História Only You - Capítulo 23


Escrita por:

Postado
Categorias Diego Ribas da Cunha
Personagens Diego Ribas da Cunha
Visualizações 155
Palavras 2.058
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


EU DEMOREI MAS TÔ AQUI PRA DIZER QUE CAP 25 TÁ CHEGANDO E COM ELE O FIM AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
perdoa os erros e não desiste de mim
boa leitura ❤

Capítulo 23 - Twenty three.


Meu estômago começou a doer no exto momento em que eu ouvi Diego me fazer tal pedido. Juro que, por milésimos de segundos, até esqueci como respirar. Eu não estava preparada para aquilo, nenhum átomo de meu ser esperava ser perdido em casamento, é lógico que de uns tempos para cá eu estava começando a materializar na minha cabeça o fato de Diego ser o homem com quem eu gostaria de viver para sempre, mas fora tudo de surpresa. Tudo muito precoce.

Fiquei em silêncio, com os olhos arregalados e boquiaberta não porque eu queria, mas eu realmente não sabia o que dizer. Tive medo de ser precipitada ao extremo em aceitar, como também de recusar e magoar Diego e, por conseguinte, eu mesma. Não era uma decisão fácil de ser tomada, não para mim, não naquela ocasião.

- Diego, amor, eu – eu estava gaguejando muito, repeti o “eu” inúmeras vezes. – meu Deus do céu, você é muito louco, homem. – vi a expressão angustiada de meu namorado e meu coração apertou. – Eu te amo muito, mas... – fora só eu falar a pequena palavrinha e o olhar do jogador pareceu murchar. Merda! – Não me olha feito o gato de botas. Eu amo você, amo muito, mas nós estamos pouco tempo namorando. Você não acha que casar é um passo imenso?

- Eu sei, mas nós nos amamos, Clarice. É tão intenso, tão bonito.

- É lindo, amor. – peguei a caixinha preta aveludada de suas mãos e com delicadeza a fechei. – Mas eu não estou preparada para casar, ainda não. Mas isso não quer dizer que você não vá ser o meu marido, eu quero muito que seja. Veja bem, amor, até pouco tempo eu nem sequer pensava em matrimonio, abominava a ideia de um dia me casar, só que você chegou e desestruturou todos os meus conceitos em relação a isso. Eu ainda estou me adaptando com o fato de que quando eu projeto o meu futuro perfeito, você está em todos os lugares que eu quero estar, porque eu quero que você esteja comigo. Porém, é tudo novo pra mim, Diego. Me desculpa, meu amor. Eu sinto muito mesmo.

- Não, tudo bem. – falou cabisbaixo guardando a delicada caixa em seu bolso e eu quis chorar ao ver aquela cena. – Eu entendo. Você não precisa se desculpar, eu me precipitei e acabei assustando você.

- Ei, eu te amo, agora amo ainda mais. – fiquei de joelhos e o abracei forte. – Fico feliz que você tenha me escolhido.

- Sempre será você. Só você.

Já estava tarde, eu estava cansada, porém sem nenhum pingo de sono. Diego não falou mais nada, apenas levantou para apagar as luzes deixando o quarto um completo breu, tão escuro que eu não conseguia o ver, só senti quando ele se deitou ao meu lado. Com um pouco de receio eu fui arredando até ficar bem próximo dele, eu sabia que ele estava chateado, tinha plena certeza disso, mas ele não queria demonstrar. Então, senti ele me puxar gentilmente para que deitasse sobre seu peito, assim fiz. Diego começou a fazer cafuné e foi só assim para eu apagar.

Acordei e vi que meu namorado ainda dormia, ele só teria que se apresentar no CT à uma da tarde, ainda era cedo, passava um pouco das nove e eu não sabia o real motivo de já estar acordada. Me levantei tentando fazer o mínimo de barulho possível, o quarto ainda estava completamente escuro, eu agradecia todos os dias pelas ótimas janelas e cortinas daquele quarto.

- Ai, caralho! – falei um pouco alto, meu dedo mindinho do pé havia acabado de ser esmagado pelo ‘pé da cama’.

Ouvi uma risada abafada e deduzi ser de Diego. Só podia ser, a não ser que tivesse um demônio naquele quarto rindo da minha desgraça.

- Bom dia! – ouvi sua voz mais grave que o normal. Fui até o interruptor e liguei as luzes.

