1. Spirit Fanfics >
  2. Opa! Estou no universo da DC >
  3. Capítulo 18

História Opa! Estou no universo da DC - Capítulo 19


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, prontos para sofrer! Muahaa 😈

Fiz esse capítulo bem BIPOLAR. Vocês vão sofrer, chorar, sorrir, senti vergonha, chorar de novo. Daqui pra frente a história vai começar a andar do jeitinho que eu queria desde o início. Estamos nos aproximando do fogo 🔥

Espero que gostem!
Boa Leitura!

Capítulo 19 - Capítulo 18


Susan Allende

Ariana Grande tinha razão! Dinheiro traz sim felicidade.

Sorri ao ver as vinte e quatro sacolas de compras sobre a cama do quarto. Roupas, maquiagens, sapatos. Tudo o que uma mulher precisa para se sentir bem! A mulher que disse que precisa do homem pra viver não conhece o cartão sem limites. Isso é um presente dos deuses comparado a qualquer homem desse planeta.

Olhei para a sacada do quarto que dava uma bela vista para a praia. Sorri, do que seriam essas pequenas férias sem um pulo no mar!?

Peguei o meu biquíni tamanho infantil e o meu short tipo Anita e vesti. Mandei uma mensagem para Diana avisando que estava bem e saí do quarto de hotel. Adentrei o elevador e apertei o botão para o térreo.

— Segura, por favor — A voz grossa e profunda preencheu o corredor. Coloquei minhas mãos na porta do elevador e levantei o meu olhar para visualizar o dono da voz.

Meu interior se agitou. O moreno adentrou o elevador, com um sorriso gentil e sacana nos lábios. Ele agradeceu e só aí pude notar o sotaque francês em sua voz. Suspirei e me afundei no canto do elevador, tomando certa distância do homem.

— Obrigado, iria demorar muito pra pegar outro elevador — Falou ele. O olhei de soslaio e o mesmo vestia uma bermuda florida de praia e uma blusa social azul aberta, me proporcionando uma bela visão do seu físico malhado. Mordi o lábio inferior e desviei meus olhos daquela visão. Aquele homem era uma judiação para a minha calcinha.

— Sou Miguel, Miguel Baronni. E você!? — Ele perguntou. Olhei diretamente para as íris castanhas e me derreti contendo um gemido interno.

— Susan, Susan Allende — Respondi, tímida. Miguel abriu um sorriso perfeito e estendeu a sua mão.

— É um prazer conhecê-la, Susan — Apertei a mão do mesmo, o cumprimentando.

— Digo o mesmo...— Falei. O elevador apitou e chegamos ao térreo. Miguel acenou e se despediu, saindo da minha linha de visão. Suspirei. Coloquei o primeiro pé para fora do elevador e fui até a praia.

O calçadão estava com pouca circulação de pessoas, talvez por ser meio de semana e só os ricos e importantes frequentarem esse dia, enquanto a classe baixa trabalhava pelo sustento. Pessoas conversavam, corriam e andavam de bicicleta. Engravatados paravam em quiosques e pediam uma água de coco. Mulheres exibiam o seu corpo bronzeado e com marcas de biquíni. Enquanto eu permanecia branca e pálida como um papel. Nem lembro qual foi a última vez que vi o sol, Gotham só sabe chover e ficar nublado, lugar frio como a própria população.

Andei pela areia fofa e quente, sentindo uma tranquilidade me atingir assim como a brisa que vinha do mar. Olhei para a imensidão de água, o azul marinho me lembrou as íris de Clark. Me indaguei o que os heróis estariam fazendo a essa hora e se sentiam falta de mim...

Afastei tais pensamentos e aluguei um guarda-sol. Coloquei a tanga sobre a areia fofa e me sentei. Enquanto eu procurava o protetor solar dentro da bolsa, meu olhar percorreu a praia. Meus olhos se arregalaram e eu senti meu coração parar por dois segundos. Apertei os olhos para ver se era aquilo mesmo que eu estava enxergando ou se era apenas um delírio repentino.

Bruce sorria docemente enquanto saia do mar, esfregando os fios negros para tirar a água que escorria. Meu olhar desceu até o seu corpo. Minha boca estava aberta, nunca imaginei ver Bruce Wayne de sunga, saindo da água com um sorriso DOCE, não arrogante, nos lábios enquanto secava os fios de cabelo. Ele caminhou até a praia, meu coração se agitou.

Como ele sabia que eu estava ali?

Mordi o lábio inferior e coloquei as mãos sobre o rosto, aflita.

Imagina a queda que eu levei quando o morcego desviou o caminho e parou perto de outra mulher.

Ela tinha os cabelos negros. Pouco pude ver o seu rosto, apenas o corpo modelado de uma verdadeira modelo. Bruce entregou algo a ela, algo que com certeza teria trazido do mar, uma concha talvez. Me senti a pessoa mais idiota, trouxa, maluca e sem noção do mundo.

Eu havia cruzado a porra do oceano por um homem! Que merda eu tinha na cabeça!? Um homem que estava com outra mulher ainda por cima.

