História Only you can hear. - Taekook - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga)
Tags Amizade, Baekhyun, Bottom!taehyung, Bts, Chanbaek, Drama, Fluffy, Gay, Jimin, Jin, Jungkook, Jungkook!top, Kim Taehyung, Kookv, Kpop, Lemon, Lgbt, Menção Yoonkook, Oych, Romace, Seokjin, Shoujo, Slash, Taegguk, Taehyung, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoongi
Visualizações 322
Palavras 1.572
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


• Coisas importantes:

1- Se vocês me matarem agora, não vai ter mais capítulo. Não recomendo.
2- Dia 08 foi meu aniversário gente, fiz 15 aninhos ^^ Parabéns pra mim 😅🎉
3- E eu entrei de férias. Ou seja,
4- Vão ter 2 atts bem perto uma da outra pq eu tava devendo.

Boa leitura gente, vou nem comentar que falta 4 favs pra 300 e eu to surtando ❤❤

°Nome do capítulo:
Estrelas cadentes e um pouco de amarelo.

Capítulo 7 - Shooting stars and a little bit of yellow.


Fanfic / Fanfiction Only you can hear. - Taekook - Capítulo 7 - Shooting stars and a little bit of yellow.

30 de Junho, 9:36

O sol que entrava pela janela insistia em queimar meu rosto, me obrigando a abrir os olhos apenas para os cegar novamente. Levei a mão à frente do rosto, tampando a luz da estrela no céu e minimizando a ardência em meus olhos já abertos. Minha palma ficou quente e me permiti lembrar de como era bom ser quente, sentir o sangue pulsando na veias.

Me levantei sem muita enrolação, sentindo minhas pernas fraquejarem um pouco. Coloquei meus chinelos e fui até o banheiro escovar os dentes, mas parei meus movimentos quando fiquei de frente à pia e encarei a mim mesmo no reflexo do espelho.

Meu rosto parecia mais fino e pálido que o normal, provavelmente resultado da má alimentação que estava tendo. Eu estive tão inspirado nos últimos dias que a acabei por esquecer de comer apenas para pintar.

Senti minha garganta seca e meu estômago doer apenas por pensar em comida, então percebi que precisaria comer algo urgentemente antes de qualquer coisa.

Mas não foi isso que fiz.

14:04

Era sábado e quase nada estava aberto. A rua se encontrava silenciosa, tornando possível ouvir o barulho do vento batendo contra as folhas das poucas árvores do parque.

O tapete amarelo cobria quase todo o gramado, e eu me abaixei para pegar uma delas na minha mão. Em meio as minhas mãos, ela era pequena e delicada, não era necessário muito para que o vento a levasse ou para que rasgasse. Mas mesmo assim, era tão bela quanto as outras.

Eu teria ficado contemplando os tons das pétalas por mais tempo, mas um barulho de flash tirou minha concentração.

— Ah, me desculpe, eu não resisti. — A voz melodiosa soou não muito distante e meu rosto se virou de imediato, encontrando a face que ia se revelando aos poucos por trás da câmera fotográfica.

Senti meu corpo inteiro estagnar.

Ele se aproximou em passos calmos e eu ainda não havia recuperado os movimentos quando ele já estava à apenas dois passos. Ele inclinou levemente a cabeça e vi um sorriso mínimo brotar em seus lábios, só então me dei conta de que o encarava mais descaradamente do que o planejado.

Quando desviei meus olhos de volta à minhas mãos, o pequeno ipê já havia se esvaído.

— É realmente muito lindo. — Eu o encarei novamente e demorou apenas alguns segundos para que ele ficasse desconcertado pelo que disse, mas logo completou: — Digo, o ipê amarelo.

Eu concordei e ele se abaixou para pegar mais um pedaço do mar amarelo e colocou novamente no ninho dos meus dedos, antes vazios.

Desde o dia em que Jeon havia dormido em minha casa, as coisas haviam mudado sutilmente. As palavras eram mais calmas, os gestos eram mais carinhosos e os olhares se tornaram cada vez mais intensos. Era como se, de uma noite para outra, algo tivesse mudado. E em mim, parecia ter ocorrido do mesmo jeito.Eu apenas não sabia o porquê ainda.

Ele veio ao meu lado e me mostrou a foto que havia tirado. A composição, a luz e a sombra eram tão harmoniosos que fiquei surpreso ao lembrar que o rapaz ali era eu.

15:47

Sendo sincero, eu sou uma pessoa que às vezes se virtua de paciência demais, mas agora esse era o meu extremo oposto. O sanduíche que normalmente consideram comum, naquele momento, era a comida mais gostosa do mundo.

— Você realmente estava com fome, mais do que eu. — Disse ele, risonho, enquanto comia seu próprio lanche.

Depois de ver mais fotos e tirar mais algumas da paisagem urbana, ele me convidou para o acompanhar até uma lanchonete, alegando que tinha passado a manhã toda fotografando a cidade e tinha apenas tomado o café da manhã até então. Mal sabia ele que quando chegássemos lá, eu iria comer com tanto afinco, pois nem o café eu havia tomado.

— Bom, não nos vimos nos últimos dias. Eu fui te procurar no estúdio, mas Jin disse que você não foi lá desde o dilúvio. O que estava fazendo?

Dei de ombros, como quem diz "nada demais", mas a verdade era que além dos quadros, eu realmente o estava evitando. Eu apenas não conseguia o encarar por muito tempo sem me lembrar do fato de alguns dias atrás, quando eu chorei pelas más lembrança nos seus braços, onde caí no sono, acordei e descobri que ele me observava com um olhar sereno, já acordado.

