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História Only me (Sr. Verissimo) - Capítulo 1


Escrita por: e Rainha_Loli


Notas do Autor


Créditos a incrivel da @AnjinhoKooKie que betou a história da adm @Rainha_Loli
Dia 1 de one-shots do #mesAOP
Boa leitura~

Capítulo 1 - Capitulo unico


Sr. Veríssímo 

 

Nessa manhã enfiei minha cabeça no balde de água gelada, havia ficado acordado o dia inteiro ontem, às minhas pesquisas andam não dando resultado algum, segundo o hotel de Carpazinha, eles ainda estariam hospedados ali mas não podiam dar mais detalhes por causa das regras de privacidade dos clientes, a membrana estava cada vez mais fina e nada de soluções, eu estava a ponto de ficar louco, mas não poderia deixar uma coisa dessas me abalar, a equipe não dá sinal de vida há três dias e isso está me preocupando, eles não são do estilo de deixar relatórios para depois, preciso pesquisar mais afundo para saber onde eles estão. 

  Estou com o uniforme desde ontem a tarde, ele está fedendo, mas isso não importa agora, não posso parar até achar resultados, eu necessito deles o mais rápido possível, ao abrir meu celular vi mensagens das empresárias, elas também estavam na busca da equipe porém não tanto quanto eu, poderia ser chamado de maluco se elas soubessem do estado que estou por conta dessa equipe, eu me preocupo com aqueles cinco, ou melhor dizendo quatro, soube da morte de Cristopher por Liz, que deu apenas breves explicações sobre o acontecimento, algo sobre uma aranha gigante, fiquei devastado naquele dia por Cohen ter sido meu único e último amigo vivo, agora a minha vida era apenas trabalho, sem família, sem amigos e sem desejos, isso levou tudo de mim, minha paciência, meu sono, meus sentimentos, tudo! 

   Agora não sou nada, a merda desses cientistas escrotos estão tirando tudo de mim, e eu não posso fazer nada contra isso, peguei a minha maleta e comecei a caminhar em direção a porta, aquela sala escura e vazia já me dava ânsia, ela é tão cinzenta, me lembra cigarros, puxei do meu bolso um maço de cigarros e coloquei um na boca, seguido disso o acendi e abri a porta, aquele céu azul parecia que me encarava, como se estivesse me julgando, rangi os dentes e tranquei a porta de casa, olhando novamente para o céu, minha vista começou a embaçar, aquilo era uma espécie de castigo agora? Balancei a minha cabeça e comecei a caminhar naquela calçada estreita e mal feita, cinza também, aquela cor estúpida que me segue, ela está em tudo, no meu cabelo, em meus olhos, nas minhas sobrancelhas, nas minhas roupas, na minha casa, em tudo! Eu me sinto a cor cinza e isso é completamente maluco, aquela cor me deixa paranóico, joguei o cigarro que estava na minha boca no chão e pisei em cima dele, ao encarar aquela coisa por uns segundo percebi o que tinha feito e o peguei novamente para ir a busca de uma lixeira, podia estar com raiva, mas não sou uma pessoa ruim. Uma lixeira azul grudada em um poste me chamou a atenção e eu depositei o cigarro pisado ali, a lixeira estava vazia, então estava apenas o cigarro ali, sozinho e preso, ele era igual a mim, cinza, sem nada e ninguém, desviei rapidamente meu olhar e voltei a andar e encontrei um jovem esperando o sinal abrir para poder atravessar, ele estava fumando, tão novo e já estava fodendo sua vida daquele jeito, bufei e comecei a esperar junto dele, o cheiro daquela fumaça crescia, era atraente, mas ao mesmo tempo tóxica, ele tentava desviar o foco e sua mente daquele gerador de fumaça e como se fosse uma salvação o sinal abriu e eu apressei o passo, olhava para os lados na esperança daquele garoto não ter ido na mesma direção que eu, não estava próximo, ele tinha entrado em uma loja de conveniência mas não estava mais com o cigarro na boca, deve ter o cuspido no meio do caminho, nojento!

