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História Ontem - Capítulo 1


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Notas do Autor


Escrevi essa história por volta de setembro de 2019, mas resolvi postar só agora porque até o momento estava insegura sobre se estava boa o suficiente para ser postada. Estava na época e ainda estou passando por um momento que se encaixa bastante no contexto da história, o que pode ter me ajudado a postá-la como um desabafo: crise em uma amizade de quase 10 anos e (agora) crise em um relacionamento amoroso. A música base para a história é Yesterday, composta pelo Paul McCartney, e por isso coloquei imagens dele na imagem do capítulo.

Bem, espero que tenham uma boa leitura! <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Ontem - Capítulo 1 - Capítulo Único

   Parecia que tinha sido ontem. Ele finalmente tomando coragem de dizer que amava Izuku. Foi realmente um momento complicado, em que Todoroki suava mais e mais a cada palavra proferida, mas conseguiu depois de alguns bons segundos entre cada sentença.

Yesterday

    Os dois estavam voltando do colégio e Midoriya tinha parado para ajudar um pobre gatinho que estava encolhido debaixo de um carro. Shouto sempre admirou a estranha capacidade dele de nunca enxergar somente a si mesmo e sempre levar em consideração todos em seu redor. Ademais, o jeito inocente do garoto o fascinava. Como alguém poderia ser tão bom, ainda que 90% das pessoas nunca fossem retribuir seus atos de caridade? Até mesmo aquele gatinho iria embora depois de ser acalmado, deixando-o sozinho novamente. E ele abriria um sorriso enorme, com aquele contorno nostálgico que ele costumava esconder, e continuaria sua caminhada. Quando lhe perguntassem, Izuku diria que aquele gatinho era o melhor gatinho do mundo, e ele acreditaria fielmente nisso. Como ele fazia isso era algo desconhecido por Shouto, mas ainda assim o fazia. 

All my troubles seemed so far away

    Quando Midoriya foi acariciar as costas do animal, Todoroki não se deteve e pousou sua mão sobre a dele. Aqueles olhos de esmeralda logo o encararam, confusos. A partir daí, Shouto entenderia que aquilo era uma bifurcação de seu destino: poderia se calar, fingir que agira por impulso, esconder seus sentimentos ou finalmente despejar o que tinha entalado na garganta. E Todoroki escolheu a segunda opção.

“Midoriya”.

“Sim?”.

“Eu… tenho algo para te dizer”.

“Pode dizer, Todoroki-kun”.

“Eu… bem… eu”.

“Você…?”.

“Eu… gosto… de…”.

“Gosta de…?”, Midoriya estava tentando ajudar, mas ao se aproximar mais um pouco como uma forma de conforto, só conseguia fazer com que a voz de Todoroki falhasse mais.

“Você”, ele completou a sentença sentindo-se constrangido por não tê-la dito de uma vez e sim com longos e vergonhosos espaços entre cada palavra. “Eu gosto de você”.

    Izuku o encarou por duros segundos antes de esboçar um pequeno e tímido sorriso. “Eu também gosto de você”, disse de um jeito singelo, um jeito puramente típico de sua figura.

Now it looks as though they're here to stay

    Endeavor não aprovou o romance dos dois, porém Todoroki nunca se importou com as opiniões do lado paterno. Ele estava centrado na ideia de ser feliz, e era isso que ocupava seus pensamentos no azul de sua adolescência.

Oh, I believe in yesterday

    Ao contrário do que seu pai pensava, o namoro não se arrefeceu depois de meses de convívio íntimo, mas pareceu ganhar força a cada dia. Eles formaram-se, conseguiram se tornar heróis profissionais e continuavam um do lado do outro, diariamente, um apoio mútuo e tão angelical que era digno de um romance de Victor Hugo.

