História Open your eyes. - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Chenle, Doyoung, Haechan, Hansol, Hendery, Jaehyun, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Jungwoo, Kun, Lucas, Mark, RenJun, Taeil, Taeyong, Ten, Winwin, XiaoJun, YangYang, Yuta
Tags Chenle, Chittaphon, Donghyuck, Doyoung, Gay, Hendery, Homossexual, Jaehyun, Jaejen, Jaemin, Jeno, Jisung, Johnny, Jungwoo, Kun, Lee Jeno, Lemon, Lgbt, Lgbtq, Mark, Na Jaemin, Nct, Nct 2018, Nomin, Renjun, Sad, Sicheng, Taeil, Taeyong, Xiaojun, Yangyang, Yaoi, Yukhei, Yuta
Visualizações 8
Palavras 2.241
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Droubble, Ecchi, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


ok, eu apareci aqui pra iniciar uma fanfic e é bem provável que eu me dedique somente a ela. então isso responde meu sumiço em relação as outras postagens, sim? espero que gostem, e boa leitura.

obs: não revisada.

Capítulo 1 - Le début.


- está tudo bem, se é isso o que quer... - murmurava a senhora na, a aparência cansada denunciando o quão sofrida sua vida estava. - eu prometi pagar-lhe assim que a poeira baixar, sabe que devo cuidar dos meninos, sequer paga a pensão, espera mesmo que eu dê conta de cuidar de ambos e não sofrer com questões financeiras? este sempre foi o seu maior defeito, um egocêntrico incompreensível, em que enrascada fui me meter ao apaixonar-me justamente por ti?

e cessou, a conversa barulhenta parou, de uma vez, porque novamente o rapaz desligara na cara da mulher. jaemin, o filho mais velho, que tinha seus 20 anos, encontrava-se atrás da porta, ouvia tudo, e inevitavelmente se sentia culpado. sejamos realistas, um adulto vivendo debaixo do teto da mãe, que vivia superlotada com problemas devastadores, conta bancária estourada, e uma saúde física e mental abaixo da porcentagem segura, era sim uma vergonha. ainda mais por ser grande parte do tremendo problema. suspirou, sabia que devia partir da residência acolhedora em que viveu durante todos aqueles anos, mas já não tinha mais alternativas.

fingindo que não havia ocorrido nada, se pôs ao lado da primogênita, acarinhando-lhe o ombro ternamente enquanto observava a face tão conhecida, e apesar de um tanto acabada devido a idade que desgastou a moça, belíssima.

- era ele de novo? - questionou, afastando-se para pegar um copo e o encher com a água, a secura preenchendo o pouco espaço úmido pela saliva, contribuindo para que o na levasse o objeto até os lábios e virasse todo o conteúdo garganta abaixo, aliviado por saciar-se.

a mais velha apenas assentiu, causando uma onda de tristeza no filho, que a abraçou carinhosamente.

- saiba que eu te amo, uh? e quero conversar contigo sobre algo que estive pensando durante essas semanas... - sorriu fraco. - permita-me dizer agora?

- é claro, nana. - abriu os olhos anteriormente fechados, satisfeita em ver o quão feliz "seu bebê" ficou em ouvir aquele apelido de tantos anos. - peço que não venha dizer que eu serei avó, pelo amor de deus.

jaemin riu alto, negando com a cabeça. sua mãe sabia que era um homossexual, brincadeiras como aquela havia se tornado algo comum na casa dos na.

- eu gostaria de morar com a vovó... sabe? seul é uma cidade grande, posso estudar e então prestar vestibular... sempre foi meu sonho, afinal, e aqui em busan não tive essa oportunidade. - ditou brincando com os próprios dedos, claramente ansioso. - irei visitar você e minha irmã sempre que eu puder, prometo!

doeu, de certa forma, desejar partir. todos os cômodos ali presentes foram fruto de grande parte de sua infância, as decorações, 90% desenhada por si, e feitas por todos os escultores, arquitetos e afins quando a residência ainda era habitada pelo seu pai, jaemin sempre obteve sucesso com sua imaginação fértil, e adorava desenhar móveis, casas, todos os tipos de objetos. admirado por seu talento, os pais fizeram tudo aquilo que desenhou, e bem, quando o casamento chegou ao fim, o pai foi um verdadeiro babaca, exigindo que a mulher, a quem disse amar durante 17 anos, pagasse por todos os itens.

e foi por esta desnecessária ordem, que agora a família antes bem vista afundou, como se o navio antes radiante houvesse encalhado e conforme veio a tempestade, afundado, devagar, numa lentidão dolorosa e sufocante.

jaemin sentia-se num verdadeiro filme de terror, em que o protagonista e culpado por todo aquele desastre fosse ele, vejamos: sempre foi colocado no meio das brigas de seus pais, quando se separam, sentiu-se como um objeto para ambos, tudo era motivo de chantagem, uma pressão absurda feita para que o coreano decidisse com quem iria morar.

e desde então, teve uma vida conturbada, lembranças do passado o corroendo e causando sua ansiedade.

