nasalada. "Nós vemos daqui a pouco Laura, beijos" - disse desligando na minha cara.

"Filho da mãe" - sai do carro e entrei no prédio indo pegar um elevador para o meu andar.

Cumprimentei o porteiro. E entrei no elevador.

Chegando em casa, olhei a bagunça e anotei mentalmente para arrumar tudo aquilo. Tinha alguns copos espalhados pelo balcão da mini cozinha que era junto a sala, e algumas garrafas de cerveja na mesa de centro, que estavam ali a alguns dias, pois eu e Peter decidimos assistir alguns filmes enquanto bebíamos e falamos de qualquer coisa que nos vinha a cabeça.

Fui me arrumar rapidamente, pois havia demorado um pouco para entrar em casa. Já eram 18:20, tinha alguns minutos até Peter bater em minha porta para irmos.

Coloquei um vestido branco, meu vans preto, algumas bijuterias. Estava fazendo minha maquiagem quando ele bateu na minha porta.

"Pode entrarrr! Ta aberta a porta!" Gritei do quarto. O apartamento era minusculo, ele ia conseguir ouvir.

"Laura, já são 18:47, ainda temos que buscar a Anne" - disse da sala.

"Já to terminando a maquiagem, você vai ver sua princesa hoje, fique tranquilo" - brinquei com ele. Passei meu batom vermelho para finalizar e fui para sala, peguei minha bolsa, colocando o celular  e os documentos nela.

"Wow, você está muito bonita" - Olhou pra mim admirado. Ele também estava, mas não ia subir o seu ego. Ele estava de calça jeans e uma camisa florida.

"Não mais que sua bela Kate, pode ter certeza. O que você vai falar pra ela hoje? Aiin Kateeee, por favor me beije" - disse a ultima frase fingindo que era ele.

"Hahaha muito engraçado Williams" - revirou os olhos "Por favor, vamos." - olhou para seu celular. "Anne esta esperando a gente em frente a casa de seus pais."

"Ok, vamos" Olhei no espelho que tinha na sala conferindo meu visual. Meu cabelo estava natural com suas ondas, não tive tempo de arrumá-lo  adequadamente. Ele estava passando dos ombros, estava na hora de cortar.

Entramos no carro do Peter que era uma opala 73 de 2 portas. Eu adorava o carro dele.

"Um dia eu vou roubar o seu carro" - disse para ele, enquanto sentava no banco do passageiro.

"Haha, nos seus sonhos talvez Laurinha" - disse ironicamente.

Liguei o rádio colocando uma música. Estava tocando uma das minhas bandas preferidas Arctic Monkeys. Gritei fazendo Peter rir. Comecei a cantar e inventar uma coreografia, Peter cantava o refrão comigo e riamos muito.

Chegamos em frente a casa dos pais de Anne, tive que sair do carro para ela entrar nos bancos de trás.

"Até que enfim vocês chegaram, achei que iam me abandonar aqui" - como estava do lado de fora, ela me abraçou antes de entrar "Você está uma gata amiga"

"Não chego aos seus pés, por favor." - girei ela a fazendo corar.

Entramos no carro e seguimos rumo a festa. Cantávamos as músicas que tocava na rádio e Peter ria, enquanto eu e Anne dançávamos. Ele me olhava de canto de olho e sorria. Gostava de estar com meus amigos, eles me deixavam muito feliz, os amava pra caramba, eles eram parte da minha família.

Chegamos em frente da casa que seria a festa. Eu particularmente não sabia que ela era perto da praia, um tanto quanto isolada.

Descemos do carro, dei a mão para Anne, eu não iria desgrudar dela por nada nesse mundo. Sei que Peter ia sumir em algum momento, para falar com alguém ou dar uns beijos por ai.

Já veio alguns caras do antigo time de futebol da nossa ex escola, falar com Peter.

"E ai cara? Eu não sabia que você tinha desistido de ficar no futebol. Foi uma surpresa quando eu vi nas redes sociais que você optou por matemática" - colocou a mão no ombro do Peter.