Suddenly

    Cinco anos de namoro. Quem diria? Seu pai já mal o incomodava com o assunto, mas também os dois estavam trocando menos palavras a cada ano, o que não o entristecia (como tantas pessoas pensavam). O trabalho como herói era cansativo e às vezes ele chegava a passar uma noite inteira fora de casa. Midoriya também passava, e já tinham perdido o costume de telefonar avisando onde estavam. Eles simplesmente se encontravam no apartamento que dividiam. Alguns momentos tinham a sorte de encontrar o outro deitado na cama, já no quinto sonho, e às vezes se deparavam com todas as luzes apagadas e contentavam-se em assistir ao noticiário sozinhos. 

I'm not half the man I used to be

    Nos dias de “folga”, os dois contentavam-se em passear pela cidade, constantemente chamando outras pessoas para acompanhá-los. Todoroki geralmente chamava Momo, enquanto Izuku costumava ligar para Uraraka ou para Iida. Algumas vezes, Shouto irritava-se em não conseguir ficar um momento sequer com Midoriya, porém havia momentos em que queria simplesmente conversar com Momo, observando de relance um leve incômodo por parte de Izuku. Os dois nunca chegavam a falar no assunto, contudo já tinham chegado a brigar por questões de ciúmes envolvendo amigos próximos, sendo que Momo era frequentemente apontada como a “garota que queria roubar Todoroki” (de acordo com Midoriya) e Uraraka como uma “amiga” muito próxima na visão de Shouto.

There's a shadow hanging over me

    Era primavera no Japão, e Todoroki podia sentir a essência das fragrâncias das flores, disparadas ao ar aleatoriamente, provocando um forte odor doce que permeava toda a região. O dia estava bonito, e por esse motivo decidira acordar mais cedo e preparar um bom café da manhã para os dois, em seguida planejava visitar um jardim botânico que tinha aberto recentemente no centro da cidade. Diziam que ali era um paraíso para os amantes das flores, e Shouto sabia que Midoriya era apaixonado pela flora. Ele geralmente botava uma bromélia na sacada do apartamento e às vezes conversava com ela, estimulando-a a crescer e a ser a super-heroína do mundo vegetal. Era engraçado, mas bonito. As flores também eram o melhor presente que Izuku poderia desejar. Nem mesmo ser adotado por All Might o deixaria tão feliz quanto receber um buquê bem feito, principalmente se houvesse entre as dezenas de flores algumas rosas brancas. Era comum que ele espalhasse as flores pela casa, enchendo-a de uma doçura que só ele sabia arquitetar. 

Oh, yesterday came suddenly

    Shouto já estava no estacionamento, aguardando a chegada do namorado. Ele tinha comprado um Ford Ranger no ano retrasado e, apesar de não gostar muito de como a gasolina parecia sumir de tempos em tempos, era um bom carro. O cheiro de carro novo podia até ter desaparecido, todavia a euforia de saber que aquele carro era um modelo praticamente novo, um dos mais modernos, e o mais caro dentre todos os carros do prédio certamente continuava existindo. Aquela alegria infantil de ser invejado pelos outros moradores do condomínio era impagável.

Why she had to go I don't know

    Logo Midoriya desceu. Ele trajava uma roupa simples: calça cáqui, uma camisa azul e um tênis All-Star.

“Desculpa a demora”

“Tudo bem”.

She wouldn't say

    O jardim botânico era realmente bonito. As construções ainda estavam impecáveis, com a tintura sem falhas e com aquele brilho de coisa nova. O local estava bastante movimentado, principalmente por pais e filhos que corriam pelos caminhos à procura de espécies exóticas, fotografando cada centímetro que lhes agradasse a vista. Algumas senhoras reclamavam que ia chover enquanto tomavam um sorvete em uma pequena lanchonete logo na entrada. Adolescentes faziam comparações engraçadas entre eles e as árvores que ali estavam plantadas. Um ambiente alegre, propício para ser lembrado no dia seguinte como um bom lugar para se voltar.

I said something wrong now I long

    Todoroki ficou encantado pela seção de cactos, principalmente, os quais eram mantidos em grandes estufas feitas de vidro e ferro pintado de branco. O chão nelas era de seixos, estes que serviram como um divertimento extra para Shouto, que gostou da sensação de chutar alguns e ouvir aquele barulho de pedra sobre pedra.