- ah, bem... é isso mesmo que quer? - perguntou a adulta, engolindo em seco.

o coreano ponderou permanecer ali, na tediosa busan apenas para ver a mãe contente, mas logo os pensamentos foram furtados pelo triste fato de que sua presença causava impasses, então simplesmente afirmou com a cabeça, um sorriso que clamava por compreensão adornando os lábios naturalmente rosados.

- certo, tem pretensão de ir quando?

e então a ficha caiu, jaemin não pensou sequer em quando poderia ir para a cidade grande. mordeu o lábio inferior, o olhar perdido em um ponto fixo poucos metros atrás da mulher que cuidou de si sempre, fez uma análise rápida sobre seus dias e então a mente clareou, podia retirar-se no sábado que se aproximava.

- sábado, mamãe. acha que é possível? - inquiriu tirando o par de tênis que calçava no momento, os largando num canto. - eu me apressaria em arrumar as malas, sabe que me dedico muito quando quero algo então é provável que eu seja capaz de deixar tudo na mais perfeita ordem.

a progenitora, ainda que deveras chateada com a inesperada notícia, apoiou o filho.

esteve presente em todos os atos do garoto, deu-lhe as forças necessárias para mostrar o quão capaz de sobressair-se jaemin era, para mostrar que o brilho em seus olhos cativava pessoas e que seu sorriso podia melhorar dias, anos, e o que quer que fosse, porque exalava sinceridade, uma aura puritana e essencial, como se fosse um anjo. e sua mãe o via como um, uma benção, porque graças ao nascimento do de fios rosas, pôde conhecer aquilo que denominavam amor de mãe, e jamais poderia apagar a chama acendida dentro de seu peito, a luz brilhante e ofuscante de sua alma; amava seus filhos e independente do quão magoada poderia ficar com as escolhas tomadas pelos mesmos, ela estaria sempre disposta a apoiá-los e os acolher em seus braços protetores quantas vezes fosse necessário. uma mãe servia para isso, ser o porto seguro daqueles que mais ama.

depositou um selar na bochecha da mais velha, correndo para o cômodo superior e jogando-se na cama espaçosa.

jaemin não podia negar que estava morto de cansaço, dormir às 6:00 para acordar às 9:00 não lhe fazia bem algum, no entanto, a fama de teimoso que tinha não vinha à toa, e mesmo a genitora dizendo que devia descansar e deixar para finalizar os desenhos no outro dia, o jovem somente dava de ombros e inventava uma desculpa para continuar focado em seus criativos trabalhos.

não fora surpresa alguma para chin-sun encontrar o irmão mais velho dormindo feito um bebê. chin-sun tinha seus 11 anos, por mais que fosse considerada uma criança por quase todos que a conheciam, era esperta demais para ser uma criança normal. sabia o que se passava na mente brilhante do irmão, e não negaria estar profundamente ferida, teria de conviver longe daquele que lhe tratou com tanto carinho desde que veio ao mundo. não seria algo fácil, tinha plena noção disso.

com esforço, subiu no móvel confortável e agarrou-se ao rapaz, acompanhando o mesmo num sono acolhedor.

(...)

era por volta das 19:00 quando os olhos abriram-se e lentamente o coreano acordou de vez, o corpo da irmã já não se encontrava mais ao seu lado. não evitou em sorrir, sabia que o hábito da pequena era deitar-se ao seu lado e sair antes que acordasse.

encaminhou-se até o banheiro, lavando seu rosto e escovando os dentes antes de descer para a sala.

a casa, silenciosa, como sempre fora, causava paz em jaemin, que sorriu satisfeito dando-se por contente, talvez não fosse tão ruim iniciar uma vida nova, distante de tudo aquilo que estava acostumado, todos crescemos um dia, e havia chegado a vez do rosado amadurecer, sozinho, sem a ajuda da mãe.

vasculhou por algum parente, e não encontrou ninguém, contribuindo para que desse de ombros e pegasse um pacote de cheetos, abrisse uma lata de coca e então ligasse a TV para assistir um filme qualquer.

e obviamente deu o play em algum que estivesse encaixado no gênero terror, o único verdadeiramente capaz de prender a atenção do garoto por algumas horas.

o silêncio impregnado na residência não era incômodo algum, visto que jaemin adorava estar sozinho pois assim ganhava horas extras de privacidade e pensamentos. querendo ou não, ter a primogênita e irmã por perto interrompia-lhe o fluxo de criatividade ou de decisão.

o tempo voava tão rápido quanto a forma em que os fios rosados balançavam de acordo a ventania batia contra estes, gerando arrepios e regozijo.

o som da porta sendo aberta ecoou pelo cômodo escuro, permitindo que a pouca claridade vinda do sol adentrasse o espaço grande e roubasse a atenção do na.

sorriu grande, tendo a irmã correndo em sua direção e o abraçando o mais forte que podia, afinal, não tinha lá grande força.

a mãe surgiu logo depois, trazendo consigo poucas sacolas de compras.