- Bom dia! – foi então que eu percebi que também tinha acabado de acordar, mas diferente de Diego, eu não acordava bem apresentável, desliguei imediatamente as lâmpadas.

- Por que desligou?

- Você não merece ter a visão do inferno de manhã cedo. – ele riu ainda mais.

- Deixa de bobagem. Liga isso e vem aqui. – pediu fazendo manhã e eu liguei, em seguida fui para cama e me sentei ao seu lado.

Diego beijou meu pescoço e minha bochecha, queria beijar também minha boca mas eu não deixei, eu entendeu o porquê. Havíamos acabado de acordar.

- Você é tão bonita quando acorda.

- Para de inflar meu ego com mentiras. – ele negou. – Você está chateado? – me lançou um olhar confuso e fez um sinal de negação com a cabeça.

- Com o quê?

- Comigo, oras.

- Nunca, meu amor. Eu não tenho motivo algum para estar chateado com você. – não sei se Diego estava tentando me convencer disso, convencer a si mesmo ou a nós dois.

- Certo. Vamos descer para tomar café. – levantei da cama o puxando.

- O que seus pais vão dizer quando me verem?

- Possivelmente te darão bom dia, o que mais eles diriam?

- Não vão ficar chateados?

- Diego, por favor, né. Como se eu nunca tivesse dormido na sua casa. Até parece que eles não sabem que a gente tr...

- Não sabe o quê? – meu pai surgiu não sei de onde e vi o jogador dar um pulo ao meu lado quase caindo da escada. – Cuidado, rapaz!

- Nossa, pai, de onde o senhor veio?

- Do meu quarto. – falou parecendo óbvio, até porque era óbvio.

- Nós vamos tomar café. – descemos os três. – Onde está a mamãe?

- Se arrumando, vamos sair.

Eu e Diego fomos tomar café, mas antes não perdi a oportunidade de tirar sarro por causa da reação que teve ao ver meu pai. Foi hilário.

Meus pais saíram e nos subimos para tomar banho, um em cada banheiro para ser mais rápido e seguro. Depois de prontos, Diego avisou que teria que ir para o treino, almoçaria por lá mesmo.

Quando eu estava me despedindo de Diego, avistamos Gustavo atravessar a rua. Olhei para meu namorado é o vi ficar tenso e sussurrar um “ah, não!”.

- Ei! – Gustavo disse se aproximando. – Bom dia! – nos cumprimentou, mas só abraçou a mim, nem sequer apertou a mão do homem ao meu lado. – Se você não estivesse aqui, eu não teria encontrado sua casa.

- Uma pena que isso não aconteceu. – Ribas foi afrontoso.

- Você pode ser um pouco menos mal educado, sabe, é feio. –Gustavo provocou.

- Feio é a... – interrompi.

- Diego, você não está atrasado?

- Eu não vou deixar você sozinha com esse cara.

- E por que não? – perguntei incrédula, outra vez uma crise de ciúmes nada a ver.

- Porque eu não confio nele.

- Mas precisa confiar em mim. – quase gritei. – Gustavo e eu somos amigos, aceita isso.

- Só se for da sua parte, porque ele é apaixonado por você. – Diego falou e depois percebeu que não deveria ter dito aquilo.

- Para de viajar, amor.

- É verdade. – ouvi a voz grave do loiro que estava atrás de mim. – Ontem eu falei pro seu namorado o meu real sentimento por você, e disse mais, disse que eu não me importo de ser sua segunda opção, que se ele vacilar com você, eu estarei disposto a fazer de tudo para te conquistar. – Gustavo terminou de falar e meus olhos estavam fixos nele.

Então tudo pareceu se encaixar ou embaralhar ainda mais.

- Foi esse o motivo da urgência no pedido de casamento? – perguntei dessa vez olhando para meu namorado.

Senti um nó se formar em minha garganta só de imaginar que Diego havia me pedido em casamento só para mostrar que 'venceu'.

- Não, amor, claro que não. – ele gaguejou e eu percebi que esse não poderia ter sido o principal motivo, mas serviu para adiantar o processo. – Por favor, não me entenda mal. Eu amo você.

- Vai trabalhar. – falei quase em um sussurro para o jogador. – Nós nos falamos outra hora, Gustavo. Eu preciso ficar sozinha.