For yesterday

    Quando deu-se por si, percebeu que Izuku não estava acompanhando-o mais. Ele pensou que o namorado tivesse ido ao banheiro, mas não fez questão de procurá-lo de ímpeto e resolveu esperar algum tempo. Visto que já haviam se passado vinte minutos e nada de Midoriya, Todoroki logo saiu da estufa e foi procurá-lo nas redondezas.

Yesterday

    Não encontrou-o na região das plantas exóticas nem das flores, muito menos dos legumes e das árvores. Cogitou a possibilidade de ele ter sido chamado para combater algum crime, por isso verificou o celular, o qual trazia no bolso da calça. Não havia nada. A última mensagem de Izuku, feita duas semanas antes, era um simples “Ok” referente a algumas informações financeiras sobre os custos de uma pequena reforma que tinham feito no banheiro. Todoroki lembrava-se das longas conversas que costumava ter com ele no começo do relacionamento, em que horas e horas eram gastas com questões bestas, como série preferida e se ele escolheria passar a eternidade em uma ilha completamente sozinho ou trancado em um geladeira junto de sorvete (ao que ele preferiu a primeira opção, aliás). Nos últimos meses, porém, as conversas se baseavam em coisas básicas como avisar que o leite acabou ou que a encomenda do antigo morador continuava vindo para o apartamento dos dois. Palavras monossilábicas sempre encerravam as conversas do dia, sem emoji, não mais. 

Love was such an easy game to play

    Ele clicou no contato de Midoriya (“Midoriya”, apenas) e esperou alguns segundos até ouvir a voz doce dele do outro lado.

“Alô?”

“Oi, Midoriya, onde você está?”

    Izuku suspirou antes de responder.

“Eu estou tomando um sorvete aqui na entrada”.

“Você podia ter me avisado”.

“Eu esqueci”.

“Eu estou indo para aí”. Shouto desligou o celular antes de ouvir uma resposta do namorado, mas isso não o fez sentir algum arrependimento momentâneo nem nada. Izuku sempre fazia isso, e sempre era quando ele começava alguma sentença. Já era comum que Todoroki contesse a si mesmo na hora de pronunciar um “Eu te amo”, pois sabia que, quando o “eu” fosse completado, o bipe de ligação finalizada chegaria ao seu tímpano. Era um costume irritante, o qual, porém, ele não conseguia retirar de seu cotidiano e de suas manias.

Now I need a place to hide away

    Não demorou muito para que ele chegasse ao local. Midoriya estava sentado em uma cadeira de acrílico, recostado preguiçosamente e tomando uma casquinha de um sorvete branco, provavelmente de baunilha. Quando seus olhares cruzaram entre si, ele acenou brevemente e deu um pequeno sorriso.

Oh, I believe in yesterday

“Você me assustou”.

“Por quê?”, ele perguntou, dando os ombros.

“Eu fiquei preocupado”.

“Você não precisava”, Midoriya disse depois de alguns segundos. A frase foi dita em um tom tão baixo que saiu praticamente em um sussurro, porém o qual conseguiu ser escutado por Shouto.

Why she had to go I don't know

    Todoroki fez menção de continuar a conversa, contudo o olhar penetrante que lhe foi lançado por Midoriya tirou-lhe as palavras. Era um olhar enigmático, difícil de interpretar. Não saberia dizer se aquilo era rancor, arrogância, tristeza ou sarcasmo. Ver Izuku com aquela expressão certamente o pegou de surpresa. Midoriya não era assim. Ele nunca foi. Nunca lançaria um olhar enigmático, fosse para quem fosse. Ele sempre estava sorrindo. Porém, isso levantava outras questões que começaram a permear a mente de Todoroki como ervas daninhas invadem um jardim mal-cuidado: há quanto tempo Midoriya não sorria? Há quanto tempo os dois não salvavam o mundo juntos e se beijavam no fim do expediente? Por Deus, ele não conseguia lembrar a última vez que os dois tinham ido ao cinema. Aliás, agora se lembrava. Era algum filme sueco que Izuku quis ver no fim de setembro de 2018. Algo sobre uma mulher estranha. Shouto considerou o filme enfadonho, porém não falou nada para não chatear Midoriya, porque ele pareceu muito entusiasmado com cada cena do longa metragem.

