História Open wounds, closed heart - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Yuri!!! on Ice
Personagens Ji Guang-Hong, Leo de la Iglesia, Minako, Phichit Chulanont, Victor Nikiforov, Yuri Katsuki
Tags Mental Illness, Slow Burn, Therapy Au, Victuri
Visualizações 153
Palavras 771
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 15 - Dia 15


12/08/2017

 

Quando cheguei ao GAPAD eu estava nada além de cansado e meu maior desejo era de ter tido alguma desculpa para passar o dia sob as cobertas. Lamentavelmente, não tive escolha além de acordar cedo, pois tinha que trabalhar no meu livro, que ainda não havia alcançado o cronograma. Exceto por isso, eu até que estava bem.

Quando pisei dentro do salão, fui logo cumprimentado por Victor, que parecia mais feliz em me ver do que eu achava ser possível. Talvez fosse por termos trocado algumas mensagens durante a semana, sei lá, mas pelo menos sua energia aliviou um pouco o meu cansaço. Vi Leo e Guang alguns metros adiante, mas os olhares incomodados que Leo lançava em direção a Victor foram suficientes para eu decidir ficar onde estava. Assim que todos haviam chegado e se reunido no salão, Minako anunciou que hoje a atividade seria “Mine field” e que devíamos nos dividir em duplas.

Foram distribuídas vendas e um dos integrantes deveria ser vendado e conduzido pelo parceiro, que não poderia desencostar da parede. Notando a minha falta de vontade de andar às cegas pelo salão, Victor se candidatou para a tarefa.

Enquanto eu amarrava o pano para que não soltasse enquanto ele andava, notei Guang fazer o mesmo com Leo. Ela então soou um apito e, quando dei conta, Victor já havia começado a andar, sem sequer esperar por algum comando meu. O guiei da melhor forma que pude, mas eram muitas pessoas andando num mesmo espaço, sendo assim inevitável alguns esbarrões. Foi difícil mas pelo menos deu tudo certo no final e, quando enfim Victor tirou a venda, ele veio logo em minha direção falar que eu tinha sido incrível. Falei que não foi nada demais, mas não pude evitar de ficar feliz com o comentário.

Durante o intervalo, aproveitando que Victor havia ido conversar com Minako, fui ver como Leo e Guang estavam. Como esperado, Leo logo começou a resmungar que eu não devia perdoar o Victor tão fácil, e que ele ainda ia me chatear novamente. Entretanto, percebendo que suas palavras não me afetavam, desculpou-se e foi esfriar a cabeça no banheiro. Assim que Leo se afastou, olhei em direção a Guang e perguntei se ele também tinha algo contra Victor, e sua resposta foi que, na sua opinião, todos mereciam uma segunda chance. Nós então concordamos que tínhamos que fazer alguma coisa para aliviar a tensão entre os dois, mas fomos incapazes de pensar em como faríamos isso.

Durante a roda, Victor ainda se mostrava bastante nervoso e desconfortável. Pensei que ele havia exagerado da última vez, mas pelo jeito ele realmente não conseguia falar em público, visto que ele gaguejava hora ou outra. Pergunto-me se é por causa de algum trauma ou coisa assim.

Ele disse que havia tido apenas uma crise séria durante a semana além das que normalmente tinha, aparentemente por causa de algo que o lembrou de umas coisas do passado, do qual ele não gostava de relembrar. Quanto a mim, falei que tenho andado meio incomodado com alguns assuntos, mas que tinha esperanças de que tudo ia se resolver com o tempo. Eu contei também sobre as crises moderadas que tive por causa do trabalho; meu editor andou em cima do meu pé a semana toda… O último a se pronunciar foi Leo, que falou temer que o amigo dele estivesse sendo enganado, mas que o protegeria. Isso, claro, deixou-me um tanto desconfortável, e Victor chateado. Guang tampouco pareceu feliz com o comentário. Nenhum de nós, porém, disse nada.

Quando tudo acabou, Guang veio até mim ver como eu estava e pediu desculpas para mim e para Victor pelo que Leo dissera. “Ele se preocupa muito com o Yuri… Não é por mal. Ele anda muito emotivo ultimamente…” Perguntei onde Leo estava e Guang disse que ele já havia ido, pois desejava ficar um pouco sozinho. Ele então complementou dizendo que mandaria mensagem para ele quando chegasse em casa, para ver como ele estava. Guang então se despediu, deixando-me a sós com Victor, que ainda parecia bem abalado.

Victor então olhou na minha direção e perguntou se era melhor nos falarmos menos ou coisa assim, pois não queria atrapalhar minhas amizades. Apressei-me em dizer que ele também era meu amigo e que eu não pretendia deixá-lo de lado, ainda mais quando tudo certamente se resolveria se esperássemos. Logo, Leo perceberia que Victor não era uma pessoa ruim.

Victor ficou feliz e agradeceu pelas palavras que eu o havia dito, mas, sinceramente, eu queria mesmo era que tudo se resolvesse de uma vez. Estou começando a me cansar dessa situação.



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