Lágrimas brotaram nos meus olhos, segurei-as. Não me permitiria chorar por homem nenhum, não mais.

Me levantei de onde eu estava e peguei as minhas coisas, caminhei pela praia, longe do olhar dos dois pombinhos. Se Bruce me visse aqui, seria mil vezes pior. Quero nem imaginar o que isso desencadearia. A humilhação que eu estava sentindo iria se elevar de um nível alto para o supremo.

Sentei-me em uma mesa de um quiosque e pus o telefone em mãos. Estava pronta para mandar uma mensagem para Alfred, pedindo para que o mesmo me arrumasse uma passagem de volta para Gotham City. Meu olhar fugiu da tela do celular por um segundo. Bruce e a mulher que estava com ele estavam vindo em minha direção, engajados em uma conversa. Os dois não tiravam os olhos um do outro, o que impossibilitou de que eles me vissem e eu fosse flagrada.

Para me esconder, fiz a primeira coisa que veio a mente. Me joguei embaixo da mesa, e esperei eles passarem. Porém, Bruce e a mulher se sentaram bem ao lado de onde eu estava, senti o medo de ser vista me consumir. Subi o pano da mesa, o que me deu uma visão dos pés dos dois. Ouvi atentamente a conversa.

— Você averiguou bem o iate!? — A mulher perguntou — Quando entrarmos, não quero que tenha erros, Bruce — Ela disse. Sua voz era melodiosa e delicada assim como a sua aparência.

— Não vai ter erros — A voz grossa de Bruce reverberou — Eu estou aqui, vim por você...— Olhei de baixo do pano que cobria a mesa. A mulher sorria docemente para Bruce enquanto ele segurava a sua mão. Meu coração doeu. Por que eu estou sentindo isso!? Não temos nada, mas por que eu sinto que fui traída!?

— Prometo que encontraremos uma saída...— Bruce voltou a dizer — Vou te ajudar Selina! — Larguei o pano e cobrir a minha boca, contendo um grito.

A surpresa e a tristeza me consumiaram. Como não tinha pensado nisso antes!? Selina Kyle, a mulher gato. A esposa do Bruce Wayne nos quadrinhos. Ao lado dessa mulher eu não sou nada, nem mesmo uma formiga.

— Devemos sair daqui, podemos ser vistos — Selina alertou — Quero que tudo aconteça de acordo com o plano, sem falhas... Amanhã a noite será o grande momento de atacar.

Arquei uma sobrancelha. O que esses dois estavam tramando!?

Bruce e Selina se levantaram e saíram, indo em direção ao hotel. Agora eu tinha a confirmação que precisava, ele está mesmo hospedado no Palace. Ou seja, terei que dobrar a minha atenção.

Quando eu ia me levantar alguém se sentou na mesa onde eu estava escondida. Fiquei rubra quando dei de cara com Miguel, ou melhor, com as suas pernas. Eu estava de quatro por baixo da mesa, enquanto ele se encontrava sentado na cadeira bem à minha frente.

— Que maneira inusitada de te encontrar, senhorita Allende — Ele falou. Sorri constrangida e mordi o lábio inferior — Não vai sair daí!? — Ele arquou a sobrancelha, um sorriso cínico estava nos seus lábios.

O garçom se aproximou e arregalou os olhos.

— A-ah D-desculpe senhor — Gaguejou o garçom ao olhar para a cena. Afundei meu rosto sobre as minhas mãos e gemi baixinho. Eu estava envergonhada.

— N-não tem problema — Miguel falou — Eu vou querer um vinho, por favor, o melhor da casa.

O garçom assentiu e se retirou, contendo o riso.

— Iai!? Vai ficar mesmo aí!? — Miguel indagou.

— É-é que eu estou meio que presa aqui, se você puder chegar pra lá — Fui sincera. Miguel deu um sorriso e afastou a cadeira. Me levantei e me sentei com ele junto a mesa — Desculpe é, que eu...— Me embolei com as palavras.

— Não precisa se explicar. Eu, particularmente, prefiro não saber — Sorriu, eu o acompanhei — Gosto desse mistério que te cerca.

— Acredite, minha vida é um livro aberto — Fui franca — Ou era...

O garçom trouxe duas taças e colocou o vinho sobre a mesa após servir Miguel. O moreno cheirou o vinho e balançou a taça após saborea-lo como um verdadeiro degustador.

— Não vai beber!? — Neguei — Por favor, me acompanhe, ficarei triste se só eu me divertir.

Mordi o lábio e levantei a minha taça. Miguel me serviu e eu beberiquei o vinho.

— É delicioso né!? Um clássico — Assenti — Sempre apreciei os vinhos. Minha mãe era dona de uma vinícula, essa era uma das paixões pela qual eu e ela compartilhamos — Sorriu.

— É um belo passatempo. Minha mãe é médica, assim como todos da minha família. Todos escolheram a medicina, quer dizer, quase todos — Voltei a bebericar. Coloquei mais vinho na minha taça.