Sem esperar respostas vinda de um dos dois, entrei em casa e fechei o portão. Nem tinha cogitado a possibilidade dos dois se matarem ali na frente.

- Diego é um idiota. Gustavo é um idiota. Eu sou uma idiota. Todos são idiotas. – fui repetindo isso até chegar no meu quarto.

O resto do dia foi péssimo. Recebi várias mensagens de Diego pedindo desculpas, ou seja, ele estava me convencendo de que era um imbecil e o fato de saber que Gustavo gostava de mim fez ele me pedir em casamento. Recebi, também, mensagens do próprio Gustavo perguntando se eu estava bem. Outro idiota que preferiu falar para o meu namorado o que sentia por mim ao invés de falar para a própria pessoa que gosta.

Mandei mensagem para as meninas e elas me fizeram gravar áudios explicando tudo porque Camila estava na casa dos pais de Léo e Isabel na casa da avó, ambas não podiam estar comigo. Como eu disse, péssimo dia.

Sete da noite e Diego estava mandando mensagens avisando que estava na frente da minha casa. Abri o portão para que entrasse e logo ele surgiu no meu campo de visão. Eu estava sentado em umas das cadeiras do pequeno pátio, ele se sentou ao meu lado. Podia sentir o cheiro do seu perfume, percebi seus cabelos molhados e sua barba, como sempre, impecável. Diego é o homem mais bonito que eu já vi, só perde para o meu pai porque é o meu pai. Mas eu estava chateada, muito incomodada pelo o que ele fez. Não que isso tenha sido a pior coisa desse mundo, mas, poxa, ele fez aquele pedido, também, para que um cara percebesse que eu não estava nada disponível, como se não bastasse só o nosso namoro.

- Eu confesso que fiquei com medo de perder você para aquele garoto e isso também fez com que eu fizesse o pedido. Mas não foi só por isso, amor. Tudo o que eu disse pra você é verdade. Eu te amo, esse foi, é e pra sempre será o principal motivo.

- Eu sei que ama, disso eu não duvido. Mas, poxa vida, Diego, você precisa confiar mais na gente. Ficarmos noivos não muda nada, não trará confiança se não tem.

- Eu confio em você, Clarice.

- Não parece. Você achou que se colocasse uma aliança no meu dedo afastaria todo e qualquer cara que se aproximasse, mas esqueceu que só se aproxima se eu quiser. Gustavo é meu amigo, e vai ser só meu amigo porque eu quero e já tenho um namorado, não preciso de outro, não porque, talvez, eu fosse casar. Confiar não é só dizer da boca pra fora. E se não tiver confiança, não tem nada. Eu entendo seus ciúmes, eu me senti assim quando Bruna reapareceu na sua vida, mas, ei, olha onde nós chegamos. Daqui nós só precisamos progredir. Porra! Eu gosto tanto de você, não faz isso mudar.

- Às vezes eu penso que uma hora você vai se cansar e perceber que eu sou um 'tiozão' e que tudo será às pressas comigo.

- Nossa diferença de idade nunca foi empecilho.

- Eu sei, tinha certeza disso até esse Gustavo aparecer. Vocês tem tantas coisas em comum, idades parecidas e tudo mais. Eu vi que vocês se davam tão bem mesmo só trocando mensagens, quando você me falava dele, parecia que se conheciam faz tempo. Ontem no bar eu vi a afinidade e me senti com tanto medo de perder você outra vez. Me desculpa se eu fui precipitado demais, mas quando ele me falou o que sentia por você...

- Amor...

- Não, deixa eu falar. Eu percebi que ele é totalmente certo pra você, quanto que nós dois somos tão diferentes.

- Imagina que louco seria de fôssemos iguais? É você quem eu quero, para de doidice. – ele riu. – Eu estou falando sério! Seja o homem maduro que você é.

O jogador sorriu e me puxou para um abraço, aquele abraço que só ele dá. O abraço que é lar. Diego precisava entender que eu e Gustavo tinhamos muito em comum, mas Gustavo não era Diego Ribas, sim, o amor da minha vida.


Notas Finais


manas, me contem como vocês acham que esse casal termina. casados? (aliás, como pode recusar um pedido de casamento do Dieguinho?) não casados mas juntos? separados? com uma penca de filhos?
digam-me como vocês imaginam esse fim.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...