She wouldn't say

    Estavam distanciando seus gostos aos poucos. Primeiro, começou com os lugares que cada um tinha interesse: Midoriya preferia lugares abertos, viagens no final de semana e ficar o dia inteiro fora de casa, Todoroki gostava de encontros à noite em museus ou galerias, ficar em casa no final de semana e assistir um filme noir. Até aí, nenhum problema, porque os dois revezavam os passeios de modo a agradar ambos os lados. Mas depois as diferenças ficaram mais acentuadas, com os dois não terem mais assuntos de interesse mútuo. As conversas esvaziavam-se como um balão que estava sendo segurado por uma criança e de repente fosse solto, liberando todo o ar que continha, todo o seu vigor. Izuku tinha se tornado um garoto apaixonado por coisas das quais Shouto não tinha nenhum conhecimento e vice-versa.

I said something wrong now I long

    Quando criança, todos lhe diziam que os opostos se atraíam, mas nunca tinha se sentido não oposto ao namorado como nos últimos meses, e não sentia a fagulha da paixão aumentar, nem um tiquinho.

For yesterday

    Os dois chegaram em casa por volta das cinco da tarde. Eles não conversaram muito, e o único som que ouvia-se era o do rádio, que estava ligado e tocava algumas músicas da década de 1980. 

Yesterday

    Moravam no sétimo andar da construção, no apartamento 71. Eram dois apartamentos por andar, porém o outro apartamento estava vazio, esperando por um novo morador. O cheiro de orvalho que adentrava pela janela do corredor encheu o olfato de Todoroki, fazendo-o ter boas recordações de tempos antigos. Uma nostalgia surgiu em seu âmago e ele não pôde fazer nada além de senti-la. Nostalgia dos tempos de escola, nostalgia dos tempos em que All Might ainda era invencível, nostalgia de quando seu relacionamento parecia algo verdadeiro...

“Todoroki”, chamou Izuku quando adentraram o apartamento, “Chega”.

    Shouto encarou-o com um olhar confuso. Virou-se para o namorado e deixou as chaves do carro no porta-chaves que tinham perto da porta.

“Eu não aguento mais”, disse Midoriya, cansado. “Eu não aguento mais essa vida”.

    Ele parecia exausto e gesticulava cada sílaba com as mãos. Parecia um Hamlet de um teatro (porque atores de teatro expressavam-se muito mais do que os atores de cinema, pelo menos na visão de Shouto) quando descobria que seu tio tinha matado o próprio irmão. Seus olhos verdes tremeram com a chegada de lágrimas que teimavam em tentar escorrer por seu resto.

“Desculpe, eu não estou te entendendo”.

    Midoriya soltou um tsc de reprovação e limpou os cantos dos olhos com a palma das mãos.

“Não se faça de desentendido”, ele estava à beira do choro, “Eu não quero mais viver desse jeito, não quero viver assim com você”.

“Midoriya?”. Todoroki sabia o que estava acontecendo, mas ele teimava em negar o óbvio. Pensava que, talvez, por uma piedade que o destino pudesse ter de sua vida, Izuku negaria o que tinha acabado de dizer e os dois poderiam voltar a ser o casal apaixonado que eram. Aquele não era o Midoriya pelo qual havia se apaixonado, e isso o assustava.

“Não é a mesma coisa já faz um bom tempo. Não nos falamos, não damos mais satisfação um para o outro, não temos os mesmos interesses”, houve uma pausa em que Izuku passou pesadamente a mão aberta pelo rosto, “Eu nem sei se te amo mais”.