 O céu estava cada vez mais claro, isso é uma espécie de castigo, não é deus? Não protegi as pessoas que mais amei e agora estou sozinho nesse mundo acabado e horrível e para ajudar, perdi mais quatro pessoas que estão com a ajuda de um inocente agora, se colocarem a vida do garoto em risco vai ser eu que vou ter que entrar na justiça e assinar mais papeladas, e se todos eles morrerem? O que eu faço? Argh, dei um tapa na minha cabeça e já comecei a avistar a empresa de longe, mas um dia cansativo de trabalho, mais uma noite sem dormir, mas uma vez vivendo o que não deveria viver e sendo julgado por isso, entrei no grande prédio e cumprimentei as minhas atendentes, elas são até simpáticas, acho que gostam do que faz…  A se a vida fosse assim. Entrei no elevador e apertei o numero do meu escritório, a porta se fechou, eu não estava louco naquela hora, Cristopher me chamava, de algum canto, mas me chamava, eu não estava louco, eu conseguia ouvir sua voz rouca e contente, ela ecoava em minha cabeça e batia no meu cérebro como se estivessemos em uma partida de boxe, eu não estava ficando louco. A porta se abriu e eu saí assustado. Agora estava novamente naquele último andar, sozinho. Sentei a mesa e comecei a mais uma de minhas buscas pela equipe, hoje eu ligaria para o bar “sovaco seco”... mas antes tinha que procurar detalhes do último relatório, qualquer pista era bem vinda… olhei em cada canto, em cada palavra. Eu era burro ou o que!?

 Nada havia ali, apenas as mesmas coisas de antes, as mesmas palavras que não me levam a nada de antes! QUE INFERNO, isso não ajuda, joguei as coisas sobre a mesa e me sentei com raiva, precisava achar eles logo, eu precisava saber que estavam todos vivos, eu preciso mais do que tudo agora proteger o filho do Cris, ele era o único Cohen agora e como era distante do pai não sei como reagiu, eu lhe prometo Cris, esse garoto não vai morrer, não enquanto EU estiver vivo. Respirei profundamente e voltei a minha visão as fichas, meu olhar estava rápido e trêmulo, não gosto de admitir, mas eu estava nervoso, prestei atenção e consegui ouvir passos fortes chegando a mim, virei o rosto e o elevador estava aberto, saindo dele consegui ver Joui e César, por que apenas os dois da ordem estavam aqui?! Me levantei assustado e consegui ver duas senhoras e um homem sem braço vindo junto, o… o que tinha acontecido?

 

— Meu deus vocês estão bem?!, – sai correndo na direção dos dois meninos


— Tá lembrado de mim? Haha! – Disse a senhora de cabelos acinzentados. Aquela voz rouca e poderosa me lembrava alguém…

 

— LIZ?! O que aconteceu com você?! – Era ela! Mas como conseguiu envelhecer tão rapidamente?


— Sr.Verissímo esses são Arthur e Ivete… eles estão junto com a gente – O ginasta estava para baixo e quase falou isso para si mesmo.


— Cade o Thiago?! – Okay, estavam três ali mas, onde estava o quarto membro que eu enviei para a missão?


— Ele… ficou para trás – Disse o garoto sem braço que também parecia bem deprimido, entendi logo o que havia acontecido, o senhor Thiago também havia morrido, abaixei a cabeça e fiz uma breve oração a ele e novamente voltei o olhar para todos.

 

— Graças a deus que vocês estão bem! – Olhei para todos orgulhoso da minha equipe, aquele inferno dos cinco cientistas havia finalmente acabado, obrigado senhor!


Assinado
Sr.Verissímo


Notas Finais


Notas da autora @Rainha_Loli

"Eu tenho tanta paixão pelo Sr. Verissimo, tive que me responsabilizar pelo primeiro dia. Espero do fundo do coração que tenham gostado, de verdade, comentem sugestões e. . . Estamos chegando nos 1000 seguidores IRRA!"


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