— Quer dizer que temos uma rebelde aqui!? Encontramos a ovelha negra da família — Ri do seu comentário.

— É, pode se dizer que sim! Fui contra todos da minha família e cursei confeitaria — Sorri ao me lembrar do meu trabalho — O que eu amo de verdade, o que me faz feliz — Abracei a taça entre os dedos. Miguel olhou para mim, com as íris castanhas cobertas de curiosidade — Fui contra tudo que a minha família dizia e segui os meus sonhos. Hoje, acho que me consideram uma falha, um fracasso — Deixei uma lágrima rolar. Miguel a secou e ergueu o meu queixo.

— Ser diferente não significa nada. Você foi mais forte que qualquer um, seguiu o seu sonho, foi contra a sua família e conseguiu o que queria. Se você considera isso um fracasso, precisava melhorar o seu conceito de sucesso — Sorri para ele — Eu não te conheço bem, mas já a considero muito forte — Ele riu — Você me lembra a minha avó. Ele era muito rebelde na sua idade. Foi contra o que todos acreditavam e, em meio a tantos homens, conseguiu ter voz...

— Ela estava a frente do seu tempo — Comentei — Deve sentir muito orgulho dela — Miguel assentiu.

— Foi uma grande mulher. Melhor do que qualquer uma da família Baronni — Ele disse. Seu olhar se tornou intenso e vago. Umideci os lábios e voltei a sorrir.

— Um brinde a ela! — Ergui a taça.

— Um brinde a Giselle Baronni — Brindamos. Eu e Miguel caímos na gargalhada e voltamos a beber.

(...)

— E tipo — Funguei— eu vim pra esse país por ele, sabe!?— Falei chorosa. A bebida já havia afetado os meus sentidos e o meu emocional. Nesse instante eu estava despejando os meus problemas sobre Miguel, claro que, eu ocultei algumas coisas — E poxa, esse cara pelo qual eu estou a fim, está aqui com outra! Depois de me beijar, me usar, ir embora só deixando um bilhete, ele está aqui com OUTRA! — Lágrimas banharam o meu rosto.

O sol já tinha se escondido. A bebida já havia se acabado, estávamos agora dentro do elevador do Hotel.

— Ele não te merece. Deveria parar de ir atrás dessa cara. Você merece mais, alguém que realmente te de valor — Miguel disse. Ri de escárnio.

O elevador apitou no meu andar. Nós dois saímos.

— Essa espécie de homem foi extinta a muito tempo, chuchu — Mordi a bochecha — Eu vou morrer sozinha...— Lamentei.

Miguel me carregava pelo corredor do meu andar, eu estava tri bêbada. Não aguentava minhas próprias pernas, nem meu próprio corpo.

— Mi...— O chamei pelo apelido, o moreno me olhou — Eu sou feia!? — Perguntei. Ele arquou a sobrancelha e negou.

— Você é linda Susan. Sua beleza se iguala as constelações — Sorri, feliz.

— Eu sou chata!? Eu devo ser chata...— Voltei a perguntar.

— Você é divertidíssima. Adoraria passar horas conversando com você, seu senso de humor me faz feliz — Foi franco. Levantei os meus braços.

— Cheira! — Falei. Miguel arqueou a sobrancelha e gargalhou — Vai, cheira — Apontei para a minha axila.

— Por quê!? — Voltou a gargalhar. Miguel estava achando graça desse meu estado deplorável.

— Eu sou fedorenta!? Vê se eu sou!? — Ele se aproximou do meu pescoço e fungou.

— Não, você cheira a chocolate, o que é muito bom — Sorri e voltei a ficar triste. Bipolaridade me consumia ao estar bêbada.

— Então por que ele me trocou por outra, Mi!? O que há de errado comigo!? — Me desgrudei dele e comecei a andar sozinha. Miguel me puxou para si e sorriu.

— Seu quarto é aqui! — Ele apontou para a porta e me entregou o cartão de acesso — Você é incrível, Susan. Não precisa se diminuir para caber no mundo de ninguém! — Ele falou e eu adentrei o quarto — Eu quero te fazer um pedido. Mas amanhã eu volto, vou esperar você ficar sóbria — Ele foi fechando a porta — Boa noite, Su.

A porta se fechou e eu me joguei na cama. Olhei para o teto branco e sequei as lágrimas que tentaram inundar o meu rosto. A cena de hoje a tarde se repetia na minha mente. A imagem de Bruce e Selina invadiram a minha cabeça, cenários e mais cenários deles dois se formaram na minha imaginação fértil. Fechei os olhos firmemente e me entreguei a escuridão, chorando baixinho e dormindo logo em seguida.


Notas Finais


Ui 😅 que capítulo 😂🤦
Chorei, ri, fiquei puta, chorei de novo. Esse capítulo me destruiu.
Espero que tenham gostado. Não se esqueçam de comentar e votar, quero saber o que acharam. Votem e me sigam, sou super legal 😘

Xoxo


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...