- não queríamos te acordar então fomos sem você... - proferiu a garotinha.

- está tudo bem, sabe disso. gosto de ficar um pouco sozinho às vezes... - sorriu.

o que era um fato, mas nem sempre conseguiam acreditar nesta frase proferida milhares de vezes por jaemin.

sentiam, ainda que o na fizesse transparecer confiança, que ele incomodava-se por estar sozinho, contudo, as ações executadas provavam o total oposto.

não tardou para que o odor agradável de pizza alcançassem ambas as narinas dos irmãos, que puseram-se de pé e mais apressados do que o próprio flash chegaram a cozinha fresca, sempre geladinha graças ao vento e ar puro abundante trazido pela janela aberta.

- É DE QUE? - berrou o na, um filete de suor escorrendo pela testa coberta por uma fina camada de pó hidratante.

a primogênita, inevitavelmente riu, alguns fios recém grisalhos caindo na frente do olho esquerdo, mas não tirando a beleza única que a mulher possuía.

- é de calabresa, meu filho.

jaemin pulou feito uma criança, o sorriso gigantesco adornado nos lábios, chegava a ser intrigante, seria mesmo possível que aquele marmanjo agisse como a própria irmã?

logo a mesa de jantar estava rodeada pela família, se fosse anos atrás, haveriam 4 lugares, 4 pratos, 4 sorrisos, 4 gargalhadas, 4 pessoas felizes. mas tudo isso ficou no passado, agora eram os 3, e não sentiam falta daquilo que o tempo tratou de apagar, estavam contentes com a vida que levavam, e logo seriam apenas 2. mas jaemin voltaria, ah se voltaria.

nem que necessitasse passar longos anos longe, sem ver quem amava, mas voltaria.

- nana! - exclamou a menor, roubando a atenção do irmão. - podemos ver filme até de madrugada hoje? mamãe disse que fará pipoca...

jaemin cogitou dizer não, pretendia aprimorar suas técnicas desenhistas enquanto desfrutava do volume alto obtido por seu fone de ouvido, a melodia de nirvana sempre o mantia calmo. mas sorriu, e concordou. lembrou-se que não poderia mais estar perto da menor todos os dias como sempre foi, porque ele iria embora.

qualquer um perceberia o quão abalada a mãe estava. afinal, o garotinho que criou durante grande parte de sua vida partiria.

ah, como ela ia sentir falta das 20:00, horário este que jaemin chegava em casa carregado de livros pegos na biblioteca do município.

jaemin amava a biblioteca.

adorava a forma como estava sempre fresca, mesmo no dia mais quente de um verão longo e calorento; adorava o silêncio murmurante, rompido apenas por sussurros ocasionais, pela batida suave da bibliotecária carimbando livros e cartões ou por páginas sendo viradas na sala de periódicos, onde homens idosos ficavam lendo jornais presos em varas longas. adorava o tipo de iluminação, que entrava na diagonal pelas janelas altas e estreitas à tarde ou formava piscinas preguiçosas a partir dos lustres baixos nas noites de inverno enquanto o vento soprava lá fora. ele gostava dos cheiros dos livros, um cheiro de especiarias, suavemente fabuloso. às vezes, ele andava pelas estantes de livros adultos e olhava os milhares de exemplares e imaginava um mundo de vidas dentro de cada um, da mesma forma como às vezes andava pela rua no crepúsculo enevoado e vermelho de uma tarde, com o sol apenas uma linha laranja no horizonte, imaginando as vidas se desenrolando atrás de todas as janelas; pessoas rindo ou discutindo, ou arrumando flores ou alimentando animais e crianças, ou a si mesmas, quando viam televisão.

mas o que de fato o encantava era poder ler, maravilhar-se com a fartura de beleza e conhecimento que o local obtinha, enquanto desfrutava da batida de suas músicas favoritas.

e além disso, amava doces.

o açúcar esteve presente milhares de vezes no crescimento de jaemin; sua mãe não permitia que ingerisse as guloseimas após às nove da noite, mas todas às vezes que os pais dormiam, o garotinho corria escada abaixo e pegava a quantia de doces que fosse possível, retornando logo depois. e no dia seguinte, acordava com um pai e uma mãe enfurecidos por terem encontrado pacotinhos de bala largados por todos os cômodos em que o menino passou.

levava uma bronca, claro, mas logo os três riam. nana era travesso, todos tinham conhecimento disso, então não adiantava falar porque simplesmente jaemin faria de novo, e de novo, até que se desse por cansado e buscasse outra coisa para fazer e burlar as regras impostas pelos mais velhos.

aquela seria a última noite, e a aproveitou com todas as suas forças; brincou com a mãe e irmã, assistiu filmes até que ambas adormecessem e subiu, pronto para arrumar suas malas.

e bem, não muito longe dali, lee jeno pensava se conheceria o seu amor...


Notas Finais


FOI ISSO. me digam, o que acharam? vale lembrar que letra minúscula encontra-se presente PROPOSITALMENTE.


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