"Futebol virou um hobbie pra mim, continuo gostando, mas o que eu quero mesmo é fazer o que eu gosto, e estava guardado no meu peito a muito tempo." - sorriu "Não sei se lembra John, mas essas são..." - foi interrompido por John

"Meu Deus, Laura" - apontou pra mim " Anne?               Vocês estão muito bonitas, com todo respeito" - nos olhou atentamente, nos deixando envergonhadas, principalmente Anne, que tinha uma queda por ele no tempo da escola.

 

"Agradecemos John, você também está bonito" - disse sabendo que Anne não estava conseguindo responder, pois estava em choque, ainda mais porque John não tirava seus olhos dela. " Acho que você deveria pegar uma bebida pra minha amiga, o que você acha?" - Anne me olhou apavorada.

"T-Tudo bem" - disse John gaguejando um pouco, fazendo eu e Peter rirmos. Ele saiu e Anne se direcionou a mim.

"Eu mato você Laura Williams" - disse ela me empurrando e rindo.

"Aham, sei que você me mata. Você vai me agradecer isso sim." - pisquei pra ela.

"Vou buscar uma bebida, você quer Laura?" - Peter disse pra mim.

"Pode ser." - sorri para ele.

Entramos mais para dentro da casa. Algumas pessoas vieram falar com a gente. Eu e Anne ficamos chocadas quando vimos nossa antiga amiga Marie. Ela tinha passado em uma faculdade em Paris, estava cursando Artes. Perdemos o contato com ela. Ela foi para longe, trocou de número e mal nos falávamos, só a víamos em suas redes sociais.

"Caralho, ela está linda." - disse Anne, a olhando com a boca aberta.

"Com certeza, ela mudou bastante." - olhei para ela admirada. " Será que deveriamos falar com ela?" - perguntei.

"Não sei..." - ainda olhava para ela.

"Aqui estão suas bebidas" - disseram John e Peter juntos.

"Aquela não é a antiga amiga de vocês?" - perguntou Peter me encarando.

"É ela mesma. Ainda não decidimos se vamos até lá." - revezei o olhar entre Peter e Marie que estava rindo de algo que lhe contavam.

Ela olhou para gente e acenou, nos fazendo acenar de volta. Ela disse algo para o grupo de pessoas que a cercavam e veio em nossa direção.

"Nossa, quanto tempo. Vocês estão incríveis!" - disse, abraçando eu e Anne ao mesmo tempo. "Senti a falta de vocês."

"Nós também, você mudou bastante" - disse Anne

"Sim, mudou mesmo. Pra melhor" - completei a frase de Anne.

"Obrigada garotas. Ah, olá rapazes" - percebeu que Peter e John, estavam ali. E os cumprimentou com um beijo no rosto.

"Olá Marie, como está as coisas em Paris? " - Perguntou Peter.

"Estão bem. Lá é lindo demais. Tenho sorte de ter conseguido entrar na universidade de lá." - sorriu para Peter, o fazendo sorrir de volta.

"Você quer alguma bebida Marie?" - perguntou John

"Não, eu não bebo." - disse sorrindo para ele.

"Olá Peter" - disse Kate aparecendo do nada.

"O-oi Kate, tudo bem?" - sorriu para ela, enquanto passava as mãos no cabelo. Essa era sua forma de mostrar que estava nervoso.

"Espero que vocês estejam gostando da festa" - disse agora para todos nós.

"Sim" - dissemos juntos, sorrindo em agradecimento.

"Se precisarem é só me chamar." - disse olhando para Peter enquanto dizia isso.

Eu com toda certeza não gosto dela.

"Uau, foi só eu que percebi, ou Kate Smith estava dando em cima do Peter agora na nossa frente." - disse Marie rindo, fazendo todos rirem, menos eu.

"Tanto faz, eu acho que ela só está jogando." - disse eu.

"É bem do feitio dela" - disse Anne concordando comigo.

"Eu acho que Peter consegue ficar com ela hoje hein."- falou John.

"Com certeza eu consigo." - Peter falou com convicção.

"Eu duvido" - eu disse com raiva.