— Esteve pintando? Eu gosto dos seus quadros, gostaria se me mostrasse.

Falou apoiando o queixo no punho, o cotovelo apoiado na mesa lustrada e um cuidado no olhar enquanto me fitava. Corei.

19:04

O video rolava na tela do meu Laptop enquanto eu tentava escolher uma blusa quente que não fosse tão informal, afinal não podia correr o risco de encontrar alguém em um estado informal demais.

Algumas horas antes, eu tinha lido um artigo que dizia que havia a possibilidade de uma chuva de estrelas cadentes essa noite. Mas eu não acreditei até que duas horas depois estivesse passando no jornal que ela realmente estava acontecendo.

A roupa foi escolhida às pressas e posta enquanto os chinelos entravam nos meus pés, que logo locomoveram-se rápidos em direção a porta, mas não sem antes pegar meu bloquinho e um grafite.

Subi as escadas do prédio como se não houvesse o amanhã, até que finalmente chegasse na porta do terraço. Abri a porta e de repente a chuva descia belamemte pelo céu. Proporcionando uma linda visão dos pequenso ricos brancos que cortavam a paisagem azul escuro.

Vários passos à frente, havia um lençol amarelo estendido no chão e uma câmera apoiada por um tripé ao seu lado, apontando para o céu. Eu caminhei até o pano e, como não vi mau algum em me sentar ali mesmo e nem ninguém que pudesse estar tomando conta, me sentei no canto do tecido com as pernas cruzadas.

Alguns minutos se passaram e fiquei tão vidrado no espetáculo estelar que tomei um susto quando ouvi alguém chamar meu nome.

— Ta tudo bem, Tae. Só sou eu.

E eu senti meu peito desacelerar por um segundo, apenas voltar a bater forte novamente.

— Acho que tivemos a mesma ideia. Mas eu vim com uma câmera, e você com seu famoso bloquinho.

Jungkook se moveu até o aparelho e pareceu checar se ainda estava funcionando. Ele pretendia gravar as estrelas, agora fazia mais sentido. Mas, isso também fazia com que aquele pano amarelo também fosse dele. O pano o qual estava em cima e nem havia pedido.

Encarei meu bloquinho, meio sem saber para onde olhar por tamanha falta de senso. Já estava esperando por  algo como "Você podia ter pedido permissão..", mas só o que aconteceu foi que ele se sentou ao meu lado, em silêncio.

Então ele me fitou, eu o fitei e no fim de longos segundos, seus olhos se moveram para minhas mãos. As páginas ainda vazias.

— Isso não se vê todo dia e irá acabar daqui a pouco. Por que você não aproveita que ainda está aqui? Aposto que mesmo com pouco tempo, ainda consegue fazer um esboço lindo.

As palavras entraram por meus ouvidos, mas foram esquecidas em um piscar quando sua mão se posicionou em meu joelho, fazendo um carinho breve enquanto já não tinha mas o olhar sobre mim. E eu sentia a circulação desacelerar, fazendo aquele ponto esquentar.

O grafite passeou pelo papel fino, fazendo traços leves e sombreados. Realmente, aquele desenho não era tão difícil. Mas um risco sem querer, no meio do papel, me fez pensar que teria de começar tudo de novo.

— Algo errado? — Disse quando me ouviu suspirar, se arrastando para sentar ainda mais perto do meu corpo. Ele encarou o papel. — Ah, esse risco?

Ele pareceu pensar por um tempo antes de simplesmente roubar o lápis de minha mão e o levar a superfície originalmente branca ainda em minhas mãos. De início não entendi, mas achava que era um desenho perdido e ele poderia fazer o que quiser com ele. Porém, foi só seu punho sair de frente que eu compreendi o que ele estava fazendo.

— Pronto.

Jungkook, como em um passe de mágica, transformou o torto e feio risco em um pequeno humano, sentado em uma das estrelas cadentes. Ele tinha feito uma solução tão simples e prática para algo que eu nem sequer cogitei ajeitar.

Virei meu rosto e tudo o que encontrei foi um Jungkook que sorri enquanto encarava meu rosto, que eu tinha certeza que continuou na mesma expressão embasbacada por alguns minutos.

Ao passar dos segundos, que mais se pareciam uma eternidade suavemente refletida das íris de um ao outro, os rosto se aproximaram cada vez mais. Até que ele quase encostasse seu nariz ao meu.

Não houve palavras ditas. Não houve nem um mero som além do ambiente e ar que saía de nossos pulmões. Apenas olhares, que levou a um toque das mãos. E, por fim, o encostar dos lábios.

Nada mais e nada menos, que um toque. Mas um toque que foi mais que suficiente para sentir todas as minhas extremidades quentes, como se estivesse um dia ensolarado atrás das minhas pálpebras agora fechadas. O sangue pulsou como nunca, e Jungkook se afastou quando percebeu que minhas mãos começavam a tremer.

Seu rosto se afastou do meu e um sorriso angelical se instalou nos labios rosados.

— Às vezes, o lápis precisa tremer e sair um pouco da linha para achar seu traçado perfeito.

Ele disse em um tom calmo e encostou a cabeça em meu ombro. As estrelas cadentes param em pouco tempo, mas as mãos ainda juntas insistiam que ficássemos ali um pouco mais.





Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Rolou um kiss ali, foi um presente pra vocês e pra mim também!
Vou logo avisando que amo comentários, então comentem o quanto quiserem!
Bjs,

TT.



》Betado - 12.07.18《


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