História "Only you don't see.." - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 5
Palavras 1.049
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é apenas uma histórica simples, original, que criei em uma simples folha de papel em meio a uma viajem para outra cidade e decidi repassar aqui. Foi baseado no começo de um relacionamento meu, com problemas que tive em meio disso e o que fez o mesmo começar a dar certo.. o que fez "ele finalmente ver"

Capítulo 1 - One shot - "Só você não vê"


A jovem Mi matinha-se deitada em sua cama, abraçada ao seu antigo porém fofo, ursinho de pelúcia. Tudo bem que era uma moça já mais velha, mas o que há? Era um ursinho de pelúcia, e a tal gostava tanto dele que lhe guardou um pequeno espaço dentre seus travesseiros para sempre dormir perto de si. 

Ela possuía um olhar fixo sobre o seu celular conectado ao carregador próximo a cabeceira, esperando uma sequer vibração dele, esperançosa de que receberia uma mensagem antes de dormir. Já era tarde da noite, Mi quase pegou no sono até que finalmente seu celular vibrou. Ela arregalou os olhos pelo susto, mas no mesmo instante esticou seu braço ao celular e abriu a caixa de mensagens. 

- " Me desculpe pela demora para lhe responder, acabei dormindo em cima do celular, acho que você estava prestes a fazer o mesmo.. Enfim, já está tarde e você deve tentar dormir, boa noite! Trevosidade trevosa das trevas supremas, sonhe comigo, amo você "

- Sei muito bem.. Mas você sabe que eu também te amo? 

Tão boba, com sua expressão de adolescente apaixonada, ela sorria para o celular ao ler a última mensagem apesar de seu sono. Por um instante, olhou um pouco mais a posição em que seus dedos se encontravam ao segurar o celular, que foi solto por impulso ao ver que seu polegar se encontrava apoiado sobre o botão de envio de áudio. Mi pegou o aparelho telefônico novamente, ficando paralisada durante alguns segundos... A garota mandou um áudio curto em resposta da mensagem que lhe tinha sido enviada, repetindo as palavras ditas no qual pensou que estaria falando apenas para si mesma : " Sei muito bem, mas você sabe que eu também te amo? "

Ela sabia que em algum momento ele iria ouvir, e por isso seu rosto se ruborizou por completo e gritos internos foram soltos para fora em seu travesseiro. 

- COMO PODE SER TÃO BOBA?! O JEITO QUE VOCÊ DISSE AQUILO? ELE NUNCA IRIA ACREDITAR QUE É UM "EU TE AMO'' ENTRE AMIGOS! AAAAHH ELE NUNCA MAIS IRÁ OLHAR NO MEU ROSTO NOVAMENTE. 


[ Quebra de tempo - 23:56 ]

Mi caminhava pelas ruas da cidade tarde da noite, com um cigarro sobre a boca e as mãos no bolso do casaco. Sim, a garotinha boba apaixonada da noite passada, andava á essa hora da noite pelas ruas fumando. Era uma coisa que ela não costumava dizer ou fazer na frente de outras pessoas, por isso saía tarde, onde havia frio e silêncio, talvez um bêbado ou outro mas nada que não pudesse resolver com um chute ou uma bela de uma corrida com suas botas velhas. 

A pequena fumante distraída com seus pensamentos amorosos, esperava uma resposta durante horas após ver que o pendente tinha escutado a mensagem de voz. Ela passava por becos escuros, sem sequer se lembrar de aue poderia ser assaltada ou até mesmo agredida.. No caso, foi exatamente isso que aconteceu. 

Um grupo de delinquentes a observa passando, gritando palavras libidinosas mas a garota nem lhes dava ouvidos, a distração de Mi era algo que não podia ser impedido facilmente. Até que por desgosto, um deles atira uma pedra na cabeça, não uma simples pedrinha, a garota foi realmente acertada por uma pedra forte e caiu no chão. 

- Ela caiu!! Mano, você tá maluco né caralho ?! A menina podia ter um traumatismo craniano. 

- Não me importo, já vi essa putinha antes, ela ta sempre andando por aqui! Ignorante, não dá ouvidos ao que os superiores falam e ainda fica com esse cigarro imundo sobre a boca, a pessoa que eu mais amava morreu por essa merda! Eu to indo dar uma lição nessa puta abusada, espero que não sejam fracos suficientes para ter pena de alguém assim. 

Um dos aparentes delinquentes dizia isso enquanto segurava outra pedra, suas palavras saíam em tom de ambição e raiva, enquanto alguns dos outros ficaram animados com a situação. "Uma vadia submissa e machucada? Como não aproveitasse?". Esses eram seus pensamentos. 

- Ou vocês ficam longe dela.. ou eu mesmo farei vocês irem pra um lugar bem distante daqui. 

Ele saiu de um dos becos próximos, seus cabelos claros se destacavam em meio a única luz de poste que iluminava a rua deserta.  A clássica cena dos filmes, um típico clichê em que o herói aparece para salvar a garota indefesa. Não iremos nos precipitar com protagonismo, não é mesmo? Como um jovem em meio de vários, poderia enfrentar um grupo de brutamontes sem apanhar e ainda sair vitorioso com a garota sem seus braços? Simples.. " Calibre 38 "

Dois tiros para o ar, e em menos de dois segundos todos tinham corrido dali, deixando apenas o maluco armado e a garota desmaiada na rua. 

Mi foi pega nos braços do moço, a pequena possuía um machucado feio em sua testa causado pela pedra lançada em sua cabeça. Sem mais nem menos, a única coisa que o moço do calibre poderia fazer.. era levá-la ao hospital, não iria deixar que tal jovem se ferisse assim, ele tinha um buraco negro em seu coração.. Mas próximo a ela, ele lembrou que um dos maiores buracos negros, foi dominado pela luz de uma estrelha que brilhava demais.. 


[ Quebra de tempo - Hospital / 7:45 ]

Uma cama desconfortável, vestimentas que não eram as suas e uma iluminação com um prato de comida precária? Mi já sabia onde estava quando acordou, após um momento de recapitulação para se lembrar do que aconteceu com ela aquela noite e o porque de estar ali agora. 

Ela levantou sua coluna, deixando de lado o pequeno prato de comida e colocando as mãos sobre sua cabeça que doía bastante. 

- Arhg.. dor de cabeça? Sério? Não me lembro se ter bebido nada para ficar de ressaca sem motivo.. 

- Não bebeu.. Mas deveria comer algo, você não ta muito bem. 

- Ah sim, verda--.. Espera, o que? A quanto tempo está aí? 

- Um bom tempo, passei a noite aqui depois que lhe trouxe pra cá.. 

Mi olhava nos olhos do rapaz que estava sentado á uma cadeira ao lado de sua cama.. o encarando por vários segundos, até que lhe veio a coragem de dizer algo.. 

- Responda minha mensagem agora.. 





Notas Finais


Yeee acabou, não tem um fim especifico, apenas um suspense final pra uma possível resposta clichê.. ou não
Quem sabe?


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