"Então vamos apostar" - disse Marie, olhando para mim e Peter sorrindo enquanto mordia os lábios. Ela ia aprontar com certeza. "Peter, você tem até o final da noite pra ficar com Kate, caso não fique, terá que levar Laura a Praia e a beija - lá" - sorriu para Anne que ria.

"O QUE?"- Disse eu e Peter juntos.

"Ué Peter, você não tinha certeza que ia ficar com Kate? Acho que você não vai beijar Laura então" - Disse Marie o desafiando.

"Ok" - disse ele. Eu olhei para ele e para minhas amigas incrédula.

"É bom começar então, você tem até as 3 da manhã garanhão" - disse Anne rindo, fazendo todos rirem novamente. MENOS EU.

"Eu não acredito que vocês fizeram isso comigo!" - disse quase chorando, assim que Peter saiu.

"Relaxa amiga, vai dar tudo certo" - disse Anne e Marie trocando olhares cúmplices.

"Quer ir dançar?" - perguntou John a Anne.

"Claro" - pegou em sua mão.

"Marie um dia eu mato você" - eu disse, procurando algum cigarro em minha bolsa.

"Eu mal voltei e você já quer me matar? Você deveria me agradecer. Você e Peter se gostam, só fingem que não." - me olhou, dando uma piscadela e saindo de perto de mim.

A pronto, agora eu to sozinha, pensativa. Puta que pariu, eu sabia que não era uma boa idéia ter vindo. Devia ter ficado na casa dos meus pais. O pior é que nem posso ir embora, porque vim de carona com o Peter. Como ele pode aceitar essa aposta também? Eu o odeio, ele e a Kate Smith, a Anne e a Marie também. Que todos se fodam.

Peguei uma garrafa de vodka, sai da casa e caminhei em direção a praia. Me sentei na areia, acendi meu cigarro, dando uma longa tragada nele. Quando soltei toda a fumaça, virei um pouco do liquido transparente em minha boca, no qual desceu queimando pela minha garganta.

"Que porra" - sussurrei.

Fiz isso até tarde da noite. Olhei para meu celular que vibrou em minha bolsa repetidas vezes. O peguei e tinha algumas mensagens de Anne dizendo que ela iria para a casa de John.

Maravilha, agora vou ter que voltar para casa com Peter, sozinha em um clima super estranho. Suspirei. A garrafa já estava na metade e eu já estava no7ºcigarro. Olhei as horas eram 3:10. Estava na hora de ir. Quando me levantei, vi que Peter estava parado atrás de mim. O encarei, com raiva.

"O que foi? Levou um fora da gostosa e correu pra segunda opção" - disse para ele com raiva enquanto tirava a areia do meu vestido.

"Sinto muito Laura" - colocou suas mãos no bolso e olhou nos meus olhos, com a droga da merda dos seus lindos olhos.

"Vai se fuder Peter" - ele caminhava até mim. Colocou as mãos no meu rosto, se aproximou fechando seus olhos e parando a centímetros da minha boca. A ponta de nossos narizes estavam encostadas uma na outra. Ele respirou fundo. Eu estava confusa e tinha um pouco de álcool em mim, que me fazia ter um pingo coragem. Então sem pensar eu o beijei.

Nossos lábios se encostaram, calmamente. Senti ele tenso por um momento. Ele abriu seus lábios encaixando-os nos meus. Ele parou o breve selinho e me olhou profundamente. O encarei, com meu coração batendo rápido no peito. Então ele me beijo novamente, mas dessa vez era rápido. Ele colocou uma de suas mãos em minha nuca e a outra na minha cintura, enquanto as minhas se posicionavam para sua nuca.

Sua língua estava gelada, senti um leve gosto de blueberry e álcool, ele havia bebido assim como eu. Nossas línguas entraram em harmonia. O beijo se encaixava perfeitamente. Ele me puxava cada vez para mais perto dele. Nossos corpos estavam perto o suficiente para que eu conseguisse sentir sua pulsação. Coloquei minhas mão em sua camisa e desabotoei o primeiro botão. Ele parou o beijo ofegante e me encarou.

"Você tem certeza disso?" - disse tentando parecer calmo e eu apenas concordei balançando a cabeça.


Notas Finais


Até a proxima, queridos. Bjs bjs bjs <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...