Love was such an easy game to play

    Shouto permaneceu calado. Aquele deveria ser o momento em que tentaria fazer Izuku voltar atrás, dizer que o amava. Porém, ele mesmo não sabia se estaria mentindo ao afirmar que ainda o amava. É verdade que andava pensando bastante em Momo, contudo não entendia ao certo se era apenas uma boa amiga ou algo mais. 

Now I need a place to hide away

“Ok”.

    Izuku não pôde conter o choro. Sentou-se no sofá de couro e cobriu o rosto com as mãos. Os soluços, entretanto, não foram abafados, e Todoroki conseguiu ouvi-los perfeitamente.

“Você só consegue dizer isso, seu cretino?”, a voz de Midoriya falhava por conta dos soluços que saíam de sua boca. Ele parecia cansado, encurvado sobre si mesmo, como se estivesse tentando sumir dali. “Vai pro inferno”.

“Não tenho o que dizer”, ele sentia como se tivesse uma âncora presa ao seu corpo. Sentia-se pesado, impulsionado a ficar calado, sem saber o que dizer. Ele também já não era aquele Todoroki que sempre sabia o que dizer. Não era o mesmo, e por isso Izuku já não sentia prazer em ver seu rosto. “Se essa é a sua vontade…”

“Se essa é a minha vontade? E a sua?!”, ainda que a voz de Izuku exprimisse indignação, ela também parecia muito cansada para ficar em um tom elevado. Midoriya parecia estar sumindo aos poucos naquele sofá, quase como se estivesse sendo engolido pelo móvel.

    Todoroki finalmente percebeu que não tinha se revoltado porque não havia por que se revoltar. Sua opinião era recíproca à de Midoriya, o que facilitava seu entendimento sobre a situação: os dois não se amavam mais. O certo nesse momento era tentar recomeçar, e recomeçar cada um em seu tempo e ritmo. Sem o outro ao seu lado.

“Não apresento oposição a isso”, ele admitiu. Foi como tirar um peso de seus ombros. “Mas gostaria de continuar seu amigo”.

    Izuku passou a mão pelo rosto lentamente e finalmente o encarou.

“Mesmo nesses momentos, você é o Todoroki”, ele comentou, voltando a chorar (ainda que tivesse esboçado um pequeno sorriso nostálgico antes de abaixar a cabeça e esconder o rosto por conta do cabelo).

“Perdão”, Todoroki pediu desanimado. Não havia o que mais falar, por mais que ele sentisse que seu peito fosse preenchido de diversas frases, prontas para serem soltas. Poderia inflar-se de raiva e jogar os erros de Izuku em sua cara; estava cansado, entretanto, de tentar mudar sua situação, ou melhor: tentar mascará-la. Ambos tinham errado, e aquele momento não era referente a jogar os erros na mesa e botá-los na balança para ver qual lado estava mais errado, mas sim simplesmente aceitar os erros. Aceitar que tudo havia acabado. 

    Shouto envolveu Midoriya em um abraço amigável. Ficaram assim por um bom tempo.

“Parece que foi ontem, né?”, comentou, sentindo o outro levantar os olhos para ele, “Que eu te pedi em namoro”.

    Antes de responder, Midoriya enxugou o nariz na manga da camisa que vestia.

“Parece mesmo”. Um sorriso nostálgico ficou estampado no rosto de ambos por algum tempo.

    Era certamente estranho pensar em como tudo tinha sido perfeito. Como um metal, porém, que fica exposto à chuva, logo tudo ficou enferrujado e sem seu brilho natural. Para Shouto, entretanto, parecia que tinha sido ontem que eles tinham tido um relacionamento brilhante, um metal inabalável diante da constante garoa.

Oh, I believe in yesterday

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Ah, e quando eu disse "azul da adolescência", basicamente é o auge da adolescência, eu vi esse termo em um poema do Mário Quintana e resolvi usar (huehue).

Até a próxima! <3


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